História A americana mais brasileira que existe. - Capítulo 4


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


VOLTEI GALERA.
Gente, me desculpa a demora, eu queira vir aqui e listar várias desculpas, mas eu só não escrevi, porque isso é muito meu, demorar para fazer as coisa.
Não me levem a mal, eu prometo que posto capítulos mais longos, com menos intervalos em cada postagem.


Mas agora falando do capítulo, eu sinceramente chorei enquanto estava escrevendo, e eu espero trazer todo esse sentimento que determinada parte tem.

Capítulo 4 - Onde o passado pode vir á tona sempre


E lá estava ela, cantando, uma coisa que sempre adorou fazer, mas as circunstâncias não eram as melhores, não queria cantar ali, queria sair correndo, ir para os braços do pai e chorar até morrer de desidratação, mas não poderia fazê-lo, tinha dinheiro envolvido, muito dinheiro, estavam gravando, então não poderia errar, senão estaria estragando o casamento da pessoa que amava, então tinha que levantar a cabeça e fazer uma apresentação estupenda.

-She played the fiddle in an Irish band. But she fell in love with an English man. Kissed her on the neck and then I took her by the hand. Said: Baby, I just want to dance. My pretty little Galway Girl. My, my, my, my, my, my, my Galway Girl. My, my, my, my, my, my, my Galway Girl. My, my, my, my, my, my, my Galway Girl. - após terminar de cantar a música, e os aplausos terminarem, recebeu um sinal de Manuel, Melody abaixo um pouco o microfone, até a altura do violão e começou a tocá-lo delicadamente, como uma trilha sonora romântica...

-Nina, eu nem sei como te dizer isso... - Manuel começou sua declaração. -Olha, nós nos conhecemos em 2014, eu ainda estava em um relacionamento, conturbado, onde ambas as partes estavam insatisfeitas, foi aí que você apareceu na minha vida, tão linda, quando eu te vi pela primeira vez, senti um misto de emoções, senti que corpo precisava ficar perto do teu, meus olhos precisam fitar os seus a todo momento, quando o meu relacionamento havia acabado, eu senti aquele sentimento crescer, crescer e crescer cada vez mais, até que eu não consegui esconder o meu amor, tinha que mostrar ao mundo tudo que eu sentia, o que meu coração sentia por você. Todas as vezes em nós dormimos juntos, ver você se mexendo na cama, inquieta, acordar e te ver com a sua cara emburrada de que gostaria de dormir mais, ver você feliz, toda vez que você me consolava em minhas derrotas, quando você enaltecia minhas vitórias, ver você todo jogo, vibrando, mostrando toda a sua torcida, até que eu quis mais, muito mais, depois do pedido de casamento, eu soube que você sempre foi a mulher da minha vida, que eu sempre amei, e sempre irei amar. Então, esse dia finalmente chegou, eu te amo Nina Weiss. - Melody não pôde esconder as lágrimas ao ouvir a declaração do goleiro, mas não porque era sentimental e chorava quando via declarações de amor, músicas, filmes, era porque ela sabia que aquelas palavras ditas pelo goleiro, na verdade não eram dele...

                                                         2 semanas antes
                                                                    Melody

-Aí caramba, quem é agora? - Melody dizia, estava se concentrando, tentado reproduzir todas as músicas da extensa lista de Nina para o casamento, quando começou a ouvir a campainha de seu apartamento, quando foi ver quem era, praticamente foi atropelada pelo enorme corpo, pelo corpo de Manuel. -O que o senhor faz aqui?

-Olha, isso é muito sério, e eu preciso da sua atenção.

Diga que terminou com a Nina e que agora quer se casar comigo, por favor

-Então, depois da sua apresentação, eu quero que você olhe diretamente para mim, eu vou te dar um sinal, aí é para você começar a tocar o seu violão, com uma melodia agradável, tipo uma trilha sonora. - Melody assentiu, com o cenho franzido, meio em dúvida, meio desconfiada.

-Olha, o senhor poderia ter me falado isso no dia do casamento, sabe não é muito difícil...

-Primeiro. - Manuel a cortou. -Pode me chamar de Manuel, segundo, não é só tocar o violão, eu quero que você escreva uma declaração de amor para mim, enquanto você toca violão.

