História A Ascensão da Soberana Sombria - Capítulo 5


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Categorias League Of Legends (LOL)
Personagens Akali, Irelia, Karma, Katarina, Kayn, Rakan, Shen, Syndra, Xayah, Zed
Tags Syndra, Zed
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Palavras 3.701
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Esporte, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Foi mal a demora, de novo '-

Capítulo 5 - Massacre


Fanfic / Fanfiction A Ascensão da Soberana Sombria - Capítulo 5 - Massacre

A guerra em Ionia já durava oito meses inteiros. Oito meses de puro ferro contra ferro, fogo e morte. Os noxianos eram impiedosos como animais selvagens perseguindo uma presa machucada. Seus números pareciam aumentar cada dia mais, enquanto as forças ionianas só recuavam. Eram comandados por um vastaya que traiu sua própria nação em busca de poder, dinheiro e sangue. 

Os ionianos que resistiam bravamente, exaurindo suas forças cada dia mais, eram comandados por Xan Irelia, uma guerreira tão resistente quanto o aço, tão bela quanto um cristal e tão leve como a seda. Alguns relatos foram de que ela abateu trinta soldados, sozinha, num acampamento noxiano montado em Shon-Xan. Metade do território ioniano já estava devastado e dominado, mas eles não conseguiam avançar para as áreas seguintes. E ela não estava sozinha, tinha aliados poderosos ao seu lado, no campo de batalha. Um espadachim habilidoso, dominador das técnicas do vento. Uma kunoichi que já pertenceu ao equilíbrio e agora lutava sozinha também se dispos a ajudar. Além de outros, que tentavam parar o avanço noxiano. 

Dois meses atrás houve uma batalha na fronteira entre as ilhas do meio e a Ilha do Placidium. Um colosso imortal noxiano foi abatido. Ele era tão grande e resistente, que conseguiu suportar mais de duas mil perfurações em seu corpo até que cedesse. Os noxianos recuaram ao notar seu líder cair como uma árvore velha. 

Mas desde então, os espiões da Ordem das Sombras não tiveram mais notícias da situação. Mas eles não ficaram parados todo esse tempo. A região cujo templo da Ordem das Sombras fica na ilha de Zhyun, ao sudoeste do Placidium. Sua localização fica entre duas ilhas, Raikkon e Tuula, também dominadas pelos noxianos, assim como Zhyunia e Kashuri, uma pequena vila portuária.

Durante o tempo em que ficou na Ordem, Syndra recebeu treinamento severo sob os olhares de Zed e de Kiara. Foi lhe oferecida uma armadura semelhante as dos ninjas. Negra, mascara cobrindo a face e lâminas nos braços. Mas Syndra preferiu utilizar um vestido mais livre, bem colado inclusive, e também seu elmo. Seu temperamento e suas habilidades com magia estavam sendo polidos e aperfeiçoados. Nos primeiros treinamentos, ela demonstrou nervosismo e errava muitas orbes nos alvos marcados no campo. Mas, ao passar do meses, sua concentração, frieza e astúcia foram se agregando aos valores didáticos da ordem, incluindo o dialeto de Zhyun, um alfabeto secundário ioniano. Ela não utilizava lâminas, mas também aprendeu a se movimentar como os ninjas. 

Quando estava pronta, ela e uma unidade da Ordem, acompanhados por Zed, partiram para Raikkon para retomar a vila e libertar prisioneiros. Os calafrios no ventre dela vieram novamente quando ela viu os noxianos novamente, se lembrando do que aconteceu em Fae'lor. Zed passou por ela e infectou sua mente com as palavras "concentre-se", fazendo-a agir. Seus abates eram rápidos e precisos, mas seus inimigos sofriam os segundos que antecediam suas mortes. Ela os atordoava e lançava suas orbes, explodindo-os e fazendo com que seus pedaços se espalhassem por todo o solo. Ela gostou da sensação. Ela lambia o sangue espirrava em seu rosto, em seus seios, em suas mãos. 

