História A Amante - Imagine Taehyung BTS - Capítulo 24


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang, Blackpink, EXO, Teen Wolf
Personagens G-Dragon, Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Jong-in (Kai), Kim Taehyung (V), Kira Yukimura, Rosé, Seungri
Tags Hot, Paixão, Taehyung
Visualizações 134
Palavras 4.098
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Literatura Feminina, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem, não deu para postar ontem porque parei de madrugada só. Já estou em Minas. Ebaaaa!!!!! 💜🤪
Boa noite!💜💜
Ótima leitura a todos!
E fiquem com mais um capítulo inédito de "A Aamante"...

Capítulo 24 - Dez Tons De Sae Eun


Fanfic / Fanfiction A Amante - Imagine Taehyung BTS - Capítulo 24 - Dez Tons De Sae Eun

༒ Sae Eun ༒

Eram exatas sete horas da noite quando um dos subordinados de Taehyung anunciou a chegada de Yoona no hall da empresa. Eu e Sunhee descemos pelo elevador, antes que Yoona pudesse nos ver sair e assim que chegamos à frente do prédio, abaixo a cabeça, deixando Sunhee me guiar, como se eu estivesse ainda desorientada por tudo o que aconteceu. No fundo eu estava, mas algo me fazia sair dali com certa paz. No entanto, precisaria transparecer que estava abalada ao extremo, como Ji-Yong gostaria de me ver. Eu sabia que haveria alguém me vigiando de algum lugar nas redondezas e iria contatá-lo — a Ji-Yong — que eu havia saído com Sunhee do prédio. Passei direto para dentro do carro que me esperava enquanto os policiais faziam nossa segurança e nessa noite, todos os jornais nacionais e internacionais falavam sobre os corpos de mais de quarenta homens enfileirados na frente de um prédio. Não divulgaram que era por minha causa, mas especulavam que teria alguém ou algum caso envolvido com tudo isso. Mal sabiam eles, que era o psicopata que buscava por mim. E essa era definitivamente a pior parte, ter minha vida exposta indiretamente e tão rapidamente pelos noticiários. Ia chegar um momento que os jornalistas iam descobrir, por mais que haja toda a política de privacidade.

Mas também, logo tudo ficaria ainda mais claro, quando o meu caso ligado ao tal psicopata viesse à tona para eles. Eu me via cansada em meio aos buchichos entre uma pessoa e outra, onde quer que eu fosse. Sempre com policiais na minha cola. De heroína, eu iria à vítima quando toda história fosse contada. Mas nessa noite, enquanto tudo estava desinquieto, Sunhee veio para o meu apartamento dormir. Eu não o fiz. Fingi estar trabalhando em um escritório improvisado pela pequena mesa que ficava em frente a uma das vidraças que abria vista para o centro de Seul inteiro. Sentei-me ali, deixando minha papelada de lado, usando uma camisa de frio de Kook, com uma taça de vinho em uma mão e a garrafa, esquecida próximo a uma das “pernas” da cadeira em que estava sentada.  Não grudei meus olhos a noite inteira, bebendo vinho, depois uma garrafa de conhaque enquanto a noite ainda parecia se arrastar vagarosamente no horizonte, quando Ji-Yong e as cenas de anos atrás se repetiram em minha mente mais uma vez.

2006 – 10 – 09

Seul – Coréia do Sul

As notas tocadas em seu piano eram tão mórbidas, que conjunto ao barulho da chuva lá fora, só contribuía ainda mais para se tornarem carregada de uma atmosfera triste e cheia de dor. Mas eu gostava que ele tocasse para mim, por mais que às vezes, aquilo me desse um pouco de medo. A maneira como sua alma parecia estar fundida com a atmosfera das melodias que sempre tocava, era tão misteriosa, que sempre me trouxe curiosidade.

Ji estava em suas últimas notas, com seus olhos ainda fechados, e não demorou muito para que seu dedilhado sobre o teclado do piano desse fim à melodia tocada. Ele para com os dedos ainda sobre o teclado, seu semblante era de torpor, parecia anestesiado com o efeito que aquela melodia lhe causava. Não sabendo muito bem o que deveria fazer, apenas comecei a bater palmas. Ji abre seus olhos, sorrindo e quando me vê próxima a seu piano, debruçada a lhe assistir, parece feliz.

