História A ameaça da Fênix - Capítulo 38


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Categorias Madan no Ou to Vanadis (Lord Marksman and Vanadis)
Personagens Alexandra Alshavin, Eleonora Viltaria, Elizaveta Fomina, Limalishia, Ludmila Lourie, Mashas Rodant, Olga Tamm, Personagens Originais, Regin Estelle, Sofya Obertas, Tigrevurmund Vorn, Titta, Valentina Glinka Estes
Tags Eleonora, Limalishia, Madan No Ou To Vanadis, Medieval, Mistério, Romance, Tigre
Visualizações 28
Palavras 1.964
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Fantasia, Harem, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 38 - Emboscada


Fanfic / Fanfiction A ameaça da Fênix - Capítulo 38 - Emboscada

O dia amanhecia lentamente e um raio de sol que cortava as folhas das árvores daquela densa floresta atingia a bochecha do jovem. Uma sensação de calor em seu peito com uma leve pressão eram idênticos aos que ele sentia em seu lado direito.

Sem saber o que se passava, era quase como se estivesse preso, mas com um sentimento agradável e reconfortante de proteção e afeto. A imagem de uma garota de cabelos castanhos passou pela mente dele, era Titta, a jovem que era sua companheira desde a infância.

Uma sensação de calor e maciez pareciam apertar seu braço direito e nesse ponto, o raio solar atingia o canto inferior do seu olho esquerdo. Ele então, abriu vagarosamente seus olhos e levou uma contagem de 5 segundos para poder se dar conta da situação. O jovem estava encostado em uma árvore à quase 200 alcins do acampamento, logo abaixo de seu nariz um volume de cabelos cor de rosa exalava uma doce fragrância com um cheiro diferente do também doce perfume que vinha dos cabelos dourados da jovem em trajes branco esverdeados que descansava sua cabeça no ombro dele.

Um sentimento de pânico passou rapidamente pelo jovem, mas logo se acalmou ao considerar os sentimentos de ambas, Olga já havia dito que queria lhe ser útil e Sofy que quase havia sido vendida para Muzionel acabara de ser resgatada por ele que também era preciso para a melhor amiga daquela Vanadis. Fora ele, não havia mais ninguém ali presente que fosse tão próximo daquelas duas, mesmo que estivessem em Zchted, isso não mudaria.

Uma gota de suor correu seu rosto quando começou a pensar em como sair dali. Considerando a sensação, ele poderia diria ser uma das mais agradáveis de sua vida, bem como os momentos de maior proximidade dele com Elen, a Vanadis de Leitmeritz. No entanto, o momento não lhe permitia ficar mais do que aquele intervalo ali. Uma grande e decisiva batalha estava prestes a começar e Tigre era o comandante supremo.

- O... Olga... – ele sussurrou ao encostar sua mão esquerda no ombro da garota, já que o seu braço direito estava envolto aos braços de Sofy.

- Ora... vai acorda-la primeiro? – a voz doce e inconfundível da bela vanadis de olhos verdes chegou também em forma de sussurro aos ouvidos de Tigre.

Ele olhos um tanto espantado para seu lado direito.

- Be-Bem... não acho que meu braço direito seja uma opção... – nesse momento Sofy deu um discreto sorriso com os lábios e fechou ainda mais seus braços ao redor do braço direito de Tigre que ficou ainda mais nervoso e sem jeito o que deixava a vanadis ainda mais alegre e disposta a provoca-lo.

- Mas como você esta se sentindo, Tigre. – seu tom era ainda mais amigável do que antes.

- Acho que pude descansar muito bem... muito obrigado.

- Hum... a primeira refeição já deve estar pronta, mas... você poderia descansar um pouco mais, talvez mais um quarto de koku.

- Eu acho que deveria ir logo...

- Ora... você reconhece seus deveres como comandante e tem responsabilidade, isso eu já sabia e já o admirava, mas as vezes você para muito imprudente, precisa se preocupar mais com seu bem estar, venha.

- Ham?

Sofy sem largar seus braços de Tigre, encostou-se na árvore com uma postura mais ereta e tirando uma das mãos do braço de Tigre a colocou em sua coxa esquerda.

- Aqui... deite sua cabeça e relaxe.

- So-Sofy... eu... – não era apenas nervosismo, Olga também era preocupação para Tigre naquele momento.