Quando a batalha terminou, seus voltavam a cor normal e ela caiu no chão, de joelhos, olhando ao seu redor. Uma parte de sua mente se sentia aterrorizada, com medo do que fez. A outra parte, a Soberana Sombria, seu poder irrestrito, comemorava e aplaudia cada um dos corpos mortos em sua frente. Ela não sorria, nem chorava, apenas observava. Zed foi até ela e se sentou ao seu lado por um momento. Sua máscara estava completamente coberta de sangue, assim como suas lâminas. 

" - Orgulhe-se, Syndra. Onde quer que eles estejam agora, eles viram sua força, seu poder." Disse ele. 

" - Não tenho muito oque escolher. Aceito meu destino." Respondeu ela.

***

Do outro lado de Zhyun, além dos domínios de Noxus nas ilhas centrais de Ionia, a resistência ioniana concluía mais um dia de trabalho. Noxus pareceu perder a força do avanço com a queda de Sion. Os soldados enviados não tinham a mesma eficiência quando tinha O Colosso ao seu lado. Ainda eram letais, mas lentos e sem conhecimento de território. Isso deu aos ionianos uma motivação para contra atacar, resultando na retomada de Weh'le. Isso também resultou na perda da ponte de suprimentos, que acabou isolando os noxianos na ilha principal de Ionia, tendo seus domínios ainda na Montanha Tevasa e na Vila Wuju. 

Era entardecer, o sol brilhava extraordinariamente no céu, que aos poucos retomava o seu tom azulado. As nuvens, antes negras pela fumaça, voltavam a levar uma doce brisa. O cheiro de sal e o barulho do rio que desaguava no mar eram calmos. Pelo menos por enquanto Ionia voltava a ser Ionia, aos poucos, mas ainda havia muito o que fazer. 

Irelia ajudava alguns dos feridos no campo, que sorriam uns para os outros em meio a dor. Ao seu lado havia uma maga, Karma, uma mestra e guia espiritual de Ionia. A kunoichi, Akali, afiava suas lâminas sentada em uma pedra. Haviam muitos soldados no chão, alguns feridos, outros mortos e outros assustados. A retomada de Weh'le foi a batalha mais violenta que tiveram desde a queda de Sion, por um fator curioso e estranho que os noxianos traziam: morteiros. Uma boca de fogo de carregar pela parte anterior do tubo, destinada a lançar granadas em tiro curvo de curto alcance. Não foi difícil abater os operadores, mas eles foram letais enquanto ativos. 

- Onde está Yasuo? - Perguntou Irelia à Karma, que ajudava o soldado com suas dores usando de sua magia. 

- Ele saiu num cavalo, de volta para Navori. Deve estar preocupado com Souma, provavelmente. - Respondeu ela, dando um sorriso leve. 

- Imperatriz! - Gritou um homem que vinha ao longe, correndo. Um camponês voluntário na guerra, que os acompanhava desde uma das vilas em Navori.

- O que aconteceu? - Perguntou Irelia. O homem chegou e estava ofegando bastante, segurando um papel amassado entre seus dedos machucados. - Me diga, o que foi? 

- Os noxianos estão enviando um navio único para cá, agora! - Disse ele, se abaixando para ecuperar o ar. 

- Um navio único? Talvez mais infantaria pesada. - Respondeu ela, levantando-se rapidamente do chão após terminar o curativo em um soldado. 

- Minha senhora, creio que seja um pouco mais complicado do que isso. - Disse o homem. Seu rosto marcado por alguns arranhões expressava medo. Suas mãos trêmulas tiraram uma luneta do bolso e entregaram à Irelia. - Me siga. 

Irelia seguiu o homem até o topo de um monte próximo, com vista para o mar. Um navio de guerra noxiano se aproximava ao longe, exibindo uma bandeira negra com o símbolo de noxus partido ao meio. 

- Não são da Legião Trifariana. - Comentou Irelia ao homem, que respondeu com um "uhum". 

