História A ascensão de um príncipe - Capítulo 14


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Categorias Naruto
Personagens Asuma Sarutobi, Deidara, Hashirama Senju, Kakashi Hatake, Kurama (Kyuubi), Kurenai Yuuhi, Madara Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Nagato, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sai, Shisui Uchiha, Tsunade Senju
Tags Abo, Shisui X Naruto, Shisunaru
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Palavras 1.214
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Decisão


 Acordei sentindo um calor maravilhoso ao lado do meu corpo. Abri os olhos devagar e sorri.

Shisui ainda estava dormindo. Um de seus braços estava ao redor dos meus ombros, enquanto minha cabeça descansava em seu peito. Me ajeitei um pouco, tomando cuidado para não acordá-lo, e fiquei olhando seu rosto. Ele parecia tão sereno.

Observei seus traços. Shisui realmente era um homem bonito, com suas belas maças do resto e lábios finos. Seus cílios eram longos, e tão escuros quanto os seus cabelos. Eu o achava parecido com Madara, mas, olhando bem, pude perceber o quanto ele se parecia com Hashirama.

-Não é educado encarar as pessoas enquanto elas dormem. - Sorri.

-Não estou encarando, apenas observando. - Shisui abriu seus belos olhos vermelhos e olhou para mim, com um brilho de diversão.

-É a mesma coisa. - Ele se ajeitou na cama, de modo que eu não estava mais em seu peito, e sim, de frente para ele. - Dormiu bem?

-Muito bem. - Acho que eu estava corando um pouco, mais não me importei. Ele pareceu um pouco preocupado.

-Não se arrepende, não é?

-Não. Nenhum pouco. Você se arrepende? - Ele negou com a cabeça.

-Não. Mas…

-Você partirá em algumas horas. Eu sei.

Não percebi a lágrima escorrendo pela minha bochecha até Shisui limpá-la com o polegar. Ele beijou minha testa e me puxou para os seus braços. Enterrei meu rosto em seu peito, fechando os olhos. Respirei fundo, tentando gravar seu cheiro em minha mente.

-Isso não é um adeus. - Sussurrou, beijando meus cabelos.

Eu realmente esperava que não.

**

Quando Kurenai e Shisui partiram, pouco depois do almoço, não pude deixar de me sentir melancólico. Mesmo sabendo que esse momento chegaria, ainda era ruim. Eu sentiria a falta deles… dele.

Era uma viagem de apenas um dia até a capital da folha, mas eu tinha a impressão de que, para Kurenai, levaria uma eternidade. Ela parecia estranha. As doses de licor da noite anterior, com certeza, estavam cobrando seu preço na garota, essa manhã.

Os dias que se seguiram foram agitados. Kurama, após ver o país que regia pelos olhos de um camponês, durante meses, estava determinado a fazer mudanças drásticas no reino.

Ele começou diminuindo os impostos, que não deveriam ser tão altos, para começar. Alguns conselheiros não ficaram muito felizes com isso… o que foi sua segunda mudança.

Cada membro do conselho, que sabíamos ser corrupto, foi afastado do cargo, alguns até mesmo foram presos, quando descoberto que seus crimes eram muito mais graves, sendo os piores, tortura e abuso sexual.

A segurança no castelo também foi totalmente modificada. O carvalho perto do muro leste foi arrancado no primeiro dia, como meu irmão disse que faria, os muros foram aumentados e as passagens secretas lacradas, com exceção de duas, que Kurama achou melhor deixar, como garantia, em caso de invasão. Embora, apenas nós dois soubéssemos delas.

O principal, no quesito segurança, foi os guardas, que estão passando por um treinamento rigoroso com um mestre em lutas chamado Gai. O homem tem a reputação de ser… intenso. Eu assisti a uma sessão de treinamentos, e pude comprovar os rumores. Quase me fez sentir pena dos guardas, mas era necessário.

Um mês como rei, e Kurama já havia criado uma reputação. As pessoas diziam que ele era justo e preocupado, tanto com o seu povo, quanto com a sua família. Eles estavam absolutamente certos.