-Como assim? - Melody o olhava incrédula, mesmo sabendo o ele realmente queria, parecia não acreditar no que o goleiro havia dito.

-Bom, eu acho que eu não me expressei bem, eu quero que você escrava uma declaração de amor, para eu ler para a Nina, no dia do casamento, enquanto você toca violão.

Melody o olhou, surpresa com a declaração do goleiro, ficou chocada em perceber que ele não faria uma declaração para Nina, apenas pegaria um texto escrito por ela, memorizaria, e todos os créditos iriam para ele, só para ele.

-Eu te pago mil euros. - Manuel continuou. -Preciso disso para amanhã.

-Tu-tudo bem, e-eu faço isso, mas não precisa me pagar.

-Isso tem que ficar entre nós, não conte para ninguém.

-Tudo bem.

Depois que Manuel foi embora, Melody correu e pegou um caderno, começando a escrever a falsa declaração.

                                                            Voltando ao casamento...

Depois que a declaração terminou, Melody ficou ali, sozinha no palco, como uma inútil, sem saber o que fazer, tinha que esconder as lágrimas, mas cada vez que tentava se acalmar, mais chorava, então, saiu daquele espaço, indo para uma área descoberta, a noite estava linda, o céu iluminado pelo brilho das estrelas, muitas estrelas, e ela só conseguia fitar o céu, e pensar como sua vida era horrível, primeiro encontrara Manuel no Brasil, conversaram um pouco, depois, no Estados Unidos, recebeu uma ligação do Thomas Müller, depois, viajou até a Baviera, encontrou Nina, e concordou em cantar no casamento, depois, Manuel apareceu em seu apartamento, pedindo para que ela escrevesse uma declaração de amor para Nina, a alguns minutos atrás, o viu lendo a declaração, e todos o parabenizando pelas belas palavras, agora, estava fitando o céu com tanta intensidade que nem percebeu quando Uli Hoeneß a chamou.

-Senhorita Myers, está tudo bem?

-Aí, desculpa, eu... estava... nada, não foi nada, apenas tiva algumas lembranças ao olhar o céu. Desculpe, mas o senhor pode me chamar de Melody mesmo.

-Então você pode me chamar de Uli, mas eu gostaria que você me encontrasse em um restaurante amanhã, quero te fazer um proposta, você sabe quem eu sou né?

-Claro, o Presidente do Bayern de Munique. Meu pai gosta muito do você.

-Sim, eu conheço o Martim há muito tempo. - Melody, ficou petrificada, não sabia que o presidente do clube do clube conhecia o seu pai. -Sim, eu sei que é meio estranho por conta do trabalho do seu pai, a história do seu nome.

                                                       FLASHBACK ON

Era um 20 de Julho, estavam todos reunidos na sala de jantar da casa, Mabel e Manfred, avós paternos, Melinda e Mansul, avós maternos, Matilda, Martim, pais de Melody, e Michael, irmão da mesma, mas Melody fitava a comida, triste, pois sabia que depois de alguns dias, teria que voltar para Orlando.

-My Mel, o que houve? - Martim perguntava a Melody, estava preocupado, pois a filha nem tocou na comida. -Quer conversar?

-Eu estou triste, vou ter que voltar para Orlando em poucos dias. - Melody olhou o pai diretamente nos olhos, melancólica. -Por que eu não posso ficar aqui em Munique com vocês? Eu prometo que fico quietinha e não dou trabalho papai, por favor...

-Vem, vamos para o seu conversar. - Martim disse, segurando a mão da filha delicadamente.

-Papai, eu não quero ir!

-Minha filha, eu posso te explicar uma coisa? Ou melhor, várias? - Melody assentiu. -Você sabe qual é o meu noma completo né?

-Claro, Martim Müller. - Melody o olhou, confusa com a pergunta do pai.

-E você sabe qual o nome da mamãe?

-Matilda Müller.

-E o nome do seu irmão?

-Michel Müller Myers.

-E o seu?

-Melody Müller Myers. - Melody já falou impaciente, não entendia o motivo de tantas perguntas fúteis.

-Então, você notou alguma diferença? - perguntou Martim, levantando-se da cama, pegando um papel que estava em uma gaveta, trancada por uma chave.

-O Michael e eu temos o Myers no nome.

-E você sabe qual o motivo?

-Não.

-Pegue. - disse, entregando-lhe o papel.

