História A ascensão da fenix azul - Capítulo 15


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Categorias Avatar: A Lenda de Korra
Personagens Personagens Originais
Tags Asami, Avatar, Hentai, Korra, Korrasami, Orange, Su Beifong, Yuri
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse era para ser o penultimo capitulo, mas estava ficando tão longo que resolvi dividir. Espero que gostem, como vocês podem ver a fic esta voltando com tudo, rumo ao final!!

Capítulo 15 - Fogo e destruição


Iroh ficou parado esperando a ponte metálica ser colocada entre os dois navios. Como uma formalidade em guerras os lideres de cada lado, ou seus representantes, deveriam se encontrar para discutir o que aconteceria a seguir, fazer acordos, proclamar ameaças, ou simplesmente demonstrar sua força. O comandante da frota das nações unidas não desejava negociar, não negociava com golpistas e sequestradores, mesmo assim, quando um único navio da nação do fogo, com uma bandeira branca erguida, aproximou-se da frota conjunta das nações unidas e da tribo da água do norte Iroh não pode abrir fogo. Haviam regras, haviam princípios a serem mantidos mesmo na guerra e não seria ele a desrespeita-los.

A ponte metálica terminou de ser montada e um único soldado da nação do fogo a atravesso. Enquanto o observava Iron pensava em Asami e no pequeno grupo de soldados que ele enviara com ela. Teriam eles conseguido chegar a superfície? Ele esperava que sim, sua frota de navios era como um gigantesco farol para o exercito da nação do fogo, uma isca para que seus inimgos não notassem que outros grupos se moviam em direção ao palácio.

O soldado se postou na frente de Iroh e Desna, trajava a armadura militar dos soldados da nação do fogo, mas não portava nenhuma arma. Ele tirou o elmo e fez uma reverencia.

- Creio que não vieram aqui em paz, apesar disso meu comandante deseja falar com vocês dizer-lhe da legalidade de suas ações e exigir que saiam das terras da nação do fogo.

- Ohh... eu pensei que as pessoas da nação do fogo não tinham senso de humor, mas estava enganado – Desna revirou os olhos sarcástico – eu adoraria ouvir mais das piadas de seu comandante, chame-o aqui e vamos ter uma alegre conversa.

O soldado fez um sinal negativo com a cabeça, ignorou Desna e falou olhando diretamente para Iroh.

- Vocês vieram aqui com uma frota de navios, atacando nossa terra. Nós estamos em menor numero, viemos em um único navio, erguendo uma bandeira de paz. Não, são vocês que devem vir até nosso barco. Nosso comandante garante que nenhum mal lhes acontecera.

- Garantiram a mesma coisa a Su quando ela estava aqui? – Iroh estava com um ar sombrio, sabia que não poderia demonstrar fraqueza ou hesitação na frente de um inimigo.

O soldado sorriu de forma provocativa para Iroh e respondeu de forma breve, com uma língua afiada e palavras que denotavam uma ameaça implícita.

- Se quiser ter noticias de Su ou... de sua mãe, o melhor é que venha até nosso barco. Se estiver com medo pode levar uma escolta.

Iroh fechou o punho com força tentando não imaginar se algo de ruim havia acontecido a Izumi. Ele sabia que ir até o outro barco era um erro, sabia também que não deveria ceder a provocações, mas mesmo assim sua preocupação e raiva falaram mais alto. Sem dizer nada seguiu em direção a ponte metálica, Desna caminhou ao seu lado, pela primeira vez sua expressão era séria.

- Esses caras aprisionaram Su enquanto ela vinha aqui em paz o que te faz pensar que não farão o mesmo com você que apareceu com poder militar suficiente para destruir uma cidade?

Ele falava baixo, cauteloso. Iroh se surpreendeu por perceber que Desna estava realmente preocupado com sua segurança. Ele sabia que o companheiro tinha razão, mas não se importou, queria saber quem era o líder por detrás daquele golpe de estado, e, mais do que isso, queria ter certeza que sua mãe estava segura.