— Você ainda está aí. — Diz ele, com ar de surpresa. “E aonde eu teria ido?”. Haviam perguntas e coisas que ele falava, que realmente não faziam tanto sentido às vezes, parecia perder noção do tempo. Mesmo quando estávamos juntos. E isso, de certa forma me deixava confusa, e em outras vezes, também assustada. Era estranho, e isso, no mínimo. Forçando um sorriso sobre os lábios, abaixo meu olhar brevemente ao negar com a cabeça, sentindo os fios de minha franjinha dançarem em minha testa. — Desculpe. — Disse ele, fechando o piano, não desviando seu olhar encantado sobre mim. Sim, seus olhos sempre estavam encantados quando me olhava tão fixamente.

— Tudo bem. — Digo ainda acuada. Era estranho estarmos a tanto tempo a sós nessa casa. Omma, com muito esforço havia me deixado passar o fim de semana com ele, para ir com minha outra omma em um evento beneficente na Itália.

— Então, quem era “ele”? — Perguntou Ji, fechando seu semblante, direcionando seus olhos analíticos e intimidadores até mim. Meu corpo enrijece, engulo a seco ao vê-lo usar tal tom. “Eu devia mesmo contar?”. Ele espreita seus olhos quando não tem nenhuma resposta de mim. — Sabe que deve me contar quando um garoto lhe incomodar, não sabe? — Disse se levantando do banco em que outrora se sentava. Abaixando meu olhar, passo a apertar meus próprios dedos. Mania que tinha quando ficava nervosa.

— E-ele não incomoda. — Respondo. Alex foi apenas gentil em me ajudar atravessar na chuva com sua camiseta de frio enquanto me cobria. Ele era o garoto da minha sala, da nova turma — e era estrangeiro, havia vindo com sua família da Europa. —, assim como Ji, que conheci na mesma escola, um ano antes, na minha antiga turma. Mas por mais que eu esteja namorando com Ji, não consigo evitar o mundo lá fora. Ele disse que se não houvesse chegado antes, o menino teria me roubado um beijo no meio do corredor da escola. Mas não teria. Eu sei que não teria.

— Não incomoda o fato de ele gostar de você? — Perguntou vindo em minha direção. Eu fico quieta e parada, próxima o piano. — Não incomoda o fato dele querer roubar minha namorada? — Indagou, assim que me imprensou entre seu corpo e o piano. Minha respiração fica mais forte e meu coração acelera. Em momentos como esses, ele nem parece ser o mesmo.

— Ele não gosta de mim. — Digo baixinho, evitando seus olhos.

— Não? — Sussurrou, aproximando seus lábios dos meus.

— Não. — Respondo com uma voz quase inaudível. Um silêncio se instala na sala após o que digo. Sentindo os dedos de Ji tocarem meu queixo, ele me força a encará-lo ao erguê-lo. É quando volto a ver a suavidade em seu olhar, e um singelo sorriso, nascer em seus lábios. Mas algo em seus olhos me fazia temê-lo naquele momento.

— Nunca permitirei que se apaixone por outro. Me forçaria a matá-lo, Sae. — Disse em uma voz calma, nem parecendo dizer o que estava dizendo. Os pelos de meu corpo se arrepiam, o sangue parece descer por minha face, um frio súbito me invade e eu só não conseguia mais acreditar no que escutava de sua boca. Ji respira fundo e ainda sorrindo se aproxima, tocando com seus lábios macios, os meus.

(...)

O corpo frio e pálido, ainda boiava próximo à borda da piscina de natação do colégio Goryeo. Meus dedos ainda tremiam e meu queixo ainda se debatia. “Ele está morto”, o grito ecoava em minha mente. Neguei a acreditar que realmente aquilo havia acontecido. E que corpo era de Alex. “Nunca permitirei que se apaixone por outro. Me forçaria a matá-lo, Sae.”, foi inevitável não ouvir as palavras de Ji-Yong em minha mente, mais uma vez. Sua promessa feita naquele dia de chuva, ainda era iminente.