Irelia via soldados com armaduras negras, adornadas com fortes traços nos braços e pernas. Vários deles usavam máscaras de gás em seus rostos, exceto por uma mulher à frente deles. Ela tinha cabelos cor de prata e uma expressão determinada em sua face, embora seus traços finos denunciavam que era jovem. Mas ainda sim, Irelia notou que ela não se sentia confortável. 

- Quem é aquela? - Indagou Irelia.

- Não faço ideia, minha imperatriz, mas creio que seja a comandante deste grupo. 

O barco então pareceu mudar sua direção bruscamente, indo para oeste de Weh'le. 

- Estão indo para Navori. - Disse ela, jogando a luneta no chão e descendo o monte, indo para seus soldados. - APRESSEM-SE! COMIGO! 

***

Esquadrão Noxiano de Desembarque. 16:45

- Comandante, hora das instruções. - Disse o soldado noxiano para a comandante do esquadrão. 

Seu nome era Riven, uma espadachim treinada desde sua infância pelos mais renomados generais noxianos. Ela portava uma espada, literalmente, enorme em suas costas. Esta era sua primeira missão como comandante de um esquadrão, já que fora promovida após a volta de Kalan à Noxus, por pedido do imperador.  

Ela se levantou do chão e guardou o pequeno caderno que anotava alguns pensamentos em seu bolso. Riven foi a frente dos soldados noxianos, precisando se equilibrar algumas vezes por causa do balanço do mar estranhamente agitado. 

- Nossa missão é neutralizar as defesas naturais, relatadas pelo Capitão Akin, em Navori. - Disse ela, olhando nos olhos de cada um dos soldados. Ela tentava não parecer tensa nem insegura, já que era inexperiente em comandar tantos soldados de uma só vez. - Nós receberemos apoio do químico zaunita, Singed, que espalhará um gás quando tivermos limpado a área de soldados. Avançaremos contra as defesas mágicas no ponto marcado em seus mapas quando essa hora chegar. Sugiro que utilizem suas máscaras, caso queiram retornar vivos para noxus. 

Ela se virou para a pequena escotilha na porta de desembarque e visualizou a costa do tal lugar. Era uma praia aberta no começo, que acabava em uma fenda. Tal fenda possuía muitas plantas e se estendia pela floresta a dentro. Não havia soldados ionianos na praia, como o esperado por eles. 

- Não mataremos civis! Somos soldados, não assassinos! - Gritou ela para todos. Alguns deles se entreolharam, outros ficaram um tanto surpresos. 

- E O QUE FAREMOS COM ELES, COMANDANTE?! - Gritou um soldado por sobre o barulho das ondas. 

- Matenham-os sob custódia até segunda ordem! - Respondeu ela.

Já era hora de desembarcar e eles fizeram isso. Rapidamente suas armaduras pesadas pisaram na areia da praia de Navori e eles se alinharam em seus respectivos grupos. Quando começaram a avançar, alguns deles foram abatidos por flechas de arqueiros escondidos em algumas árvores e pedras próximos à fenda. 

"Armadura inútil" Pensou Riven, avançando e se abrigando atrás de um ouriço checo provavelmente montado pelos ionianos. 

A chuva de flechas parecia interminável, e os soldados se abrigavam atrás de escudos móveis ou qualquer coisa que pudesse protegê-los. 

- Estão escondidos em buracos nas pedras, na fenda! - Gritou um soldado noxiano, apontando para posições nos despenhadeiros que compunham a fenda. 

Dois soldados que estavam escondidos atrás dos escudos montaram dois lança-foguetes e fizeram mira para as pedras. 

- Ilumine-os! - Ordenou um deles. As armas fizeram um som raspado e liberaram quatro misseis em direção à montanha. Dois segundos depois, quatro enormes explosões destruíram as posições dos arqueiros, aniquilando-os completamente.

