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História A arte do origami - Imagine Konan - Capítulo 8


Escrita por: Law-ya

Notas do Autor


Nunca escrevi algo tão triste assim, bom, eu acho que tenha ficado bem triste.
Boa leitura, vou colocar os links dos vídeos mostrando como fazer os origamis em um cap separado, ent vão ser 8 ao todos, mas apenas 7 caps de história.

Capítulo 8 - Final


Fanfic / Fanfiction A arte do origami - Imagine Konan - Capítulo 8 - Final

 

Estar sozinha naquela casa de madeira, não era de todo ruim. (S/N) passava muito tempo cuidando do jardim e fazendo origamis, quando precisava, ia para uma vila ali perto, e comprava os suprimentos que queria.

Conversava com os moradores e vendia seus lindos papéis dobrados em diversas formas. Rendia um bom dinheiro, e a garota sempre o guardava em um lugar escondido, para o caso de ser roubada. O usaria apenas em extrema urgência, pois Konan havia lhe dado muito dinheiro para se sustentar.

Konan...

Não recebera mais nenhuma notícia da azulada, desde que fora deixada naquela casa solitária. Estava preocupada e com medo de que algo ruim pudesse ter acontecido com ela e os outros. Pensou várias vezes em sair dali e voltar para o esconderijo, para seus amigos, para ela.

Mas podia ser perigoso para si mesma, talvez até para eles. E se alguém a seguisse e descobrisse a localização do esconderijo? Seria muito arriscado.

- Que saudade...- falou regando um dos vasos com flores.

Depois de fazer o que queria, (S/N) se deitou na cama de seu quarto, e fitou o teto por um longo tempo. O sol desaparecia aos poucos lá fora, e a noite vinha surgindo. Ela estava sem sono nenhum, apenas a agitação tomava conta de seu corpo.

Rapidamente fechou os olhos e se botou a pensar. Devem ter se passado umas boas horas até que a garota finalmente se levantou. Estava decidida. Mesmo que fosse perigoso, ela não se importava. Iria voltar a qualquer custo para os braços de sua amiga.

(S/N) começou a fazer as malas.

 

*

 

Obito queria saber onde estava o Rinnegan, e Konan não estava cooperando nem um pouco. Começaram a lutar em meio ao grande lago perto da vila. A água tremia e papéis voavam para todo o lado.

Enquanto isso, a garota de olhos (cor deles) se dirigia para o esconderijo. O dia estava bem feio, chovia bastante. Ela mal sabia o que estava ocorrendo logo ali ao lado.

Ventava bastante, e a garota meio desmiolada quase caiu várias vezes de cara no chão. Ela não tinha salvação mesmo. Vez ou outra sentia uma vibração estranha no ar, mas deveria ser apenas coisa de sua cabeça.

- Por que esse tempo está tão estranho? – Se perguntou enquanto dava mais alguns passos até parar.

Suas pernas tremeram, e (S/N) quase caiu de joelhos no chão. Ela teve que se apoiar com muita força em sua mala. A boca aberta, o suor escorrendo pelo corpo gelado, seus olhos não acreditavam no que viam.

O esconderijo estava todo...

-Destruído.

 Ela olhou para todos os lados, tudo destruído e amassado. Dava para ver as camas com os colchões rasgados e furados, a cozinha com os móveis todos quebrados. A mesa que normalmente ficava perto da cozinha, onde eles faziam refeições ou apenas conversavam, não existia mais.

E se aquilo estava destruído, então Konan e os outros poderiam...

A garota correu, abandonando suas malas ali mesmo. Ela foi em direção aos destroços e começou a tirar um por um de uma pilha, talvez alguém estivesse ali embaixo.

O desespero foi maior do que a tristeza, ela não conseguia chorar, apenas tremer. A chuva caindo não ajudava em nada, os destroços pesados só escorriam por suas mãos. Mesmo sabendo que nunca conseguiria mover tudo aquilo, ela tentou e tentou até não aguentar mais.

