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História A aposta - Capítulo 32


Escrita por: Lori__

Notas do Autor


Bom dia!!!!
Espero que gostem do capítulo <333

Capítulo 32 - Trinta e dois


Point Of View – Catherine Hills
 

Você foi a minha força quando estava fraca

Você foi minha voz quando não podia falar

Você foi meus olhos quando não podia ver

Você viu o melhor que estava em mim

Me levantou quando não podia alcançar

Você me deu fé porque você acreditou

Eu sou tudo que sou

Porque você me amou.

Because You Loved Me – Celine Dion.

 

 

Isaac Foster: Você viajou e não me avisou nada. Por acaso me acha com cara de idiota?

Eu: Isaac, não me entenda mal, mas eu não te devo satisfação da minha vida. Sinto muito.

Isaac Foster: A partir do momento que você transa comigo, deve sim. Viajou com meu sobrinho não foi? Harry me contou.

Isaac Foster: Isso está ultrapassando todos os limites.

— Você vai ficar à noite toda trocando mensagens com ele? — Hero questiona arqueando uma sobrancelha e bebe um gole de sua cerveja. Observo à pista de dança e sorrio vislumbrando Brianna dançando com meu irmão. Tudo aconteceu de repente. Primeiro foi a Brianna e agora o Faulkner. Eu sabia que o rosto dele era familiar, eu senti quando nos vimos, mas não fazia ideia de que ele era meu irmão. Não há como negar a semelhança dele com meu pai, eu nem preciso de DNA para confirmar, confio em Ciara. Sei do lado podre que meu pai tinha, ele gostava de se aproveitar de meninas. Ciara foi a vítima perfeita: Jovem, bonita, ingênua e pobre. Agora eu compreendo todo o ódio que ele sentia pelos Griffin. Claro. Ele tinha medo de ser entregue à polícia por eles. Não que ele fosse ser preso, não seria, ele tinha muito dinheiro. Mas seria um verdadeiro escândalo, que nem ele mesmo conseguiria conter a repercussão que a notícia causaria. Seria um desastre na vida dele. Quando voltarmos para Nova York, entrarei em contato com os meus advogados para que seja reconhecida a paternidade do Faulkner, eu nunca quis a herança do meu pai, mas ele tem direito e deve receber sua parte. A minha parte eu vou dividir entre minha mãe e meus filhos, já temos um processo em andamento, a princípio o dinheiro seria somente da minha mãe e do Mikkel, mas agora tudo mudou. Não preciso desse dinheiro, eu trabalho, consigo me manter muito bem sozinha. Entrego meu celular com as mensagens abertas para ele e reviro os olhos.

— Ele está com ciúmes de você. — Digo e bebo um gole do meu uísque.

— E com razão. Eu sou mais interessante que ele. — Ele comenta enquanto ler as mensagens atento e eu solto uma risada. Nisso eu tenho que concordar. Mas não farei.

— Estou me sufocando com seu ego… — Brinco e ele começa a digitar uma mensagem. Tento puxar meu celular de suas mãos, mas ele se levanta e eu desisto. — Não piore as coisas, Hero. — Eu imploro. Odeio ficar entre essas brigas de ego. Ele posiciona o celular em mim e o flash faz meus olhos se fecharem instantaneamente.

— Pronto, senhora Foster. — Hero me entrega o aparelho e volta a se sentar ao meu lado. Lindsay e Luke foram tirar fotos com os noivos e a Ciara, acabamos ficando sozinhos. O salão está lindo, nem de longe se parece com a recepção do casamento da Holly, mas apesar da simplicidade na decoração, está perfeito. Há poucos convidados, o espaço é pequeno, mas muito aconchegante, há flores espalhadas por todas as paredes, as mesas de madeira escura não possuem toalhas, apenas passadeiras na cor branca com bordados delicados e jarros com flores, eu particularmente, gostei muito, ficou moderno e chique, a pista de dança fica entre as mesas, no centro do espaço, a estrutura é de vidro com luzes coloridas embutidas no próprio vidro, não incomoda tanto como luzes de uma boate, o pequeno palco de frente para a pista acomodou muito bem a banda. A cerimônia foi realizada aqui mesmo. Segundo a Brianna, o noivo é igual ao Hero, um ateu e se recusou a entrar em uma igreja para casar.

Eu: Você tem toda razão, tio. Estamos ultrapassando todos os limites. Mas confesso que eu gosto de ultrapassar limites, é excitante.

Eu: Agora se não se incomodar, você poderia parar de encher o saco?

Eu: Estamos numa festa.