- Se está com medo Desna devia ter ficado no polo norte.

Desna não respondeu, mas fez um gesto chamando dois soldados seus para escolta-lo. Mais dois soldados, estes subordinados de Iroh, também acompanharam o grupo. Os seis atravessaram a ponte seguindo o soldado da nação do fogo. Quando chegaram no barco inimigo Iroh perdeu a fala ao ver quem o esperava. Imaginava muitos traidores, mas custava a acreditar que o homem a sua frente havia participado do golpe que retirara sua mãe do poder.

- Comandante Zeron... – as palavras saíram fracas, a mente de Iroh estava repleta de tristeza, raiva e decepção. Zeron, comandante das forças militares da nação do fogo, Iroh o conhecia desde pequeno. Ou será que realmente conhecia? Iroh não tinha certeza de mais nada.

Zeron estava em pé no centro da proa do barco, trajava armadura completa e, com exceção de ataduras negras que cobriam seu olho direito, estava igual ao qual Iroh se lembrava. O comandante era um homem vigoroso mesmo tendo já seus quarenta e poucos anos. Um grupo de doze soldados da nação do fogo, trajando armadura completa, rodeavam o comandante.

- Iroh, jamais imaginei que nos encontraríamos em uma situação dessas, como inimigos. O destino prega peças na gente não?

A raiva consumiu totalmente a cabeça de Iroh. Não havia vergonha, respeito ou culpa nas palavras de Zeron, muito longe disso, suas palavras tinham um tom casual, quase divertido, como se o golpe de estado e um conflito militar não passassem de trivialidades. Houve um tempo em que Iroh respeitara e amara o comandante como se fosse um pai. Zeron fora um de seus primeiros mestres na arte da guerra como também um companheiro de treinos e um bom amigo. Houve um tempo em que os dois se encontravam duas, até três vezes por semana, para treinarem juntos. Zeron havia lhe ensinado muitos movimentos de dobra de fogo como também lições valiosas sobre disciplina e honra. Para Iroh o homem a sua frente havia sido por anos um modelo a ser seguido, mas agora, de súbito, ele descobrira que o homem que admirara talvez nunca tivesse existido. A traição havia o ferido mais do que qualquer coisa nos últimos anos e a dor que sentia se transformava em raiva e a raiva se em ódio flamejante.

- Vejo o ódio em seus olhos Iroh... isso é bom – Zeron se aproximou lentamente, as mãos nas costas. Ele tinha uma postura rígida, uma postura de militar – isso é muito bom, o ódio é o que alimenta nossa dobradura, é o alimento que mantem nosso fogo sempre queimando, mas tome cuidado com essa ira, se não souber controla-la ela ira se tranforma de aliada em inimiga – ele fez uma pausa e seu único olho encarou Iroh com severidade – eu te ensinei isso lembra?

- Lembro que você era uma pessoa honrada. Porque traiu minha mãe?! Porque conspirou para tira-la do trono?!? Me responda Zeron!!!!

A temperatura se elevou ao redor do comandante das nações unidas, faíscas de fogo saíram de suas mãos. Iroh não mais agia como um oficial, mas sim como alguém que havia sido traído, alguém com um ódio incontrolável capaz de queimar tudo ao redor.

- Porque ela nunca mereceu sentar naquele trono – respondeu o outro simplesmente – Iroh saia daqui, deixe a nação do fogo, você não é mais bem-vindo aqui.

Iroh deu dois passos a frente, estava louco pela raiva. Ele queira acabar com Zeron, faria isso nem que fosse a ultima coisa que fizesse na vida. Talvez seu avo discordasse disso, mas ele não era Zuko, ele não conseguia perdoar tão facilmente como o antigo senhor do fogo. Iroh se aproximou mais, porem alguém o segurou no braço. Ele se virou, sua expessão estava consumida pela raiva porem suavizou-se um pouco quando percebeu quem o detinha.

