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História A Ascensão De Um Comensal - Capítulo 9



Capítulo 9 - Capítulo 9


Fanfic / Fanfiction A Ascensão De Um Comensal - Capítulo 9 - Capítulo 9

Eu realmente parecia empolgado como se Lucian fosse minha namorada?

Bem se assim fosse,  eu não me importaria. Lucian em tão pouco tempo se tornou uma pessoa mais especial e importante na minha vida do que qualquer outra pessoa   que eu tenha convivido.

Será possível que eu estivesse apaixonado?

"'Nos vemos em breve, filhote', isso  não foi muito claro" pensava comigo mesmo, afinal, porque essa mensagem enigmática? porque não marcar um local ou pelo menos falar alguma data? eu não estou acostumado a ter momentos de ansiedade.

Uma semana ja havia se passado desde que recebi a carta e ainda não havia tido notícias de Lucian, isso me deixou um pouco chateado e isso pôde ser percebido mesmo que eu tentasse esconder, como meu chefe fez questão de comentar.

"Ora, meu caro Christopher, oque houve?"

Eu encarava distraído alguns arquivos do pessoal da Central de Obliviação e nem havia percebido que Cornélio estava alí até ele me cutucar. Na mesma hora me levantei sem jeito "Senhor?"

"Meu rapaz, pode se sentar. Me diga, qual o problema?"

"Nenhum, senhor"

"Christopher, não minta para mim, esta tendo problemas em casa?"

Graças a Merlin eu já não morava mais com meu pai. Eu havia conseguido um pequeno lugar com apenas 3 cômodos, era simples para os padrões com os quais eu cresci mas era limpo e eu tinha o prazer de dizer que era meu então eu estava feliz e não tinha problemas em casa. Até duvidava que meu pai tivesse notado minha ausência.

"Não senhor, tudo vai bem"

Ele me olhou como se estivesse lendo minha alma "Seu amigo não tem falado com você, não é?"

"Não, senhor"

"Bem, eu tenho certeza de que ele deve ter uma ótima razão para isso. Vocês vão ficar bem" Cornélio sorriu.

Era oque eu esperava também.

**************

No dia seguinte, recebi uma nova carta.

"Te vejo na saída, filhote"

Sorri. Finalmente.

As horas seguintes pareceram infinitas, o dia nunca pareceu tão longo.

Logo eu ja estava saindo- finalmente- quando Cornélio me chamou.

"Christopher, Barto Crouch esta lhe chamando na sala dele.

Meu sangue gelou e meu corpo congelou.

"Ele...disse do que se tratava, senhor?"

"Não, ele apenas pediu para eu lhe chamar avisar. Boa tarde, meu garoto"

Acenti e caminhei até o elevador, apertei o botão para o 4º andar. Talvez ele só estivesse curioso para conhecer um novo funcionário do ministério, pensei comigo mesmo . Hardy afinal não era um nome tão raro, ele não poderia ter ligado o nome a mim.

Finalmente cheguei a porta da sala dele e bati na porta.

"Entre"

Respirei fundo e entrei na sala de meu pai.

Ele assinava alguns documentos e nem ao menos me olhou quando eu entrei "Tem um sobrenome interessante, sr Hardy. é o mesmo que da família de minha esposa. Tenho ouvido coisas muito boas sobre você, sr. Hardy. Todos elogiam seu trabalho, Sigmund Bingley esta querendo que você seja realocado para Central de Obliviação. Sua ficha é realmente impressionante, porque você não quis ser auror?" disse finalmente me olhando.

Logo seu olhar de surpresa, mudou para de desgosto "Oque faz aqui?"

"Eu trabalho aqui, senhor"

"Você? trabalhar? Que tipo de piada é essa? Não me diga que...Ah você não fez isso. Você forjou uma identidade falsa? Eu criei um delinquente"

"Não é uma identidade falsa, eu apenas estou usando meu nome do meio e o sobrenome da minha mãe"

"Você se acha tão esperto não é, garoto?"