Eu: Ela está linda e eu gosto de ter atenção de uma mulher assim… Tão linda.

Eu: Imagem.

Eu: Viu? Faça como nós… Vá aproveitar à noite ou dia… Provavelmente é de manhã aí.

Leio todas as mensagens e reviro os olhos encarando-o.

— Você está bêbado. — Digo.

— Para ultrapassar limites, tenho que está sóbrio.

Os olhos dele brilham fixos nos meus. Não era o brilho de anos atrás, era diferente, ele me olha como se quisesse me devorar. Ele não tem mais o olhar daquele garoto de 17 anos, inocente, gentil, doce e amável. Embora seja diferente, eu gosto. Não somos mais adolescentes, já passamos por muitas coisas, é esperado que não tenhamos mais a mesma inocência daquela época. Eu sei que dentro de seu coração, tudo continua igual, Hero é um homem bom. Só estava magoado demais.

— De qual limite você está falando? — Provoco-o com a pergunta inocente. Hero desvia o olhar do meu e bebo mais um gole da cerveja.

— Daquele entre você e eu. — Ele diz se aproximando do meu ouvido. — Porra Catherine, estou ficando louco com isso.

Sinto seus lábios tocarem suavemente a pele do meu pescoço e sorrio afastando-o pelos ombros.

— Você não me perguntou detalhes sobre meu novo irmão. — Digo mudando de assunto.

— Amanhã eu pergunto sobre isso. É muita coisa para minha cabeça processar. — Ele dá de ombros e revira os olhos quando meu celular começa a tocar. Isaac não desiste.

— Seu tio é insistente. — Digo encarando a tela.

— Não atenda, é isso que ele quer. — Hero diz firme e eu assinto.

Me levanto e recuso a ligação, aperto no ícone do Instagram e me sento no colo dele e começo a procurar um filtro interessante para tirar uma foto.

— Sorria. — Digo esticando o braço e encaro nossos rostos na tela. Hero coloca os braços ao redor da minha cintura e sorrimos.

— Sabe a sensação de déjà vu? Acabei de ter agora. — Ele diz quando eu me levanto e volto a me sentar na cadeira.

— São lembranças das vezes que sentei em você. — Digo procurando uma figurinha para colocar na foto. — Qual seu Instagram?

— Já faz tanto tempo, eu nem me lembro mais. — Responde colocando o braço em cima dos meus ombros e literalmente me aperta. — Vai mesmo me marcar nessa foto? Talvez devesse cobrir meu rosto.

— Pensei que tivesse terminado com a Aster. — Retruco exasperada. Odeio até o nome dessa mulher. — Tudo bem, eu corto você.

— Não é por causa dela, é por causa das suas amigas… Vão encher sua paciência.

— Qual seu Instagram Hero? — Pergunto novamente.

— HFoster. Mas eu não vou repostar, não uso muito o meu Instagram.

— Quando se tornou um velho ranzinza? — Digo revirando os olhos, mas ele rir. — Me dá seu celular, eu reposto.

— Vem dançar Cath! — Brianna me chama se aproximando da nossa mesa e eu faço que não com a cabeça. Estou tão cansada hoje, nada me tira dessa cadeira.

— Meu bem, estou tão cansada, deixa para a próxima. — Respondo envergonhada e Hero segura minha mão e me puxa para levantar, mesmo contra minha vontade. Ele pega meu celular e o guarda no bolso de sua calça.

— Vai dançar sim. Deixa pra ficar mexendo no Instagram depois.

— Gostei Hero, vamos arrastá-la para a pista! — Brianna diz rindo e segura minha outra mão livre. Caminhamos em direção à pista e eu acabo rindo dos dois me levantando como se eu fosse uma criança. Ela solta minha mão e vai para perto de uma garota de cabelos loiros. A banda começa a tocar a música Because You Loved Me da Celine Dion. Claro. Casamento sem tocar Whitney Houston ou Celine Dion, não é casamento.

 

 

Estou exausta, só quero chegar em casa, tirar esses sapatos e dormir. A viagem foi longa demais e pegamos um voo direto, odeio escalas, me sinto muito mais cansada quando fica parando. Brianna se senta numa cadeira vazia ao meu lado e bebe todo o refrigerante de uma vez, ela literalmente não parou desde que a festa começou. Seus cabelos estavam soltos no início da noite, mas agora estão presos num coque alto e ela trocou o salto por um tênis. Não ficou uma combinação muito boa com o vestido, mas adolescentes adoram inventar moda. Aliás, eles costumam ser inimigos da moda.

— Vocês gostaram da festa? —Amelie nos pergunta sorrindo e eu assinto.