Os noxianos partiram para a fenda, eliminando uma fraca resistência da praia e entrando na fenda. A umidade no lugar era maior, tornando o solo um pouco mais escorregadio por causa do lodo. A pouca luz vinha da parte aberta da fenda, em cima, possibilitando-os de ver as pedras, galhos e crateras no meio do caminho. Os noxianos não demoraram muito e atravessaram a fenda, deixando alguns para a proteção da passagem. Eles chegaram em uma floresta, seu relevo era uma subida que levava até uma parte mais aberta no alto. As árvores altas e o mato selvagem poderiam facilmente cobrir inimigos escondidos na floresta, e Riven desconfiava disso. Ela se ajoelha e fecha seu punho, exibindo-o para os soldados que também pararam atrás dela. 

Seus olhos percorreram todo o lugar, atentos até mesmo no movimento das plantas por causa do vento. Não haviam muitos sons além dos pássaros e uma coruja. Tudo parecia limpo e eles continuaram a andar. A subida não era difícil porquê o solo não tinha muitas deformidades. Eles rapidamente chegaram ao fim da subida. Agora era um campo, mais aberto, com mais árvores ao redor. Havia um lago raso e um gramado raso que sem dúvidas eram melhores do que o solo da fenda. 

- Contato! - Alertou um sargento noxiano, apontando para soldados ionianos que avançavam. 

Seus números não se equiparavam, mas eles estavam bem equipados com armaduras, lanças e espadas. Eles eram liderados por um samurai, os espadachins típicos de Ionia. Ele aparentava ser jovem, assim como Riven. Seus cabelos selvagens balançavam contra a brisa. 

Riven saiu de seus devaneios e partiu para cima do primeiro ioniano que chegou até ela, esquivando-se de uma estocada de espada, chutando o joelho do homem e perfurando seu pulmão com sua própria espada. Ela empunha a sua espada e parte para outros dois ionianos. Um deles cometeu o erro de abrir sua guarda e foi imediatamente atravessado pela espada de Riven. O outro se afastou um pouco ao notar seu companheiro cair sem vida no chão, mas se recompôs e partiu para cima dela. Ele usava uma espada pesada chamada Jian, cujo golpe poderia decepar tão fácil quanto um cutelo noxiano. Mas uma boa espada requer um bom guerreiro, e o homem atacava com desespero. Riven se defendia com dificuldades, mas reagiu com um chute no peito do homem. Ele é lançado, ofegante, para longe. 

Isso não bastou para pará-lo. Ele se levantou e avançou novamente, dando um golpe pesado de cima a baixo. O erro do homem foi ter usado força demais no golpe e o preço foi sua genitália. Ele caiu no chão agarrando as partes dilaceradas, grunhindo de dor. Riven olhou a cena com certa estranheza, mas deu a paz ao homem, cortando sua cabeça. 

Os noxianos porém, também enfrentavam dificuldades. O samurai exibia maestria em seus movimentos, se esquivando rápido como o vento e abatendo soldados noxianos como se fossem nada. Ele protegia seus aliados como uma leoa protege seus filhotes. e atacava tão rápido quanto o bote de uma cobra. 

- Comandante! - Gritou um soldado segundos antes de ser abatido pelo próprio. Os olhos dela foram de encontro aos dele. Olhos azuis escuro, tão escuros quanto o oceano. Ele partiu correndo, com sua lâmina suja de sangue em punho e com um grito que ecoou pelo vale. 

Ela se recobra bem a tempo de defender um golpe vertical do espadachim, que rapidamente se movimentou para o lado e tentou uma estocada, que foi defendida por ela novamente. Ele ofegava, mas não estava cansado. Estava bufando, de raiva e ódio. 

- Você é a comandante, então?! - Indagou o homem. Sua voz carregava raiva. Riven nada respondeu, posicionando sua espada em frente ao rosto. 

Ele avançou novamente, dando vários ataques simultâneos de várias direções. Riven, agora sim, defendia com dificuldades. Ela chegou a cair por não notar uma pedra atrás de si, mas executou um rolamento e se pôs de pé novamente. O samurai a olhava, parecendo analisar cada traço dela. Ela não entendia o porquê dele fazer tanto suspense. 