-Uma árvore genealógica?

-Sim, perceba que todos têm o mesmo sobrenome, menos você e o Michael.

-Por quê?

-Quando sua mãe engravidou de Michael, nós havíamos acabado de entrar para o Serviço Federal de Inteligência da Alemanha, mas nós não podíamos ter filhos...

-Então o Michael foi um acidente? Eu também fui?

Martim respirou fundo, Michael já sabia que não fora desejado pelos pais, mas Melody não.

-Sim, assim como você.

Martim viu os olhos da filha marejados, prestes a explodir em milhares de lágrimas, tinha que ser forte, explicar o sobrenome dos filhos não era só falar que os dois tinham um sobrenome á mais porque os pais gostavam de filmes de terror, era explicar porque os pais viviam na Alemanha, não em Orlando ao lado dos filhos.

-E quando nós descobrimos a gravidez, falamos com o nosso superior, levamos uma bronca colossal, só não fomos demitidos por um milagre. - fez uma pausa, a filha já estava chorando, e ele sentiu que choraria também. -Mas ele disse que isso era comum, então, nos mandou para Orlando, para que sua mãe tivesse o Michael, mas como nós seríamos agentes, caso alguém descobrisse que sua mãe estava grávida, poderiam ir atrás dela, e matar seu irmão. Então viajamos com o vó Melinda e o vô Mansul (pais de Matilda, que por sua vez é mãe de Melody e Michael), para que eles cuidassem do Michael.

-E eu, e os sobrenomes? - Melody disse, entre soluços

-Eu já vou chegar, quatro anos depois, em 1994, descobrimos que sua mãe estava grávida de você. - ele fez outra pausa, algumas lágrimas já caindo em seu rosto. -Então, nós voltamos para Orlando, dessa vez com o vô Manfred e a vó Mabel (pais de Martim, que por sua vez é pai de Melody e Michael), para que você nascesse. Agora sobre os sobrenomes, você sabe que é muito parecida com sua mãe, e o Michael comigo? - Melody assentiu. -Então, como nós éramos do serviço de inteligência, estamos correndo risco a todo momento, por isso nós acrescentamos o Myers no seus nomes, para que vocês não corressem riscos, nós queremos protegê-los do pior.

-Por isso que a vó Melinda e a vó Mabel gravam os vídeos?

-Exatamente, eles mandam esse vídeo para nós todo mês, para matarmos a saudade, mas eu queria estar lá, nos seus primeiros passos, nas suas primeiras palavras, quando você ficou mocinha. - na última parte Melody corou um pouco, achava que o pai ainda não sabia daquilo. -Agora você entende? Eu e sua mãe estamos tentando nos manter próximos de vocês, tanto que vocês passaram os últimos dois anos aqui na Baviera. - Martim não aguentou mais e começou a chorar, Melody, que já havia se recuperado, começou a chorar também, e foi assim até dormirem, abraçados, como nunca, queriam aproveitar os últimos dias juntos, quando Matilda os acordou, junto com Michael, os quatro ficaram ali, chorando juntos, queriam ficar ali por toda a eternidade, essa era a família de Melody, Mabel e Manfred, os avós paternos, Melinda e Mansul, os avós maternos, Matilda e Martim, os pais, e Michael seu único irmão, eram apenas os oito, Matilda não tem irmãos pro conta de uma doença no útero de Melinda, que passou isso para Matilda, que por sua vez passou para Melody, que quase morrera durante o parto, era uma doença que desregulava a menstruação, agora Martim, não teve irmão por escolha pessoal dos pais, na verdade, ele sabia que era um milagre Melody ter nascido, ela era seu milagre, por isso a tratava como uma princesa, sempre mandando presentes, dinheiro, até jóias, o pai mandava, ela era seu milagre e ele não estava disposto a perdê-la, muitos amigos contestavam o modo como Martim tratava a filha, mas quem já o conhecia desde jovem sabia que ele sempre quisera uma menina, não que ele não amasse Michael, o mesmo era o bebezinho da mãe, mas Melody, ela era tudo, o que o motivava a levantar todos os dias e ir para o trabalho, sempre esperava o fim do mês, uma caixa direto da Flórida chegar em seu correio, para ver o rotinho da filha, muitas vezes feliz, outras vezes triste, pois não tinha a companhia do pais, mas ela já estava crescendo, e agora, depois da conversa com o pai, pôde entender a ausência materna e paterna, já estava virando uma menina grande, mas ainda era a princesinha do pai, era o milagre da vida.