Uma semana depois do menino me entregar uma flor roxa pequena, aconteceu algo como aquilo. Quis me negar a todo instante que seria mesmo Ji, cumprindo sua promessa. Mas foi erguendo meu olhar em meio a multidão de alunos, que vi seu rosto conhecido. Seus olhos me fitavam com um “sinto muito”, escritos explicitamente neles, até que se perdessem em meio à multidão e correria de todos os alunos e professores, desesperados.

As semanas que precederam a morte de Alex haviam mobilizado todos estudantes a prestarem homenagem a ele. A escola estava de luto e eu, eu caminhava pelos corredores sem saber para onde estava indo. No enterro, havia boatos por toda a escola, que sua mãe havia desmaiado enquanto chorava ao enterrar seu único filho. Eu não conseguia dormir e nem contar a ninguém sobre o que estava acontecendo. Estava evitando Ji-Yong ao optar aulas semanais em casa. E quando vinha para escola, passava a maior parte do tempo na biblioteca e estudando para não assistir aulas, já que aqui não fazem chamadas e nem cobravam presença, apenas notas extremamente altas, de todos os alunos. Ji ia em minha casa, mas eu sempre mandava dizer que não estava. Eu tentava de toda forma me distanciar, até que um dia, inevitavelmente nos cruzamos em um dos corredores vazios do colégio. O menos movimentado, já que fazia de tudo para não encontrá-lo. Recuo dois passos para trás quando o vejo parado, como se estivesse à minha espera. Ji fita meus olhos enquanto eu, eu só tentava não correr dali.

— Você foi... — Sua voz vacila e sua voz se perpetua em meio ao silêncio e vazio. — Você sumiu. — Optou por outras palavras, mas que ainda assim, me traziam angústia. E na tentativa de me desvencilhar dele, tento uma desculpa qualquer para me afastar: — Tenho aula de biologia agora. Nos vemos depois. — Digo tentando seguir meu caminho, mas Ji não permite, ao se pôr em minha frente.

— Ji-Yong? Desde quando você chama seu namorado assim? — Indagou, agarrando meus pulsos, ao juntá-los sobre seu peito. Nego com a cabeça, sentindo o desespero me tomar novamente. Pela proximidade, pelo tom irritado que começava a usar, pela maneira como apertava meus pulsos. Tudo me fazia temê-lo.

— Me larga. — Pedi em exaspero ao fitar seus olhos, mas ele não me largou. — Por favor... — Digo aflita e meus olhos já marejavam. — Eu não sou sua namorada. Me larga! — Gritei, tentando puxar meus braços, que estavam sobre seu poder. E foi nesse momento, que vi em seus olhos, o conflito em sua alma. E o que me dava ainda mais medo, era a demora de uma reação direta. O que me assombrava era esperar por uma única reação de sua parte. Eu não sabia mais do que ele era capaz.

2019 – 10 – 12

Seul – Coréia do Sul

Termino mais uma garrafa de vinho quando na tentativa de esquecer o passado distante, relembro um mais... Feliz? Resumia-se à pequena flor que ganhei a pouco tempo de um “alguém”. Puxo meu cordão de guarda memórias, que ficava escondido por baixo da minha blusa. O abro, vendo uma pequena foto que tirei com Kook quando o conheci, uma foto de Kai emburrado de um lado e em uma terceira divisória, sem que ninguém soubesse, agora eu carregava comigo as pétalas secas de uma flor pequena e murcha dada a mim quando eu ainda estava em uma ilha.

A verdade é que eu nunca fui boa em guardar memórias boas. Não. Sinto-me como um diário de folhas marcadas por sangue e sofrimento. E não importa o quanto eu lute contra isso, na capa sempre estará escrito: “Lute contra o mal que lhe assombra, os ventos de má sorte, os medos que lhe causam traumas, mas no fim, você nunca poderá ser plenamente feliz, mesmo que queira, que suplique até a morte.”. Eu aceitei meu destino. “E em vez de estar trancada em um apartamento vigiado por mais policiais do que um sistema carcerário, quantas coisas péssimas eu não poderia estar fazendo neste exato momento, enquanto estava aqui, esperando a morte ou o pior, que ainda vem por aí?”. Palavras de uma bêbada ou não, eu me sentia com razão em não querer ficar aqui. E mais uma vez fugiria. Levantando-me, sinto meu corpo inteiro pesar mais do que o normal.