- Não se preocupe, basta se inclinar um pouco. – Sofy ria discretamente, mas mantinha uma postura ousada diante da situação. – aqui... só mais um pouco.

Ela começou a puxar o braço de Tigre com o seu próprio.

- Mas...

- Ela não vai acordar por enquanto...

- Não se preocupem... estou acordada. – a voz de Olga ergueu-se no vendo como se fosse um ultimato aos seus dois companheiros.

Um frio percorreu a espinha do jovem.

- Ora... já está acordada? – indagou Sofy.

- Sim. Tigre.

- Bom dia, Olga.

- Bom dia. Aqui.

- Hum?

- Pode usar meu colo se quiser.

- O que?

A atitude da jovem deixou Tigre perplexo com o fato da garota dizer tais palavras sem uma gota de timidez em seu semblante. Sofy que parecia incomodada antes, agora estava admirada pela atitude da jovem.

- Agora que estamos acordados, melhor ir logo para o acampamento não acham? – em resposta à pergunta de Tigre, ambas viraram seus olhos para ele como uma facada.

- Mais um pouco. – disseram simultaneamente.

Tigre por fim, aceitou ficar mais alguns instante ali, desde que permanecesse naquela posição, ele sabia que se deitasse no colo de uma, a outra poderia se sentir mal ou incomodada, dessa forma, ele tomou uma atitude mais neutra e que não criasse conflito entre as duas vanadis.

Do alto de uma planície, três pessoas montadas em cavalos olhavam o horizonte.

- Usaremos o terreno a nosso favor...? – indagou Olga.

- Sim. Mesmo que tenhamos ganho a primeira batalha em Bastilha, ainda virão reforços de outras unidades do exército. – respondeu o jovem de cabelos vermelhos.

De onde eles estavam, Tigre podia ver claramente o lugar onde provavelmente se tornaria um campo de batalha muito em breve. Eles tinham agora, 30 mil soldados revolucionários, 5 mil aliados haviam morrido na primeira batalha, já as baixas inimigas foram de 8 mil.

- Eles virão pelo oeste einh... – observou Sofy.

- De acordo com as informações dos batedores... mas...

- O que há? – Sofy se mostrou curiosa.

- Não estou certo disso... pelo que soube desse monstro, não acho que ele virá assim tão rápido, ele deve tentar abastecer seu exército para ganhar força, depois elevar a moral dos soldados... mas não terá nenhum inimigo para usar com esse fim, nesse caso ele vai... – os olhos de Tigre ficaram ligeiramente arregalados.

- O que o preocupa, Akagami? – indagou o líder revolucionário ao se aproximar do trio.

- Hawkins-san. Por favor, chame os demais.

- Hum?

- Tenho algo a dizer.

***

Os olhos dos soldados ali presentes emanavam terror e medo, eles olhavam sem piscar a figura de um homem loiro segurando um de seus subordinados pelo pescoço usando uma única mão.

- ... Dito isso, quem mais tiver medo da morte a encontrará aqui e agora! NÃO QUERO NENHUM INÚTIL COMIGO! VAMOS MASACRAR AQUELES VERMES!

Os soldados levantaram um grito de guerra, mais por temor do que por vontade de lutar.

Eram cerca de 40 mil soldados e mais 50 mil vinham de outras quatro direções. Drekavac havia mandado cartas com ordens para cada forte ordenando um agrupamento afim de erradicar o seu inimigo.

Drekavac andou até a entrada do vilarejo, as pessoas que ali moravam, tinham fugido pouco antes da tropa liderada pelo demônio chegar, ainda assim, muitas crianças e mulheres e idosos foram mortos por serem mais lentos em relação aos demais.

Tristeza, angustia e raiva se misturavam nos corações daqueles que fugiram.

“Nesse momento, os mercenários do leste já devem ter alcançado o topo do rio que corta a montanha próxima à cidade portuária, mais um pouco, mais um pouco e irei esmagá-los”

Drekavac esperava outros reforços vindos do mar e do oeste. O vento soprava e seu sobretudo vermelho, uma das mangas balançava mais do que a outra, ele havia perdido seu braço direito, mesmo após o recolocar em seu ombro esperando que se religasse ao seu corpo, pouco foi o sucesso da regeneração e logo seu braço ao longo de sua luta contra o líder revolucionário, foi se tornando cada vez mais inútil até o ponto em que só atrapalhava. O monstro havia arrancado seu braço e bradava irá e ódio contra Tigre.

