História A aposta. - Capítulo 57


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.048
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Festa, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais um mores!
Espero que gostem!
Bjos travessos!

Capítulo 57 - Lembranças voltando.


Fanfic / Fanfiction A aposta. - Capítulo 57 - Lembranças voltando.

Capítulo cinquenta e sete.

POV's Daemon.

O sol já está nascendo.

Dirigi a noite toda tentando colocar os pensamentos em ordem.

Não funcionou.

Deito e começo e fazer um anjinho de neve, só que na areia. Não vai ser fácil tirar toda essa areia depois mas não tô ligando pra isso.

Meu celular apita e começo a procurá-lo na areia bagunçada ao meu redor...  achei!

Limpo ele com a frente da minha camiseta e vejo que chegou uma mensagem.

Mensagem on.

De: Amor

Oiê, não se esqueça de me pegar pra irmos pra facul.

E me traga um café com creme e canela!

                                                        6:56 PM.

Mensagem off.

Suspirando desligo o celular. Sem por favor nem obrigada. Não sei porque estou tão incomodado com isso, afinal isso nunca me incomodou antes e Meg sempre foi assim.

Me levante e tiro o excesso de areia do corpo, tiro a camiseta e entro no carro.

Vou ter que mandar lava-lo depois.

O caminho até a casa do Bryan é desconfortável. Onde eu tava com a cabeça quando decidi fazer um anjo de neve na areia?!?!

Desço do carro e subo a escada que dá acesso a sua porta enquanto ligo o alarme do carro.

Toc toc.

Espero mais nada acontece. Bato mais forte.

TOC TOC.

Ouço passos vindo de dentro da casa.

Os pais de Bryan e Bianca deram essa casa pra eles quando ambos entraram na universidade.

A porta se abre revelando uma Lia sonolenta e só de camisetão. Seus cabelos estão desgrenhados e bagunçados o que dá a ela uma aspecto bem sexy na verdade.

Seu rosto cora quando ela me vê ali.

- Ahn... Oi.

Sua voz é sonolenta e tímida, uma combinação perfeita pra ela. Sorrio.

- Oi. O Bryan está?

Ela acena e abre a porta pra me dar passagem.

Eu entro e ela caminha pro quarto me dizendo que vai chamá-lo.

Estou a alguns minutos vendo uma foto minha e do Bryan de quando fomos esquiar em Aspen, Colorado quando ele chega.

- Eu acho bom você ter um bom motivo pra estar na minha casa às sete e dez da manhã.
- Estado de emergência meu amigo.
- O que aconteceu com você? Vai tomar uma ducha e depois saímos pra tomar café.

Eu me levanto e me dirijo pro seu quarto.

- Hey! Nesse não. No de hóspedes!
- O quê?!?

Minha voz é incrédula, sempre usei o banheiro dele por ser bem mais espaçoso.

- A Lia tá no banho.

Ele dá de ombros enquanto me dirijo ao banheiro de hóspedes "murmurando" sobre melhores amigos infiéis e traiçoeiros.

Onde já se viu? Me trocar por uma garota? Puf

Tomo um banho e coloco minha roupa reserva.

Cada um tem uma roupa reserva na casa de cada um (Deu pra entender?) para o caso de algum imprevisto. Eles sempre acontecem.

Saio do banheiro e encontro Bryan no sofá com Lia no colo. Ele tá praticamente engolindo a menina! Será que eu chamo a polícia?

Limpo a garganta pra denunciar minha presença.

Lia se afasta do Bryan como se tivesse levado um choque, seus rosto fica da cor de um tomate.

Bryan se levanta e pega as chaves do seu carro de cima da mesinha de centro no seu rosto um sorriso safado.

- Acho bom mesmo ser uma emergência, vamos dar uma volta.

Saímos e ele deposita um selinho na Lia murmurando algo que não consigo ouvir e provavelmente que nem deveria.

                           (...)

O caminho até a Starbucks foi silencioso.

Pegamos nossos cafés no balcão e vamos até uma mesa afastada e longe da janela.

- Diga o que lhe aflige meu caro amigo.
- Pare de brincadeira que o negócio é sério. Ontem a noite...

Enquanto eu conto tudo o que houve a expressão de Bryan passa de surpresa a alegria e esperança depois para surpresa de novo aí vem a expressão de confusão e por último uma expressão completamente ilegível.