- Você está fazendo o jogo dele. Esqueça-o Iroh, esse cara é apenas um subordinado, não foi ele quem planejou tudo isso – sua voz era pausada e calma, porem em um tom firme e sério – não se esqueça da missão, devemos libertar sua mãe e Su.

Iroh respirou fundo, mais de uma vez, e conseguiu se acalmar um pouco. Ele lembrou da missão, de que Asami estava indo ao palácio naquele exato momento e era preciso que os oficiais que protegiam a cidade estivessem ocupados demais com um ataque para se preocupar em vigiar as ruas da capital. Sim, ele deveria seguir o plano. Havia perdido Zeron, o amigo que pensou que tinha, mas não iria perder também sua mãe.

- Liberte minha mãe e todos os reféns, caso contrario a frota das nações unidas e do polo norte irão atacar – disse voltando-se para Zeron. Iroh recompôs a postura e voltou a agir como o comandante que era. Não acreditava que Zeron fosse obedecer suas exigências, mas se o fizesse impediria uma guerra de acontecer.

- Nem as nações unidas nem o polo norte tem autorização de se intrometer na política da nação do fogo – respondeu Zeron laconicamente – suas exigências foram negadas Iroh e agora sou eu que exigo que saia daqui, caso contrario não hesitaremos em destruir qualquer um que tente nos atacar – um sorriso surgiu em seu rosto – creio que você sabe tão bem quanto eu que esse ataque jamais terá êxito comandante Iroh. Você que nasceu e creceu na nação do fogo sabe como nosso exercito é disciplinado e letal.

Sem mais paciência para aquilo Iroh deu as costas ao comandante, olhou para Desna demoradamente e disse.

- Vamos, nós já terminamos aqui.

Desna apenas fez um aceno positivo com a cabeça. Os dois deram as costas a Zeron e seguiram em direção da ponte metálica seguidos por seus subordinados. Zeron esperou que Iroh estivesse quase chegando na ponte para jogar sua ultima cartada. Ele conhecia Iroh desde pequeno, sabia como a mente do comandante das nações unidas funcionava. Zeron utilizou desse conhecimento para atingi-lo no seu ponto fraco. Sua honra.

- Iroh – a palavra ressou por todo o ambiente. Iroh parou, mas não se virou. Zeron então disse as palavras que tinham um efeito quase magico sobre seu oponente – eu lhe desafio a um agni kai.

- Eu aceito – não era do feitio de Iroh recusar-se a um duelo, o agni kai era um confronto entre dois dobradores de fogo, uma batalha justa e honrada. Iroh sabia que Zeron não era nem justo nem honrado, mas a oportunidade de ter um duelo com ele o fez prosseguir, mesmo sabendo que seu rival provavelmente intentasse uma batalha injusta.

Desna segurou a mão de Iroh, pediu para que ele não fizesse isso, falou que era uma armadilha e, por mais que Iroh soubesse que o amigo falava a verdade não voltou atrás com sua palavra. O agni kai havia sido aceito.

Os dois combatentes ficaram em guarda no centro da proa do barco, os demais soldados se afastaram dando espaço para que os adversários pudessem lutar. Iroh estava preparado, havia adotado uma posição firme, cautelosa, os punhos fechados, os braços erguidos para frente. Zeron era mais velho e mais experiente e, embora ainda possuise muito vigor físico não podia competir com o comandante da frota das nações unidas em agilidade e força. Iroh estava na flor da idade, mas, em contrapartida, lutava movido pelo ódio, não estava com a cabeça no lugar e podia cometer erros imprudentes. Era impossível para qualquer um ali prever o resultado daquela batalha.

De inicio nenhum dos dois atacou, apenas estudavam um ao outro. Iroh moveu-se dois passos lentamente para a direita, colocando-se no ponto cego de seu adversário que só possuía a visão do olho esquerdo. Zeron ficou imóvel, mas, de súbito, fez o primeiro movimento.