***

- Avançar! – bradava um dos soldados da linha de frente.

As tropas seguiam por um rio que cortava uma enorme montanha.

Eram reforços sob o comando de Drekavac. Ao todo, 20 mil mercenários seguiam pela estrada ao lado do rio cercado por enormes pinheiros.

- Vamos ter um enorme banquete após esmagarmos esses lixos! – exclamou um dos soldados.

- Sim. Sua majestade Eustass Donquixote prometeu uma recompensa sem tamanho dessa vez, mal posso esperar... – disso o outro.

- Vamos poder pegar a mulher que quisermos daqueles vilarejos... – disse o terceiro.

- Sim... ouvi dizer que tem cada garota jovem com um pele mais macia e doce do que a outra... oh... só de pensar já fico impaciente... – disse o primeiro.

- Perto daqui tem um, por que não passamos lá? – um sorriso sarcástico emergia no rosto do líder. – afinal... uma das ordens de sua majestade foi limpar os lugares pelos quais a gente passe... então... mesmo que nos atrasemos meio dia...

- Sim!

- Vamos pegar cada uma das gracinhas daquele lugar e matar os demais!

- Vamos! – uma risada parecia se espalhar pela tropa de mercenários.

Nesse momento o líder levantou sua espada sorrindo e gritou para todos aumentarem a velocidade de seus cavalos, todos haviam subitamente ficado enérgicos e ansiosos.

- Vamos pegar tudo o que... – sua frase ficou pela metade no ar.

Seus companheiros olhavam perplexos a cena de uma flecha atravessada no crânio de seu líder.

Todos olhavam em volta com extrema atenção enquanto que o líder caia de seu cavalo. Muitos ficaram atordoados, um silêncio se espalhou pelo lugar.

“Aquele cara... nem acredito que veio de um lugar tão distante como Brune para fazer algo assim... se não fosse por ele, aquelas pessoas... aquelas mulheres... você é fora do comum... Tigrevurmund Vorn...”

Um sorriso emergia no rosto do homem que atirou a flecha de cima do enorme pinheiro.

- Agora! – berrou ele. O homem era Bartolomeu, o comandante da 6º divisão do exército revolucionário.

Naquele instante uma chuva de flechas de todas as direções caiu sobre os mercenários que apavorados e pegos de surpresa nada puderam fazer. Em apenas meio koku, com algumas buscas contra aqueles que haviam tentado fugir, a tropa de mercenários tinha sido completamente aniquilada.

“Conseguimos acabar com 10 mil usando apenas mil...”

Um sorriso de satisfação emergiu no rosto do comandante.

***

Ao oeste, em um vilarejo, chamas queimavam por todas as casas, os 30 mil soldados que haviam acabado de se agrupar estavam com rostos desolados.

- Aqueles revolucionários nos deixaram completamente sem mantimentos... – disse um dos oficiais.

- Também não encontramos nada pelo norte. – disse o segundo.

- Passamos por 5 vilarejos até aqui vindo do sul e todos estavam desertos e completamente queimados... – disse o terceiro.

- Não acredito que eles fariam tal coisa... não parece ser obra deles... – disse novamente o segundo.

O quarto que segurava sua espada cheia de poeira falou por fim.

- Ouvi dizer que eles estão sob o comando de alguém de fora...

- O que? – a reação foi a mesma por todos ali presentes.

- Um dos nosso batedores conseguiu falar como mensageiro com um dos comandantes deles... parece que um tal de Tigrevurmund Vorn, conhecido por Lumiere, foi confiado como comandante supremo dos revolucionários.

- Então... esse cara pode prever o futuro ou algo assim? – indagou a terceiro.

- Não sei... só sei dizer que suas estratégias foram infalíveis até agora, olhem para o nosso estado... somos muito superiores em números, mas ainda assim estamos acuados como ratos...

Todos queriam, mas não tinham como reclamar sobre tal afirmação, as palavras daquele oficial relatavam a dura realidade do exército real.Não havia mais como chegar até Eustass. Eles sabiam disso, pois dois batedores tinham acabado de informar que 7 divisões dos revolucionários com cerca de 30 mil soldados já haviam se colocado entre eles e a cidade portuária. Eles sabiam que naquele momento, Eustass deveria estar muito próximo daquela cidade, pois foram instruções que ele despachou para cada forte sob o seu comando.


Notas Finais


Título do próximo capítulo: O fim da guerra e a agulha misteriosa


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