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História A Arte de Viver Eternamente - Capítulo 1


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Notas do Autor


Sim, outra sem capa, juro que outra hora irei providenciar. No próximo capitulo vai ta tudo no esquema.

Capítulo 1 - Prólogo


7 de janeiro de 2015

 

Hoje é o primeiro dia de aula depois dos feriados de Natal e ano novo. Temos aulas três vezes na semana – às segundas, quartas e sextas – na sala de estar mesmo. Há apenas duas alunas – eu e Yuri. Bom, Yuri tem minha idade, e não é alguém que tem os estudos como prioridade na vida.

– Me diga a vantagem de ser doente, se temos que estudar geometria? – Ela disse na primeira vez que veio para a aula em minha casa. A Sra. Kim, nossa professora, não discutiu. Ela nunca fica brava com a Yuri, ela a deixa quieta, então Yuri faz seus deveres quando bem quer, ou seja, quase nunca. Vejo isso como reflexo de nossas doenças, as pessoas acabam vendo nossas fragilidades ao invés de nossas capacidades, mas eu não os culpo, afinal, só querem nosso bem estar.

– Yuri, acho que o planeta Marte não se chama assim por causa de Martin Luther King. – Avisei a ela ao olhar seu texto sobre Grandes líderes na qual a professora havia pedido para fazermos.

– E quem liga? A professora não liga se somos Einstein, apenas entregue qualquer coisa, Tae. – Aquela era uma das poucas vezes que minha amiga resolvia fazer o dever, ela era inteligente, mas pouco se importava com as besteiras que escrevia.

Yuri só tinha aulas porque eu queria, ela é apenas era alguns meses mais velha, tínhamos a mesma idade, mas ela ainda me tratava como uma irmã de 8 anos, então ela sempre acabava me agradando, mesmo que não admitisse.

– Faça o que quiser, mas não vou fazer um texto novo para você. – Ela riu, e eu peguei nossos textos e dei a professora, na qual parecia não ter ouvido nosso pequeno conflito ali.

Entreguei e voltei a sentar em minha cadeira de estudos, olhei para a professora e ela escrevia algo na lousa pequena da sala, na qual meus pais haviam comprado para as aulas particulares. Sra. Kim procurava há algum tempo alguma coisa para aguçar o interesse de minha amiga. Sem sucesso em muitas dessas tentativas. O mais perto que conseguiu foi fazer com que Yuri quase colocasse fogo na cozinha de minha mãe. Eram coisas do tipo: vulcões, maquetes e macarronada para estudarmos a Itália, essas coisas mais interativas. Enquanto tentávamos fazer macarronada, Yuri subiu muito a temperatura do fogo, fazendo com que queimasse a macarronada e quase colocasse fogo na cozinha. É, minha mãe não gostou muito daquela aula mais interativa na cozinha sobra a Itália. Meus pais tiveram que comprar uma nova mesa para a cozinha.

Hoje, porém, Sra. Kim resolveu mudar um pouco o discurso:

 – Por que vocês duas não escrevem um pouco sobre vocês duas? – Nós duas reclamamos, preferíamos as atividades interativas, Yuri as deixava mais interessantes.

– Ah, professora, outra redação? Eu me esforcei para fazer essa que entregamos agora pouco, preciso de descanso – Yuri falava com certa preguiça, mas dessa vez, eu concordaria com ela. Devia admitir que tinha certa preferência pelas aulas interativas, queríamos ação,podíamos até, quem sabe, provocar uma explosão! Afinal, quando se é doente, você não tem muitas coisas para fazer por aí.

–E por que não? Vai ser legal. Achei que gostariam de escrever sobre suas preferências e gostos. Sei que gostam de ler. – Yuri olhou pra mim, deu seu famoso sorriso sarcástico, voltando seu olhar para a professora e respondeu:

 – Só porque não tem mais nada pra gente fazer naquele hospital – disse ela.

Deveria ser algum tipo de esporte onde eu e Yuri poderíamos ser muito boas, o esporte chamado de Ficar no Hospital. Foi onde nos conhecemos há cerca de dois anos.

Eu não via necessidade de escrever algo sobre mim, não havia o que ser dito, apenas minha rotina de casa-hospital.

– Não sei o que escrever, não tenho historias legais e nem uma vida muito interessante.

 – Talvez você, não – Disse Yuri. Ela pôs a mão na testa e afundou na cadeira – A trágica historia de Kim Taeyeon. Uma garota pobre e fraca! Enfrentando corajosamente um sofrimento terrível chamado: A Sopa do hospital!

Entrei em sua brincadeira com um sorriso cúmplice no rosto. Fiz um barulho de vômito. Yuri esticou a mão para mim.

 – Adeus...Cara amiga – disse ela e jogou-se sobre a mesa de estudos, fazendo barulho como se engasgasse. 

Sra. Kim disse:

 – Aqui na mesa você não pode morrer, Yuri.

Eu sabia que ela não estava falando sério ou brigando. Ela disse:

– Gostaria que vocês tentassem. Contem algo sobre vocês. Não é que precisem escrever um livro inteiro ante do almoço.

Então foi assim que começamos. Quer dizer, eu comecei. Yuri não estava fazendo. Ela escreveu “Meu nome é Kwon Yuri e” e aí parou. A Sra. Kim não a forçou a escrever, mas eu já estou na minha terceira página.

Também, a aula já estava quase acabando. Está tudo muito quieto.  A Sra.Kim finge que corrige algo nosso, mas na verdade, ela fica lendo 100 Maneiras de Motivar a Si Mesmo por baixo da mesa. Yuri brincava de forma sutil com meu cachorro, Ginger, por baixo da mesa, fazendo um cabo de guerra usando seu estojo.

Na cozinha, ao lado, minha mãe prepara o jantar, e o meu pai está no Japão, trabalhando como advogado. Minha irmã, Seohyun, está na escola, freqüentando uma escola de verdade. A Escola Primária de Busan.

A qualquer momento a campainha irá tocar e...Finalmente toca! É a mãe de Yuri, ela chegou. A aula havia acabado.

 


Notas Finais


Sim, ta curtíssimo, mas essa é mais uma historinha curta mesmo, mais leve de ler. Até a próxima atualização, juro que ja vai ter uma capinha legal


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