História A Aposta - Capítulo 16


Escrita por:

Postado
Categorias Justin Bieber, LaLi Esposito
Tags Comedia, Justin, Justin Bieber, Lali, Mariana Esposito, Romance
Visualizações 36
Palavras 2.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Dezesseis: Um dia para a viagem de formatura



Lali está de malas prontas. Ajeita a bainha de tule do vestido preto e calça as sapatilhas coloridas com strass. Euge e Cande aguardam no andar de baixo, na companhia de Gás e sua turma barulhenta. 


A galera toda irá na inauguração do Aquarium, uma boate na Vila Olímpia, em que um dos sócios é amigo de Gás. Os convites para a ala VIP foram disputados à tapa e o irmão de Lali conseguiu dez deles, na faixa. A garota borrifa o perfume nos pulsos e também atrás das orelhas. Dá uma última olhada no espelho antes de descer para encontrar as amigas.


Os pais de Lali foram ao cinema e a turma de Gás está espalhada nos sofás e sobre a bancada de mármore travertino da cozinha.Várias latas de cerveja se empilham na pia e sacos de amendoim e batatas fritas estão abertos sobre as mesinhas de apoio. Cande e Gás conversam num canto, próximos demais. Lali os encara com curiosidade. Já tinha percebido um clima, mas não faz ideia do que esteja rolando entre esses dois.


— Pronta? – Euge dá um pulinho ao ver Lali. – Uau, Lali, esse vestido é um arraso.


— O seu também. – Euge está usando um vestido azul de alça única, na altura dos joelhos, de um tecido bem estruturado. O rabo de cavalo foi feito bem alto e algumas mechas castanhas escapam, emoldurando seu rosto cheio de sardinhas fofas.


— Todo mundo por aqui? Podemos ir? – Gás recolhe os sacos de salgadinhos espalhados.


Lali observa Cande que permanece recostada na parede, no outro canto da sala. A amiga está deslumbrante num vestido estilo indiano, com a cintura marcada por um cinto de camurça. Um imenso colar prateado pende de seu pescoço e nos pés, chinelos com miçangas pretas. O cabelo avermelhado, bem batido na nuca, sustenta duas presilhas laterais que prendem a franja. Lali nota que Cande está usando o bracelete de níquel envelhecido que compraram juntas, na feira de antiguidades da praça Benedito Calixto, na Vila Madalena.


— É impressão minha ou a Cande e o Gás estão...? – Lali se vira para Euge e não termina a frase.


— É, eu também percebi um clima. – Euge balança a cabeça em concordância.


— Hum. Acha que devemos perguntar?


— Deixe ela nos contar. –Euge tira um fio de cabelo do vestido de Lali. –Não ficaria
chateada?


— Por que eu ficaria chateada? – Lali franze o cenho, confusa.


— Sei lá, é seu irmão e sua amiga. – Euge dá de ombros. – Não que isso seja grande coisa, não é traição nem nada.


— Eu acharia muito legal, de verdade.
~~***~~
O quarteirão do Aquarium está tomado por carros de todas as marcas e modelos. Com isso, é óbvio que o trânsito está um caos. Uma imensa fila se forma do lado de fora da boate e a maioria das pessoas não faz nem ideia de que sem um convite, nada feito. As três amigas caminham juntas, de braços dados, vencendo os dois quarteirões que separam o único estacionamento com vagas da entrada do Aquarium. Cande não toca no assunto Gás. Lali e Euge fingem não terem visto nada.


Gás e sua turma vem logo atrás e como todo bando de garotos, começam a se bater e empurrar a caminho da danceteria. Nesse interim, uma Pajero recheada de meninas surtadas para ao lado dos garotos. Gás dá trela e Cande fecha a cara no mesmo instante. Lali sente as unhas da amiga fincarem em seu braço com força.


— Ei, não precisa arrancar a minha pele. – Lali estremece e Cande se sobressalta.


— O quê?


— O que está rolando entre você e meu irmão? – droga, Lali tinha prometido a si mesma não perguntar.


— Nada. – Cande olha de esguelha para trás. Seus olhos azuis ficam opacos quando veem Gás e sua turma se derretendo para cima das meninas da Pajero.


— Por sua causa ou por causa dele? – Euge se mete no assunto.


— Não está rolando nada, é sério. – Cande suspira tristemente.