O julgamento de Deidara foi a uma semana. Ele foi julgado como civil, tendo seu título retirado quando ele foi preso. Kurama foi totalmente imparcial, e julgou a partir das provas que tinha. Deidara passaria o resto da vida na prisão. Cortou meu coração ver meu irmão nessa posição, mas não mais do que sua traição.

Kurama foi frio e racional durante todo o julgamento, mas depois que acabou, pude ouvi-lo chorando em seu escritório.

Agora, seis semanas após a coroação, tudo estava calmo… um pouco chato, eu diria.

Tsunade havia voltado para o acampamento logo após o julgamento de Deidara. Queríamos que ela ficasse, mas, como ela disse, ela era “um espírito livre, que se sentia mais confortável em uma tenda no meio da floresta do que em uma cama macia no palácio”. Não discutimos, mas fizemos ela prometer que nos visitaria.

Quanto a Shisui… Eu não tive notícias dele, mas soube pelos guardas do castelo que um grupo rebelde apareceu em Konoha a alguns dias. Me perguntava se era o mesmo grupo que sequestrou Shisui e Kurenai a alguns anos. Eu estava realmente preocupado… O que foi um dos pontos principais para a decisão que tomei.

-Quer ir para o país da folha? - Perguntou Kurama, sentado na cadeira confortável de seu escritório. - Por que quer ir para lá? Ouvi dizer que há grupos rebeldes se formando e ainda há um traidor dentro do castelo.

-E é por isso que eu quero ir para lá. Para ajudá-los.

-Naruto… - Ele estava prestes a recusar, mas não lhe dei essa chance.

-Shisui e Kurenai fizeram tanto por nós. Se arriscaram para nos ajudar. O mínimo que podemos fazer é retribuir o favor. - Ele me olhou por um tempo, pensativo. Ele fechou os olhos por um segundo, balançando a cabeça.

-Eu sei. Mas por que tem que ser você? - Ele parecia preocupado. Sorri.

-Por que não pode ser você, majestade. - Brinquei, antes de ficar sério novamente. - Nosso povo precisa de você aqui, mas não de mim.

-Mas eu preciso.

-Não será por muito tempo, Kurama. Voltarei em breve.

-Promete? - De repente, ele parecia uma criança assutada, em vez de um rei de vinte e um anos de idade. Fui até ele, que a essa altura já estava de pé, e o abracei.

-Prometo. - Ele retribuiu o abraço, enterrando o rosto em meus cabelos, e suspirou.

-Tudo bem. Enviarei uma carta ao palácio do imperador, avisando-os de sua visita.

-Obrigado.

-Volte inteiro, irmãozinho.

Quatro dias depois, entrei na carruagem, um pouco traumatizado, embora, e parti para o país da folha, sendo seguido por mais guardas do que o habitual.

Eu estava ansioso. Eu não tinha notícias de Shisui a semanas, e não tinha ideia de como ele reagiria quando me visse. Ele ficaria feliz ou irritado? Surpreso ou decepcionado? Eu sei que eu estava parecendo um pouco paranoico, mas, eu não conseguia evitar.

Sei que ele deve ter tido seus motivos para não ter me enviado carta ou, ao menos, uma nota, mas… Quando você se entrega de corpo e alma para alguém e não tem notícias da pessoa por semanas depois disso, você tende a se sentir um pouco… inseguro.

Balancei a cabeça, tentando afastar esses pensamentos.

-Contenha-se, Naruto. Shisui não é esse tipo de pessoa. Ele nunca o usaria desse jeito. - Resmunguei. O guarda e a empregada que me acompanhavam, olharam para mim, não tão discretamente. Eles me ouviram murmurar, mas acho que não entenderam o que eu disse. Pelo menos, era o que eu esperava.

O sol estava começando a se por quando passamos pelos portões de Konoha. Olhei pela janela. A cidade continuava magnífica, mas havia algo no ar. Eu não sabia o que era, mas parecia perigoso. Alguma coisa estava acontecendo neste lugar, e eu pretendia descobrir o que era.


Notas Finais


Kiss Kiss
Bye Bye


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