História A ascensão da fenix azul - Capítulo 14


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Categorias Avatar: A Lenda de Korra
Personagens Personagens Originais
Tags Asami, Avatar, Hentai, Korra, Korrasami, Orange, Su Beifong, Yuri
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Palavras 4.522
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorou mais voltou! =D

Mil perdões, mas se serve de consolo a espera aprimorou o conteudo do capitulo rsrs. Agora é serio, me desculpem pela longa demora, mas me comprometo a terminar essa fic nesse ano, se der tudo certo até nesse més.

Eu fiz esse capitulo com muito esforço e espero que todos gostem, boa leitura a todos!

Capítulo 14 - Preludio de guerra


O navio se movia a toda velocidade cortando as águas, Asami não conseguia ficar calma, não conseguia se focar, ela observava a imensidão azul da proa do barco e pensava em Su e Izumi, prisioneiras na nação do fogo, pensava em Korra, Bolin e Mako e na luta deles contra Ghaul, pensava nas saudades que tinha de sua namorada, e, a única coisa que não conseguia pensar era a mais importante naquele momento, focar-se no ataque a nação do fogo.

Era estranho ter que entrar em uma guerra contra a nação do fogo, ela sentia como se o passado estivesse se repetindo, da mesma forma que Zuko e Katara atacaram-no décadas atrás ela fazia o mesmo no presente. Sentia-se insegura, um incomodo a assombrava, algo lhe dizia que havia muita coisa que ela desconhecia sobre aquele golpe de estado e ela temia o que esse segredos podiam lhe revelar.

- O dia está ótimo para uma invasão não acha?

Asami quase pulou de susto ao ouvir a voz de Desna, o senhor do polo norte se movia tão silenciosamente quanto a nevoa, seu jeito apático e sombrio o fazia parecer um fantasma. Desna não era de expressar muitas emoções, mas pelo que Asami percebeu ele estava bem animado.

- Oh, Desna – Asami não sabia bem o que dizer, não conseguia ter a mesma empolgação diante de uma guerra quanto Desna – eu não acho, bem queria que tivéssemos um eclipse para facilitar as coisas.

Desna riu e se aproximou de Asami ficando ao lado da garota. Ele e a irmã haviam divido suas obrigações, enquanto um ficava no polo norte o outro ia para guerra. Os dois haviam decidido o problema de uma forma muito sofisticada, jogando pedra, papel e tesoura, e assim ficou decidido que Desna acompanharia Asami na empreitada militar. Ela imaginou se eles decidiam todas as questões do reino assim, com um jogo infantil. Decidiu que o melhor era não saber a resposta.

- Não, não, uma eclipse seria o tipo de coisa que estragaria uma guerra. Qual graça teria em atacar um bando de dobradores que não conseguiriam dobrar nada? O bom da guerra, Asami, é guerrear.

- Se você diz – ela não queria discutir e preferiu não dar prosseguimento a conversa. Um silêncio pairou entre os dois que foi cessado apenas quando Desna voltou a falar.

- Temos uma frota de quinze barcos com dezenas de dobradores de água experientes, além do mais entramos em contato com as nações unidas e eles irão se encontrar conosco em breve vindo com uma frota ainda maior. É força militar mais do que suficiente para acabarmos com a nação fogo.

Asami sabia de tudo isso, mas não se sentia tão segura assim. Como dona das empresas Futuro ela exportava tecnologia para todo o mundo e sabia muito bem que a nação do fogo possuía tecnologia militar de ponta. Muitas das peças e equipamentos que ela comprava eram produzidas na nação do fogo e Asami sabia que haviam tecnologias que eles não exportavam, tecnologias avançadas e poderosas demais para serem comercializadas com outras nações.

E havia mais, a nação do fogo não era feita apenas de tecnologias, ela possuía excelentes soldados e exímios dobradores. Zuko e Izumi haviam investido muito na disciplina militar e na defesa de seus territórios visto que precisavam se defender contra os inúmeros grupos que, não sem razão, nutriam ódio pela nação que inicara uma guerra que perdurara por um século.