— Se um dia rolar, saiba que dou todo o apoio. – Lali sente o aperto de Cande afrouxar de seu braço.


— Obrigada, Lali. Mas é como eu disse: Não está rolando nada.


Finalmente chegam à entrada da boate e Gás e os caras se livram das garotas oferecidas, para alívio de Cande. Pepino saca os convites do bolso e entrega ao segurança. O engravatado confere a autenticidade dos mesmos e libera a entrada, carimbando os pulsos com uma tinta néon.


O Aquarium, como o próprio nome diz, é um imenso aquário, repleto de plantas aquáticas e animais marinhos diversificados. A danceteria é circular e cercada por paredes de vidro curvas, que tomam toda a extensão do lugar.


Lali fica boquiaberta quando vê uma imensa arraia flutuando sobre sua cabeça, ainda não tinha percebido que o aquário também se estende por todo o teto da boate. As garotas seguem Gás por um corredor largo, no ponto mais alto do Aquarium. É o único acesso para a ala VIP que não está congestionado. A outra opção seria pelo meio da pista de dança que, no momento, está abarrotada de cabeças saltitantes. A música techno rola solta em meio aos efeitos especiais que vem de todos os cantos imagináveis. Uma névoa colorida sobe pelo chão, abraçando as pessoas até a cintura. A ala VIP está bem mais tranquila, com seus sofás imensos, mesas largas, um bar privativo e garçons circulando com bandejas repletas de bebidas coloridas. Lali aproxima-se do parapeito de aço e dá uma sacada no lugar. O Aquarium é simplesmente fenomenal.


— Animada para a viagem de formatura? – Gás precisa falar alto para se fazer ouvir.


— Acho que será legal. – Lali responde, ao pé do ouvido do irmão.


— Está finalmente deixando a adolescência para trás, Lali. É agora que a ralação começa e a vida adulta vai massacrar você de todas as formas.


— Ah, obrigada pelo incentivo! – Lali dá um tapa no ombro de Gás.


— Já sabe o que fazer caso algum engraçadinho resolva se meter a besta nessa viagem? – Gás pergunta, vincando a testa.


— Joelhada nas bolas, soco no nariz e... o que mais mesmo?


— Acerte no pomo de adão. 


— Ok, fique tranquilo, ninguém vai se meter a besta comigo.


— Ei, Lali, vamos para a pista? – Euge chama. Lali percebe que Gás e Cande trocam olhares demorados e uma urgência em ajudar inflama a garota.


— Vamos, Gás? – Lali convida, deixando a bolsa sobre um dos sofás.


— Vamos para a pista, galeraaaaa?! – Gás grita e Lali revira os olhos, tapando os ouvidos.
~~***~~
Chegar à pista é uma maratona suada, apertada e acotovelante. Com alguns empurrões, os amigos de Gás conseguem abrir espaço para dançar. O olhar de Lali é atraído para cima a todo o momento, o colorido do aquário sobre sua cabeça é inebriante. Gente bonita e suada pula ao som do DJ. Lali corre os olhos pela pista, observando rostos descontraídos e maquiagens escorrendo. Não é do tipo que curte baladas como essa, mas adora uma novidade. Ela não perderia essa inauguração por nada. Quatro músicas depois e a garganta queima, ressequida. Voltar à ala VIP está fora de cogitação. O bar mais próximo fica a uns seis metros de onde estão. Grita nos ouvidos de Euge e Cande, doida por qualquer coisa líquida. As amigas concordam, seguindo na frente.


— Onde vão? – Gás pergunta.


— Pegar água. Quer? – ela oferece, por sobre o ombro.


— Não, valeu. Já sabe, hein... pomo de adão. – Gás recomenda.


— Pode deixar. – Lali ri e segue para o bar.


Passar entre pessoas pulantes e bêbadas não é tarefa das mais fáceis. Lali desvia, tira o pé do caminho, é empurrada e empurra também. O lugar está claustrofóbico e a boca de Lali está tão seca que nem a língua é capaz de umedecer os lábios. Uma mão toca em seu ombro e a puxa para trás.


— Ei, pensei que sereias não existissem. – um garoto sardento e até bem bonitinho exclama. Mas a cantada é tão demodê que Lali dispara a rir.


— Sereias costumam afogar garotos como você, sabia? – ela rebate.


— Faria isso comigo, sereia? Qual o seu nome, hein?