- Você abandonou ela lá? Enquanto ela tava chorando? Você é a porra de um fodido Daemon!

Ok, agora sua expressão está completamente domada pela raiva.

- Eu não sabia o que fazer! O que você queria que eu tivesse feito?! Em? Eu não podia ter feito mais nada!
- Qualquer coisa, menos abandonado a menina, porra!

Ele aperta a ponte do nariz.

- Eu vi essa menina te chutar, te ameaçar e te por no seu lugar, vi essa menina te dar uma chance e abrir uma frestinha em um muro de autopreservação que ela se autoimpôs. Essa menina além de te por no seu lugar, fez você ver o mundo completamente diferente e de um jeito bom, palavras SUAS não minhas. Eu vi ela fazer maravilhas com você, cara. Mas sabe o que eu também vi?

Tô até com medo de abrir a boca pra responder. Bryan nunca levava algo a sério e se levava significava que o assunto realmente o cheteava ou o afetava de algum modo.

- Ví essa mesma menina definhar na frente de uma janela de hospital. Ela não comia, não bebia, não dormia, não fazia nada além de te esperar acordar. Foi preciso um mês e meio de ameaças, conversas e puxões de orelha pra ela sair daquela porra de hospital. E mesmo assim ela só saiu por que dissemos a ela que VOCÊ não iria querer ver ela definhar. E você não iria querer mesmo. Então não me venha dizer que você não poderia ter feito mais nada! Porra!

Ele termina de falar e ficamos nos encarando até que os dois caem na risada. Não me entenda mal, ele e eu não achamos essa situação engraçada, mas o discurso que ele fez e ainda mais sério daquele jeito, é.

Bom, pelo menos pra nós.

- Agora sério, gay. Resolve essa merda.
- Você quer que eu faça o que? Não posso terminar com a Megane por uma coisa que eu nem me lembro! Você sabe que eu sempre fui apaixonado por essa garota!
- Não tô dizendo pra terminar com ela, bom meio que sim, mas né. Ok, fique com a Megane mas pelo menos se desculpe com a Audrey.
- Como?
- Sei lá! Dê ingressos para um Show ou de flores e chocolate, isso! Flores e chocolate nunca falham. E ela tem cara de quem gosta de tulipas, tulipa é aquelas que também tem laranja não é?
- Não... A Audrey gosta de girassóis.

Ele franze a testa.

- Quem gosta de girassóis? Você tem certeza que ela gosta de girassóis?
- Sim. No nosso primeiro encontro eu levei ela até um campo de girassóis.

Respondo distraidamente enquanto penso no que vou fazer, acho que girassóis são uma boa idéia.

- Daemon!

Levo um susto e pulo da cadeira derrubando meu café. Pego guardanapos e seco a mesa desesperadamente.

- O que porra? 
- Como você sabe qual flor preferida dela? 
- Não sei, acho que ela me contou.
- Exato! Mas ela te contou antes do acidente! Você tá se lembrando!

Olho pra ele em dúvida e uma lembrança me atinge.

O nosso primeiro encontro. Eu lembro do nosso primeiro encontro. Tipo tudo. De como eu me sentia e de como eu estava feliz... Eu lembro! Eu tô começando a lembrar porra!

Bryan se levanta e me abraça.

POV's Audrey.

A noite foi longa. 

Depois que Daemon saiu Mel apareceu e me consolou.

Agora tô melhor. Graças a essa garota maravilhosa.

Não sei o que faria sem ela.

Entro no campus e me dirijo pra sala de aula.

Meu humor está estranhamente alegre, acho que me fez bem contar ao Daemon sobre nós. De alguma forma aquele segredo estava me sufocando.

Me sento na carteira e Mike ligo aparece, graças a Deus hoje eu tenho sociologia. Eu amo essa aula, não pela matéria em si mas mais pela presença do Mike mesmo.

- E aí piriga!

A aula passa de modo rápido e sem fortes emoções mas de um jeito descontraído.

Hoje nem parece ser segunda.

                          (...)

Me jogo na cama do dormitório e solto um suspiro cansado.

O dia hoje foi cheio.

E o bom humor que eu sentia mais cedo aos poucos foi se esvaindo.

Molly se joga na cama dela também olhando pro nosso "interessantíssimo" teto branco.

- Brigadeiro e filme?

Ela pergunta e confirmo.

Ela se levanta pra fazer brigadeiro e eu vou escolher o filme.