Pareciam ter se passado horas, mas foram apenas alguns minutos até que ela finalmente se cansou, e o céu, brusca e suspeitamente, ficou calmo e limpo. Por algum motivo, (S/N) sentiu uma sensação muito estranha e incomoda em seu peito, parecia que algo dentro de si acabara de morrer.

Ela não queria ter sentido aquilo.

No rio, a batalha havia terminado. Obito conseguiu o que queria, mas a custo da vida de Konan. Bom, desde o começo ela não quis colaborar, então sua morte não o afetava em nada.

Os papéis que antes estavam voando ferozmente no céu, agora caiam em volta do corpo da mulher. Um sorriso estampado em seus lábios, mostrava que finalmente poderia descansar, depois de tantos anos de dor e sofrimento.

Um último papel, da cor vermelha, voou pelo céu limpo. Ele passou por vários lugares, até chegar aonde um dia, fora um tipo de casa, para ela, Nagato, Yahiko e seu sensei. Viveram bons momentos naquela época, teria sido melhor ainda, se (S/N) estivesse com ela desde sempre.

(S/N), sentiria falta de sua amiga. Aquele rosto vivido, os olhos (cor deles), o sorriso estampado no rosto. Sentiria muita falta de suas conversas, treinos para usar jutsu médico, e os momentos de silêncio que passavam montado origamis.

Sentiria muita falta desses momentos em que só se podia ouvir o papel se dobrando e suas respirações em sintonia. Queria poder ter se despedido melhor, nunca mais veria uma das únicas amigas que teve em toda vida, e isso a deixou triste.

Seu corpo provavelmente afundaria, ou seria levado até a costa por conta da correnteza.

 

*

 

A garota ficou perto dos destroços por mais um dia, na vaga esperança de que um dos integrantes da organização voltasse e falasse que estava tudo bem.

Que iludida.

O frio nem lhe incomodava mais, ela estava com sede e fome. Como o lago era ali perto, (S/N) pensou que poderia pegar um pouco de água, colocar em um recipiente e esquentar. Comeria uma das frutas que trouxe da cabana.

Se levantando com um pouco de dificuldade, ela pegou um recipiente em sua mala, ignorando completamente, uma coisa muito importante para si.

Andou cansada até o lago, pegou um pouco de água, e quando foi se levantar, viu algo estranho boiando em sua direção. Quando olhou melhor, ficou extremamente chocada com o que via. Ela ignorou o frio, ou o fato de não saber nadar, e simplesmente entrou na água. Entrou porque aquela definitivamente era Konan.

O corpo estava pesado, extremamente branco e frio. Ela o balançou e balançou, a fim de acordar a amiga, (S/N) dizia para si mesma que ela estava apenas dormindo.

Dispersa em um sonho infinito.

-Por favor Konan, acorde... – pedia triste, as lágrimas finalmente caíam por seu rosto. – Po-por favor!

Aquilo era demais para aguentar. Por que o mundo insistia em matar todas as pessoas que se importaram com ela? Aquilo com toda certeza era algo injusto! (S/N) achava sua vida injusta.

Sem mais motivos para viver ou ser feliz, a garota incrível e estranhamente, ficou tão triste, que também chegou a morrer, com Konan em seus braços.

Não existe aquele ditado, morrer de amor? No caso, foi morrer de tristeza e solidão.

Talvez encontrassem o corpo delas mais tarde, talvez não. Ninguém nunca vai saber o quanto elas tiveram que passar nesses poucos anos de vida, nunca saberão. E isso era triste, triste demais. Pelo menos as duas partiriam juntas, e seja lá para onde fossem, se encontrariam novamente, até mesmo na morte.

O que a garota ignorara instantes atrás, fora a flor que a azulada dera para ela. Aquele prendedor de flor estava todo murcho, parecia morto, assim como a dona e milhares outros que morreriam com a guerra que se aproximava.

 

Fim


Notas Finais


Faz tempo que eu vi naruto, ent não me lembro muito da morte dela, tentei apenas mudar algumas coisas. Espero que tenham gostado pessoal, nos vemos em outra fic ou por aí mesmo.


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