História A ave caída de Outono - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
Tags Human!lucifer, Samífer
Visualizações 124
Palavras 2.489
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


AYY GENTE! PRIMEIRAMENTE, DESCULPEM MESMO A DEMORA, EU TAVA LOTADA DE TRABALHOS E BEM, SABEM COMO É, ESCOLA COMEÇOU E JÁ TO PERDIDA COM RECUPERAÇÕES :'D
EU TAMBÉM GANHEI UM GALINHO, ISSO MESMO, UM GALO! AGORA TENHO QUE CUIDAR DO COITADO NÉ? <3
E EU NÃO CREIO QUE SÓ COM UM CAPÍTULO JÁ CONSEGUI 8 FAVORITOS! Gente, vocês são demais! Olha desculpa pelo capítulo meio pequeno, mas espero não decepciona-los em amores! Bem, de qualquer forma... Boa leitura!

Capítulo 2 - Lamúrias de porcelana


Fanfic / Fanfiction A ave caída de Outono - Capítulo 2 - Lamúrias de porcelana

E hoje fazia uma semana que Lucifer estava no Bunker. Uma semana que os Winchesters aturavam a agressividade e teimosia do anjo caído – estava tão pior quanto o tempo que era arcanjo.

Lucifer fazia birras e às vezes se recusava a comer por horas ou até dias, isso se Sam não o forçasse a engolir a comida a força. Nesse tempo Sam era o único que conseguia falar com ele, ou ao menos tentava – mesmo que o ex-arcanjo às vezes não o ouvia, mas o caçador gostava de pensar que ele apenas fingia não ouvir por conta de seu orgulho pulsante que queimava em seu peito. O orgulho de um arcanjo – não de alguém que aceita ordens de um humano.

A raiva e frustração do anjo caído é tanta – tão forte e ríspida – que vez ou outra coisas quebradas aparecem no Bunker. Agora que Lucifer não tem mais o poder de tirar vidas em um estalar de dedos, tudo que lhe resta é a destruição de objetos e eletrodomésticos.

Durante toda a semana Dean gritava e discutia com o ex-arcanjo por conta de seus ataques de fúria, e Lucifer já chegou a socar o Winchester mais velho na mandíbula para fazê-lo calar a boca. Ele é violento, odioso, está quebrado em tantas partes que seus pedaços estão desaparecendo pouco a pouco. Ele não aceita o fato de ser humano – não aceita esse fardo de como sua humanidade o afeta drasticamente.

Dean já ameaçou expulsá-lo do Bunker diversas vezes, ou melhor, leva-lo para algum deserto para morrer de desidratação – mas Sam não deixou seu irmão seguir com seus planos, não o deixaria abandonar Lucifer nesse estado depois de tudo que ele já havia passado. Principalmente por que uma parte dele gritava para protegê-lo a qualquer custo.

E mesmo todo esse ódio do anjo caído que parecia ser sem motivo aparente fazia Sam o compreender ainda mais – compreender o qual desesperado ele estava – por que Lucifer está quebrado; ou, pelo menos, ele está rachando, bem devagar, mas de forma constante. Por que ele foi rasgado de sua perdição e jogado no mundo de uma forma abrupta e sem motivos. Se Deus queria esmagar o orgulho que sempre queimou tão vivamente e brilhantemente dentro de seu filho favorito, este era um método efetivo, cruel como era.

E novamente Lucifer estava em seu próprio quarto – não entrava mais no de Sam desde o dia que dormiu lá com o caçador –, sentado em uma cadeira em frente à janela parecendo observar atentamente o céu cor ônix banhado em estrelas cintilantes acima de sua cabeça. Talvez não fosse apenas admiração, e sim inveja. Agora o anjo que sempre brilhou mais que todas as criações estava ali, abaixo dos corpos estelares que a tempos não se comparariam uma porcentagem de seu brilho. De sua luz. Mas agora roubando todo seu lugar no céu.

Ele não percebeu, mas Sam estava na porta silenciosamente, prestando atenção nos traços do ex-arcanjo e não deixando de notar a luz da lua refletindo-se contra a pele pálida de Lucifer que parecia a fazer brilhar. Cada movimento da respiração do anjo caído fazia Sam abrir e fechar a boca, tentando acompanhar e achar forças para dizer alguma coisa. Mas ele não queria falar. Não queria fazê-lo se mover e nem tirar sua concentração, ah e tudo que o caçador conseguia pensar no momento, tudo que ele conseguia descrever nessa visão era o qual Lucifer estava...