— Acho que tô meio porre. — Penso alto, falando com a taça de vinho que segurava, como se ela pudesse mesmo me escutar ou fosse responder. — Mas, viva a cachaça! — Brindei comigo mesma, a última taça de vinho, a deixando deslizar entre meus dedos, até que estilhaçasse no chão. Não me importando, apenas segui, trôpega e rindo, em direção à bancada próximo à saída. Lá se encontravam minhas chaves.

(...)

༒ Taehyung ༒

Assistia o noticiário na Tv. Já passava das três da manhã. Fui obrigado a levar Yoona para jantar mais cedo, mesmo quando já não via a hora de chegar em casa. Assim que cheguei, fiquei por aqui, afundado em um sofá da sala, vendo os noticiários de quase todos os canais da TV a cabo notificarem as mesmas informações sobre os mais de quarenta corpos deixados em uma avenida em frente a um dos edifícios em que ficavam os arranha céus mais caros de Seul. Eu reconheci um em questão. Aquele caso, mesmo que eles não dissessem na TV, estava ligado à Sae. Minha cabeça já doía. Eu não havia conseguido dormir nem um pingo no quarto de hóspedes e não passava nem da porta do quarto que antes eu ainda dividia com Yoona. Depois daquele pedido mais sem noção que me fez, evitava ficar até em ambientes fechados a sós com ela. “Como se eu fosse mesmo, sentir alguma coisa além de repulsa, por ela.”.

Respiro fundo, tentando relaxar, mesmo na má posição em que estava. Desisto quando minha lombar parece gritar para que eu me estique um pouco, o que logo faço, ouvindo os ossos da coluna se estalarem à medida que me espreguiçava. Como um sonâmbulo, vou me arrastando em direção à cozinha para beber um copo de água. A casa permanecia bem iluminada do lado de fora, por conta das câmeras de segurança e para atender as necessidades padrões dos seguranças que vigiavam alguns pontos da mansão, então não via necessidade de ligar alguma luz.

Chegando até a geladeira, a abro, pegando uma garrafinha de água. De repente, sinto uma corrente de ar fria adentrar o recinto. Sem entender, olho ao redor, tentando achar a fonte de toda aquela ventania fria, até que eu encontre uma cortina branca a dançar com a ventania, pois uma das janelas estavam abertas. Vou até lá, fecho a janela e depois, a cortina, então quando ia me voltar para o balcão em que eu havia deixado minha garrafinha de água, paraliso quando uma mão cobre minha boca, me fazendo segurar um grito, pelo susto.

— Shiu! — Me manda calar bem baixinho, no pé do meu ouvido. Engulo a seco, sentindo meu coração disparar. — Ninguém pode saber que eu tô aqui. — A voz reconhecida de Sae veio acompanhada com seu hálito forte de álcool. Engolindo a seco, após o susto e com o coração ainda acelerado, me viro, assim que fui liberado por ela. Sae estava tão próxima, que por um momento me perguntei ser ela mesmo ou estar imaginando coisas. — Não deveria tá fora da cama há essa hora. — Disse cutucando meu peito com seu indicador e rindo.

— Espera aí... — Digo sem acreditar. — Você tá bêbada? — Pergunto rindo comigo mesmo, e quando já nem precisava mais de uma resposta para saber, já que Sae estava quase me matando com seu hálito forte. Sae ri.

— O que foi? Amantes não podem mais beber? — Disse rindo debochada e fazendo meu sorriso desmanchar-se. Eu não gostava nem um pouco da ideia dela estar se intitulando “amante”.

— Você não é minha amante. — Digo me aproveitando da proximidade para trazê-la para mais perto, ao puxá-la pela cintura, permitindo a nossos corpos, mais contato entre si. Ela continua rindo, como uma verdadeira porre, e ao me fitar, Sae nega com a cabeça.

— Não fala como se não soubesse. É só isso que eu sempre vou poder ser: “A amante”. — Disse forçando um sorriso, mas desviando seu olhar até meus lábios.

— Não penso assim. — Respondo baixinho, da mesma maneira que ela falava. — Mas... Acredito eu, que você não devia estar aqui. — Desvio o assunto, não querendo entrar novamente nessas questões e ela volta a sorrir, passando a brincar de trilhar seus dedos por minha clavícula.

