História A Amante - Imagine Taehyung BTS - Capítulo 23


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang, Blackpink, EXO, Teen Wolf
Personagens G-Dragon, Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Jong-in (Kai), Kim Taehyung (V), Kira Yukimura, Rosé, Seungri
Tags A Amante, Amizade Colorida, Hot, Imagine Taehyung, Marthur, Paixão, Taehyung, Traição
Visualizações 207
Palavras 4.099
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Literatura Feminina, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa tardeee💜💜💜💜
Desculpem a demora, meus amores. Tive um trabalho de desenho técnico para fazer, que durou quase uma vida pra ficar pronto. Então sorry. Enquanto estive fora, tive tantas ideias... Nhaaa!!! Tô louca pra colocar tudo no papel.

Aviso: Eu provavelmente poste mais um hoje, porque não irei ter tempo amanhã. Vou ter uma festa das crianças carentes da comunidade pra ajudar e tenho uma viagem pra Minas, então, vai dar tudo certo. Tem que dar💜 KKKK...

Ps.: Irei responder os comentários passados hoje msm.

Boa leitura💜

Sem mais delongas, fiquem com mais um capítulo inédito de "A Amante"...

Capítulo 23 - Jamais Direi Adeus


Fanfic / Fanfiction A Amante - Imagine Taehyung BTS - Capítulo 23 - Jamais Direi Adeus

༒ Jungkook ༒

— Sae? — A chamo assim que a atendo e a escuto em prantos. “Havia reação pra aquilo? Porque eu só não acreditava”. Sabia que algo de muito ruim havia acontecido. Não haveria outro motivo para ela estar daquela forma. — Eu dei baixa na sua proteção no Japão. Não quero que volte. — Dizia em uma voz embargada. — Eu te imploro. Fica trancado e não sai daí até que eu possa ir te buscar. Não sai Kook. — Pedia em uma voz trêmula. Seu pedido vinha com o pesar de seus sentimentos. Vacilando a voz ao me dizer cada palavra, Sae me mostrava que não só havia acontecido algo que havia mudado tudo, mas ela não confiava mais em me ter por perto, em me expor de alguma forma, porque alguém havia sido ferido. — Me promete Kook! — Pedia entre soluços. — Me promete, porra! — Gritou por uma última vez ao não ter minha confirmação. E mesmo relutante, mesmo querendo estar ao lado dela agora, eu só poderia fazer uma coisa. Lhe assegurar que nada ia acontecer enquanto ela trabalhava para vir me buscar e tudo isso acabasse.

Respiro fundo. Meus olhos embaçavam ao ouvir sua voz daquela forma e saber em que loucura eu havia me metido. Mas eu não podia demonstrar a fraqueza, quando mesmo fraca, ela era bem mais forte do que eu, em meus piores dias.

— Eu vou te esperar. — Digo em uma voz vacilante. — E a gente vai voltar pra casa. Me promete? — Peço sua palavra. Minhas lágrimas caem e meu peito volta a ser comprimido, como se houvesse sempre uma mão, disposta a me torturar esmagando meu peito. — Porque eu não quero... Não quero sair daqui se não for com você vindo me buscar Sae. Eu te amo demais. Eu não aceitaria. — Pedia entre lágrimas.

— Lembra daquele dia na montanha? — Pergunta, quando mesmo que tentasse, sua voz não era tão firme como sempre eu me lembrei ser. E foi ao perguntar aquilo, que me lembrei. Lembrei do dia ao qual se referia. O dia que a levei para ver as auroras boreais em cima de uma das mais altas montanhas. Só eu sei como eu tive que ralar na época para conseguir aquela viagem, através de um amigo de ensino médio, que tinha um centro de pesquisa na cidade em que nos hospedamos.

— Eu nunca... — Minha voz engata. Eu não conseguia falar. Um nó se formava em minha garganta e doía.