— Se eu disser o meu nome, terei que te matar. – Lali tenta se desvencilhar, mas o garoto sardento aperta seu braço com força. – Será que dá para me soltar?


— Pague o pedágio que eu solto. É só um beijo, você vai gostar. 

Quando o garoto sardento aproxima-se perigosamente, uma mão forte surge em cena, agarrando Lali pela cintura. Ok, congelemos o momento para uma análise mais profunda. São Paulo é uma cidade gigantesca e as chances de encontrar alguém conhecido numa balada são nulas, correto? Engano seu. Apesar de Sampa ser uma megalópole, as baladas são sempre as mesmas, divididas em bairros, classes sociais e estilos. As chances de encontrar alguém conhecido numa inauguração desse porte são imensas. Nem vou entrar nos méritos do destino em ação, porque sei lá, tem isso também.


Descongelemos o momento em 3, 2, 1...


— Dá o fora, mané! – Justin empurra o sardento.


— Não me disse que estava acompanhada, sereia. – o garoto fecha a cara e solta Lali.


— E não estou! – o tom dela é agressivo, metralha Justin com um olhar irado.


— Nesse caso, dê o fora você, manezão! – o sardento vira homem, pega o braço de Lali e a puxa para si.


O sangue de Justin sobe nas alturas e ele empurra novamente o sardento, com mais força dessa vez. Lali nota que Liam se aproxima. O sardento quer briga e Justin parece querer o mesmo. Ela está entre eles e resolve apaziguar os ânimos.


— Pare com isso, Justin! – Lali precisa gritar ao pé do ouvido do garoto, o que se mostra uma péssima ideia. O aroma dele é uma mistura de mistério e sedução que faz suas pernas bambearem.


— Dê o fora, eu já falei! – Justin fecha o punho no colarinho do sardento.


— Ei, ei, ei! – Liam finalmente chega. – Vamos deixar disso, beleza? – Liam é da turma do “deixa disso”, mas, quando provocado, é da turma do “vamos matar todo mundo”.

– Leve a Lali daqui, Justin!


— Não vou com você a lugar algum! – Lali tenta se livrar de Justin, mas o garoto é mais forte. E da forma como ele a está abraçando no momento, nem joelhada, nem soco, nem pomo de adão surtirão efeito.


Lali procura as amigas no meio da muvuca e as encontra. O bar fica um nível acima e ambas estão acompanhando o que está acontecendo na pista de dança, atônitas. Cande levanta as duas mãos para o teto, não entendendo nadinha do que está rolando.


— Ande logo, sem reclamar. – Justin passa Lali à frente, prendendo-a como se fosse um escudo protetor, obrigando-a a andar em direção ao bar.


— Me solte, Justin!


— Quietinha, Lali, ou não ganha sorvete.– Justin sussurra em seus ouvidos e ela sente o hálito de Mentos de frutas do garoto. Mentos de frutas é golpe baixo.


— Isso não vai ficar assim!


— Já disse, fique quietinha.


— Me larga! – ela grita e cerra os punhos.


— Pronto, sã e salva. – Justin finalmente afrouxa e Lali gira sobre as sapatilhas, pronta para socá-lo. Mas algo a detém. Os olhos dele, tão dourados quanto o sol. Tão brilhantes como lavas de um vulcão em erupção.


— Eu sei me defender sozinha! – ela exclama, inflamada de ódio.


— Eu vi. – Justin debocha.


— E aí, galera! – Liam chega num pulo e passa o braço sobre ombros de Justin.


— Deu um jeito no sardento? – ele pergunta, sem desviar os olhos de Lali.


— O cara vai ficar sussa. – Liam elucida, soprando a franja para cima.


— Oi, Liam. – se Euge fosse uma geleira, já estaria derretida no chão.


— Oi, Euge, oi, Cande. – Liam cumprimenta.


— Pegaram água? – Lali sustenta o olhar de Justin com sua famosa expressão “vou matar você” impressa no rosto.


— Pegamos. – Cande responde. – Vamos voltar para a pista?


— Fique longe de mim, Justin, eu estou falando sério. – quando Lali tromba no ombro dele ao abrir passagem, o garoto sussurra em seu ouvido:
— Alguém já disse que você fica linda de preto?


Lali não se dá ao trabalho de responder. Range os dentes e continua a caminhar, sem olhar para trás.
 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...