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História A Arte Da Submissão (Bruno x Felipe) - Capítulo 3


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Notas do Autor


Este capítulo é um pouco fora do Cannon. É só para dar mais rumo ao processo do divórcio, e fortalecer um pouco mais o shipp.

Capítulo 3 - Difamação.


No dia seguinte à vista ao amigo, Felipe ainda pensava na porta vermelha e em suas gravuras. A porta não saía de seus pensamentos, o incomodando em todo momento possível; gravava seus vídeos de maneira superficial, como se estivesse pensando em outra coisa. Podia estar alí no estúdio, mas sua cabeça estava a anos luz de distância, navegando o espaço de suas memórias, voltando sempre o quarto cinzento, e a única coisa de cor viva em meio aos tons de cinza.

Nada do que fizesse, ou dissesse lhe tirava a porta vermelha de seus pensamentos. Já criava ideias das mais doidas sobre o que a passagem ocultava.

“Um estúdio? Não, ele não é mais youtuber.” Falou em meio ao silêncio do quarto; havia acabado de sair do banheiro, rumando em direção ao closet. Abriu as portas e se deparou com as roupas em seu interior extenso, semelhante a um corredor.

Os dedos magros roçavam as infinitas peças de roupa, alisando os tecidos de camisas polos e shorts caquis. Seus pensamentos estavam em outro lugar, no quarto cinzento, e na porta rubra.

– E se… for um banheiro particular – Murmurou para si, e de repente parou. Virou, e logo pegou do cabide uma camisa azul pastel; em outro um short rosa também pastel (que se dane vou usar rosa, e quem reclamar, que se dane também!) e uma cueca, também azul pastel.

“Realmente cores pastel são linda. Ainda vem que comprei algumas roupas”. Pensou consigo mesmo. Ele repousou as peças sobre uma elevação do closet, de frente a um espelho; os dedos magros desceram em direção a única coisa que cobria a nudez. A toalha caiu aos seus pés, e perante ao espelho ele contemplou a nudez em seu estado mais natura.

Felipe era magro, de traços bastante femininos; a bunda volumosa, o quadril saliente. E por descuidado, uma leve arredondação em suas mamas. Não eram grandes como as de uma mulher, mas se destacavam quando usava uma camisa mais justa.

Lentamente se vestiu; a cueca subiu as pernas lisas (recém depiladas) e tamparam sua nudez parcialmente, escondendo o pênis em descanso; a cueca se ajustava a bunda perfeitamente, adentrando o vão entre as nádegas (coisa incômoda do caralho – falou Felipe puxando o tecido da roupa)

A camisa era macia, se adaptando perfeitamente ao corpo esguio. Ele se olhou no espelho, e sorriu. O tom azul valorizava a pele alva do menino. Pegou o shorts numa mão, a toalha na outra, e saiu do closet; jogou a roupa sobre a cama e logo voltou ao banheiro, onde deixou a toalha sobre a pia.

Felipe talvez tivesse esquecido a roupa sobre a cama quando o toque de seu telefone ecoou pelo quarto. Se jogou sobre a cama e pegou o aparelho sobre o criado mudo, olhando fixamente para a tela.

O tempo passou, e ainda assim o homem estava semi-nú sobre a cama; o corpo se revirava sobre o colchão, enquanto ria de algo que via em seu telefone. Estava muito entretido. Mas logo os risos foram sumindo, dando espaço para uma expressão sem jeito.

A tela do aparelho estava branca, por exceção de algumas palavras em negrito.

“Vídeo-Chamada, Bruno C.”

O polegar deslizou sobre o ícone vermelho, e logo um sorriso surgiu em meio as feições femininas.

– Que fome, cara.– Falou de repente. Se levantou, e do jeito que se deitara à cama, de camisa e cueca, ele desceu as escadas da casa vazia – por exceção de uma cadela na sala, que dormia encolhida sobre o carpete (a safada inventou de entrar aqui – falou Felipe ao ver a cachorra o olhar de maneira descarada.)

Abriu a porta da geladeira, a procura de algo que pudesse comer; um arrepio lhe subiu a coluna, e um sorriso surgiu em meio aos teus lábios. Gostava daquela sensação. Pegou uma maçã de dentro da geladeira, bateu a porta atrás de si. Sentou ao balcão da cozinha, e por um instante encarou com gula a fruta verde e gélida, cujo o frescor que exalava entorpecia os sentidos, o seduzindo de maneira vulgar.