— Eu também nunca esqueci. Porque foi o dia em que eu disse que assim como aquele céu, eu jamais ia me esquecer quem você foi pra mim, quando eu mais precisei. Meu melhor amigo. Minha melhor versão de mim. A pessoa que mais valia a pena pra mim quando eu precisei recomeçar e você me ensinou a como recomeçar. Você é a pessoa do meu começo, Kook. Nunca esqueça disso. Porque eu nunca vou me esquecer. — Suas palavras desciam como um castigo à minha alma. Era doloroso sentir que aquilo soava como um adeus. “Ela não estava indo embora, estava? Não...”. — E você sempre vai ser meu início. Eu não posso deixar meu início exposto. Não posso te perder Kook. Nunca. Nunquinha... — Sua voz se torna aguda, antes que ela volte a soluçar. Tento me controlar do outro lado, mas não consigo. Tudo desmoronava agora. — Não esquece... Não esquece que você é o início. Mesmo que eu não saiba qual é o meu fim. — Foi a última coisa que disse, antes de desligar a chamada.

Minhas costas deslizam pela parede e eu logo encontro o chão. Doía... Doía a ponto de eu não mais saber o que fazer ou o que sentir além de dor. Como uma tortura. Como uma tortura...

“Preferiria viver sabendo que traiu minha amizade ou morrer queimado, ou eletrocutado dentro de uma banheira?” Seus olhos eram sorridentes, bem como sempre ela ficava quando se punha a fazer essas benditas perguntas. “Por que tá perguntando isso, se já sabe da resposta? Não gostaria de escolher. Se for sua amizade. Não importa a forma. Porque eu nunca trocaria ela por nada.”, disse pegando em sua mão. O que a fez parar por um momento e olhar para como estavam entrelaçadas e se encaixavam tão bem, quando unidas, então ergueu seu olhar até mim, apenas para sorrir. Seu sorriso de quando algo realmente a deixava feliz. Essa era a minha forma mais leal para ela. E o que ela sempre teria de mim era isso, lealdade. Porque enquanto fui seu início, ela foi minha mudança. Nunca quis um porto seguro. Mas Sae era o meu. Sempre seria. Mesmo quando nunca pedi por isso.

(...)

༒ Sae Eun ༒

Minhas mãos ainda tremiam. A cena se passava várias vezes em minha mente, antes que eu fosse capaz de esquecer cada detalhe. Ouço a porta bater e largando meu telefone, ao qual havia usado a pouco, para saber mais sobre como estavam as coisas no Japão e a segurança de Kook. Direcionando meu olhar a Tae, o assisto vir em minha direção com um copo de água em mãos. Seu olhar era de espanto, como havia se mantido naquele tempo todo que havia passado ao meu lado, desde que me encontrou aqui desde que chegou. Tae para em minha frente e me entrega o copo, que parecia ter uma mistura de... “Água com açúcar?”. Pego o copo, passa a tremer seu líquido. Minha mão. Algumas gotas foram derramadas em meu antebraço e quando senti que ele escorregaria entre meus dedos, Tae envolveu sua mão sobre a minha, trazendo firmeza a ela.

— Deixa eu te ajudar. — Disse baixinho, se sentando ao meu lado, ainda me ajudando a segurar o copo. Evitei olhar em seus olhos, mas aceitei a ajuda. Tive muita adrenalina liberada em meu organismo, a água com açúcar iria me acalmar, liberar serotonina e repor um pouco da energia que gastei quando liberei adrenalina. Assim que sinto o líquido passar por minha garganta e o gosto açucarado em meu paladar sensível, naquele momento, quis cuspir o líquido, que tinha um péssimo gosto, mas não o fiz. Eu precisava dele.

Terminando de beber tudo, deixei que Tae retirasse o copo da minha mão. Não o encarei. Não disse nada mais. E nem sabia o que dizer depois do meu surto. Mas também não sairia daqui enquanto não tivesse certeza de que ninguém chegaria e faria algum mal a ele. Tae estava sobre minha responsabilidade a partir do momento que o enfiei nessa bagunça. “Era isso... Eu só não queria essa culpa pra mim. Era só isso. Nada além disso!”, repetia para mim mesma, vendo o copo ser deixado em cima da mesa de centro da sala de Taehyung. Os grãos de açúcar ainda escorriam pelas bordas. Taehyung se volta para mim e é quando pela primeira vez após longos minutos, horas? O fito diretamente. Seu semblante era de preocupação e parecia se torturar com perguntas feitas a si mesmo. Ainda não entendia o porquê de eu estar ali.

