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História A Ascensão de Kylo - Uma história da Família Solo - Capítulo 4


Escrita por: PadawanWriter

Notas do Autor


Esse daqui é curtinho só pra deixar a história alinhada. Ninguém tá lendo mesmo ♥️

Capítulo 4 - Consequências


Luke permaneceu sentado, sentindo o sol aquecer sua pele, os pássaros cruzando os céus animadamente e toda vida ao seu redor. Ele estava ficando bom nisso, e Bogano parecia ser um planeta perfeito, com todos aqueles animaizinhos felpudos e seus cânions cheios de obstáculos. O Jedi estava ali em busca de conhecimento, tendo deixado sua difícil tarefa de encontrar padawans para depois, talvez alguns meses de relativo descanso o fizessem bem...

Pedras flutuavam ao redor de si em perfeita sincronia, sem nunca se bater, formando duas correntes imaginárias que se cruzavam. Exigia muito de sua mente se manter calmo e focado por tanto tempo, mas há pelo menos duas horas ele tornou possível que seu coração se mantivesse estável o suficiente.

Sem aviso, então, um sentimento agitado cruza seu peito, e ele reconhece a sensação familiar de sua outra metade, infinitamente mais agitada do que ele. Luke alcança a mente de Leia através de sua conexão, como que puxando uma cortina numa tentativa feroz de chegar ao outro lado. Ele encontra apenas... Dor. Tanta dor que ele não pode evitar o grito que arranha sua garganta.

Ele colide sua mão metálica contra o chão, enquanto segura seu estômago com a outra, curvando-se em direção ao chão.

Ele tenta enxergar alguma coisa, se comunicar com ela, mas nada acontece.

O que aconteceu com você? — O Jedi indaga para o nada, seus cabelos caindo sobre o rosto suado.


(...)

Doutora Kalonia era uma pessoa calma; centrada, até... Mas, no momento, enquanto tentava encaixar uma peça híbrida de metal e material orgânico em uma das vértebras da coluna de Leia, a mulher não pôde evitar a onda de ansiedade que lavou seus sentimentos. 

Ela usava um par de garras robóticas de alta precisão, e tinha uma sala cheia de droides auxiliares, mas mesmo assim suas mãos tremiam e seu rosto transpirava. A vida de Leia Organa, a última Princesa de Alderaan e Senadora da Nova República estava em suas mãos. Isso nem era o que mais a preocupava no momento... E sim o fato de que ela era — é — mãe, esposa e irmã. Essa responsabilidade sim pesava em seus ombros, a humana, não a política.

Kalonia quase sempre conseguia separar os seres (humanos ou não) de seus respectivos problemas a resolver, mas Leia tinha se tornado especial, uma amiga. Afinal, todo o sigilo que seu atendimento exigia poderia ser muito estressante se isso não tivesse ocorrido.

Ela fecha os olhos por um instante, gerenciando as informações que precisa e lutando para deixar de lado todo o resto. 


(...)

— O que você quer fazer, Pedro?

Ben. O meu nome é Ben! — ele retruca enquanto Lando se olha no espelho, ajeitando os últimos detalhes de sua capa, que continha pequenas peças sobre os ombros que pareciam jóias.

— Isso, isso... Ven.

— É com bê. B-e-n. — ele soletra. O garoto suspira de forma dramática e se senta no confortável sofá do enorme quarto de hotel.

— Só estava tirando uma com a sua cara, Ben Chewbacca Solo. 

— Pela hipermatéria! Não use o meu nome do meio... — ele reclama, com as bochechas vermelhando-se instantâneamente.

— Hahaha! Tá bom... Ben. Levanta daí, vamos sair. Pra onde você quer ir? — Lando se vira, fazendo sua capa flutuar graciosamente atrás de si. 

Ele é tão estiloso...

— Eu quero saber da minha mãe.

— Meu querido, — O homem diz numa cadência engraçada, como se tivesse mania de dizer isso — uma dica: não fique por aí falando que quer sua mãe. Isso pode pegar mal pras meninas.