Eu ja estava perdendo minha paciência com ele "Bem, o senhor mesmo acaba de elogiar minhas habilidades. Acho que afinal todo o dinheiro que o senhor gastou comigo foi bem investido"

Meu pai se levantou abruptamente "Você não me falte com respeito, garoto. Eu posso acabar com a sua vida e sua carreira antes mesmo que ela comece"

"Eu não entendo oque o senhor quer de mim. Eu estou fazendo algo com a minha vida, eu tenho uma casa, e tenho um emprego. Porque não pode ficar feliz por mim? oque eu fiz pro senhor me odiar tanto?"

"Você nunca vai ser nada na vida. Pode ter um emprego e pode ter saído de casa mas você é um nada. Oque você fez, você me pergunta, você nasceu".

Olhei atentamente no rosto dele, não demonstrando o quanto suas palavras haviam penetrado em mim "Fico satisfeito que estamos esclarecidos então" disse me dirigindo a saída.

"Seus dias aqui estão contados, filho"

Fechei a porta atrás de mim, exausto e desgastado emocionalmente.

Fui passando pelos corredores do ministério, alheio ao mundo ao meu redor. Pensando em como o próprio pai poderia falar esse tipo de coisa para um filho, sem o menor remorso. Porque tanto ódio? eu nunca fiz nada para merecer esse desprezo e essa indiferença. Eu sempre tentei ser o filho perfeito, obediente. nunca me metendo em encrenca.

Eu finalmente havia chego do lado de fora do ministério e caminhei aéreo pela chuva, sem realmente notar que chovia ou oque eu estava fazendo.

De repente , mãos quentes me seguraram pelos ombros e eu finalmente saí do meu estado contemplativo/depressivo. Mãos que eu reconhecia.

Lucian.

"Filhote, você me ouve? oque aconteceu?" Lucian me encarava preocupado.

Eu apenas o olhei por um instante e então me vi o abraçando com tudo oque eu tinha. Ele no início estava rígido mas logo me abraçou de volta. Eu peguei minha varinha e nos aparatei em meu apartamento.

Lucian estava ainda mais duro contra meu abraço "Por favor, me diga quem te deixou assim?"

Apenas me agarrei mais a ele e respirei seu cheiro, me ajudou a me acalmar.

Eu me afastei o suficiente para olhar em seu olhos hazel e o beijei.

Ele pareceu surpreso mas logo me beijou de volta. Eu nunca havia beijado um cara antes mas não poderia imaginar ninguém com um sabor e beijo melhores que os de Lucian.

Sua mão segurou meus cabelos da nuca, me pendendo, me deixando a sua mercê. Me dominando

Eu comecei a tirar a jaqueta dele ainda de olhos fechado e ele me soltou apenas para remover o resto da mesma, logo suas mãos removiam meu casaco com a mesma sofreguidão.

Minhas mãos praticamente rasgaram sua blusa, ouvi ao longe os botões caindo no chão por todo lado. Parei um instante para admirar seu peito peludo, minha boca começou a salivar enquanto eu imaginava como seria seu sabor quando eu passasse meus lábios por todo seu torço. Minhas mãos começaram a acariciar e explorar seus pêlos escuros, fui descendo até chegar a braguilha de sua calça, ja pronto para arrebentar a mesma.

As mãos de Lucian seguraram nas minhas, me parando. Olhei para seu rosto.

"Eu não quero fazer isso, não quando vocês esta tão vulnerável"

"Eu não sou vulnerável " eu disse aborrecido ja avançando sobre ele novamente

"Você esta. Se eu levar isso adiante e você se arrepender, eu nunca poderia perdoar a mim mesmo. Eu não quero te machucar"

"Você não poderia fazer isso, apenas se não retribuísse meus sentimentos" decidi ser sincero com ele, se ele me rejeitasse, que assim seja. É melhor terminar oque quer que nós temos de uma vez antes que eu me apegasse mais a ele e ele me abandonasse depois.

Lucian me olhou sedento e alerta "E que sentimentos são esses?"

"Acho que você sabe muito bem quais são. Agora eu quero que você me foda"

Lucian apenas soltou um ruído animalesco e avançou sobre mim.




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