Com um soco cheio de energia o comandante das tropas da nação do fogo disparou uma rajada flamejante, Iroh dissipou as chamas com um movimento com os braços e fez o mesmo para defender-se dos três ataques seguintes. Ele contra-atacou com um chute que projetou uma onda flamejante, Zeron disspou as chamas avançando na direção de seu adversário. Os dois se aproximaram ao ponto de que a luta se tornou corpo-a-corpo,

Iroh era mais rápido, desferia socos, chutes e joelhadas, seus movimentos porem eram interceptados por Zeron que parecia prever cada ataque. Ele estava acostumado a anos de luta, possuía quase o dobro de anos que Iroh e as guerras que havia participado eram incontáveis. Zeron conseguiu segurar o braço direito de seu adversário e empurra-lo ao chão. Disparou uma rajada de fogo para matar Iroh que estava caído, mas ele conseguiu rolar para o lado a tempo de se proteger do golpe. Com um movimento rápido conseguiu se colocar novamente de pé. A luta recomeçava depois de um momento de tensão.

O confronto era de tirar o folego, todos ali presentes observavam com fascinação e ansiedade o desenrolar o duelo. Iroh ofegava, mas não era o único, seu adversário também mostrava sinais de cansaço, suava e sua respiração estava acelerada. Apesar disso ambos ainda podiam continuar a luta por muito tempo.

- Sua mãe sem dobradura de fogo deu mais trabalho que você – zombou Zeron.

- Não ouse falar dela traidor! – Iroh estava ainda mais impulsivo pelo calor do combate. Ele se odiava pelo erro de poucos instantes atrás, por pouco não havia sido derrotado.

Zeron sabia que aquele era o ponto fraco de Iroh, ele sabia que, para vence-lo, mais eficiente do que atacar seu corpo seria provoca-lo. Sabia também que faltava pouco para que seu adversário perdesse a cabeça e acabasse cometendo um erro fatal.

- Sabe, você não merece o nome que carrega. Seu bisavo Iroh foi um grande general, um dos mais notáveis dobradores que já existiram. Você por outro lado nunca chegou a ser sequer uma sombra dele e, em minha opin...

- CALE-SE!!!! – Iroh avançou dois passos lançando uma poderosa rajada de fogo com as duas mãos. O golpe foi alimentado por toda sua ira e rancor e Zeron teve que dividir as chamas para que não o queimassem completamente.

O ataque porem se prolongava, as chamas de Iroh continuavam a ser expelidas continuamente e Zeron tinha dificuldade em desvia-las de seu corpo, mas o comandante não sentiu medo, ele sabia que Iroh fazia o dobro de esforço que ele para manter aquele ataque e, logo, perderia o folego.

Iroh manteve o golpe, estava com ódio de Zeron, um ódio que nunca pensou sentir por alguém em toda a vida. Ele sabia que estava gastando suas forças em um ataque incerto, sabia que aquele era um ataque arriscado, mas mesmo assim não se conteve. O comandante da frota da nações unidas insistiu no ataque, colocando cada gota de força que possuía para manter suas chamas vivas. Seu fogo queimou com uma potencia colossal, mas aos poucos começou a perder força, a respiração de Iroh foi se tornando mais ofegante, sua postura vacilava e ele, por fim, não conseguiu mais manter o ataque.

Quando as chamas cessaram Zeron continuava ileso, Iroh estava ofegante devido ao esforço, precisava de apenas dois segundos para recupear o folego, mas seu adversário não lhe deu esse tempo. Zeron atacou com vigor, uma rajada de fogo, seguida de outra, depois outra. Os golpes eram bem cordenados e precisos e Iroh recebeu cada um deles. Seu corpo foi empurrado para trás, como um saco de areia, e ao final de cinco ataques caiu no chão rolando varias vezes.