Asami sentiu um forte medo, um medo de que toda aquela operação desse errado, afinal qual eram as chances de sucesso? A nação do fogo estava em seu próprio território, possuíam a vantagem territorial e tecnológica sem falar que possuíam reféns valiosos.

Porem um ponto no horizonte sinalizou um pouco de esperança para a morena. Ao longe ela viu algo pequeno se aproximando. De inicio era apenas um ponto indistinto, mas quanto mais se aproximava era possível ver mais claramente, os pontos iam tomando forma e Asami reconheceu inúmeras navios. A frota das nações unidas havia finalmente chegado.

 

Demorou quase vinte minutos para que os navios das nações unidas se encontrassem com os da tribo da água do norte. Uma ponte metálica foi colocada para unir o barco aonde Asami e Desna estavam com o do líder da frota das nações unidas. Asami aguardava no convés do barco junto com o rei do polo norte enquanto o general Iroh, neto de Zuko e filho de Izumi, caminhava pela ponte com um olhar compenetrado no rosto seguido por dois oficiais de alto escalão.

Iroh era uma versão de Zuko quando jovem, com a única diferença que não tinha nenhuma cicatriz no olho direito. Felizmente o comandante das nações unidas tivera uma infacia feliz e uma mãe amorosa que não o queimou em nenhum agni kai. Iroh tinha pouco mais de vinte anos, mas mesmo assim havia conseguido se tornar o líder da II frota da marinha das nações unidas. Obviamente o fato de ser filho da senhora do fogo ajudara sua ascenção militar, mas só até certo ponto, ele chegara aquele posto graças a seu talento e competência provados inúmeras vezes dentro e fora do campo de batalha.

Iroh tinha cabelos pretos curtos, um rosto sério e olhos astutos. Asami o conhecera a alguns anos atrás quando ele havia ido até a cidade da republica tentar impedir a revolta de Amon. Os dois se tornaram aliados e, mais do que isso, bons amigos.

- Asami, faz tempo que não nós vemos. Fico feliz em revê-la – a expressão séria do comandante suavizou-se ao ver a amiga, Asami abraçou-o percebendo quanta saudades tinha dele.

- Iroh... o que houve com sua mãe, eu sinto muito.

A expressão de Iroh se entristeceu, mas o comandante se afastou de seus sentimentos maternos e procurou se preocupar em sua missão. Ele respirou fundo antes de responder.

- Minha mãe é uma mulher forte, ela ficara bem. Nós iremos até a nação do fogo e a resgataremos, a ela e a Su. Quanto a seja lá quem for que as tiver caputado... – sua expressão voltou a se endurecer e se tornou sombria, assustadoramente sombria – é bom que ele não esteja mais na nação do fogo quando eu chegar lá...

Asami abriu a boca para dizer algo, uma palavra de consolo, um conselho de amiga, qualquer coisa, mas não conseguiu dizer nada. Ela havia perdido a mãe quando pequena, morta por dobradores de fogo, e, mais recentemente, perdera também o seu pai. Asami conhecia a dor dessa perda e desejava do fundo do coração que Iroh não passase pelo mesmo que ela.

- Iroh você não disse que estava feliz em me ver também – era Desna quem falava, o rei da tribo da água do norte parecia mesmo como neblina aos olhos de Asami pois ele tinha a incrível habilidade de ficar desapercebido.

- Ah... Eska, senti saudades de você também... err... como vai o seu irmão Desna?

Como resposta Desna lançou ao comandante uma expressão apática e sombria dando-lhe as costas sem dizer nada. Iroh ficou confuso perguntando-se o que havia dito de errado quando Asami o advertiu em tom baixo.

- Ele é o Desna...

- Droga, eu me confundi com ele... de novo – disse visivelmente embaraçado embora Desna não estivesse mais ali para ouvir suas desculpas – mas a culpa não é minha porque diabos ele é tão parecido com a irmã?

