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História A alguns livros de distância (Peter Kavinsky, Noah Centineo) - Capítulo 1


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Capítulo 1 - A Mensagem


Fanfic / Fanfiction A alguns livros de distância (Peter Kavinsky, Noah Centineo) - Capítulo 1 - A Mensagem

 

Capítulo 1 : A Mensagem

Eu ainda não havia entendido como ele tinha vindo parar aqui, só sabia que era ele. A blusa azul escuro, o cabelo do mesmo jeito, tudo igual. Era ele, Peter Kavinsky. Mas como assim ele estava nessa cidade interiorana do Brasil e falando português? Mesmo com essas indagações eu conversava com ele como se aquilo fosse normal pra mim, e naquele momento, de fato era. Nós andávamos de mãos dadas e ele parecia não se incomodar. Era como se ele estivesse no lugar que deveria estar. Foi aí que eu entendi que deveria dizer pra ele tudo o que sentia, pois não sabia quanto tempo aquilo iria durar. Então, olhei pra ele e disse:

- Promete que seremos sempre amigos?

- Prometo, claro! Nós somos amigos! 

Ele respondeu.

Eu não podia ser muito ousada com as palavras, ainda não sabia como ele tinha vindo parar aqui.

 Enquanto olhava pra ele e apreciava aquela face tão perfeita, arrisquei dizer:

-  Você é muito importante pra mim!

Ele sorriu e disse:

- Eu nunca vou te abandonar!

Enquanto dizia isso , ele me abraçou. Eu sentia borboletas no estômago.

 

O despertador tocou. Ele sumiu magicamente. Eu abri os olhos. De alguma forma aquele momento havia sido real, eu podia sentir.

Só de saber que aquele sonho seria o mais perto que chegaria de qualquer personificação do Peter Kavinsky, me fazia desistir de acordar para qualquer coisa que envolvesse o mundo real. Mas lá estava eu, de pé, me arrumando para mais um longo dia de estudos, tentando abraçar qualquer chance de entrar pra  faculdade.

Dei bom dia pra minha avó, e antes do primeiro gole de café mandei mensagem pra Sarah, pra contar do meu encontro noturno com Peter. Sempre contava pra ela dos meus sonhos, geralmente eram bem bizarros e reais ao mesmo tempo. Ela adorava ouvir sobre eles. Para mim, esses sonhos são como um presente, pois me permitem estar com pessoas e viver momentos que jamais viveria de olhos abertos.

[21/1  7:20 AM] Sarah: Seus sonhos são os melhores, Fê! kkkkkk

 [21/1  7:20 AM] Fê : Bem que algum deles podia se tornar realidade.

Além dos sonhos malucos, compartilhava com ela alguns textos que escrevia. Colocar no papel as coisas que sentia, era pra mim um grande desabafo, era como olhar para um espelho que refletisse o meu eu mais profundo. Sarah me dizia que eu tinha a alma lírica e que devia começar a publicar os meus textos.

[21/1  7:30 AM] Sarah: Amiga, acho que você deveria escrever esse sonho!

[21/1  7:30 AM] Sarah: Existem vários apps que dá pra você publicar depois. 

[21/1  7:30 AM]  Sarah: Eu usava muito  o Spirit , para ler sobre as fics de Twilight.

[21/1  7:31 AM] Fê : Será miga?! 

[21/1  7:31 AM] Sarah: Só vaiii! Você tem muito talento, miga, de vdd! 

À tarde, antes de ir para o cursinho, resolvi baixar o Spirit. Primeiro passo era escolher um nome de usuário, não fazia ideia do que colocar e estava fora de cogitação usar o meu próprio nome.Iria escrever coisas muito pessoais, ainda não estava pronta para me expor dessa maneira.  Então, escolhi “Secret Letters” , baseada na história da Lara Jean. Afinal, era exatamente isso que iria fazer, escrever cartas secretas para o Kavinsky e outros amores impossíveis.

Apesar de sempre imaginar encontros com personagens fictícios na minha cabeça, esse universo de Fanfic era algo novo pra mim. Nunca tinha lido nem escrito uma Fanfic. Mas isso estava prestes a mudar. Cliquei na lupa e busquei por Peter Kavinsky. Entrei na primeira história que apareceu e comecei a ler.  Fiquei fascinada e senti uma profunda identificação com a personagem. Marina, assim como eu, era apaixonada por fotografia.

Só que além de Marina, ao avançar na leitura, conhecia um pouco mais da autora, e da sua sensibilidade, ao escolher com cuidado, cada situação descrita. Logo, pude perceber, que a Marina não era apenas uma simples personagem, tinha muito da autora nela.

Entrei no perfil da escritora, a foto era de uma menina com uma câmera na direção do rosto, já entregando a sua similaridade com a personagem. Pela descrição pude perceber que certamente se tratava de alguém de muita simpatia.  Resolvi arriscar e mandar uma mensagem, mas pela quantidade de seguidores e visualizações nas histórias, tinha minhas dúvidas se teria alguma resposta.

 

May 

“Sweet creature

Had another talk about where it's going wrong

But we're still young

We don't know where we're going

But we know where we belong” 

Sim, era meu despertador tocando sweet creature do Styles tamanha 6730 da manhã mais chuvosa que já existiu, parece que combinou exatamente com a melancolia apesar de ser um dia extremamente importante. Enquanto eu encarava o teto do meu quarto amarelo, pensando em quantos minutos eu estaria encrencada e extremamente atrasada para o meu primeiro dia no trabalho. Sim, um trabalho digno de mim e de todos os meus esforços de aprender alguma coisa naquela faculdade. Pensar nisso pareceu até um imã me puxando para fora da cama, enquanto eu descia as escadas podia sentir o cheiro de café fresco de todos os dias feito pelo meu pai, não importava que dia era e muito menos que horas eram, ele sempre acordava mais cedo. 