Iroh gemeu fracamente, o fogo havia lhe atingido com força e ele sentiu a pele em carne viva. Zeron aproximou-se triunfante, instintivamente Iroh tentou reagir, mas seu adersario foi mais rápido, pisando com força no ombro direito de Iroh que já estava dolorido devido a um dos ataques sofridos. Iroh gritou algo incompreensivo e perdeu as forças. Zeron sorriu com deleite olhando seu adversário derrotado.

- Um agni kai pode ser interrompido se um dos combatentes reconhecer a derrota – ele pisou com mais força no ombro de Iroh ouvindo com deleite um gemido vindo de seu adversário – você reconhece essa derrota Iroh?

- N-nunca! Prefiro morrer!!!

- Posso providenciar isso – respondeu o outro com simplicidade.

Zeron abriu a mão e uma chama surgiu. Ele imaginou que antes de matar Iroh seria interessante marca-lo da mesma forma que seu avo havia sido marcado no passado. Uma cicatriz no olho direito seria um símbolo de sua imcompetencia. Iroh seria humilhado na frente de todos e depois? Depois Zeron o mataria com um golpe único e certeiro.

- Adeus Iroh. Só lamento que você não va viver o suficiente para presenciar a grandeza que a nação do fogo ira alcançar.

Iroh não mostrou medo, não fechou os olhos diante da morte, ele esperou que o ataque viesse, esperou seu fim. O ataque veio, mas não partiu de Zeron.

Uma rajada de água acertou Zeron, o turbilhão de água fez que seu corpo girasse varias vezes no ar antes que caísse no chão, rolando mais dois metros. Iroh não acreditou no que havia acontecido. Por um lado sentia-se feliz de ter sua vida salva, mas por outro sentia a maior vergonha que já havia sentido. Ele havia sido derrotado em uma luta justa, e havia sido salvo sem merecimento. Não havia honra nisso.

Desna havia desferido o golpe. O rei do polo norte tinha um olhar assassino no rosto, um olhar de dar medo até no mais corajoso dos guerreiros. Ele ignorou o protesto de Iroh e deu ordens aos subordinados do comandante como se fossem seus subordinados.

- Levem Iroh daqui, iremos recuar esse agni kai acabou!

Os dois subordinados de Iroh o levantaram e, apesar de seus protestos, o levaram para a direção da ponte metálica. Enquanto isso Zeron havia se levantado e esbravejava para que seus subordinados matassem os inimigos. Eles obedeceram as ordens disparando sucessivos ataques em Iroh, Desna e seus soldados.

Desna e seus dois soldados usavam da dobra de água para defender os disparos, mas estavam em muito menor numero e era praticamente impossível manter as defesas. Eles porem conseguiram dar tempo suficiente para que Iroh fosse levado em segurança para seu navio. Desna continuou desviando os ataques com esforço, mas seus subordinados não tiveram a mesma sorte, ambos foram abatidos e caíram no chão com gemidos agonizantes. Desna recuou dois passos, estava cercado por doze soldados da nação do fogo e pelo comandante Zeron. Ao menos que ele soubesse entrar em estado avatar dar seguimento a uma luta nessas condições seria suicídio.

- Ora, ora Desna e eu sempre pensei que você não fosse do tipo sentimental – zombou Zeron, ele havia perdido a chance de matar Iroh, mas poderia se contentar em tirar a vida do rei da tribo da água do norte – se importa tanto assim com Iroh?

- O agni kai estava muito chato, eu só queria que ele terminasse logo – retrucou Desna, ele recuou dois passos, precisava se aproximar ao máximo da ponte. Precisava sair dali.

Zeron riu e avançou, seus soldados o acompanharam. Ele sabia que seu inimigo tentaria fugir, mas não deixaria isso acontecer. No que dependesse dele Desna jamais sairia vivo dali.

- Se era esse o caso devia ter me deixado matar Iroh, a nossa luta estava prestes a terminar.