— Meninas? Tô com cara de quem precisa de meninas?

— Ahh, mas você precisa deixar tudo no jeito pro caso de mudar de ideia, vai por mim...

— Tá bom. — ele se levanta. Lando segura seu ombro.

— Essa foi a lição um. Ainda vou te ensinar muito mais coisas. Agora, eu acho que sei onde vou te levar. 

— Onde? 

— Vamos fazer compras.

— Compras? Mas é madrugada! — o menino diz, soando mais sensato que o adulto em sua frente.

— Filho, tecnicamente já é de manhã... a gente tá em Chandrila. E, fora isso, a noite é uma criança.

— Sabe quem também é uma criança? Eu! — Lando ri, percebendo como ele fala exatamente com o mesmo jeito mandão de Leia. 

— Fala a verdade, você está com sono?

— Um pouco...

— A gente resolve isso com caf. Vamos. 

Ambos saem do espaçoso quarto de hotel e seguem para o elevador, depois para o hall quase deserto. Lando pede a um homem vestido com roupas vermelhas alguma coisa, e Ben apenas observa extasiado quando ele retorna alguns poucos minutos depois com o speeder mais incrível que ele já viu.

— Esse é o B-15? Da Hunter's? — O menino pergunta tão ansioso que Lando pode ouvir o sibilar de seu tom de voz. Ele sorri de forma honesta.

— É. Filho do Han Solo, definitivamente. — Lando abre a porta para ele. — Vamos, ponha o cinto. 

Com esse pequeno gesto todo o sono e as reclamações de Ben se desfizeram como uma nuvem de poeira. Ele simplesmente queria saber sobre todas as modificações do motor e os opcionais infinitos no painel digital, então Lando explicou e, para a alegria do garoto, mostrou alguns deles. O homem até achou divertido conversar com uma criança, o que foi surpreendentemente interessante para ele.

— Primeira parada: caf! 

Eles realmente se uniram naquela ida à famosa loja de caf, que tinha franquias espalhadas por cada canto da galáxia, afinal, um homem tentou passar na frente deles na fila, o que rendeu uma discussão tão acalorada que fez o menininho levantar a voz, o que fez ambos adultos rirem da situação no final.

Ben estava ficando empolgado demais, notou Lando após o quarto copo de caf, quando ele começou a correr em volta da mesa e dizer: "Olha, o Sol tá nascendo!"

Depois disso, ele decide ir embora para seu destino real: o shopping, onde eles compraram roupas, sapatos, correntes, tudo pela conta bancária de Lando, que parecia infinita aos olhos de Ben Solo.

Aquele com certeza estava sendo um dos melhores dias da vida de Ben, ele decidiu, enquanto provava uma camisa estampada azul brilhante que o fazia parecer o tio Lando.


(...)

Ele ficou ali sentado por horas, que mais pareceram dias...

Quando finalmente, Kalonia entrou no quarto. Solo imediatamente se levantou.

— Leia é uma mulher forte. — Essa é a única coisa que ela consegue dizer, num tom desgastado.

É, sim. — Han suspira. —  Você... Conseguiu?

— O sistema nervoso parece estar respondendo bem aos estímulos do implante, mas ainda é cedo para afirmar qualquer coisa. Temos um longo caminho pela frente.

— Pelo menos... Posso vê-la?

— Pode. Mas ela está inconsciente.

Han seguiu Dra. Kalonia até uma quarto cheio de aparelhos que ele nunca tinha visto, muito deles ligados ao tanque de bacta, horizontal, disposto desta forma para não pressionar sua coluna de nenhuma maneira. Era estranho não a poder tocar, então ele apenas segurou sua mão sobre a superfície quente do vidro, tentando observar seus traços imersos e difíceis de distinguir, mais ainda pela máscara de oxigênio em seu rosto.

— Vou atrás deles, querida. Mas preciso que você fique bem; por nós dois. Não sabemos nem... — Ele passa os olhos pelo chão, rindo de forma engasgada. — Não sabemos nem  chegar na escola no horário sem você.