Prestes a morder a maçã, à gozar o doce sabor da fruta e seu suco, ele sorriu; os dentes perfuraram a casca, e logo estava mastigando a fruta. Depois de tantos dias estressantes, era bom tomar um banho e vestir a roupa mais confortável que tinha. Comer algo, sem ter de se preocupar. Fosse com a justiça, ou o grande homem que entrava na cozinha, com uma expressão de completa e total raiva.

– Maçã bonita, está gostosa?– Falou Bruno, apoiando-se sobre o batente da porta; os óculos estavam presos à um bolso do blazer, dando um ar mais elegante.

Um grito; uma queda, e um palavrão. Felipe sentiu os olhos encherem de água quando bateu com sua nuca no chão da cozinha. Levantou-se e tornou a se sentar sobre o balcão, choramingando a dor na nuca.

– Desculpe assustá-lo – Falou Bruno de repente, se encaminhando ao balcão.– Mas se atendesse minhas ligações, não teria de vir até aqui.

– Olha Bruno, eu entendo o que está acontecendo – Felipe depositou sua mão sobre o balcão; os dedos batucando o granito.– Mas… eu só quero um instante, um mísero instante, para poder descansar. Nada de Bruna, nada de contratos, ou…– Suspirou pesadamente, e fechou os olhos, tocando as pálpebra com a ponta dos dedos.– Advogados. Eu só quero um instante para descansar.

– Acredite, eu também queria; queria estar na minha casa, vendo um jogo, coçando o saco e com uma garrafa de cerveja na mão. Infelizmente, a vida não é só brincadeira, Feli… Sr. Neto.

Ao corrigir seu erro como se este fosse o mais imperdoável, ele sentou ao balcão.

– Temos um problema, um grande problema – Falou o homem de terno.– O seu divórcio veio a tona. A mídia está se deleitando com as notícias.

– Novidade…– Murmurou o homem de pele alva. Deixou a maçã de lado, e logo estava brincando com a ponta dos dedos.– Aposto que ela está adorando toda atenção voltada à ela.

– De fato – Respondeu o advogado. Ele abriu o bolso do blazer, de onde tirou o telefone.– As machetes são ruins. Você entende? O público está voltado ao lado dela do divórcio; o pública quer saber o que fez vocês se separarem, mas contado por ela!

– E daí?

– Leie.– O advogado estendeu o telefone, com uma força tão violenta que, por um curto instante, quase machucou a mão do homem. Os olhos castanhos liam a manchete com sangue em meio aos olhos.

“O influenciador Felipe Neto, conhecido pelo seu canal na plataforma YouTube de mesmo nome, está se divorciando de sua esposa, Bruna Gomes. ‘Nossa relação era muito tóxica, possessiva; não aguentava mais’ diz Bruna”

– O que?– Felipe bateu a mão no balcão; se levantou de sobressalto, e se esquecendo da nudez parcial ele andou em andou de um lado para o outro, xingando os piores dos piores nomes.

–… e eu é que sou tóxico? E ela que estabelecia horários para chegar? Aí, que raiva do caralho!!!– Ele sentou com baque sobre o banco; cruzou suas pernas nuas, estava furioso!

– Olhe… podemos marcar uma coletiva de imprensa, ou se quiser, você pode gravar um vídeo sobre o que está acontecendo. Você tem de explicar o seu lado.

O silêncio prevaleceu na cozinha, se tornando algo incômodo e longo. Felipe gemeu, um gemido fino que fez o homem a sua frente o olhar de maneira estranha; logo estava chorando, desabando sobre o balcão da cozinha.

Ele só queria que aquilo parasse.

– Calma, Felipe – Murmurou Bruno. Ele se levantou e andou em direção ao outro lado do balcão; Felipe se encolhia sobre o banco, tentando esconder os olhos inchados de lágrimas.

Bruno não se importou com a nudez; na verdade, não se importou com nada. Ele se posicionou frente ao homem, e num gesto empático lhe estendeu a mão. Os dedos efeminados lhe tocaram a palma, de maneira delicada e doce. Como se a pequena mão fosse de porcelana, como se pudesse quebrá-la ao menor movimento, ele puxou o garoto do banco, e o abraçou fortemente, depositando o rosto na curva de seu pescoço. Podiam ter a mesma altura, mas Felipe era mais efeminado, magro, de aparência mais feminina.

E num sussurro quase inaudível, o jovem Neto agradeceu:

– Obrigado, Bruno… quer dizer, Sr. Correia. Sério, obrigado.


Notas Finais


Próximo capítulo, Audiência, ranços, e um pouquinho de ciúmes.

Espero que tenham gostado. Bye


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