História A Assassina de Adarlan - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Trono de Vidro
Visualizações 23
Palavras 2.127
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas o/
Tudo bem com vocês?

Atendendo ao pedido da ~July-Winchester acabei adiantando o capítulo u.u
Obrigada por trazer essa nova personagem a fanfic, esse capítulo é dedicado a você ♥
Espero que goste ♥

P.S. A personagem Sterphanie foi criada pela ~July-Winchester, eu apenas a encaixei na fanfic, por isso todos os créditos da personagem são da July ♥

Tenham uma boa leitura ♥

Capítulo 10 - Os Assassinos do Rei: missão 1


Celaena acordou em seu quarto, na Fortaleza dos Assassinos, estava com uma forte dor de cabeça. Havia dançado muito na noite passada e abusara das bebidas. Ela e Chaol permaneceram um bom tempo no armário de vassouras, mas um bom tempo depois, foram surpreendidos por uma das cozinheiras. A garota então aproveitou para dar a noite como encerrada, chamou os amigos e seguiram para casa, estavam bêbados e felizes andando pelas ruas de Forte da Fenda.

    A cabeça latejava, mas teria que se levantar. Seria hoje a reunião com o rei. Teriam que ir todos os três, e só então saberiam qual seria a primeira missão.   

 _______________________________

Samael estava entrando na sala da reunião ao lado de Cbaol, com Celaena e Lysandra ao seu encalço. A sala continha em seu centro uma grande mesa, com várias cadeiras almofadadas ao redor. E lá estava Dorian, ao seu lado o rei de Adarlan, ao redor deles se encontrava um homem e uma mulher.

Assim que entraram todos os olharam com bastante interesse, o rei os conduziu até a mesa e deu início a reunião. Estava explicando o trabalho que teriam como os assassinos do rei, eles teriam treinamentos com os soldados nos dias seguintes, mas por enquanto teriam sua primeira missão. Não teria o porquê de testá-los, pois Celaena, já havia provado ao reino o seu valor. Consequentemente os pupilos dela, teriam que estar à altura - o que não era bem o caso de Lysandra, mas ao menos ela sabia se virar.

- Há um grupo de homens que estão duvidando do meu poder - falou o rei com bastante convicção - quero todos eles mortos, que eles sirvam de exemplo para os outros.

- Então nossa primeira missão é matar um grupo de rebeldes? - perguntou Celaena, parecia concentrada em cada detalhe que Chaol e Dorian lhe sussurravam - deseja a cabeça deles, ou fazemos o serviço e deixamos os corpos?

- Isso mesmo menina - respondeu o rei com voz contida -  quero a cabeça de todos eles como prova.

- Como desejar majestade - disse Celaena, após o rei não dizer mais nada ela fez uma mesura e se levantou - podemos ir, ou deseja mais algo?

- Podem ir - respondeu o rei com um aceno de mãos - se precisarem de algo, falem com capitão.

- Sim senhor.

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Chaol e Dorian os haviam deixado por dentro da localização do grupo rebelde, estavam em Forte da Fenda mesmo, mas em um local mais afastado da cidade. Havia um bom tempo que estavam andando em direção a floresta Carvalhal, haviam saído do castelo com várias espadas, adagas e arco e flecha - para o caso de os inimigos serem a altura - o rei mandaria fazer um traje apropriado, mas por enquanto teriam que usar o que tinham.

Ao longe, Celaena avistou o começo do que poderiam ser as ruínas que Dorian havia falado, já conseguia avistar a torre em que supostamente se escondiam. Trataram de circular pelos arredores para ver se havia alguém de guarda, acharam apenas dois corpos. O que queria dizer que alguém havia chegado antes deles

Subiram as escadas da torre no maior silêncio possível, chegaram ao topo e havia mais dois homens mortos. Assim que iam andando, mais corpos eram avistados, algum grupo devia ter chegado antes deles, vai ver esses homens não eram inimigos apenas do rei.

Os três se dividiram para cortar as cabeças dos homens. Celaena estava cortando a 4 cabeça, quando ouviu um choro fraco vindo de trás de uma coluna de pedra. Dirigiu-se até lá e encontrou uma menina, estava encolhida, segurando uma adaga em cada mão e uma espada presa a suas costas, sua roupa estava molhada de sangue. A menina era pequena, parecia ter entre 13 e 15 anos, tinha cabelos pretos e longos, uma franja que atrapalhava ver seus olhos.

