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História A Aposta - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Incorporado no Goku


VOCÊ FICOU MALUCO?!! — empurro o filho da puta que agrediu Minhyuk, pouco me importo onde ele vai parar, mas ajudo o Lee a se levantar do chão e me viro novamente para não ser atingido covardemente

— O que deu em você, Lim?!

— Não tem vergonha nessa tua cara, não?! Está usando Shownu pra conseguir sua faminha aqui, e Jooheon para conseguir seus desejos. Meu irmão é um babaca por ter se interessado por um lixo feito você…

— Você é um merda, Changkyun, não tem moral para falar do Minhyuk. Cada dia está com uma garota diferente, se agarra com qualquer uma em qualquer lugar. Pouco me importa o que você faz ou deixa de fazer, se você voltar a perturbar o Minhyuk, eu saio da casa do caralho, só pra acertar as contas com você.

— Está achando que é quem para falar assim comigo, pirralho?! Aprende a não se matar primeiro e depois vem falar comigo

— Está se achando o fodão por ter me ajudado? Eu não pedi para você me tirar daquela maldita piscina, não chamei seu nome, menos ainda, pedi para que me salvasse. Eu não te devo nada, muito pelo contrário, quem ficou todo preocupado comigo, foi você. Deveria tomar vergonha nessa tua cara e virar homem, ao invés de agir como uma criança mimada e birrenta, e agredir as pessoas. Falando nisso: agressão também é crime. — calo a boca do imbecil e só noto que o corredo encheu, quando termino meu discurso. Há murmurinhos, claro que há, mas que se foda.

Levo Minhyuk para o banheiro, e limpo o ferimento causado pelo soco, com a blusa reserva que eu trouxe dentro da mochila

— Será que eles viram?

— Minhyuk, na boa? Eu não me importo, você se preocupa demais. Deixa rolar, pensa antes, se for pra ser um deles, você vai saber. — a porta do banheiro se abre abrupta, revelando Jooheon. Assim como Minhyuk se vira para ver quem entrou e aperta minha mão

— Minnie… me perdoa… me perdoa por Changkyun ter feito essa merda desmedida. — o garoto se aproxima e toma meu amigo em seus braços. E Yoo Kihyun mais uma vez, sendo suporte para vela.

Não, não dessa vez.

Impeço que Jooheon crie uma cena romantica fazendo juras, o afastando pelos ombros

— O que?

— Você não tem vergonha na cara, não?!

— Kihyun… o que você tá fazendo? — sinto o nervosismo na voz de Minhyuk, mas não estou aqui para ver meu amigo apanhar pelo irmão de outro sem noção e fingir que vai ficar tudo bem, porque não vai.

Eu estou me controlando para não ir até o filho da puta que causou minha raiva e encher ele de porrada.

— O que eu disse pro babaca do teu irmão, serve pra você também. Eu vi você conversando com ele e não fez nada pra impedir que ele agredisse Minhyuk. Se você tem o mínimo senso do ridículo, cai fora daqui, caso contrário, eu vou descontar toda minha raiva do teu irmão, em você.

— E pelo que exatamente estou sendo julgado? Posso saber?

— Não se faça de burro. Você sabia que Minhyuk era comprometido, e mesmo assim, quis comer ele. Se vocês têm capacidade de foder um com o outro, também têm capacidade e vergonha na cara de assumir o que fizeram pro Hyunwoo! Eu não estou à favor de Minhyuk ou de Hyunwoo, mas é uma puta covardia de vocês dois, fazer o cara de idiota. Agora vamos pra sala.

— Mas…

Puxo Minhyuk pelo braço, para fora do banheiro

— Você pode me dizer o que deu em você?!

— Eu tô de saco cheio de mimimi. Chega, né, Minhyuk? Tá na hora de lidar com as coisas de frente. — eu realmente não sei o que deu em mim, mas mexeram com uma parte minha que, já era para ter despertado, mas só acordou agora, e é bom me sentir capaz. É bom me sentir bem, e é ótimo a sensação de me sentir apto.

A sala de aula é apenas o murmurinho baixo, sem piadinhas, brincadeira de mal gosto ou lembranças desagradáveis. Bem diferente de quando saímos daqui para irmos pra quadra. Me sinto em uma daquelas séries de tv americana, onde em uma cena se passa uma situação bizarra, e em outra, a superação.

Me sento no mesmo lugar posterior, ao lado do Minhyuk, que permanece calado. Está com raiva mas não fala, é até bom, porque se falar, nós vamos brigar por causa de homem, e ele sabe que eu odeio brigar por motivos inúteis.

O professor entra em sala e enche o quadro com escritas. É hoje que fico com calos nos dedos. Mas é até bom, só assim teremos uma ótima desculpa para atrasar com o trabalho de Jungsu. -Como se compensasse-

Muitos copiam, outros não se importam, eu estou entre os que copiam e os que não se importam, porque paro de copiar algumas vezes, só de raiva, mas lembro que vale nota bimestral.

Ao final da aula, os animais saem de sala rapidamente, é  maravilhoso que eu não tenha que ser percebido por eles. Guardo meu material enquanto espero o Lee terminar de copiar a última parte do textão.

— Yoo. — me estremeço todo com a voz grave que preenche a sala vazia. Meus olhos encontram o ser que chama meu nome, se aproximando de nós, me deixando na defensiva

— O que você quer, peste?!

— Brazil: culinária, costumes, religiões, cultura e música. Anota seu endereço aqui. — me estende o celular desbloqueado

— Eu vou na sua casa com Minhyuk.

— Coloca logo a porra do endereço aqui!

Arranco o aparelho da mão dele e digito furioso, tendo que apagar as letras várias vezes porque o maldito corretor está desligado. Entrego o celular à ele quando termino.

— Ás 15h. — pega a mochila e sai da sala

— Ficou com a mão no cú por ter que levar bronca dos papais riquinho. Mando maricas! Acabou, Minhyuk?!

— Acabei.

— Então vamos logo, antes que o Goku seja invocado aqui e exploda essa porra toda

— Só acho que você está vendo muito anime.

— Como se eu tivesse tempo pra isso.  — não tenho tempo nem para respirar, quanto mais para assistir animes. Mas isso não importa. Que minha fúria permaneça comigo até o final do dia: amém.



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