História A Aposta - Capítulo 9


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Categorias Justin Bieber, LaLi Esposito
Tags Comedia, Justin, Justin Bieber, Lali, Mariana Esposito, Romance
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Palavras 1.516
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Nove: A breve vida amorosa de Lali


Vamos tentar entender o porquê de Lali ser tão avessa a garotos. Tudo está no psicológico, Freud elucidaria. Talvez a garota enlouquecesse o neurologista antes do mesmo se explicar. O fato é que ela, até hoje, teve apenas dois namorados. O primeiro foi aos doze anos de idade...
Lali estava brincando com as amigas na calçada de sua casa, num condomínio fechado de alto padrão na cidade de São Paulo. A Barbie Noiva estava a bordo do possante cor-de-rosa, a caminho do salão de beleza. Após os cuidados com o visual, as Barbies fariam uma festa de arromba na mansão de três andares e os Kens já estavam convidados. A garota não sabia, mas estava sendo observada por Pablo, que morava a uma distância de oito casas da sua. Super tímido, deixou a bicicleta incrementada de lado e invadiu o jardim florido de Dona Estela, colhendo flores coloridas para que Nina pudesse enfeitar a festa das Barbies. Timidez é uma droga. Pablo estava agitado, tenso e tremia da cabeça aos pés. Não conseguia se aproximar daquela linda menina com um corte Channel, de olhos grandes e castanhos. O que ele fez? Tocou a campainha do amigo Danilo e implorou para que o garoto levasse as flores para Lali.


— Quer que eu leve as flores? – Danilo perguntou, maldizendo o momento que atendeu a campainha.

— Por favor? Leve as flores e peça a Lali em namoro para mim? – Pablo suplicou, com olhos marejados.

— Não acredito nisso. – o amigo bufou e revirou os olhos. – Dê aqui, eu levo.

Danilo, um ano mais velho que Pablo, pegou as flores e respirou fundo, caminhando a passos largos até a festa das Barbies. E que festão! Tinha até jatinho cor-de-rosa estacionado na entrada da mansão. O lance foi que, um nervoso Danilo, entregou as flores para Lali e a pediu em namoro. A garota, com um risinho contido, olhou para as amigas buscando uma resposta. As três balançaram a cabeça, afirmativamente. A confusão estava armada. Lali acreditava estar namorando Danilo. Danilo jurava ter pedido Lali em namoro para seu amigo. Por sua vez, Pablo estava certo de que Lali agora era sua namorada. Aff.
A menina de doze anos estava muito feliz. Contou para todos na escola que estava namorando, apesar de nunca ter trocado mais de duas palavras com Danilo. Para detonar de vez com a situação, o garoto mudou-se de bairro três semanas depois, deixando Lali completamente arrasada. Poxa, nem um tchau?

Ali começava o problema de Lali com garotos. Como poderia confiar neles? Como toda pré-adolescente, Lali sofreu por Danilo, chorou por ele, arrancou os cabelos e disse para as amigas que nunca mais amaria ninguém como o amava. Adoro dramas juvenis, são tão intensos! Querem saber o que aconteceu com Pablo? Bem, hoje o garoto faz terapia e nunca beijou uma garota. Depois que viu sua namorada Lali dando o maior amasso em outro cara, o mundo ruiu para ele. E

sse outro cara chamava-se Bruno. Bruno foi o segundo namorado de Lali. Eles se conheceram no colégio e o garoto era dois anos mais velho do que ela. Lali tinha quinze anos naquela época. Como toda filha superprotegida por pais malucos, Lali era a inocência em pessoa. Não conhecia Bruno o suficiente, mas ainda assim era apaixonada pelo cara desde que Danilo a deixou, sem dizer um tchau.

O namoro durou exatos seis meses e, pela pouca idade de Lali, os pais resolveram cercar esse relacionamento, permitindo que só acontecesse debaixo de seu teto. Ou seja, o namoro se dava em casa e os telefonemas eram supervisionados. Internet? Nem pensar! Toda e qualquer comunicação com o mundo externo era grampeada pela analista de tecnologia da família: Laura, a mãe de Lali.

Bruno era o tipo de garoto experiente e estava doido para colocar suas mãos calejadas sobre a garota virgem. Ela era tímida, estonteantemente linda e estava completamente apaixonada… droga, Lali estava perdida! Era chantageada emocionalmente sempre que estavam juntos e a garota começou a cogitar a possibilidade de finalmente se entregar a Bruno.

Quando o garoto, já com dezoito anos, pegou sua carteira de motorista, as coisas saíram do controle. Bruno aparecia na casa de Lali sem avisar, sempre que os pais dela e o irmão mais velho não estavam. Como ele sabia? O vizinho da frente era seu amigo e comparsa. Lali já tinha completado dezesseis anos quando aconteceu o inevitável. O Mustang amarelo estacionou na porta de sua casa, reluzindo como um diamante. Bruno carregava um imenso buquê de rosas vermelhas, pronto para dar o bote. Ela estava sozinha naquela tarde.

