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História A Argent Renegada. - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Alma quebrada.


Fanfic / Fanfiction A Argent Renegada. - Capítulo 4 - Alma quebrada.

Alma quebrada, o som de uma alma se quebrando é silencioso, é a pior tortura do mundo, você não ouve, mas vê o olhar endurecer e o sorriso que antes era tão magnífico, inocente, contagiante e genuíno... Morrer.”

— Por onde esteve? — Allison questionou quando Layla se afastou de si. 

— Vou te contar. 

— Sem mentiras? — Allison questionou. 

— Sem mentiras. — Layla prometeu. 

— Tudo bem. — Allison suspirou e olhou com dureza para o pai, este que apenas desviou o olhar para a filha mais velha que apenas o ignorava. 

Aquilo machucou, prefiria o olhar duro e frio do que a ter lhe ignorando. 

— Vem. — Pediu chamando pela mais nova e caminhou para o lado de fora da casa. — Quero te mostrar uma coisa. 

Allison a seguiu sem questionar nada, Chris pensou em dizer algo, mas desistiu assim que a porta bateu com força e o som do motor da moto soou em seus ouvidos, anunciando a partida das filhas. 

Ele respirou fundo se sentando em sua cadeira e viu a foto que seu pai destruiu, era sua preferida, onde estavam todos juntos, a última foto com ela. 

A última foto em família. 

Se arrependimento matasse com certeza já estaria morto a muito tempo. 

(...) 

Derek abriu a janela do quarto lentamente e entrou sorrateiramente no quarto do adolescente esperando ele sair do banheiro, o som do chuveiro anunciava que ele estava no banho, Derek se sentou na cama do mais novo e passou a fitar a estante do quarto de Stiles com tédio. 

Tinha muitas HQ's, livros de suspense à romance, dos mais variados, se pegou questionando quais tipos de porno o castanho vía, de resvista ou os mais modernos que são os vídeos, qual é? Ele também já foi um adolecente, não podia negar que já buscou uma quantidade absurda desse tipo de conteúdo, qual é de novo? Ele é um homem jovem, bonito e solteiro que prefere não se envolver romanticamente com ninguém, precisa de suas necessidades. 

Derek estava tão inerte se excitando em seus mais pensamentos impuros sobre os mais variados tipos de pornos gays que já viu em toda sua vida que acabou se assustando quando Stiles passou apenas de toalha na sua frente sem lhe notar por estar secando o cabelo e estar com fones de ouvidos cantarolando baixo. 

— I know, you see, someshow the world will change for me, and be so wonderful. — Stiles cantava baixinho e passou a cantarolar novamente, Derek ficou embascado com a visão privilegiada do corpo molhado do mais novo, amaldiçoou a maldita toalha por estar em seu caminho de ver até onde as pontinhas iam pelo corpo alvo do mais novo. — There's no chance unless you take one and the time just see the brighter side of every situation somethings are meant to be. — Stiles pegou uma muda de roupa e levou a mão ao nó da toalha, mas assim que ia desfazer o nó escorregou no chão ao se virar e se assustar com Derek o olhando de modo intenso. 

Foi tudo tão rápido que Derek só ouviu Stiles dizendo o último refrão da música ainda no chão de modo doloroso:

— So give your best and leave the rest to me. 

(...) 

— Onde estamos? — Allison questionou a irmã que estava mais a frente lhe guiando e pariu em frente a uma árvore que tinha duas iniciais dentro de um coração e mais abaixo tinha outra, porém a segunda não era dentro de um coração, e sim dentro de uma estrela. 

Layla passou a ponta dos dedos apenas nas iniciais da estrela, ignorando por um momento as iniciais do coração, Allison se aproximou mais e viu que eram: C L e em baixo A L.

— Isso ainda está aqui. — Allison murmurou sorrindo triste acariciando sua inicial e de sua irmã. — Quem é C? — Questionou e Layla forçou um sorriso. 

— É o pai. — Respondeu e voltou a caminhar para longe daquela árvore, Allison a seguir até pararem em frente a um buraco fundo cheio de raízes crescidas e grama verde ao redor. 

— O que é isso? — Questionou vendo a irmã se abaixar ao lado do buraco e morder o lábio inferior com força enquanto respirava fundo. 