— Sae, depois de ontem... — Ele não continua. Se sentando adequadamente no sofá em que estávamos, ele se vira para mim, sem saber muito bem como começar. “Seria melhor que ele não fizesse isso. Não faz isso Taehyung.” — Você deve ter pensado mais, não? E alguma coisa aconteceu... Mas você pensou, não pensou? — E por um momento vi esperança em seus olhos. “Ele achava que era pra isso que eu estava aqui?”.  Antes que ele pudesse continuar com aquilo, eu o corto: — Não continua. — Ele para, sem entender. —  Eu não vim aqui pra falar sobre “nós”, eu vim aqui oficialmente. — Quanto mais eu falava, mais ele ficava confuso, mas em meio a sua confusão, eu vi a mesma “esperança”, se apagar. — Eu te odeio Taehyung, mas não significa que eu quero que morra. — Digo minhas verdades sem escolher minhas palavras, renegando-o, mais uma vez. Mas ao mesmo tempo, ao olhar em seus olhos, senti o peso que essas palavras traziam a ele. Eu via nitidamente. Via os efeitos de minhas palavras surgirem quando não suportando mais o contato visual direto, ele simplesmente abaixa a cabeça.

Ouço batidas na porta, logo ela é aberta e só então percebo quanta força eu usava naquele momento para fechar meu punho ao encará-lo em tal semblante.

— Senhor a polícia está... — Sunhee não tem a chance nem ao menos de terminar, quando ouve o barulho da porta sendo empurrada. Todos direcionam seu olhar até a fonte do barulho. E a primeira coisa com que nos deparamos é com Kai, sério. Me ponho de pé. Espreitando seus olhos sobre mim, buscava me analisar da mais minuciosa forma.

— O que ele tá fazendo aqui? — Rosna Taehyung, assim que o vê parado a alguns metros de nós.

— Cala sua boca. — Diz Kai, simplista, ainda me encarando inexpressivamente, com seu corpo completamente rígido.

— Sai daqui agora! — Esbraveja Taehyung, se levantando com raiva e se pondo à minha frente, como se aquilo adiantasse em alguma coisa. Kai dá um ar de riso ao tirar sua atenção de mim e voltá-la a Taehyung. A sala é tomada por completo silêncio. Kai o fita no fundo dos olhos e se aproxima a ponto de quase não restar espaço entre os dois. Taehyung não recua, e devolve no mesmo tom, tal atitude.

—  Se falar assim de novo comigo, vai ser a última vez que fala... Na sua vida! — Sibilou Kai, entredentes.

— E se ameaçar ele assim de novo, vai ser a última vez que ameça alguém. Na sua! — Quando me dou conta de minhas palavras, sinto certa repulsa de mim mesma, vendo os dois paralizarem, trocando olhares ainda mais ameaçadores um sobre o outro. Um com raiva e outro, de triunfo. E Sunhee, essa me olhava incrédula. Ela nunca viu aquele meu lado e bem menos, eu ameaçar alguém por causa de algum homem que não fosse Jungkook. E estava tão pálida, que aparentava ter diminuído três tons.

— Blossom. — Kai me chama em uma voz áspera, sem tirar os olhos de Taehyung. E só pelo tom que usa, além de usar meu sobrenome, soube o quanto estava irritado. — Lá fora. Agora! — Foi tudo o que disse antes de se virar e sair. Sunhee não demorou muito para fazer o mesmo, com a cabeça baixa. E assim que eu e Taegyung nos encontramos a sós, antes mesmo que ele se voltasse para mim, tomei meus passos, rumo à porta.

— Não sai da merda dessa sala. — Disse antes de ir até Kai.

Já na entrada do escritório, em um corredor mais distante, Kai estava parado, de braços cruzados, como se estivesse apenas me esperando para começar a me dar tantos sermões quanto eu pudesse contar. Respiro fundo, tomando meus passos até ele. Passo pelos agentes que ele havia trazido consigo, por Sunhee, que se mantinha próxima à sua mesa e quando chego mais perto, a dois passos dele, paro. Kai encarava qualquer canto, mas isso, até que me percebesse parada em sua frente.

— O que pensa que tá fazendo Sae Eun? — Indagou em um tom de voz comum, mas eu sabia que estava irado. Ele nem me encarava diretamente.