— Eu sou problemática demais não é? — Perguntou em um tom divertido, mas no fundo mesmo, soava mais triste do que se não estivesse sorrindo como estava agora.

— Não é não. — Nego, colocando uma mecha do seu cabelo atrás da sua orelha. — Pra mim é só fascinante demais, para ser simples demais. — Ela ri do que digo e eu sorrio ao vê-la daquela forma, com um sorriso que tantas vezes quis voltar a colocar sobre seus lábios.

— É... Você é um filho da mãe que sabe usar as palavras quando quer. — Disse voltando a me cutucar, em um tom brincalhão. — Mas sabe por quê eu tô aqui? — Perguntou com a língua pesada, ao me fitar nos olhos em seu mais descontraído e ar brincalhão.

— Não, por quê? — Perguntei, já rindo, esperando ela falar algo sem noção, “coisas de porre”, já que estava, e muito. E feliz, por ela ter lembrado de mim, mesmo estando nesse estado.

— Porque eu não... — Ela abaixa seu olhar, e volta a brincar com os dedos, percorrendo a ponta deles por minha clavícula, me causando cócegas de leve. — Eu não sei esquecer dos meus problemas, sem arranjar mais problemas. Então é por isso. — Disse simplista. E eu não via Sae naquele momento. Eu via uma garota comum, que podia ser mais que uma carcerária do nono inferno, como todos diziam. E não deixei de sorrir ao enxergar aquilo. Sem muros. Só ela, com suas pencas de problemas para mim.  Ergo seu queixo, a forçando me encarar.

— Não me importo se quiser criar mais problemas comigo durante a madrugada, vindo me ver sem que eu te espere. Eu gosto de ser um dos seus problemas, Sae. — Digo fitando seus olhos, sem receios. E seu olhar não muda sobre mim. Sae apenas analisava a verdade que havia neles, como se pudesse ler meus pensamentos mais guardados, engavetados em sombras que nem mesmo eu, lembrava existir em minha consciência.

— Então me faz esquecer, Tae. — Foi tudo o que disse, antes tomar meus lábios em um beijo intenso. Fecho meus olhos, e Sae sobe em meu colo, só dando tempo de segurá-la, antes que deslizasse por meu corpo e caísse. Nossas línguas, sedentas em se encontrarem novamente, assim que se tocam, tornam o vício entre si mais palpável.

Minha mão desliza por sua coxa, até sua bunda enquanto ela me fazia quase alcançar o clímax de um sentimento enlouquecedor. Sim, doía. Doía carregar esses sentimentos por ela. Era como se ao vê-la se entregar a mim daquela forma, pudesse mudar tudo. O meu tudo. Meu coração doía e a cada batimento acelerado, eu só me encontrava ainda mais louco por ela. Louco por seu perfume que eu tanto amava quando ficava grudado na minha pele. Eu só... Me apaixonei por uma mulher que jamais poderia ter de verdade, sem que antes mostrasse merecer ao menos dizer que a amava. Porque antes de dizer que lhe amava, eu tinha que mostrar que a amava, passar por todas suas provas de fogo. E foi ali, que vi que não conheceria o inferno. Não era o inferno. Era apenas minhas nove provas de fogo.

༒ Sae Eun ༒

Tae dá alguns passos comigo em seu colo para frente, me fazendo quase cair, sendo amparada apenas pelo balcão da cozinha, a onde ele me faz sentar. Apertando minha coxa, ele me trás para mais perto e em um único puxão no tecido fino da blusa social que eu usava, ele a abre no meio, me deixando apenas de sutiã. Agarro a gola de sua camisa, o fazendo se aproximar mais de mim, voltando a beijá-lo de maneira carnal. Seu hálito mentolado, que eu tanto sentia saudades em uma mistura singular com nossas línguas, tornava o sabor de seu beijo, único. Taehyung tinha a respiração instável, mesclada à minha, mas ainda assim, com todo seu desespero, tornou o beijo mais calmo, percorrendo com suas mãos meu corpo, ele para assim que chega em minha cintura. Passo meus braços em volta de seu pescoço, tendo minha saia em pouco tempo erguida e seu volume em contato com minha intimidade, que agora era coberta apenas pelo tecido rendado da minha calcinha.