 

Mas não teve jeito Desna ficou com uma expressão sombria, pelo menos nos quinze minutos seguintes, quando os três se reuniram para falar sobre a invasão, só então, pela primeira desde que estivera com o rei da tribo da água, Asami o viu sorrir.

O trio havia se ruinido na cabine de Desna, havia uma grande mesa lá e nela fora colocado um mapa da capital da nação do fogo e de seu litoral. Haviam desenhos que simbolizavam construções diversas as quais Asami pouco entendia. Iroh havia colocado algumas peças de metal simbolizando os barcos pertencentes as nações unidas e a tribo da água do norte.

Desna estava visivelmente animado com a petspetiva de uma invasão, já Iroh olhava atentamente para o mapa e a disposição de suas tropas, estava totalmente focado na invasão e parecia procurar prever todas as possibilidades possíveis e encontrar a melhor delas. Asami não entendia muito de guerra, ela entendia de lutas, de tecnologia, mas não de guerras. Sentia-se perdida ali e parecia que apenas Iroh de tinha, de fato, uma ideia clara da situação.

O comandante estava sentado a quase dez minutos apenas olhando para o mapa, sem dizer uma palavra, ele porem ergueu seu olhar para os dois companheiros e falou.

- As defesas da nação do fogo são muito fortes, com tempo e um ataque prolongado poderíamos, talvez, abrir caminho subjulgar suas forças.

- Mas não temos tempo – retrucou Asami, ela era a única que estava em pé, sentia-se nervosa demais para se sentar – precisamos libertar Su e Izumi logo.

Iroh respirou fundo, estava extremamente preocupado com aquela situação, mas tentava manter a cabeça fria. Ele sabia que seu fracasso poderia resultar a morte de sua própria mãe.

- Eu sei disso Asami, por isso não vamos nos focar em derrotar as forças da nação do fogo, mas vamos aparentar que assim o desejamos – disse pausadamente olhando de Desna para Asami – a situação que temos aqui não é simples, mas podemos coloca-la da seguinte forma: ocorreu um golpe de estado, temos dois objetivos o primeiro é descobrir é destronar o líder e o segundo é a libertação dos reféns.

- Então... o que planeja? – perguntou Desna olhando com interesse o mapa.

- Atacaremos com tudo logo de inicio, força total – ele moveu as peças que simbolizavam os navios pelo litoral, simulando o ataque – a resistência será forte e provavelmente perderemos um terço de nossa frota antes que consigamos desembarcar no solo da nação do fogo.

- Iroh o que são esses desenhos? – perguntou Asami apontando com o dedo uma construção circular que se repetia ao longo de todo o litoral da nação do fogo, sua intuição dizia que aquilo parecia algo importante pois os desenhos pareciam dispostas em posições estratégicas.

- Torres de observação e defesa – respondeu o comandante rapidamente – elas são um problema sério. Essas torres são equipadas com armas de pressão que podem disparar pedras flamejantes a uma distancia muito grande, são elas que vão derrubar muitos de nossos navios – uma gota de suor escorreu pelo seu rosto, Iroh estava visivelmente tenso – enquanto elas estiverem em pé não poderemos arriscar enviar os nômades do ar. No céu são alvos fáceis para os projeteis das torres.

Desna se entretia com uma miniatura de navio de guerra, mas parou ao ouvir as palavras e Iroh. Ele apoiou os ombros na mesa encarando as torres com atenção.

- Você parece conhecer muito bem as defesas da nação do fogo Iroh – comentou com uma pitada de malícia.

- É, não sei se você sabe, mas sou filho da senhora do fogo – respondeu friamente – voltando ao assunto, precisamos destruir essas torres para em seguida os nômades do ar chegarem até o palácio pelo céu e libertem os prisioneiros.

- Parece um bom plano – disse Asami tentando soar otimista, embora ela acreditasse que muitos eventos inesperados fossem surgir e o plano não séria seguido a risca.