                                                         FLASHBACK OFF

-Então Uli, o que você quer falar comigo?

-É sobre um projeto, eu vi alguns de seus vídeos. - Melody o olhou com os olhos arregalados e o cenho franzido.

-Nossa, você viu meus vídeos? Tem que ter muita força de vontade para vê-los. - disse, em um tom debochado.

-Não fique assim, eles são bons, mas eu não quero discutir os seus vídeos, eu soube que você está tentado entrar na Universidade de Munique Ludwig-Maximilians?

-Sim, por quê?

-Bom, eu sei que todo universitário gosta de ter independência. - Melody assentiu, mais interessada. -Eu ainda não posso te contar muito, mas eu acho que você vai gostar, bom, temos uma "encontro"? De negócios é claro, já vou avisando que sou muito bem casado, sem ofensas é claro.

-Não, tudo bem, eu entendi, então me passa o seu número?

-Claro.

Os dois trocaram os números, e Uli ofereceu uma carona á Melody, a mesma aceitou de imediato, queria sair daquele lugar o mais rápido possível, não queria mais ver Manuel.

                                          CT DO BAYERN, UM MÊS APÓS O CASAMENTO

-MANUUUUUU. - Mats gritava a procura do camisa 1.

-Eu estou atrás de você. - Manuel disse, impaciente.

-Nossa, que nervosismo é esse logo cedo? Mas enfim, eu quero o telefone da Melody, aquela menina que tocou no seu casamento.

-Por quê?

-Eu a achei bonita, e vi um vídeo dela, em que ela disse que é virgem! - o zagueiro falava com um certo brilho nos olhos. Manuel franziu a testa.

-Por que você quer o número da Melody Mats? - Thomas chegou por trás, dando um susto em Mats.

-Por que será? - Manuel falou ironicamente, mas com uma certa raiva no olhar, apesar de fazer mais ou menos um mês depois do casamento, Manuel ainda se sentia atraído pala americana.

-Nossa, parece que alguém acordou com o pé esquerdo hoje hein. - disse Thomas. -Mars, por que você não vai falar pessoalmente com a menina? - o Müller falou apontando para o outro lado da parede de vidro, onde Melody conversava com Uli.

-O que ela está fazendo aqui? - Manuel disse, vendo o técnico pedir atenção, para que ouvissem o presidente, que chagava ao lado de Melody.

-Senhores, essa aqui é a senhorita Melody Myers, ela será a nova responsável pelo canal do Bayern no YouTube.

-Você não é aquela menina que cantou no casamento do Manu? - perguntou Robben.

-Sim, é ela, como ela já trabalha nesse meio, nós achamos que seria uma boa ideia deixar um cargo importante nas mãos de quem entende.

-Imagina, eu não serei uma médica ou uma dirigente, apenas filmarei os treinos e algumas conversas, só. - Melody finalmente se pronunciou.

-E isso não é importante, uma Youtbuer trabalhando aqui, será que eu posso aparecer no seu canal? - perguntava Thomas.

Após Uli e Melody falarem por alguns minutos, Melody disse que teria que sai, pois tinha aula na Universidade, onde cursava Física. Alguns jogadores até se ofereceram para levá-la, menos Manuel, que ainda estava pensativo, como conseguiria viver no mesmo ambiente que ela, como conversariam, a última vez que tiveram uma conversa séria foi quando ele pediu que ela escrevesse uma declaração para Nina, depois, apenas um oi, tudo bem, nada muito sério.

 


Notas Finais


Eu espero de verdade que vocês tenham gostado, adorei escrever esse capítulo, muito emocionante, pelo menos para mim.
Agora, eu finalmente expliquei um pouco sobre a origem da Melody e da sua família, eu juro que tudo isso faz sentido na minha cabeça.
Mas eu tenho um desafio a você perceberam uma certa similaridade nos nomes?
Comentem por favor, que esse feedback me motiva muito, mas eu prometo que vou tentar portar os capítulos mais regularmente.
Então, como já dizia Velozes e Furiosos: nunca é um adeus, é sempre um até logo.
XOXO


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