 

Lindo.

 

Ele não deveria pensar isso – sente uma pequena culpa toda vez que essa palavra cruza sua mente – mas isso não torna menos verdadeiro, no que diz respeito a Sam. Porque Lucifer é lindo, mesmo agora... Talvez principalmente agora. E quando o caçador contempla a outra metade, lembra-se de diamantes brilhantes, dispersos em fragmentos em uma superfície escura, de alguma forma ainda mais brilhante e que fazem o caçador perder o fôlego.

E finalmente Sam acha coragem para dizer algo, mesmo que cada parte sua lutasse para continuar observando o ex-arcanjo. Não. Ele tinha que dizer algo para não cair mais fundo nesse poço que de tão fundo não se via a água.

– Lucifer... Está tarde. Por que você não tenta dormir? – A voz de Sam é leve como pluma, seus olhos quentes prestavam atenção em cada movimento submisso do corpo de Lucifer, observando como o anjo caído pisca suas pálpebras pesadas repetidamente, tomando esforço para se concentrar nas palavras do caçador.

– Talvez mais tarde.

Sam assente, mas ele sabe que Lucifer não vai. Ele não dorme há dias, exceto por alguns instantes de cochilos que se despertavam com um acenar rápido com a cabeça; seu corpo desesperado lutando contra sua mente teimosa.

– Okay.. Apenas lembre-se de desligar a lâmpada antes de deitar, está bem?

Desta vez, Lucifer acena com a cabeça, mas seus olhos ainda estão olhando diretamente para fora da pequena janela. Sam se vira para se afastar, olhando para trás brevemente, incapaz de impedir que seus olhos esperançosos admirassem novamente essa cena tranquila e pacífica... E ele pensa, mais uma vez, que Lucifer, mesmo com seu olhar sombrio e profundo; e seus cabelos bagunçado, é absolutamente lindo.

 

[No dia seguinte...]

 

 O relógio marcava 8 horas da manhã em ponto, Sam já estava em pé e totalmente desperto. Sobre a mesa de centro havia alguns livros de estudo e seu café da manhã que consistia em um sanduíche de morangos e manteiga de amendoim – claro que Castiel havia feito para ele, já que Dean havia lhe dito que passaria a noite fora em algum lugar, possivelmente apenas para fugir de uma futura discussão com Lucifer. Castiel ao menos parecia mais a vontade com o ex-arcanjo, nos primeiros dias ele não chegou a direcionar nenhuma palavra a ele, agora costuma chama-lo vez ou outra.

O caçador apenas bebericou um pouco seu café, dando duas ou três mordidas no sanduíche e não conseguindo tirar o pensamento de que Lucifer ainda estava no quarto, possivelmente dormindo ou acordado desde a hora que havia saído de lá.

Quando Sam decidiu se levantar, ouviu paços leves vindo do corredor. Lucifer logo apareceu, seu olhar visivelmente cansado e o corpo se movendo com cuidado, tentando se equilibrar para não cair. Ele se sentou em uma cadeira próxima das estantes de livros, uma mesinha a sua frente e um livro de capa carmesim acima dela. Sam ignorou totalmente o prato que comia e caminhou com cautela até o ex-arcanjo, notando-o abrir o livro.

– Lucifer... – O Winchester mais novo fala em um tom lento e cuidadoso, com medo de assustar a figura diante dele. Mas não ouve resposta. Lucifer está com sua cabeça inclinada enquanto ele olha para o livro aberto sobre a pequena mesa, mas seu olhar estranhamente vazio.

– Lucifer. – O caçador tenta novamente – Você gostaria de comer alguma coisa? Cas fez um sanduíche de manteiga de amendoim.. Nós não tínhamos nenhuma geléia, então ele usou alguns morangos fatiados em vez disso. – Sam sorriu suavemente, uma risada tranquila e nervosa deixava seus lábios enquanto se aproximava do ex-arcanjo desarmado.

Quando Lucifer olha para ele, não há nenhuma faísca de luz em seus olhos vazios, e os ângulos de seu rosto são apenas ríspidos, sua pele muito pálida, quase parecendo brilhar.