— Sim, estava linda. Parabéns pelo casamento! — Digo amistosa. Hero está tagarelando com o senhor Griffin há horas e nem sequer ouviu a pergunta da noiva. — Onde será a lua de mel?

— Obrigada, Cath. — Ela diz se sentando na cadeira vazia ao lado de Lindsay. — Cancún. Estou tão ansiosa, acho que estava mais ansiosa pela viagem do que pela festa!

Nós rimos e eu assinto. Cancún é incrível. Fui apenas uma vez com o Nataniel. Teria sido uma viagem perfeita, se ele não estivesse comigo. Claro.

— Viajar é sempre uma maravilha. Eu amo.

— Por favor, volte com meu netinho na barriga dessa lua de mel! — Lindsay implora desesperançosa.

— Você tem dois netos, mãe e eles são como filhos pra mim. — Amelie responde com toda sua gentileza e doçura. Ela é muito delicada e educada.

— Você não pretende ter filhos, Amelie? — Pergunto curiosa e ela rir.

— Não me animo muito e o Josh também não. Já tenho dois, Faulkner e Brianna. Você e a Ciara pariram, mas eu amo como se fossem meus também. — Ela sorrir e solta um beijo no ar para minha filha, e Brianna retribui o carinho sorrindo. Fico feliz em saber que Brianna cresceu num lar cheio de amor e foi muito bem-educada. — E você, não quer um bebezinho Cath?

— Eu quero. Eu sempre quis ter três filhos, mas o Hero fez vasectomia, não é amor? — Respondo cutucando ele.

— O que, meu amor? — Ele me pergunta confuso e nós rimos.

— Você fez vasectomia e não pode me engravidar novamente. — Explico.

— Não posso da forma natural. Lembra que congelei as crianças na clínica? — Ele brinca e todos nós rimos.

— Mas por que você fez vasectomia se ela ainda quer engravidar, Hero? — Amelie pergunta curiosa e nós o encaramos curiosas.

— Nos separamos por um período e nasceu a minha caçula. Que não é filha da Cath. Quando aconteceu, eu resolvi fazer vasectomia com medo de ficar solteiro e cheio de crianças. — Hero responde pensativo. Mentiroso. — Mas como penso sempre nela, decidi congelar os espermatozoides na clínica que fiz o procedimento.

— Então você andou se divertindo por fora do casamento Hero… — Amelie comenta com tom de brincadeira e nós rimos. — Mas que bom que você congelou, agora poderão ter quantos bebês quiserem.

— Só um, né amor? Nossa casa já é tão cheia. — Hero pergunta me olhando e eu rio assentindo.

— Quando é por inseminação normalmente são gêmeos, trigêmeos… — Brianna comenta nos olhando. Para minha sorte essa história é toda fictícia. Tenho vontade de ter outro filho, mas não dois ou três de uma vez.

— Eu acho que teria que ser internada num hospital psiquiátrico. — Brinco e nós rimos.

— Cadê a irmã mais gata do mundo? — Faulkner exclama se aproximando da gente visivelmente embriagado e eu rio. — Vamos tirar uma foto!

Ele se enfia no espaço entre a minha cadeira e do Hero e me abraça pelos ombros com força enquanto posiciona o celular para tirar uma selfie.

— Você está muito bêbado, garoto! — Exclamo encarando-o, mas ele apenas rir.

— Sorria, Catherine! — Ele diz enquanto sorrir para o celular e eu faço o mesmo observando nós dois na tela. Nosso sorriso é parecido.

— Vem, Bree! — Chamo-a e ela assente e se junta a nós sorrindo.

 

 

 

— Alô. — Digo enquanto tiro os sapatos e os deixo ao lado da cama.

— Te acordei? — Isaac pergunta e eu reviro os olhos.

— Não, acabei de chegar do casamento. — Respondo me sentando na beirada da cama. O barulho do chuveiro cessa e eu respiro fundo. Hero entra no quarto com a toalha enrolada na cintura e sorrir pra mim. — Preciso desligar.

— Por que? Não quer mais falar comigo? O que há de errado Cath? Achei que estivéssemos evoluindo. — O tom de voz dele se altera e eu não gosto nada do modo como ele fala comigo.

— Quem é? — Hero me pergunta cruzando os braços e se encosta no guarda-roupa me olhando sério. — É ele?

Confirmo com a cabeça.

— Isso está ficando fora do controle Catherine. Que Diabos está acontecendo? — Ele grita exasperado.

Hero puxa o celular da minha mão e respira fundo antes de começar a falar.