- Olá - disse Celaena com um tom calmo, não se aproximou muito para não assustá-la - não vou te machucar, só quero ajudá-la.

- Saia daqui - sibilou a garota.

- Calma, não vou te machucar - disse Celaena com toda a calma do mundo - vim com meus amigos para matar aqueles homens, mas parece que alguém chegou primeiro.

- Eu os matei.

- Você? - Celaena estava incrédula, tudo bem que já era a assassina de Adarlan com aquela idade, mas não pensaria que existia outra como ela - O que aconteceu aqui?

- Armaram uma emboscada... e me sequestraram - contou a menina, sem deixar nenhum medo ou coisa parecida - Quando acordei fiquei furiosa, eles baixaram a guarda e eu os matei.

- Tudo bem - disse Celaena, tentando pensar no que dizer para a garota - preciso cortar fora a cabeça desses babacas, quando terminar você pode vir comigo.

- Não quero.

- Você tem aonde ir?

- Não.

- Então vai ir comigo sim - disse Celaena de modo autoritário - tenho uma casa, lá vai ter um quarto, comida, vai poder tomar um banho e trocar de roupa. Ninguém vai te incomodar e nem te obrigar a dizer ou fazer nada.

- Tudo bem - disse a garota - mas só até eu encontrar um meio de ir embora.

- Combinado - disse Celaena oferecendo a mão a garota, que aceitou a ajuda e se levantou - quer me ajudar a arrancar as cabeças?

- Claro - respondeu a menina com um sorriso medonho.

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Haviam chegado em casa a pouco tempo, mostrara a menina os quartos disponíveis - ela escolheu um que ficava longe dos demais - emprestou um par de roupas para ela e a mandou para o banho. Enquanto isso estava na cozinha com Lysandra e Samael, preparando o jantar, o dia havia sido longo é cansativo - apesar de não terem matado ninguém - haviam inventado uma história para o rei, para proteger a menina.

Na mentira contada eles haviam matado os homens e achado a menina que estava presa, por incrível que pareça, a mesma concordou com a história e ainda contou como ficara aliviada ao ver os três.

- Será que ela ficará bem conosco? - perguntou Samael - não sabemos nada sobre ela. E ela não parece que vai contar.

- Ela vai ficar bem - disse Celaena, lembrando de como ela mesma  costumava ser - só precisamos dar espaço a ela. No momento ela não vai revelar nada, pois ainda está assustada e calculando se pode confiar em nós.

- Ela me lembra você - disse Lysandra pensativa.

- Eu sei - respondeu Celaena.

E nesse instante a menina apareceu na cozinha, estava com a calça e a camiseta que Celaena lhe dera, ficaram muito grandes para ela. Teria que dobrar a barra da calça e a manga da camiseta, além de usar um cinto para ajustar.

- Não ficou nada bom em mim - disse a menina se avaliando - aliás, eu não me apresentei. Meu nome é Sterphanie.

- Sou Celaena - disse a assassina - essa é Lysandra - apontou para a amiga que estava picando a carne - e este é Samael - completou, apontando para o amigo que estava do seu lado - venha aqui que eu te ajudo com as roupas. Amanhã podemos comprar algo que lhe sirva.

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No outro dia, depois dos treinos matinais, Sterphanie e Lysandra saíram para comprar as novas roupas da menina. Celaena teria ido de bom grado, mas Lysandra jurou que ajudaria a menina a escolher alguns vestidos bonitos e também roupas confortáveis para treino - o que seriam calças e camisetas - então a assassina apenas deixou que a amiga fosse em seu lugar.

Enquanto Lysandra e Sterphanie faziam compras, Samael e Celaena estavam treinando. O rapaz realmente era filho de assassino, enquanto a amiga não conseguia aprender quase nada, o outro aprendia de tudo. Primeiro treinaram combate corpo a corpo, Samael estava tão bem treinado que a derrubou com uma facilidade incrível, e não fora só uma, mas várias e várias vezes.

Antes de iniciar o treinamento com adagas e espadas, Celaena resolveu fazer uma pausa, mesmo não querendo assumir estava cansada. Precisava respirar, beber uma água e secar o suor do corpo.

- Você parece cansada - disse o rapaz, indo se sentar ao lado da assassina - dormiu bem essa noite?

- Na verdade não - respondeu Celaena.

- Pesadelos?

- Apenas não consegui dormir - ficou na cama imaginando como uma menina tão nova matara todos aqueles homens, sem contar as lembranças do baile - na noite do baile eu bebi muito e acordei de ressaca, e nessa outra fiquei pensando em Sterphanie.