— Protegendo. — Digo sucinta, o fazendo direcionar seus olhos até os meus.

— Protegendo? — Indagou, arqueando as sobrancelhas. Eu nunca havia agido da forma que precisava agir agora com Kai. Fria. Só assim ele entenderia que não importava o que ele quisesse que eu fizesse, mas iria ser da minha maneira, a partir de agora.

— Sim. O mesmo que eu faria se fosse você ou Kook... — Respondo em um tom firme, sem expressar nenhuma emoção em minha voz. — Protegendo. — Digo por fim. Kai dá um ar de riso e nega com a cabeça.

— Tá me dizendo que se importa com ele? — E aquela foi definitivamente a pergunta mais idiota que Kai me fez. — Que se importa tanto com ele, que chega a comparar a mim e a Jungkook com ele, Sae? — Engulo a seco ao ouvir tais palavras. “Que babaquice era essa? De onde ele tinha tirado essa merda de pergunta? Taehyung está tão exposto quanto eles dois. Era apenas isso. Só isso!”. Sorrio com certa ironia, da pergunta que fazia sem pensar. — Responde de uma vez. — Insistiu, ainda no mesmo tom. E ele, que nunca expressava suas emoções, me fez cogitar que havia certa mágoa de sua parte pelo que eu estava fazendo. E eu odiava ser tratada sempre dessa forma por ele, como se eu fosse uma criança. A mesma menina achada naquele galpão. A mesma menina idiota que se apaixonou por ele e o pediu em namoro, mas foi rejeitada anos atrás. A mesma menina que depois foi pedida em namoro por pena, depois de ficar triste com sua rejeição. Novamente não era o impasse do que deveria ser feito ou sua parte mais racional, ali. Kai usava dos seus mais simples conhecimentos para saber dos meus sentimentos por Taehyung, agora. No entanto, me julgava com seu olhar, como se pudesse me dizer que eu tinha feito algo errado. Que estava magoado por eu estar fazendo o oposto do que ele queria. Mas eu não era mais sua garotinha. A garotinha que ele achou em um galpão. Eu era outra coisa. Eu me tornei outra coisa.

— O que é Kai? — Pergunto com rispidez, quando sinto aquilo passar dos limites. — Acha que eu devo mandar ele se fuder e deixar ele pra lá, só porque ele mentiu pra mim? Antes de tudo, ele é uma pessoa que pode ser assassinada por minha causa. E me poupe! Me poupe das suas reações mais sem nexo, porque no momento, eu tô me preocupando em quantas mortes eu carrego na minha costa, por naquela época você... — Me seguro, quando vejo que iria passar dos meus limites. Kai sabia o que eu ia dizer e seus olhos se distanciam, se desmancham em um aviso prévio de que eu estaria a ponto de fazer algo que me arrependeria para o resto da vida, naquele momento. Mas eu o culpava, no fundo, mesmo quando não queria, eu o culpava. O culpava por Ji-Yong não ter sido preso naquela época. Por ter deixado-o escapar quando preferiu me socorrer quando me encontrou.

— Continua. — Pediu olhando em meus olhos. Mas eu vi neles, o poder que aquela acusação traria à tona. E isso, foi tudo o que ele fez por mim. E me arrependi. Me arrependi por tudo o que disse e o que não cheguei a dizer, naquele momento. Kai continuou em silêncio, a me fitar. Não acreditava no que escutava. — Sabe de uma coisa? Faz do seu jeito. Ele deve dá certo dessa vez. — Disse com mágoa, antes de se esquivar de mim. — “Não Kai”. Agarro seu braço antes que ele saia.

— Sabe que não era isso que eu... — Minha voz estremece ao olhar em seus olhos, mas eles se tornam ainda mais frios e ele não me deixa nem ao menos terminar: — Não Blossom, isso era exatamente o que queria dizer. — Disse por fim, e logo saiu pelo corredor. Senti quando minhas mãos deslizaram por seus braços e eu o deixei ir, sabendo o que havia feito. Eu me odiava por isso. Me odeio por isso tudo. Por machucar ele. Mas é isso que sou. É isso que sou capaz de fazer desde que me tornei isso... Machucar.