Desna não respondeu, recuou lentamente em direção a ponte, sem dar as costas aos seus oponentes. Zeron sabia o que ele queria e com um movimento ordenou que todos seus homens atacassem. Desna bloqueou a maioria dos golpes, mas algumas das chamas ele não conseguiu impedir, os golpes porem se dirigiam para o horizonte, ou pelo menos assim o fariam se Zeron não tivesse, com um movimento rápido, desviado-os e os feito atingir a ponte metálica, destruindo-a.

Desna praguejou baixo, o plano A havia ido por água abaixo, literalmente, pois a ponte despedaçada caira no mar. Restava então o plano B, e ele nunca gostava de planos B.

O rei da tribo da água do norte deu as costas a seus inimigos e correu em direção aonde, antes, havia uma ponte. Seus inimigos dispararam bolas de fogo em sua direção, mas ele usou sua dobra de água para criar uma ponte de gelo e deslizou por ela com o corpo abaixado. Desna sentiu o calor das chamas que passaram por cima dele, a poucos centímetros de sua cabeça. Ele conseguiu chegar em segurança em seu navio. Os homens de Zeron não o seguiram pela ponte de gelo, sabiam que estariam em desvantagem se o fizessem.

Desna respirou aliviado, havia escapado da morte por um triz. Ele se levantou satisfeito por não estar morto, pois isso poderia estragar o dia de qualquer um. Iroh estava próximo dele, apoiado em dois soldados, fraco demais para conseguir se manter de pé. Ele olhava para Desna com fúria.

- Porque fez aquilo?! Onde fica a minha honra!?! – ele tentava avançar, mas os soldados o seguravam. Iroh estava em um estado lastimável, mas, Desna sabia, a ferida pior que havia sofrido não havia sido no corpo.

Desna não estava com paciência para isso. Havia salvo a vida de Iroh e ainda tinha que ouvir aquele discurso irritante de honra. Ele deu ao comandante da frota das nações unidas um olhar frio.

- Não sei aonde sua honra foi parar, mas ao menos você esta vivo para sair por ai procurando por ela – seu tom havia sido ríspido, até agressivo, mas ele não se preocupou com isso – aproveite e enquanto estiver procurando por ela veja se acha também o seu bom senso. Que ideia estupida foi aquela? Nunca vi alguém ser tão manipulado em combate em toda minha vida. Eu quase, quase, torci pelo Zeron de tão irritado que estava com sua estupidez.

- Você não sabe n... – Iroh começou a falar, mas não teve tempo de continuar, pois dessa vez foi Desna quem perdeu o controle. Ele gritou de uma forma assustadora apontando o dedo para o comadante de forma acusatória.

- Eu sei que salvei sua vida e estou ouvindo sua lenga-lenga de honra! Não tenho tempo para isso!! Vamos realizar a droga do ataque e você vai ficar deitado em uma cama descansando de castigo pela sua estupidez ouviu?!

Iroh ficou sem palavras e acompanhou com olhar abismado enquanto via Desna se afastar com o olhar mais dobrador de fogo que um dobrador de água podia ter. Ele não sabia bem como reagir, mas o peso das palavras do rei da tribo do polo norte o acertou como um martelo.

Iroh ficou em silencio, ainda apoiado pelos seus guardas. O navio de Zeron se afastava e com ele a honra de Iroh. Ele suspirou cansado. Um de seus soldados se aproximou dele e perguntou um pouco constrangido.

- Comandante Iroh... realizaremos o ataque?

- Sim – ele respondeu cansado, muito cansado. Havia percebido o qual estupido havia sido. Não deveria ter gritado com Desna, o companheiro o havia salvado – prossigam com o ataque. Precisamos dar cobertura para que Asami e os nômades do ar façam seu trabalho em segurança.

Iroh estava exausto e se deixou levar pelos seus soldados até o seu quarto. Ele queria participar daquela guerra, mas estava fraco demais, ao menos por hora precisava descansar.


Notas Finais


Então o que acharam de Densa e Iroh? e do agni kai?? ^^


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