– Hm? Não, obrigado, Sam. Eu não estou com fome.

Lucifer nunca está com fome. Ele está desaparecendo lentamente. Ele parece, para Sam, como uma boneca de porcelana, frágil e cativante com sua sombra misteriosa e com vida, como se a linha entre o real e o não real pudesse ser definida apenas pela necessidade de respirar.

Talvez seja a graça ainda dentro dele. Sam pode senti-lo lá, preso em algum lugar inacessível. Lucifer também deve sentir isso e, como é frustrante, ter a única coisa que você deseja, seja tão perto, e ainda tão impossível de obter. Ele está lutando. Ele está perdendo. Está escrito em suas características decrescentes e na forma como ele está diminuindo gradualmente. Mas sim – mesmo agora, Lucifer é assustadoramente lindo.

– Você gostaria de algo para beber, pelo menos? – A voz de Sam é mais tranquila agora, mais um argumento do que uma pergunta simples, e o ex-arcanjo leva três longas respirações antes que ele finalmente pressione seus lábios juntos e dê um aceno fraco. Seus olhos estão cheios de simpatia – simpatia por Sam – e quebra o coração do caçador. Mas quando ele entrega a Lucifer o copo e o vê tomar um pequeno gole do leite que há lá dentro, ele sente que pode fazê-lo sorrir e, depois de um momento de contemplação, é exatamente o que ele faz, o fantasma de Lucifer da um sorriso quase fazendo com que o coração de Sam explodisse do peito.

– Obrigado, ‘Sammy... – As palavras de Lucifer eram sinceras e puras para o caçador, fazendo-o acenar brevemente.

Foram longos segundos de silêncio enquanto Sam apenas observava o anjo caído de forma atenciosa, palavras presas em sua garganta e o caçador forçando sua mente a dizer o que tanto queria. Ele respirou fundo sentindo fraqueza em cada sugada de ar e ficou frente a frente do anjo caído.

– Por que você não tenta? – A voz de Sam saiu quase como uma suplicação, olhando diretamente para os olhos frios e sem expressão do ex-arcanjo que agora mostravam confusão aparente.

– Tentar o que, Sam?

– Viver.

O anjo caído pressionou os lábios um contra o outro, os umedecendo com a língua e bufando em seguida.

– Por que eu tentaria?

– Lucifer, você já esteve em situações muito piores que essa, não vai desistir só por causa disso, vai?

– Eu não quero ter essa conversa com você. – O tom de Lucifer saiu afiado como navalha, cuspindo as palavras para Sam entender que a conversa já acabava ali. Mas ele não iria parar.

– Não, Lucifer, eu não vou te deixar afundar desse modo.

– E se eu quiser me afundar?!

Com isso, Sam suspira derrotado – a mente teimosa de ex-arcanjo não iria ceder tão facilmente. Não, com certeza não. Lucifer está preso nisso, nesse pensamento doentio de que nada mais importa – nada mais é importante e muito menos sua própria vida. Ele esta preso a escuridão que ele mesmo causou como punição.  E Sam precisa achar alguma maneira de mostrar o caminho da luz.

– Eu só quero ajudar você, Luce..

– Me ajudaria muito mais se calasse a maldita boca! – No mesmo instante ele se levantou, jogando o copo de vidro no chão impulsivamente e o quebrando em diversos fragmentos transparentes sobre o chão. O animal que antes estava adormecido havia acordado novamente – todo seu ódio, agressividade e medo despertos de uma vez só em um único movimento. Isso assustou Sam, o fez se afastar em três passos e colocar uma mão a frente do corpo temendo que ele se aproximasse – e ele não fez –, Lucifer fechava os punhos com o corpo rígido e tenso, seu olhar frio e tempestuoso ao mesmo tempo.

Sam se calou, apenas observando o anjo caído com pena – tanta tristeza misturada nas feições do ex-arcanjo que sua raiva parecia mais frustração.  Frustração de si mesmo.

– Desculpa... Não queria gritar com você, ‘Sammy.

Com isso, Lucifer abaixou a cabeça, caminhando em passos apressados até o corredor para poder novamente se trancar em seu quarto. Sam conhecia bem o ex-arcanjo e sabia que agora só conseguiria falar com ele amanhã – ou talvez nem isso. O caçador bufou e foi novamente para a mesa de centro, sentando na cadeira para poder refletir um pouco sobre o que devia fazer a respeito de Lucifer.