— Você sabe que horas são? Três horas da manhã, porra. Para de encher a porra do saco dela e vai dormir. — Ele finaliza a ligação e desliga meu celular.

— Por que fez isso? — Pergunto encarando-o.

— Você queria passar à madrugada toda falando com ele? Beleza. Liga pra ele então. — Ele responde me entregando meu celular e eu faço que não com a cabeça.

— Não, eu não queria, mas não precisava agir como um ogro. Eu sei me defender sozinha.

— Desculpa, Catherine.

Ele caminha em direção à mala ao lado da cama e coloca em cima da cama e puxa o zíper abrindo-a completamente. Observo todas suas roupas dobradas iguais e sorrio com a organização, é mais organizada do que a minha mala, inclusive.

— Não precisa se desculpar, ogro. — Digo com tom de brincadeira, mas ele não rir e permanece sério enquanto tira uma cueca preta do bolso da mala e uma calça de moletom também preta da Adidas. — Vai ficar com essa cara?

— É a única cara que eu tenho, Catherine. — Retruca igual a um velho rabugento e eu gargalho.

— Você já foi um príncipe… — Digo revirando os olhos. — Me ajuda a tirar esse vestido, por favor.

Ele me olha e abre um sorriso cheio de malícia. Me levanto e vou ao encontro dele e me viro de costas. Sinto os dedos dele encostarem no zíper e deslizarem sem pressa alguma. Coloco a mão nos meus seios, segurando o vestido, pois não estou usando sutiã e respiro fundo ao sentir a mão dele no final da minha coluna. Giro o corpo ficando de frente pra ele e sorrio. As mãos dele apertam a minha nuca e ele move sua boca para meu ouvido.

— Aquele babaca não te merece, quando vai entender isso Catherine?

— Eu já entendi, Hero. Confessa que você me quer. — Eu praticamente imploro. — Confessa. — Sussurro no ouvido dele.

— Ninguém nessa merda de mundo quer você mais do que eu. Ninguém. — Ele segura meu rosto com as duas mãos e levanta minha cabeça, Hero me beija suavemente na testa, em seguida, novamente na ponta do meu nariz. Seus olhos encontram os meus, e ele olha para mim com mais sinceridade e honestidade do que eu nunca tinha visto neles antes. Nem mesmo quando namorávamos. Então ele põe sua boca na minha intensamente. Isso me pega de surpresa, mas não demoro a acompanhá-lo. Nossas línguas se tocam desesperadas, mas mantemos o mesmo ritmo. Tenho a sensação que esse é o nosso primeiro beijo de verdade depois de 12 anos. Os outros estávamos tão bêbados. Esse é diferente, é cheio de saudade, amor e luxúria. Coloco as mãos nos ombros dele e deixo meu vestido cair no chão, a essa altura pouco me importa se meu corpo não é mais o mesmo de anos atrás, eu só quero me entregar sem medo e pudor. Empurro-o na cama e mordo o lábio inferior observando-o devorar meu corpo com os olhos, Hero me puxa pela mão e eu caio em cima dele.

— Repete o que você falou. — Sussurro no ouvido dele e mordisco o lóbulo de sua orelha. O som de sua risada ecoa pelo quarto e eu aperto os lábios para não rir também. Uma de suas mãos escorrega até minha barriga e depois até meu seio. Seu polegar toca meu mamilo ao mesmo tempo que sua língua desliza pela minha boca. Ele me beija intensamente abafando meu gemido.

— Você é muito gostosa. — Hero sussurra ofegante e eu reviro os olhos.

— Não era isso que eu queria ouvir. — Retruco. Ele rir e inverte a posição comigo, fico por baixo e ele em cima. Seus lábios se arrastam pela minha boca, pelo meu pescoço e meus seios. Sua respiração esquenta cada parte de mim enquanto suas mãos deslizam para dentro da minha única peça de roupa, a calcinha. Abro os olhos assim que Hero enfia dois dedos em mim. Solto um gemido baixo, e fica cada vez mais difícil manter os olhos abertos, embora eu goste de manter contato visual.

— Porra… Você está tão… Molhada. — A voz dele soa como música para os meus ouvidos e eu sorrio mordendo o lábio. Empurro-o com o pé e ele me olha confuso.

— Você poderia tirar essa maldita toalha? — Pergunto apontando para sua ereção.

— Por que eu tiraria? — Ele me provoca e eu reviro os olhos. Estou tão… Excitada. Só quero transar até meu corpo não aguentar mais.

— Porque eu quero foder com você, Foster.


Notas Finais


E aí?O que acharam do capítulo?


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