- Muito bom, não vamos esquecer de avisar ao pessoal da nação do fogo para que não façam nada diferente do planejado - comentou Desna sarcasticamente.

 

A reunião demorou mais duas horas, nesse tempo Iroh repassou os detalhes Desna e Asami. De acordo com o planejado ele lideraria o ataque marinho juntamente com Desna, enquanto isso Asami escoltada por um pequeno grupo de elite iriam para o litoral em uma pequena lancha. Ela deveria tentar chegar ao palácio por via terrestre enquanto os nômades do ar o fariam pelo ar. Iroh era um excelente estrategista, o comandante tinha mapas detalhados tanto das ruas da capital da nação do fogo como também do próprio palácio. Com eles Asami poderia adentrar no palácio sem ser vista e saber exatamente aonde ir para libertar Su, Izumi e os demais reféns.

Tudo foi acertado e Asami se permitiu sair um pouco esperançosa da cabine de Desna. Iroh e Desna foram repassar suas instruções aos seus subordinaos deixando Asami apreensiva olhando o horizonte. A frota de navios já havia se aproximado o máximo possível da nação do fogo, uma distancia segura que os impedia de serem vistos. O grupo esperava apenas que os nômades do ar enviassem um mensageiro para que as ordens fossem passados a eles também, mas até o momento não havia aparecido nenhum nômade do ar e Asami se perguntou se eles estavam mesmo próximos dali. O combinado era que se encontrassem naquele local, mas não havia nenhum deles a vista.

- Ah Korra ficaremos mesmo bem? – Asami não era de falar sozinha, mas a saudade a fazia ter esse hábito. Ela queria Korra ali, queria abraça-la, beija-la, ter o conforto de sua companhia e seu ombro amigo.

Mas Korra não estava ali e tudo que Asami podia fazer era rezar para que ela estivesse bem. Ela suspirou fundo, sabia que as próximas horas decidiram o destino de muitas vidas, tudo que queria é que as coisas acabassem bem.

- Asaaamiii! – uma voz veio de longe, a morena olhou ao redor atordoada, uma bobagem de sua mente a fez pensar que era a própria voz de Korra que respondia aos seus lamurios, mas logo ela refutou essa ideia absurda. Korra estava a quilômetros de distância.

            Ela procurou ao redor, mas não conseguiu distingir de onde vinha o som. A voz se repetiu, chamando seu nome novamente, dessa vez mais alto e mais claro. Asami então encontrou a origem da voz e viu, com felicidade, dois dobradores de ar voando em sua direção.

            Os dobradores de ar eram conhecidos por serem rápidos e Asami se surpreendeu como em poucos segundos dois pontos no horizonte se tornaram a Tenzin e Opal. Os dobradores planavam com elegância e precisão e pousaram a alguns metros da morena levantando uma rajada de ar que fez seus cabelos esvoaçarem.

            Eles pareciam exaustos, respiravam ofegantes e suavam. Os cabelos de Opal estavam despenteados e os de Tenzin também estariam, se ele não fosse careca. Asami correu para abraçar os dois sentindo um grande alivio em velos.

            - A frota das nações unidas já estão aqui pelo que vejo – disse Tenzin depois de terminar de abraçar Asami.

            - Eu não sei como você consegue identificar qual navio pertence a quem enquanto voa, para mim são todos iguais – disse Opal ela ainda ofegava.

            - Opal, Tenzin. Fico tão feliz em ver que estão bem. Aonde estão os outros nômades do ar? – não havia tanto tempo assim que ela os havia visto pela ultima vez, mas parecia séculos.

            - Estão reunidos em uma colina próxima – ele limpou o suor da testa com um lenço e completou – é um local seguro.

            Asami resumiu os eventos que aconteceram desde que ela saira da cidade da républica, falou também sobre o plano de Iroh ao qual Tenzin ouviu com uma expressão pensativa, e, ao final, disse se tratar de uma boa estratégia. Opal ouviu tudo em silêncio, ela estava muito calada e Asami sabia exatamente o porque, era impossível se estar feliz quando sua mãe é mantida prisioneira.