Castiel, – que havia saído para comprar alguns lanches – foi até a mesa e percebeu o qual tenso Sam estava. Os olhos encarando um livro sem nem ao menos lê-lo realmente, perdido nos próprios devaneios.

– Aconteceu alguma coisa, Sam?

– Lucifer.

– Ah. – Foi tudo que Castiel conseguia responder, afinal isso já era um motivo e tanto para tirar todo o sossego do caçador.

– Castiel... Preciso de ajuda.

O anjo levantou ambas as sobrancelhas de forma curiosa, sentando-se em uma cadeira próximo do caçador e o observando atentamente – É só me dizer o que fazer...

– Sei que vai parecer estranho mas... Pode me ajudar a recuperar a graça de Lucifer?

Castiel arregalou os olhos, surpreso e ao mesmo tempo desacreditado nas palavras de Sam. Se Lucifer recuperasse a graça, se ele voltasse a ser arcanjo... Seria o fim.

– Sinto muito Sam, mas não posso.

– Por favor, Castiel, ele vai acabar morrendo desse jeito.

– Sam, se Lucifer recuperar a graça será um risco para todos nós! Uma morte pode impedir a destruição de toda a humanidade.

– Está me dizendo 'pra desistir dele, é isso, Castiel!?

– Estou te dizendo para pensar, devolver a graça de Lucifer vai ser a mesma coisa de dar uma arma de destruição para uma criança birrenta! Se eu consegui sobreviver, por que ele não conseguiria, Sam?

– Por que ele já desistiu de tentar...

O caçador suspirou as palavras, balançando a cabeça lentamente na direção do anjo. Castiel juntou as mãos e entrelaçou os dedos, olhando para baixo notando como Sam estava tenso e perdido nas próprias palavras.

– Sam, por que você quer ajudá-lo?

A pergunta de Castiel fez o caçador estremecer, mas ao mesmo tempo pensar profundamente. Sam se assemelhava a Lucifer, claro ambos foram feitos um para o outro. Mas ao mesmo tempo ele sabia que Lucifer estava certo, no fundo – bem no fundo sabia que toda a raiva de Lucifer tinha total sentido, e que ele não era o vilão da história. E talvez a pena que sentisse do ex-arcanjo o fizesse querer ajudá-lo, ou quem sabe outra coisa... Não. Sam sabia que era só isso, ele não podia admitir sentir outra coisa, não por Lucifer, não desse modo.

– Porque mesmo que seja difícil admitir isso, nós dois somos iguais, Castiel. Eu entendo ele, e sei como ele deve estar sofrendo, no lugar dele faria a mesma coisa. Me isolaria de tudo e todos para morrer sozinho e com pena de mim mesmo.

O anjo pareceu compreender cada palavra, concordando com a cabeça lentamente e então deixando o ar sair dos pulmões para respondê-lo.

– Infelizmente não posso te ajudar a conseguir a graça de Lucifer de volta, mas... Que tal você tentar mostrar a ele que pode ser até melhor sem ela? Eu aprendi a gostar da humanidade assim, com os sentimentos, talvez até com o lado mais natural das coisas... Leve ele pra alguma caminhada no parque, ou para ver outras pessoas, quem sabe ele aprenda desse modo?

– Certo, obrigado Castiel. – Sam deu um sorriso radiante para o anjo, o fazendo sorrir em resposta. Rapidamente se levantou e foi até o próprio quarto, pegando uma mochila cinza e até bastante espaçosa, listando mentalmente do que iria precisar. Se havia uma maneira de Lucifer se sentir melhor, ele tentaria, tentaria todas as opções que lhe viessem a cabeça, ele tinha que tentar afinal o anjo caído nunca havia desistido dele, nem mesmo na jaula..

Talvez ele consiga ensiná-lo, não vai ser tão difícil assim. Pelo menos ele esperava que não fosse...


Notas Finais


EU REALMENTE ESPERO QUE TENHAM GOSTADO- Estou tentando algo diferente, hu? Bem, eu não sei, mas agora vão ter que esperar o próximo! Será que ele vai aprender algo? :')
E novamente, desculpem a demora!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...