- Você sequer tem um nome? - Perguntou ele à ela. Os dois ignoravam o conflito à sua volta, focando apenas nisso. 

- Riven. - Respondeu ela, novamente se colocando em posição de defesa. 

- Riven... - Respondeu o homem, coçando sua barba mal feita. - Vou lembrar do seu nome quando for escrevê-lo em sua cova. - Finalizou ele, avançando com um salto.

Riven realiza um rolamento para o lado e vê a espada do homem partir a pedra em que tropeçara. Ela aproveita a recomposição dele e ataca com três golpes saltados, dois deles defendidos e um acertou o chão. Ela novamente avança e causa uma explosão de Ki com as runas de sua espada, lançando o homem um pouco para longe. Ele se levanta intacto e empunha sua espada novamente. Dois noxianos se aproximavam por trás dele, que no início não foram notados. 

- Hasagi! - Gritou o homem em um dialeto que Riven nunca havia escutado. A espada do homem materializou um enorme tornado que arremessou os soldados para o ar, enquanto os dilacerava. O homem desapareceu do chão e reapareceu no ar, junto aos soldados, executando três cortes rápidos neles. 

Ao caírem no chão, eles não passavam de pedaços. Riven arregalou seus olhos após presenciar isso, mas não se deixou abalar, avançando em direção ao homem. Porém, no momento em que suas espadas se encontrariam, houve uma explosão. Onde ocorreu a explosão, uma névoa amarelada começou a se espalhar. 

- Modotte kite! - Disse o homem para seus companheiros, em ioniano.

Mas maioria deles já estavam mortos. Os poucos que saíam da névoa cambaleavam até cair. A pele seus braços e pernas derretiam. As armaduras eram inúteis contra o gás tóxico, que as derretia e afundava contra a pele.

- Comandante, o que faremos?! - Gritou um dos soldados ao seu lado. O espadachim havia desaparecido, assim como o resto de seus companheiros. Os noxianos ali não passavam de dez. 

- Vamos voltar. Voltem! - Ordenou ela, retornando o caminho. Porém este também estava poluído pela névoa, que chegava cada vez mais perto. 

O desespero a tomou. Os noxianos desesperados andavam de um lado para o outro, cercados pela névoa que trazia a morte consigo. Ao longe, ela viu o químico zaunita lançar uma granada transparente que continha o gás contra uma árvore, que apodreceu e começou a cair.  Ele não estava ali pelo apoio à Noxus, estava pelo massacre. Ele ria como um maníaco descontrolado, aplaudindo o show de corpos à sua frente. Riven cerrou seus punhos quando os olhos dele a encararam. E então, ele desapareceu na névoa.

Riven olhou ao seu redor e viu uma saída por uma parede e pedra.

- Por ali! - Ordenou ela. Eles a seguiram até uma parede e pedra que levava à uma colina. Com a ajuda de um dos soldados, ela salta e alcança a borda da parede e pedras, subindo e se virando para estender a mão. - Vem! 

O primeiro soldado saltou e alcançou sua mão, mas quando ele estava quase conseguindo subir, caiu em cima de outros dois que vinham logo atrás. Um deles desmaiou, um outro quebrou a perna. Eles ficaram desesperados, a névoa de gás já os cercava. Riven viu seus olhos pela última vez, antes de serem cobertos pela névoa. 

Seus olhos se enchem de lágrimas que caíram em sua face. Seu pelotão inteiro foi completamente dizimado por alguém em que Noxus confiou sua palavra, mas que não era confiável. O rosto aterrorizado dos soldados atormentava sua mente enquanto ela subia a colina. A armadura pesada foi abandonada para trás, restando apenas sua espada e algumas partes de armadura básica. 

Riven avista uma cabana de madeira no fim da subida da colina. O ar era limpo, puro. Um cavalo pastava tranquilamente, as lanternas balançavam suavemente no ritmo do vento.

