História A Associação Ultrassecreta de Viajens no Tempo - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Atlântida, Aventura, Fantasia, Ficção Cientifica, Reinos Perdidos, Viagens No Tempo
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Palavras 1.468
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que goste desse novo capítulo 😊
Desculpe qualquer erro.

Capítulo 5 - O Caos Sempre Aparece Quando Chove


- Amelia e Martin foram agentes da Associação. Eles apareceram no tal seriado de televisão porque os diretores da Associação decidiram que valia a pena vender nossos segredos em troca de uma boa quantia de dinheiro. Grande parte daquelas gravações eram arquivos de missões reais, outra parte eram gravações que tiveram esta sede como cenário. - Falou Christopher.

- O ser humano faz muito por dinheiro. - Disse Leona.

- Infelizmente. Mas agora a chefe de finanças da Associação, Charlotte Phoenix, vai mostrar uma parte daqui para vocês: a parte em que vocês podem entrar. Aqui, como em muitos lugares, tem algumas áreas restritas.

Charlotte era uma mulher alta e forte, daquelas pessoas que se tem medo de contradizer. Mas mesmo com sua aparência de rígida, o seus olhos verde esmeralda passavam uma espécie de acolhimento, como quem olha para a coisa mais bela e graciosa do mundo. Os três amigos sentiam isso. Eles sentiam que podiam confiar em Charlotte.

Toda a visita fora tremendamente tediosa. Eu lhes garanto que vocês não perderam nada. Eu estava lá, em mais um de meus trabalhos, como uma agente dupla. Mas essa história não é sobre mim ou como eu trabalhei para a Associação ou porque eu era uma agente dupla, mas sim sobre como a Associação pode parecer um lugar incrível, mas na verdade é incrivelmente entediante.

Todas as pessoas que trabalhavam lá eram extremamente comums. Todas as salas eram extraordinariamente chatas.

Depois de muito tempo conhecendo o único andar em que poderiam permanecer, os três amigos foram para casa - palavra que aqui não quer dizer "construção que serve de moradia", e sim "lar", "lugar onde habita". Mesmo a ilha de Santa Barbara não sendo uma casa literalmente, é o lar de Raylee, Leona e Jonas. 

Quando atravessaram o portal, escutaram um barulho de chuva. Entraram no barco e foram em direção à saída da caverna.

O rugido dos trovões, o som das gotas de chuva e o barulho das ondas do mar açoitando as rochas foram aumentando. O mar estava raivoso com a água doce da chuva se misturando com sua água salgada, se jogando com toda sua força para o mais distante possível na areia da praia.

Quando chegaram na praia, perceberam que estavam no meio de uma tempestade tropical, e que um tornado estava se formando.

- Vamos ficar na caverna ou ir pra casa? - Perguntou Raylee.

- Vamos nos machucar se sairmos daqui. - Respondeu Jonas.

- Um tornado não é tão forte, mas podem voar objetos carregados pelo vento pra cima de nós. Eu concordo com Jonas, vamos esperar os tornados cessarem. - Falou Leona.

Os três sentaram na pedra e viram as facas que tinham pego para se defender de Christopher.

- Eu acho que nenhum de nós conseguiria ferir alguém - Disse Jonas.

- Não iria machucá-lo se ele não machucasse nenhum de vocês. - Falou Raylee, tirando o colete salva vidas.

- Eu não teria reação se Christopher atirasse. Ficaria em choque. - Disse Leona, olhando para o horizonte. - Parece que não tem tornados por enquanto, é melhor irmos para casa.

Os três saíram correndo da caverna para a casa de Raylee, chegando lá encharcados.

- Minha família já deve ter saído do estado de inconsciência ou sei lá em que o Christopher os colocou. Como é melhor você não sair daqui e ir para casa, peça pro Gavin uma roupa emprestada. Nós não podemos ficar assim, nesse estado. - Disse Raylee para Jonas - Agora, Le, vamos pro meu quarto. Lá deve ter alguma roupa que fique boa em você.
Jonas foi para o quarto de Gavin, e Leona seguiu Raylee, indo em direção ao seu quarto.

- Você não acha esse Christopher meio estranho? Ele do nada apareceu e duvido que não virará nossa vida de cabeça para baixo. - Ela abriu o armário - Essa blusa e essa calça devem ficar boas em você, elas são um pouco apertadas em mim. Se não couberem, um conjunto de moletom resolve tudo.

- Obrigada. - Disse Leona - Eu acho que temos que ser cuidadosos, porque não podemos confiar em qualquer um. Mas gostei da Charlotte, e o sobrenome dela é incrível.

- Eu senti que ela olhava para nós com um olhar singular, não sei muito bem. Parecia que queria dizer algo pra gente. - Raylee pegou uma blusa e uma calça. - Tem algo de errado com tudo o que está acontecendo com nós. Parece até um livro de fantasia, mas isso é vida real, pelo menos até onde eu saiba.