- Duro de matar?
- Esse de novo não!
- É um clássico!
- Apenas você acha isso!

Decidimos no fim por Velozes e furiosos 5, clássico.

- Não tem refri! Vou comprar e já volto!

Digo e abro a porta levando um susto com um Daemon também surpreso.

- Oi.
- Oi.

Ele me entrega um buquê de girassóis.

- Quem me dedurou?

O clima entre nós é pesado pois isso tento amenizar com essa piadinhas bestas.

Ele coloca sua mão no bolso da calça de modo nervoso.

Acredite ele não é o único.

- Você ainda tá...

Molly aparece e interrompe sua fala quando vê Daemon.

- Oi desmemoriado.
- Oi projeto de fada.

Eles se encaram por um tempo e depois caem na risada, vai entender.

- Audrey será que poderiamos conversar?
- Claro. Molly eu já volto.
- Não se esqueça do refri!

Lhe entrego o buquê e saio do quarto e Daemon caminha ao meu lado. 

Estamos na calçada quando Daemon começa a falar.

- Sinto muito. Por ontem.
- Tudo bem.
- Não. Espera. Não é só isso.

Ele para e me encara.

- Sinto muito por ontem e por todos os dias antes de ontem. Sinto muito por ter esquecido, de mim e de você, de nós. De tudo. Sinto muito mesmo por aquele acidente e quero que saiba que não foi sua culpa, ok? Não foi.

Começamos a caminhar novamente.

- Tá tudo bem, sério. Eu também queria pedir desculpas, você sabe, por não ter te contado antes e tals... Talvez você tenha razão e eu tenha optado pelo caminho mais fácil, não sei. Mas eu queria te pedir desculpas.

Chegamos em frente a mercearia e eu entro pra comprar o refrigerante. Compro dois fardinhos de Coca-Cola de lata e saio.

Daemon está me esperando.

Caminhamos de volta em silêncio, cada um perdidos em seus pensamentos.

Uma brisa cálida se faz presente.

É meio estranho. Cada um pediu desculpas mas pareceu meio vazio, como se não precisassemos pedir desculpas.

Sei lá, só estranho.

Chegamos ao dormitório e eu subi as escadas mas Daemon me chama.

Ele parece nervoso de novo.

- Eu... Queria que você soubesse... Que... Eu lembrei do jantar.

O encaro confusa.

- Do primeiro encontro. Eu lembrei. Lembrei do moinho, de você com medo de subir as escadas, do jantar, da sensação de dormir com você se aconchegando em mim. Das suas flores preferidas. Eu lembrei. E queria que você soubesse.

Não faço ideia do que fazer. Simplesmente não sei o que dizer. Nada me vem a mente.

- Fico feliz que sua memória esteja voltando.

Dou um sorriso desconfortável. Ele se aproxima e fica perto, muito perto.

- É eu também.

Eu em afasto e volto a subir as escadas quando um ideia me atinge.

- Você não quer subir e assistir? É velozes e furiosos 5!

Ele me encara por meio segundo antes de seu rosto se abrir em um sorriso.

- Claro. Quem dispensa Velozes e furiosos 5?

Rindo subimos as escadas. Ligo pro pessoal e os convido a virem também e em pouco tempo o quarto fica pequeno e aconchegante. Muito aconchegante. E muito pequeno.

Olho em volta e vejo todo mundo brincando e implicando um com o outro.

Baldes de pipocas e panelas de brigadeiro são passadas daqui pra lá e de lá pra cá juntamente com garrafas de Coca cola e outros refrigerantes.

Sorrio.

As coisas vão ficar bem.

Eu sempre acreditei que minha vó era minha única família mas observando em volta agora, percebo que eu consegui outra família.

Pode não ser perfeita mas é perfeita pra mim. Cheia de pessoas loucas e piradas que fariam de tudo por mim assim como eu faria de tudo por cada uma delas.

E não só por essa que estão no quarto, ainda te a Mel e muito mais.

Uma sensação de pertencimento me preenche.

Encontro os olhos de Daemon na multidão sorrio. Ele sorri de volta.

Minha mãe pode ter se perdido nesse lugar mas eu?

Eu me achei aqui.

Sim, as coisas vão ficar bem.


Notas Finais


Mais um mores!
Espero que gostem!
As coisas estão se ajeitando novamente! Eu super amei esse finalzinho fofo!
Bjosss!
😘


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