— Foi aqui que eu morri Alli. — Respondeu e Allison olhou confusa para a irmã. 

— Co-como assim? — Allison questionou nervosa. 

— Na noite em que eu sumi, — Começou a explicar. — Eu desobedeci o papai, eu, sai e ia me encontrar com uns amigos, porém no meio do caminho eu vi uma coisa na floresta e decidi ir ver o que era. — Allison se sentou ao lado da irmã prestando atenção no que sua irmã contava. — Estava ocorrendo mortes estranhas aqui na cidade, Gerard estava querendo culpar os lobos, mas não eram eles. — Explicou e Allison assentiu. — Eu entrei na preserve e fui atacada por uma cobra gigante, era enorme. 

— Cobra? — Allison questionou confusa. 

— Sim, — Respondeu. — Elas são um tipo diferente das serpentes normais, elas são seres da mitologia japonesa. — Explicou. — Elas são as descendentes da serpente branca da mitologia, aquela que eu contava a você. — Layla apontou e Allison assentiu, se lembrava da história. 

— As duas irmãs serpentes, que assumiam forma humana sempre que queriam e eram considerada demônios pelos monges, uma se apaixonou por um vampiro que era um monge antigo e a outra por um humano comerciante de remédios. — Allison citou. 

— Uma era verde e a outra branca, — Layla continuou. — Elas eram muito unidas, porém com seus novos amores se distanciaram. 

— A branca se casou com o comerciante e a verde se enamorou pelo vampiro, — Allison sorriu triste. 

— Porém o monge mais antigo das terras descobriu sobre elas, a serpente branca ficou doente e o marido para salva-la entrou em um tempo e roubou a flor dos espíritos. — Layla narrou e Allison deitou a cabeça em seu ombro. 

— Ele foi possuído como castigo por roubar dos deuses, porém conseguiu salvar a esposa. — Allison continuou. 

— A serpente branca buscou ajuda da irmã para resgatar seu marido dos monges, ele corria o risco de perder a memória e até mesmo a vida naquele ritual, ela sabia podia ser morta por invadir o templo, mas por ele valeria a pena! Ele era seu soulmate, e o pai do filho que carregava em seu ventre. — Layla continuou respirando fundo. 

— Eu não lembro o que acontece depois disso. — Allison diz e Layla sorri. 

— A irmã dela ajuda ela a invadir o templo, elas mandaram um tsunami para o templo inundando tudo, mas protegendo a cidade de correr algum dano. — Layla diz e Allison olhou para a irmã. — Os monges selaram todas as portas e janelas com feitiços antigos, mas nada impediu d'água entrar em todos os lugares. Os amigos mágicos das irmãs serpentes as ajudaram a libertar o amado da branca, enquanto que do lado de fora, uma batalha intensa era travada pelo monge mais antigo e a irmã verde. — Allison conseguia visualizar a luta tensa de uma serpente verde escura lutando bravamente pela irmã. — Porém a verde veio a perder a luta depois de literalmente engolir o monge budista e ele atravessar a barriga dela depois de levar várias e várias picadas de cobra dentro da verde. — Continuou. 

— E depois? Ela morreu? — Allison questionou e Layla se lembrou de quando a irmã ainda era pequena. 

— Não, o vampiro a salvou e a levou de volta para casa, mas a branca ficou para trás e começou a travar uma luta intensa contra o monge budista enquanto os amigos lutavam com os outros monge embaixo da água e libertava o amado dela. — Falou e respirou fundo. — O monge consegui derrotar a branca também enviando-a para dentro da mesma prisão de demônios onde o marido da serpente foi possuído. — Allison piscou os olhos ao se imaginar sendo afastada da pessoa que amava, e seu peito doeu apenas de imaginar. — Ela rogou a todos os deuses por apenas mais um momento com o amado, pois ela não tinha feito nada de errado, Buda reconhecendo a bondade do coração da jovem serpente, conbeu o pedido. 

— E depois? 