Sua garganta estava seca, pedindo por água. Ela julgou que não havia ninguém no lugar, pela quietude, e decidiu ir até lá. Ela bate na porta de madeira, que faz um som oco breve. Riven bateu mais algumas vezes, mas não obteve resposta. Ela guardou a espada na bainha em suas costas e entrou na casa. 

Era uma casa simples, mas também um templo. Algumas estátuas de deuses ionianos e escrituras nas paredes mostravam brevemente um pouco da cultura de espadachins de Ionia. Ela passa por um corredor e entra em uma sala à esquerda. 

"Isso..." Pensou ela ao encontrar um punhado de pão e água em cima de uma mesa. Ela come quase sem mastigar, bebendo da água gelada com muita vontade. 

- Fico feliz que esteja do agrado. - Disse uma voz vinda das sombras do corredor. 

Riven deu um pulo que ocasionou em um soluço, olhando assustada para onde a voz vinha. 

- E-eu não quero confusão! - Respondeu ela, se levantando e olhando mais precisamente para a porta. 

Dela surgiu um homem velho, de cabelos longos e brancos. Sua barba alcançava sua cintura, e ele possuía uma postura tão serena quanto a luz do sol da manhã. 

- Não é o que vi no vale ali embaixo. - Disse o homem, colocando suas duas mãos nas costas. 

- Eu não quis fazer isso, não sou... eu! - Respondeu Riven, jogando a espada no chão. 

- E então, quem é você, minha jovem? - Perguntou o homem, se assentando em uma cadeira e acendendo um cachimbo.

- Eu... não sei quem eu sou há muito tempo. - Disse Riven, se ajoelhando em frente ao homem. - Vivo seguindo ordens desde os meus oito anos, não sei como é tomar minhas próprias decisões. 

- E o que a impede de realizar isso? - Perguntou o homem, bebericando uma pequena xícara de chá ao seu lado. 

- Noxus. - Respondeu ela, fechando seus punhos. - Eu vi o desespero nos olhos deles quando morreram. Todo noxiano não teme à morte até encará-la de verdade. 

- E você está viva, certo? - Indagou o homem. 

- Do que adianta estar viva por fora e morta por dentro? - Respondeu ela, dando um soco no chão. Suas lágrimas voltaram a cair e ela se prostrou no chão, exausta, cansada. Nunca havia visto tanto sangue em apenas um dia, assim como nunca havia tido tantas perdas sob seu comando. 

O velho se levantou de sua cadeira e deixou cuidadosamente o cachimbo em cima da mesa. Ele some em um dos quartos ao lado e retorna segundos depois com uma katana. Ele apanha a enorme espada de Riven, e a segurou tranquilamente com apenas uma mão, coisa essa que Riven mal conseguia fazer pelo seu peso. Ele a colocou deitada sobre a mesa e uma prateleira, mostrando a katana para Riven.

- Você me disse quem era, e eu decidi mostrar quem você pode ser. - Disse o homem, olhando-a em seus olhos. - Posso te ajudar nessa jornada? 

- Sim. - Respondeu ela, sem demorar. 

O homem ergueu a espada acima da cabeça e executou um golpe rápido, quebrando a ponta da espada. A espada começa a brilhar intensamente, cegando o homem e o jogando contra o chão. Riven se levantou e tentou chegar até ele, mas não em tempo o suficiente. A espada emitiu uma onda de vento cortante transversal, que cortou o homem pelo meio. 

Riven gritou em desespero, não sabendo como reagir. O homem jazia ali, morto, sem ao menos ter dito seu nome. 

Não havia muito tempo para lamentar, Riven ouve batidas na porta do templo. Ela corre para a espada quebrada e junta seus cacos, olhando uma última vez para o corpo do homem. 

Quando ela saltou pela janela e corria para longe da cabana, ouviu um grito de desespero da voz do homem que enfrentou no campo de batalha. 

 

 

 

 



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