༒ Taehyung ༒

Estava acontecendo alguma coisa do lado de fora. Sae estava agitada e disse que eu não devia sair daqui enquanto não resolvesse tudo com os outros. Passei o dia inteiro trancado na minha sala, quando finalmente, às cinco da tarde, alguém bateu na porta e não demorou muito para adentrar a sala. Era Sae, e estava com uma mochila. Por nem um momento ela me olhou, apenas foi até o sofá e jogou a mochila lá, como se fosse qualquer coisa.

— Se troca. Você vai sair com sua esposa. — Disse ela, sem me olhar ou expressar algo em sua voz, ou em sua feição. “Do que ela tá falando? O que Yoona tem a ver com isso tudo?”.

— Não tô entendendo. — Digo me aproximando alguns passos, de Sae. Mas ela só olhava diretamente para a mochila.

— Se veste Taehyung. Eu vou sair com Sunhee e você, com Yoona. Ele vai saber que não temos nada em comum se fizermos isso. Ele me vigia. Vai querer saber o motivo de eu ter vindo aqui. — Tudo se esclarece, agora, e ao mesmo tempo, não. “Quem era ‘ele’?”. Agora eu sabia que aquilo era um plano que ela mesma havia pensado para fugir dele e de suas interrogações sobre... “Mim?”. No entanto, minha pergunta também seria a mesma desse tal “ele”. “Por qual motivo ela veio?”.

Meu coração rejeitou a forma como ela não me encarava para dizer nada daquilo, e o fato de estarmos tão distantes um do outro. Me aproximei alguns passos a mais dela, ficando próximo à suas costas. Seus cabelos. Sae Eun. E erguendo uma das mãos, a direcionei até seu ombro, querendo tocá-la após tanto tempo.

— Não faz isso. — Pediu, antes que meus dedos ao menos lhe alcançassem. “Eu não aguento mais ouvir isso”. Recuei, vendo seus ombros se movimentarem, quando ela infla seu peito ao respirar fundo. — Não faz isso quando sabe que estou aqui por um fio. — Disse em uma voz longínqua.

— Um fio de quê? — Indaguei.

— De cometer um dos atos mais impensáveis com você, Taehyung. Eu te usaria para deixar o meu dia mais livre dessa merda toda. Mas eu não vou. Porque você é sujo. Desde o início jogou sujo comigo. — Disse com certa repugnância ao se referir a mim, como se tivesse nojo. Porém, eu não importaria de ser usado por ela.

— Eu não amo Yoona. — Repito o que já havia lhe dito antes. — Eu não queria que tivesse sido daquele jeito. — Ela se vira para mim e ri ao ouvir tal coisa. — Sabe o quanto eu a abomino? Sabe o quanto ela é fútil, infantil e uma péssima pessoa para se conviver? O quanto se importa com sua imagem em vez de sentimentos? — Tento mais uma vez argumentar, como tanto quis a oportunidade para fazê-lo nos últimos dias. Mas Sae cruza seus braços e continua com um sorriso irônico sobre os lábios ao me fitar nos olhos, como se debochasse de mim.

— Você teve chances de me contar. Você poderia ter feito isso. — Diz ainda rindo. — Mas não fez porque... — Antes que ela termine, eu a corto: — Porque tive medo de te perder. — Confesso, a fazendo parar, fitando mais uma vez meus olhos, buscando a mentira, sem cogitar a verdade. Meu coração estava acelerado e minhas mãos, frias. Mas eu permaneci a lhe fitar. — E se quer a verdade. — Digo, não aguentando mais continuar nessa mesma discussão. Além da minha mãe, meu pai precisa que eu continue aqui. — Ela volta a rir.

— Cresce Taehyung. — Disse com deboche, antes de querer se esquivar e sair, mas eu não permito, me pondo em sua frente novamente, a impedindo de continuar seu caminho. Ela fecha a cara, mas eu não recuo. Sabendo que se fosse completamente verdadeiro, haveriam mais chances. E eu não poderia duvidar. Não iria duvidar dela. Mesmo que me arrependesse depois ou não.