— bom dia, Deta. Animada? - ele sentou na mesa enquanto eu tentava processar uma resposta.

Meu pai tinha a mania maluca de por apelidos, em mim e em minhas irmãs. “Deta, Suede e Lola” não adianta nem questionar ou perguntar significados pois era simplesmente assim. 

— Bom dia pai, tentando concluir o download  da minha alma. - corri rápido pro banho, afinal era o primeiro dia. 

Enquanto a água fria fazia o seu trabalho me despertando, eu lembrava da noite anterior, sempre vivi entre os livros e sempre amei escrever. Sempre foi algo que liberava a minha tensão e como ontem foi um dia muito corrido eu precisava relaxar, escrevendo. Fazia quase um mês que eu havia terminado aquela bendita história da Jenny Han, e nada saia da minha cabeça e depois de ver a adaptação na Netflix tudo ficou mais vívido na minha mente. Aquele ator me chamou tanta atenção, como ele conseguiu vestir bem o personagem eu não conseguiria pensar em alguém melhor para interpretar Peter Kavinsky. E agora aqui, consigo fechar os olhos e escutar diálogos que obviamente não existem mas que fazem todo o sentido para a minha alma de escritora em formação. Que iam parar em um bloco de notas, notas do celular e no fundo da minha mente pensar em publicar estava fora de cogitação Marina e suas aventuras viveriam só ali na minha mente. Afinal, eu tinha coisas mais importantes para tratar inclusive eu já estava na marcação da encrenca mais alguns segundos estaria atrasada. 
Enquanto eu tentava parecer decente, minha irmã do meio entrou no quarto e ficou me encarando por alguns minutos. 

— tu sabes que rabo de cavalo no mínimo precisa ser alto, né? Mostra confiança. Tipo a Ariana Grande. - ela se jogou na cama.

— eu sei que tu não veio aqui pra isso, o que tu queres Caroline? - eu a encarava pelo espelho.

— teu aniversário tá chegando, e acho que tu precisa SE dar um presente. De verdade, eu sou tua irmã e apesar de não ser velha e carrancuda igual tu me importo. - ela estava revirando os olhos na parte do “carrancuda”.

— e o que isso quer dizer? - eu virei pra olhar e também para passar perfume.

— irmã, não me bate. Ontem eu peguei teu notebook pra assistir Netflix mas tinha um monte de pastas abertas e em uma delas tinha uma coisa bacana. Eu li as tuas notas e sei que não entendo nada disso, mas eu realmente gostei. Se minhas amigas fazem sucesso com aquelas porcarias que elas escrevem eu tenho certeza que tu também vai fazer. ela já estava saindo, óbvio.
Ela sabia exatamente o que eu pensava sobre ler as coisas que não lhe pertencia. Mas talvez ela tivesse razão, eu sempre fui leitora de Fanfics e de autores que ninguém coloca fé e sempre me surpreendi com cada talento desconhecido. Já havia instalado e apagado apps onde possivelmente poderia publicar alguma coisa em total anonimato, mas faltava apenas coragem. 

E essa história martelou na minha cabeça o dia inteiro, enquanto estava no trabalho consegui escrever mais, as ideias simplesmente jorravam em mim como a chuva que não parava de cair lá fora. Seria um desperdício ignorar mais uma vez, minha personagem queria “existir” e quando cheguei em casa criei meu perfil em um dos app que mais havia me chamado atenção até pela falta de conteúdos sobre o tal ator, seria um tiro no escuro mas eu queria de verdade que alguém se identificasse comigo, com a minha personagem. Já eram quase duas da manhã, e eu ainda estava encarando a tela do celular e digitando como se não houvesse amanhã. Se isso fosse acontecer, tinha que ser do jeito certo afinal, era o início e eu podia sentir que viriam coisas boas. 

O total prazer de clicar em “enviar capítulo” era algo realmente reconfortante apesar de saber que não teria 1k de vizualizações em segundos me dava a certeza de que alguém ia ler e isso me deixava nervosa. Depois desse primeiro momento, as coisas ficaram muito mais fluídas e até rápidas. Quase todo dia um capítulo novo, pessoas que eu nunca vi na vida me adicionavam e comentavam coisas a respeito da história, isso me deixava com a sensação de êxtase. 

Os dias foram se passando... cap: 1,2,3,4,5,6 e 7 publicados, eu já andava recebendo mensagens fofas e carinhosas era tão bom saber que isso de alguma forma contribuiu para fazer um bem era felicidade plena. Sempre que essas pessoas tiravam alguns minutos de seu tempo para simplesmente me incentivar a continuar, tentava ser o mais amável que eu podia e stalkeava todos, pois gostava de conhecê-los melhor. 

A caixinha de entrada estava enchendo, uma das mensagens me chamou a atenção. Era simples, e falava sobre a minha fanfic a “secretletters” usuário da pessoa, simplesmente brilhou na minha mente e como de costume fui stalkear o perfil e de cara vi a capa da conta que por coincidência era meu wallpaper, isso me deixou intrigada e despertou a minha curiosidade. Então com toda a minha sutileza eu fui puxar assunto apesar de sempre ter sido contra conversa com estranhos... aquilo não parecia estranho pra mim. Então deitei na cama pousando o celular no meu lado oposto enquanto aquele perfil flutuava na minha mente já sonolenta. 

 

 



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