            - Um bom plano, eu acho que pode dar certo... – disse Tenzin mais para si mesmo do que para Asami – me diga querida aonde Iroh está? Quero conversar com ele sobre isso, pegar mais alguns detalhes.

            - Ele deve estar no pátio inferior falando com seus subordinados – explicou Asami.

            Tenzin se foi, mas Opal ficou, ela continuava calada e triste, ela não olhava diretamente para Asami, parecia envergonhada e desconfortável. Após alguns minutos de um constrangedor silêncio ela, por fim, falou.

            - Asami, preciso conversar com você... sobre uma coisa...

            - Claro, eu sei como você deve estar aflita pela sua mãe, mas eu tenho certeza que ela ficara bem Opal – ela colocou as mãos nos ombros da amiga de forma acolhedora e sorriu – todos estamos nos esforçando ao máximo para que a libertemos.

            Opal sorriu aliviada, mas depois corou, seu rosto ficou muito vermelho e ela desviou o olhar. Ela abriu a boca, guaguejou alguma coisa e precisou respirar fundo se recompondo para conseguir, por fim, falar algo coerente.

            - Obrigada Asami, eu... eu digo a mim mesma o tempo todo que ela ficara bem mas... como posso me expressar... não era exatamente sobre isso que eu queria falar com você.

            Asami foi pegua de surpresa, não fazia a menor ideia de algo que pudesse preocupar a nomáde do ar que não fosse a sua mãe. Ela ficou em silêncio sem saber o que dizer até que Opal voltou a falar.

            - Eu... bem eu... estou... – seu rosto ficava mais vermelho a cada palavra e Asami pensou que ela fosse desmaiar antes que conseguisse completar a frase tão tímida e nervosa que estava – estou...

            - Esta...? – aquela conversa estava tomando rumos bem estranhos, mas Asami tentou agir normalmente.

            - Eu acho que estou gostando da Jinora! – as palavras saíram atropeladas e nervosas e, de todas as coisas que Asami pudesse imaginar aquela com certeza não era uma delas.

            Asami não conseguia entender nada, para inicio de conversa desde quando Opal gostava de garotas? Além do mais ela tinha um namoro firme a mais de dois anos. Foi a vez de Asami ficar sem palavras, ela viu a expressão de Opal, uma expressão de suplica, ela queria desesperadamente conversar sobre isso. Asami não sabia o que dizer a amiga então a abraçou com força e carinho, um abraço quente e aconchegante.

            - Opal, Opal... – ela acariciava as costas da amiga que começava a chorar baixinho com a cabeça encostada em seu seio.

            - Eu não quero que pense mal de mim, eu gosto do Bolin, ele é um amor de pessoa, um fofo mas... eu... não o amo – as lagrimas caiam de seus olhos e ela apertava com mais força o rosto contra o seio da amiga – eu o amava no começo, ou pensava que amava mas... ultimamente eu comecei a pensar na Jinora o tempo todo, ela não sai da minha cabeça...

            Asami abraçou a amiga mais forte e beijou-lhe a testa. Jamais imaginara que Opal pudesse sentir algo assim por Jinora, mas sabia que o coração tem seus próprios planos e impõe suas próprias regras. Ela consolou a amiga com carinho e, após terminar o abraço, sorriu para ela de forma compreensiva.

            - Quando voltei do mundo espiritual e quis dizer todos que gostava da Korra foi com sua mãe que liguei para pedir uns conselhos. Queria que ela me ouvisse e me senti grata por isso – Asami tentava confortar a amiga que estava um pouco mais calma, embora ainda chorasse um pouco – acho que agora é a minha vez de ouvir alguém como ela me ouviu antes.

            Opal murmurou um “obrigada” e abraçou a amiga docilmente. Ela tinha muito o que falar e precisaria fazer isso logo, não queria ir para a guerra com todo aquele peso nas costas.