— Bom, o monge budista levantou a torre única com a força de seus braços e a serpente se arrastou para fora encontrando seu amado, porém, ele... — Layla respirou fundo olhando para o céu parecendo estar com dor. — Não se lembrava dela, não se lembrava de nada. Os monges haviam conseguido tirar o demônio do comerciantes, mas não conseguiu deixar as memórias intactas. — Falou olhando para Allison que prestava total a tenção em sua narrativa. — Ela correu até ele e o abraçou em prantos, ele não entendia porque vê-la chorar lhe doía tanto, ele a questionou sobre aquilo, e ela lhe respondeu com pesar: “Não tem problema não se lembrar de mim, por mil anos eu vaguei, e por mais mil anos te amarei, só lhe peço um último beijo, meu amor.” — Allison olhou para a irmã em expectativa. 

— Ele cedeu? 

— Sim, — Layla respondeu. — Porém, assim que seus lábios se tocaram, ele se lembrou de tudo. 

— Tudo? 

— Se lembrou dela o salvando da primeira vez que se encontraram, dela tentando o conquistar da forma mais inusitada o jogando no lago para fazê-lo lembrar dela, deles juntos passeando pela cidade, deles se casando, de tudo. — Disse por fim. — Mas assim que ela se afastou e uma lágrima caiu de ambos os olhos, ela simplesmente foi levantada pelo ar e arrastada de volta para dentro da prisão, ele tentou segura-la, mas era um simples humano, ele não conseguiu, o vento o levava para longe dela por mais que tentasse, o monge que até aquele momento segurava a torre, soltou a mesma para impedir da serpente ficar presa, mas a torre ficou inclinada sozinha. — Allison chorava baixinho ao se imaginar na cena, era tão triste, ela não suportaria. — O monge olhou para os céus e pediu para Buda não fazer aquilo, que aquilo foi um erro cometido por ele, mas nada aconteceu, o marido correu com dificuldades até a serpente tentando pegá-la novamente, mas antes que suas mãos pudessem se tocar a torre caiu prendendo a serpente para o resto da eternidade em sua forma de cobra, uma serpente branca. 

— Mas, mas e os filhotes? E o marido? — Allison questionou assustada. 

— Ela perdeu o bebê durante a batalha e o marido permaneceu ao lado dela até que sua hora chegasse. — Finalizou e Allison fungou com as bochechas vermelhas. 

— É tão triste e lindo ao mesmo tempo. — Allison murmurou e Layla assentiu. 

— A serpente que tentou me matar era uma delas, elas não se transformam com uma mordida um arranhão como acontece com os lobos. — Layla volta ao assunto inicial. 

— Espera, então, você não é uma serpente? — Allison questionou confusa. 

— Não. — Layla negou. — Sou uma vampira, e o Chris que me transformou. — Revelou e Allison sentiu seu mundo desabar mais ainda em sua cabeça. — Mas não o odeie, não como eu. — Pediu deixando Allison confusa. 

— Mas por que não? Ele te tornou algo que você não queria. — Allison questionou inconformada com o pedido da irmã. 

— Ele já perdeu a esposa, já perdeu a irmã, não pode perder mais uma... — Layla respirou fundo para dizer aquelas palavras. — Filha. 

— Eu vou tentar, não prometo nada. — Allison respondeu e Layla sorriu reconfortante. 

— Isso é entre a minha pessoa e ele, não se envolva, tá bom? — Pediu e Allison assentiu. — Te amo. 

— Também te amo, Layla. — Allison respondeu abraçando a irmã mais velha e Layla beijou os cabelos dela de forma carinhosa. 

— Vem, vou te levar pra sua casa. — Layla falou puxando a irmã para se levantarem e caminhou na direção oposta de onde havia deixado a moto. 

— Mas e sua moto? — Allison questionou confusa e Layla apontou para suas costas. 

— Sobe, quero te mostrar uma coisa. — Pediu e Allison o fez rindo meio confusa. 

— O que vai.... — Allison se interrompeu gritando ao que sua irmã começou a correr em uma velocidade incrível. 

— Abre os olhos Alli. — Layla pediu rindo e Allison o fez olhando para tudo encantada. 

Parecia tão lento e ao mesmo tempo veloz, era incrível. 

Mas o mais incrível para Layla, foi ver nos olhos da mais nova aquele brilho que a muito havia lhe fugido dos olhos. Deixando para trás apenas fragmentos do que antes era uma alma e agora se encontrava destruída. Ou como seu avô costuma falar: Lhe sobrando apenas o monstro dentro de si. 



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