- Ficou bom? - Perguntou Leona.

- Você está linda. Pode até ficar com a roupa se quiser. Quando eu quiser usar peço emprestada pra você. - Falou Raylee rindo.

- Você também está linda. Nunca tinha visto você com essa roupa. Talvez seja porque aqui na ilha a maior parte do tempo faz calor. Mas gostei muito da sua roupa.

- Vamos descer, eu faço um chocolate quente para nos esquentar depois daquele banho de chuva gelado. 

Quando abriram a porta, se depararam com Jonas, com a cara de pessoa mais entediada do mundo.

- Você tá aqui na porta já, Jonas? - Perguntou Leona.

- Estava esperando vocês. Demoraram um pouco. 

- Nem demoramos. Você que se vestiu rápido demais. - Falou Raylee - Eu vou fazer chocolate quente, você quer?

- Quem não aceitaria um chocolate quente depois de tomar uma chuva como essa?
Eles foram para a cozinha. Raylee pegou o leite na geladeira e, como a energia havia caído por causa daquela tempestade que também caía lá fora, encheu uma leiteira e a colocou no fogão. 

- Eu achei tudo o que aconteceu hoje muito suspeito - Disse Jonas.

- Foi do que estávamos conversando. A única pessoa em que eu confiaria de verdade é Charlotte. Ela me pareceu muito legal. - Falou Raylee, se apoiando na bancada.

- Tem alguma coisa errada. Eu não sei o quê, mas não podemos voltar lá. Tenho pressentimentos. - Disse Leona.

- Pressentimentos? Será que não é só medo? - Perguntou Jonas.

- Ei! - Leona pegou um pano de prato e jogou em Jonas - Se eu não tenho coragem, imagina você. Eu sou muito mais corajosa que você.

- Concordo. - Disse Raylee.

- Com quem? - Perguntaram Leona e Jonas em uníssono.

- Eu concordo que a Associação é um lugar estranho.

- Viu? A Raylee não é a única com pressentimentos, ou como você diz, "medrosa".

Os três ficaram em silêncio, talvez refletindo se a Associação era um lugar perigoso ou era somente paranóia de todos. O silêncio reinava com tanta sobriedade que se ouvia o tamborilar das gotas de chuva nas janelas e no telhado. O vento soprava assobiando e as ondas rugiam como um tigre faminto.

De repente todo o barulho parou e tudo estava absolutamente quieto. Os três olharam para a janela, assustados com o silêncio.
O vento havia cessado, as folhas que estavam sendo levadas e as enormes gotas de chuva pararam e ficaram pairando no céu. As folhas que ainda estavam nas árvores pararam de sacudir e congelaram no ar. Todos ficaram com uma estranha sensação de vazio, seus corações não batiam, seus pulmões não se enchiam, eles estavam paralisdos como numa fotografia, mas conseguiam se mexer. O tempo havia congelado.

Ouviu um som de estilhaçar de vidraças. Os três subiram a escada e encontraram o quarto das mães de Raylee com uma janela totalmente estilhaçada.

Gavin e Lucia apareceram no corredor e foram até a entrada do quarto.

- Onde elas estavam? - Perguntou Raylee.

- Nossas mães estavam aqui no quarto. Mas o que aconteceu? Do nada tudo parou. - Falou Gavin.

- Eu sabia que tinha algo de errado. Sequestraram elas.

- Não! Olha lá! Elas estão na praia. - Disse Jonas.

- O que estão fazendo lá? Parece que estão indo em direção ao oceano. Elas vão se afogar. O mar está violento.

- Isso é um redemoinho na água. Vai engolir elas. - Falou Leona.

- Não! Vocês não vão fazer nada? - Perguntou Lucia.

- Agora não dá. Elas foram engolidas. - Uma lágrima saiu do olho de Raylee, assim como em Gavin e Lucia.

- Calma, se o extraordinário existe mesmo, extraordinariamente, vamos salvar suas mães. - Falou Jonas entrelaçando sua mão na de Raylee.

- Vamos tomar chocolate quente. Você separou leite o bastante para nós cinco. - Leona disse.

Todos desceram a escada, alguns quase aos prantos. Jonas desligou o fogão e Leona pegou as canecas e o chocolate no armário. 

- O que é isso? - Leona disse segurando um bilhete do tamanho de um cartão de visita.

Todos olharam e leram:

A Associação é um lugar perigoso, esqueçam toda essa história antes de algo acontecer com vocês. E, se tiver acontecido - o que infelizmente é bem provável - ligem para o número de telefone atrás do cartão.
                                            Ass.:Charlotte Poenix.

- Vamos ligar pra ela. - Disse Raylee já pegando o celular.

- Mas será que tem sinal? Com essa chuva... - Falou Leona.

- Temos que tentar.


Notas Finais


Espero que vcs tenham gostado desse capítulo.
Provavelmente vou postar o próximo semana q vem, então, até lá.


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