 

*****

 

            Na sala do trOno da nação do fogo a nova senhora do fogo estava sentada ao trono, meditando sobre os últimos acontecimentos. Azula estava bastante satisfeita, seu irmão Zuko, Su e Izumi eram mantidos prisioneiros, ela havia reconquistado o seu lugar por direito como governante e agora uma frota se aproximava de seus domínios intentando um ataque. A ultima parte poderia ser um problema caso ela já não estivesse preparada, exatamente por isso havia convocado a presença de seu comandante, precisava de seus serviços.

            A porta da sala se abriu e um oficial adentrou os aposentos reais. O homem era um oficial experiente trajando armadura completa, possuía um corpo musculoso e seu olho direito estava coberto por bandanas negras devido a um ferimento recente.

            - Zeron – a senhora falou aquele nome com um sorriso no rosto – vejo que já esta melhor do seu ultimo encontro com minha sobrinha.

            Zeron fez um gesto em reverencia a senhora do fogo. Ele a admirava e sempre quisera que ela fosse a senhora do fogo, mas o destino decidira que aquele papel cabia a Zuko. Para Zeron o antigo senhor do fogo era bondoso demais e caridoso demais, Azula era diferente, ela tinha ambição, visão e determinação em níveis que Zuko jamais teria. Azula havia provado que o destino havia se enganado e Zeron estava feliz em ter vivido o suficiente para presenciar isso.

            Em sua ultima luta contra Izumi ele fora derrotado pela antiga senhora do fogo e perdera o olho direito, mas agora Izumi estava presa e ele era o comandante de Azula, então quem realmente havia sido derrotado ali?

            - Izumi estava com tanta pressa em fugir que não se certificou de que eu estava mesmo morto, um erro que jamais devia ter cometido.

            Azula concordava, Izumi cometia erros demais assim como o pai. Se Zuko a tivesse matado no passado nada disso estaria acontecendo, mas a tão famosa honra do guerreiro o impedira disso e agora ela havia se libertado e ocupado seu lugar de direito, destronando a ele e a sua filha.

            - Olhar para você com o olho desse jeito me faz lembrar meu irmão.

            - Minhas semelhanças com Zuko terminam ai Azula. Eu sou um soldado muito mais eficiente e leal do que ele jamais foi. Nunca que eu iria trair minha nação para ajudar o avatar ou seja la quem fosse.

            Azula levantou-se de seu trono e foi em direção de seu comandante. Ela não se importava realmente com Zeron, para ela o oficial era apenas uma peça, mesmo assim apreciava sua lealdade.

            - Uma frota de navios está próxima de nós, quero que vá até lá como meu comandante e descubra quem são e o que querem.

            - Creio que já saibamos de quem se trata, uma visita seria apenas uma formalidade. Me pergunto, Azula, se eu poderia acabar com eles ali mesmo, em uma emboscada? – perguntou o comandante fitando sua senhora com seu único olho.

            - Não esperaria menos de você – um sorriso macabro surgiu em seus lábios – isso é tudo, pode ir.

            Zeron fez uma ultima reverencia e então se foi. Quando a porta foi fechada uma figura que estava nas sombras todo aquele tempo adiantou-se. Uma mulher de cabelos castanhos na altura dos ombros, de olhar frio e carregando uma tatuagem de uma lótus vermelha na coxa aproximou-se da senhora do fogo.

            - Azula você já teve sua vingança, agora nós precisamos ir – a moça falava em um tom de voz cauteloso e com uma postura vigilante – nós lhe ajudamos a sair da prisão, nós lhe ajudamos a tomar o poder, agora a lótus vermelha exige sua parte.

            Azula voltou o olhar para a mulher a sua direita. A senhora do fogo não gostava de ser cobrada e não gostava que ninguém apressasse seus planos, ela sorriu de uma forma quase simpática.

            - Mia... vamos ser francas, a lótus vermelha me libertou, mas apenas porque eu tenho valor para vocês. Sem mim vocês jamais conseguirão os manuscritos restantes. Meu acordo foi de que me libertariam e me deixariam ter minha vingança, e, para sua informação ela não se resume a destronar Zuko e Izumi, mas sim de acabar também com a Avatar.