- Até agora eu não consigo acreditar que ela matou todos aqueles homens sozinha, - disse ele pensativo - mas não era sobre isso que eu queria falar.

- Vá direto ao assunto então.

- No baile eu dancei e beijei Nehemia - disse ele, parecia estar organizando os pensamentos - e agora eu estou confuso.

- Confuso com o que?

- Vou te explicar desde o início - começou ele, tomando fôlego antes de continuar - eu achei que estava gostando de uma garota, mas não tinha certeza, então deixei esse assunto de lado. Mas agora apareceu a Nehemia e eu a beijei, eu gostei do beijo, mas ainda não sei se gosto da outra garota.

- Você já beijou essa outra garota? - perguntou Celaena, parecia bem concentrada no assunto.

- Não.

- Talvez tenha que beijá-la, para descobrir se realmente gosta dela.

Ele ficou quieto um bom tempo, de certo refletia sobre o que a amiga tinha falado. Celaena refletiu sobre o assunto também, não havia nenhuma outra garota com Samael desde que o conhecera, estava realmente curiosa para saber quem era essa possível dona do coração do amigo.

- Só tem um problema - disse ele, depois de pensar bastante - a outra garota... ela está envolvida com outro cara.

- Samael - disse Celaena alarmada - não te vi com nenhuma outra garota desde que te conheci. Não me diga que essa garota é Lysandra.

- Não posso revelar quem é - ele parecia um pouco triste e espantado - ainda não.

Antes que pudesse fazê-lo falar, Lysandra e Sterphanie chegaram. No outro dia a menina parecia assustada e raivosa, quase como um animal selvagem. Mas entrando ali com Lysandra ao seu encalço, ela parecia gentil e amigável, estava até rindo - o que surpreendeu bastante Celaena - totalmente diferente da Sterphanie que conhecera ontem.

 _______________________________

Já era madrugada, Celaena havia levantado para beber um pouco de água, estava indo de volta ao quarto, quando escutou um choro bem baixo. Reconhecia aquele choro, era Sterphanie, correu em direção ao quarto da menina, por sorte a porta estava destrancada. Ela estava deitada de lado na cama, estava tendo algum pesadelo e chorava de soluçar.

A assassina se aproximou da menina, envolveu-a em seus braços e tentou acalmá-la. A mesma acordou e se alinhou mais ainda nos braços de Celaena, ficaram ali sem falar nada durante um bom tempo. Não iria exigir que ela contasse sobre o pesadelo, mas ouviria caso a menina contasse. Continuou ali mesmo depois da menina dormir, sabia como eram os próprios pesadelos, não deixaria a menina até ter certeza que os pesadelos não voltariam.

Ficou sentada no chão do quarto até amanhecer, não conseguira dormir muito, mas ficaria bem.

- Você ficou comigo a noite toda? - perguntou a menina, ainda estava deitada na cama e com cara de sono.

- Sim - disse Celaena, oferecendo-lhe um sorriso tranquilizador - também tenho pesadelos. Se você se sentir à vontade, pode conversar comigo.

- Quando eu tinha 8 anos fui sequestrada... - começou a menina, parecia perdida nas lembranças, mas mesmo assim Celaena segurou a mão dela - eram homens maus, eles me torturaram e... abusaram de mim - completou a menina, estava chorando novamente e Celaena a abraçou - quase todas as noites tenho pesadelos com isso.

- Nunca me violentaram, mas já fui torturada. - começou Celaena, a menina era mais parecida com ela do que pensara - Imagino como é sua dor… eu te juro se permanecer comigo, não deixarei que nada de ruim te aconteça, darei a minha vida para te proteger.

- Obrigada - disse a menina ainda chorando - vocês são tão bons comigo, não acho que mereço tudo isso…

- Samael, Lysandra e eu somos uma família - interrompeu-a Celaena - e você já faz parte dela. Nós todos tivemos um passado conturbado, não nos achamos merecedores de nada que temos, talvez por isso somos tão bons juntos.

- Eu sou a mascote da família? - perguntou a menina, estava limpando as lágrimas e um sorriso sincero brotava em seu rosto.


Notas Finais


Gostaram? Espero que sim u.u
Não deixem de comentar, ficarei muito feliz em responde-los ♥

Pretendo postar o capítulo 11 no dia 13/11 ♥

Até o próximo capítulo o/


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