Tae desce lentamente com seus beijos molhados por meu pescoço, beijos esses, que logo se tornam chupões, a marcar minha pele. O auxilio no momento de tirar sua camisa, que não demorou muito a ir ao chão. Uso minhas pernas, que estavam em volta de sua cintura, para trazê-lo para mais perto, ansiosa por mais contato. Cravo minhas unhas em seus ombros, sentindo seu ar forte e quente contra meu pescoço, quando não podendo fazer barulho, ele apenas segura um gemido de dor para si. Mas gostando de tentá-lo, como sempre gostei, passei a me movimentar contra sua ereção.

— Ah... — Gemeu fechando os olhos com força, ao pender sua cabeça para trás, com o pouco contato que tínhamos entre nós. Tae volta a tomar meus lábios e ao segurar minhas coxas com seus dedos compridos, ele toma a liberdade de começar a simular estocadas em minha intimidade.

— Tae... — Sibilo seu nome no pé de seu ouvido, em um gemido rouco, sentindo minha intimidade vibrar com o escasso contato entre nós. O fecho do meu sutiã é aberto e ao tirá-lo, Tae se afasta minimamente. Seus olhos cintilavam, tomados em um brilho único de desejo. Puxo seu cinto, que sem que ele percebesse, já havia desafivelado. Tae ergue seu olhar até que possa ter contato com o meu.

— Você é perfeita. — Disse em uma voz rouca.

— Você ainda não viu nada. — Digo de modo insinuante, umedecendo meus lábios lentamente, atraindo sua atenção total a meus lábios, dessa vez. Saindo de cima do balcão, tiro minha saia, ficando apenas de calcinha e me aproximando dele, em meu olhar mais intenso, o atraio como se tivesse plenos poderes sobre seu corpo. Ele estava próximo novamente, mas não tinha o controle. Ele era meu, sem que eu precisasse de confirmações. Ele apenas era. Podia ver em seus olhos, ele cumprir cada uma de suas vontades com meu corpo e me perguntei por um momento se seria eu, o auge de todos seus fetiches. E ri de mim mesma por isso. Envolvendo seu queixo com a ponta de meus dedos enquanto Tae permanece parado, apenas a me fitar em seu olhar mais intenso. — Não sabe o quanto eu gosto do proibido Taehyung... — Pensei alto, logo roubando seus lábios para mim, em um beijo selvagem. Raspando meus dentes em seu lábio inferior, sentindo seu polegar sobre o bico rijo de meu seio. Ele não suportava ideia de não poder me tocar. Espremo meus olhos quando ele deixa uma mordida em meu lábio, me fazendo sorrir entre o beijo, lhe fazendo rir entre o beijo. — Me leva lá pra cima. — Peço ainda contra seus lábios enquanto ele dividia sua atenção entre meus lábios e meus olhos.

— Hum? — Indaga Tae, rindo e se afastando minimamente para me fitar. Continuo o encarando da mesma forma, e é quando ele percebe que eu não estava brincando. O sorriso de Tae se desmancha e seus olhos se arregalam. — Sae, o... — Ele se perde em suas próprias palavras.

— Hum... — Faço biquinho, manhosa. — Então eu acho melhor eu ir me divertir em outro lugar. — Digo já me virando, na intenção de fazer drama.

— Não! — Tae quase grita. Tae me puxa para si, me virando e logo cola mais uma vez nossos corpos. — Onde pensa que vai? — Sorrio como uma menininha inocente ao vê-lo desesperado.

— Hum? Mudou de ideia? — Pergunto arqueando as sobrancelhas, vendo-o pensar duas vezes antes de responder qualquer coisa, dessa vez.

— Sae, a Yoona tá lá em cima. — Tenta explicar.

— Eu sei. E é por isso que quero que me leve lá pra cima. — Enfatizo minhas intenções, o vendo nervoso. — A menos que ela não seja tão “insuportável” como você diz. — Ele nega com a cabeça, contrariado com minhas insinuações. — Ou o grande amor da sua... — Ele não me deixa terminar, ao me calar com um beijo e me fazer subir novamente em seu colo.

— Foda-se Yoona! — Diz entre o beijo, me fazendo rir enquanto me levava para fora da cozinha, em direção, provavelmente, às escadas da casa.


Notas Finais


O que acharaaammm??????? 💜💜💜💜


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