Ele aperta os dedos um pouco mais, desejando profundamente sentir o toque tão familiar de sua pele na dela. Um suspiro longo atravessa seus pulmões sem impedimento.

— A doutora disse que você é uma mulher forte. — Ele faz uma pausa. — Eu também acho.

Han Solo sabe que sua esposa está consideravelmente sedada, e que certamente não pode o ouvir, mas ele diz mesmo assim, torcendo para que algo em seu próprio coração aflito se acalme.

Depois de todas essas horas, ele finalmente se permite voltar para o quarto designado para Leia e ligar a holonews.

"O atentado contra a Senadora, Última Prince..."

Outro canal: "Não se sabe a origem dos criminosos ou seu objetivo. A Chanceler preferiu..."

Um programa de fofocas: "Bom, nem sabemos se a Princesa Leia está vi..."

Silêncio.

Ele desliga o aparelho e aperta seu comlink entre os dedos antes de escolher o nome de Mon entre seus contatos. Ela atende no segundo toque.

— Han, como ela está?

— No bacta. Kalonia disse que a situação é aceitável. — Ele consegue ouvir o suspiro do outro lado da linha, feliz por ter escolhido a chamada de voz e evitar que a Chanceler visse seu rosto avermelhado ou seus olhos inchados.

— Graças! Estou fazendo de tudo pra evitar que as informações vazem.

— Prefiro que faça o contrário. Pode emitir um comunicado dizendo que Leia levou um tiro e que está se recuperando.

— Isso é muito perigoso. Eles podem procurar por ela nos hospitais, Solo.

— Eu estarei esperando. — Ele diz, a determinação estampada em sua voz. Min anda por seus escritório, impaciente.

— Não é o momento para buscar vingança, capitão. Senão Leia, ou até mesmo outros inocentes podem sofrer as consequências de sua sede por acerto de contas.

— Você tem razão. — Solo diz, revelando uma pontada de vergonha em sua voz. — Mas eles já têm o que querem, os dados encriptados dos datapads já estão com eles. Não temos mais nada pra atrair a atenção dos caras.

— Datapads? Cada um deles possui uma senha específica guardada na memória do dróide protocolar do senador. 

— Quer dizer que os twi'leks vão precisar do... Dourado?

— Sim! Onde ele está?

— Acho que a Leia o deixou no escritório dela. 

— Então, nós já temos a nossa isca.

(...)

Solo ligou e ligou mais uma vez para Calrissian, que não o atendeu.

Depois de todo aquele tempo, ele já havia voltado para casa, limpado toda a bagunça e feito duas mochilas de emergência, contendo algumas coisas básicas para que ele e o filho ficassem num hotel ou em qualquer outro lugar que não fosse seu antigo endereço, que agora poderia muito bem estar circulando entre seus piores inimigos.

Quando ele estava quase indo embora, o comunicador de Leia tocou e ele observou uma quantidade insana de chamadas perdidas. Seu coração se apertou quando ele percebeu de quem eram, então gravou uma longa mensagem, avisando o garoto de que sua irmã estava bem... Se aguentando como podia, na verdade. Só de ouvir o recado de Luke o seu humor estremeceu, sentindo novamente a solidão e a saudade de sua antiga vida, na Rebelião, onde todos eles estavam correndo para salvar a pele juntos, e tudo parecia mais fácil. 

Solo digitou o código de acesso que Lando havia lhe dado, e a porta deslizou, se abrindo para revelar o amigo, sentado no sofá com a cabeça pendendo para o lado, usando roupas extremamente chiques, extravagantes, até. O que mais o surpreendeu foi ver o filho, deitado no ombro dele e usando exatamente o mesmo traje. Uma miniatura de Lando...

Ele sorriu carinhosamente ao se deparar com aquela cena inusitada, desejando que Ben pudesse manter sua alegria intacta quando acordasse para saber a verdade.




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