Paixão e inocência. Essa é uma combinação perigosa. Lali se entregou no sofá da sala, após seis meses de tentativas infrutíferas por parte de Bruno. Ele jurou amor eterno. Garantiu que ela era única. Disse que se casariam. Afirmou até que era virgem, por Deus! Depois daquela tarde, Bruno não ligou mais. 

Lali, agora sem medo de vasculhar a internet, logou-se num tal de Facebook. Através dessa ferramenta mais poderosa do que uma investigação policial, descobriu todas as mentiras de Bruno, inclusive que não era a namorada oficial do cara. Naquele momento nascia a nova Lali Espósito, a garota que seria temida por todos que usassem cuecas.

— Gás, preciso falar com você. – Lali entrou no quarto do irmão mais velho, faiscando de tão puta da vida.

— Llai, cai fora. – Gaston, o irmão, nem se dignou a olhar para a garota.

— O Bruno me enganou e eu quero o sangue dele. – Lali arrancou os fones dos ouvidos de Gás. Aquelas palavras surtiram efeito imediato. O irmão levantou-se da cama, pronto para a briga. Abriu o guarda-roupas e pegou o taco de beisebol que não usava desde a adolescência.

— Ele zoou você? O que ele fez, Lali?

- Ele me usou. – ela estava constrangida, mas queria a ajuda dele. Apesar de serem como cão e gato, Lali sabia que Gás faria qualquer coisa por ela, a protegeria.

— Como? Como ele usou você? – o olhar do irmão era colérico.

— Ele conseguiu o que queria e sumiu. – Lali se segurava para não chorar.

— Filho da puta! Ele machucou você? Lali, me diz! – Gás gritava, sacudindo a irmã pelos ombros.

— Ele não me forçou, se é o que quer saber. – agora sim Lali chorava, copiosamente. Gás a abraçou, acariciando suas costas. – Não acredito que deixei acontecer, como pude ser tão burra?

Rangendo os dentes, Gás passou a mão no celular e ligou para alguns amigos. Meia hora depois, quatro deles já estavam na porta da casa de Llai, com seus tacos de beisebol a tiracolo. — Você fique aqui, está entendendo? – Gás instruiu.

— O que vai fazer? – Lali nunca tinha visto o irmão tão alterado.


         — Deixe comigo.

Com todas as coordenadas passadas por Lali, Gás sabia onde encontrar Bruno. Pelo horário, ele deveria estar na última aula do cursinho. O Mustang amarelo, com uma faixa preta no capô, nem precisava gritar por atenção em meio a carros comuns. Com um sorriso lateral e a mão pulsando de raiva, Gás fechou os dedos em volta do taco de beisebol e nem olhou para os lados. Os quatro amigos fizeram o mesmo, sem saber ao certo o porquê de estarem metidos naquilo. Gás explicou apenas que o dono daquele carro havia aprontado com a Lali e quem mexe com a irmã de um deles, mexe com todos. O carro foi destruído em minutos. A polícia chegou pouco depois, antes que Bruno e Gás se atracassem. O barraco estava armado e Lali aguardava em casa, andando de um lado para o outro, embolando o tapete da sala sob os pés. Ninguém, nunca mais, a faria de idiota.


Gás e seus amigos foram presos, mas não por muito tempo. O pai de Lali, um advogado figurão, ameaçou Bruno, acusando - o de aliciamento de menores, o que na prática era a mais pura verdade. Bruno já tinha dezoito anos e Lali apenas dezesseis. Nesses casos o veredito é um só: cadeia. O pai de Bruno acabou por convencer o filho a retirar a queixa contra Gás e sua turma, afinal, um empresário do nível dele não poderia ter um filho na prisão.

E assim foi feito: os garotos foram soltos naquela mesma madrugada, numa noite insone para todos da família Espósito. Lali ouviu um sermão de mais de duas horas, tanto do pai, quanto da mãe. Gás assistiu a tudo, com os braços cruzados e um olhar matador. Ninguém zoa a sua irmã e sai ileso. Ele se imaginava com uma bazuca, estraçalhando o corpo de Bruno, o sangue se espalhando pela calçada, escoando para o bueiro entupido mais próximo… desejo que nunca foi realizado.

Quanto a Lali? Bem, ela aprendeu a lição da pior maneira. E foi um ensinamento que a marcou fundo, redesenhou sua personalidade, mudou sua visão de mundo e aniquilou qualquer ilusão encantada. Homens não prestam, a voz interna gritava. Meu único foco serão os estudos, quero distância de namorados, a cabeça latejava. A única coisa bacana nessa história toda foi que Lali e Gás, finalmente, estreitaram o laço familiar que os unia. Desde esse dia, nunca mais brigaram. 

 



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