            Mia não gostava daquela atitude, não gostava de Azula, ela não tinha ideais como a lótus vermelha, suas ações eram guiadas por sentimentos egoistas como vingança ou por outros, ainda mais mesquinhos e tolos, meros caprichos. Ela reconhecia a inteligência, talento e sagacidade da senhora do fogo, mas uma grande mulher sem grandes ideais não era realmente uma grande mulher.

            - Isso é arriscado demais Azula, podemos cuidar da Avatar depois, mas se perdermos os manuscritos aqui teremos outra chance? Eles são únicos e você sabe tão bem quanto eu que não podem sequer ser replicados.

            Azula controlou sua vontade de queimar a mulher ali mesmo. Ela sabia que não podia ir contra a lótus vermelha, precisava deles e os queria como aliados, mesmo assim não iria ceder aos desejos de Mia.

            - Como você se contenta com pouco Mia, até onde sei destruir a Avatar não é também o objetivo da lótus vermelha? Vocês tentaram uma vez e falharam, agora a oportunidade surge de novo e você quer recuar?

            - A avatar está na cidade da republica, não aqui – respondeu a outra com ira. Mia se aproximou de Azula até que as duas ficassem cara a cara – me de os manuscritos Azula, se quiser prosseguir com sua vingança por mim não importa, mas a lótus vermelha exige o que é seu.

            Mia estendeu a mão e Azula apenas ficou parada sem dar a ela o que queria. Uma tensão pairou entre as duas e cada uma se preparou para reagir caso fosse atacada. Os olhares das duas deixavam claro que nenhuma iria ceder, mas por fim Azula retirou de suas vestes dois antigos pergaminhos.

            - Você está muito tensa Mia, deveria pegar um pouco de ar para se acalmar – ela ainda segurava os pergaminhos e não os entregara a Mia, falara aquilo em um tom zombeteiro – devido a isso acho que seria bom ficar com o manuscrito do ar.

            Azula entregou um dos pergaminhos a Mia que não parecia nada satisfeita. Ela continuava a fitar a senhora do fogo esperando que ela lhe entregasse o segundo pergaminho.

            - Como eu sou a senhora do fogo – continuou em tom divertido – nada mais apropriado de que eu fique com o manuscrito do fogo.

            - Os dois manuscritos Azula, é esse o trato – Mia continuava seria, ela havia recebido uma missão e enfrentara muitos problemas desde que deixara a base da lótus vermelha, sua jornada estava no fim e ela iria completar a sua missão, não abriria mão disso.

            Azula agitou o pergaminho no ar com um sorriso zombeteiro e voltou a guarda-lo em suas vestes.

            - Eu lhe disse que iria com você até a lótus vermelha, mas antes terei minha vingança. Você pode partir agora Mia e levar o manuscrito para seus superiores. Fique tranquila que eu irei logo depois de você, quando terminar meus assuntos aqui, mas – ela sorriu deixando a palavra pairar no ar por alguns instantes – como você não parece confiar em minha palavra lhe dou outra opção, fique aqui comigo, me ajude na minha vingança e se certifique que eu a cumprirei. Se fizer isso voltaremos as duas para a lótus vermelha, com os dois manuscritos. Traremos a avatar de souvenir também, pois lhe digo que ela virá. Mia lhe dou uma escolha, meia vitoria ou uma vitoria completa? Eu sei que você não se contenta com nada menos que o total sucesso então... temos um acordo?

            Mia não se moveu um centímetro para apertar a mão que Azula lhe estendia, ela sentia que estava sendo usada, ou melhor ela tinha total certeza disso, mesmo assim uma voz em seu interior lhe disse que fazer a vontade de Azula era a melhor opção. Ela relutou por alguns segundos, mas por fim apertou a mão de Azula.

            - Sim, temos um acordo.


Notas Finais


Então o que acharam? adoro ouvir suas impressões da história ^^


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