— Meu pai é um corrupto. — O sorriso irônico em seus lábios se desmancha. — Se eu sair, os boatos se tornam reais. — Conto, sentindo meu corpo inteiro entrar em choque. Por conflitos dolorosos e só meus. — Ele roubou a empresa.  É isso que o pai de Yoona tem contra ele e a mim. O pai de Yoona consegue desviar dinheiro da empresa graças a isso. Ameaça meu pai e o faz continuar desviando através de mim. Não posso dar mais esse desgosto a minha mãe. Ela não aguentaria Sae. Um marido preso. Um filho que nunca a orgulhou e preso... A depressão. Eu... — Ela desvia seu olhar, ao erguer sua destra, pedindo que eu parasse.

— Não devia ter me dito isso. — Disse com raiva. — Não se assume um crime para uma promotora Taehyung. Não assim! — Continuou, ao olhar em meus olhos desta vez, com ainda mais raiva. — O que quer que eu faça depois do que me disse? Você tá louco? — Esbraveja. — Eu não vou sentir pena de você. E é por isso que eu te odeio. Porque você confia em mim como se o que sentisse fosse mesmo... — Eu que não a deixo terminar dessa vez: — Real? — Indago, a fazendo se calar. — Porque eu sinto que você tem medo de coisas reais Sae Eun. E tenta me convencer que o que aconteceu entre nós dois não foi real. Mas quando é que vai entender que eu não acredito nisso? Quando vai ter a capacidade de ver que eu não me importo em demonstrar o que sinto, porque sei que é real mesmo que você tente e pise em mim de várias formas possíveis? Acha mesmo que se eu quisesse só cama, ainda correria atrás da mulher que me chamou de inválido quando se trata de sexo? A mulher que me humilhou? Acha que eu me ajoelharia e te aceitaria por perto agora, mesmo depois de não ter cogitado a ideia de me escutar? — Não eram perguntas que precisavam de sua resposta. Eram evidentes.

— Agora só falta dizer que é minha culpa. — Disse com um ar de riso, mas dessa vez, aquilo nem mesmo chegava perto de um sorriso. Era tudo falso. O que eu já estava me acostumando a ver em seus lábios toda vez que eu tentava falar alguma coisa, desde o início daquela conversa. Eram risos irônicos falsos.

— Não sua culpa. Não é sua culpa e nunca vai ser. Mas para de tentar me convencer e se convencer de que isso não é real. Porque pra mim é. Mesmo que você nunca admita.  — Digo com firmeza, sentindo um alívio ao dizer tais palavras. Ela semicerrava meus olhos mais intensamente e de tanta raiva que sentia de mim, percebi, mesmo em uma hipótese boba, que talvez ela me olhasse daquela forma, porque sabia que o que eu estava falando, era verdade. Suspiro pesadamente, ainda olhando em seus olhos. E por mais que estivesse curioso sobre o que havia acontecido e o porquê da polícia ainda estar aqui, eu tinha a sensação de que mesmo que eu pedisse, ela não me esclareceria sobre nada daquilo.

— E eu não vou perguntar sobre o seu passado. Sobre o que tá acontecendo e sobre o quê estava tão preocupada quando chegou aqui. Não quero que minhas perguntas sejam um fardo, mesmo que eu sinta que tem algo sério por trás disso e me envolvam de alguma forma. — Tento ser o mais sensato possível, e ainda assim, dar o poder a ela. Era isso que ela gostava, então, que o controle continuasse em suas mãos. Que ela fizesse e me contasse tudo o que precisasse, em seu momento. Eu não me importava mais com isso, desde que ela me desse a chance de estar ali.

— Veste a merda dessa roupa. — Foi tudo o que disse após meu momento de sinceridade e de confissões. E tirando os olhos de mim, em sua postura inabalável, ela só saiu da sala, batendo a porta e me deixando novamente sozinho.

Mas era inegável, por mais que ela fizesse questão de dizer que não, e me rejeitar de tantas formas quanto fora possível, Sae Eun tinha um coração. E esse coração, quando ela mesma descobriu ser precioso demais para ser exposto, o preservou debaixo do frio avassalador de sua alma e o tornou protegido com dez tons mórbidos e apenas seu. Mas eu não me importava, porque foram esses tons, que fizeram eu me apaixonar pela busca do seu coração. E se agora eu o via, mesmo que com certa dificuldade, e isso a fazia ficar confusa, era porque eu estava mais perto do que parecia estar. E não iria desistir.


Notas Finais


O que acharaaaam??????????????? 💜💜💜💜💜


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