História A Babá - 2 - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias A Feia Mais Bela
Personagens Fernando Mendiola, Letícia "Lety" Padilha Solís, Personagens Originais
Tags Ababá, Ababá2, Amor, Criança, Drama, Ellynblu, Evellivieira, Família, Ferlety, Mundoblu, Romance, Tristeza
Visualizações 207
Palavras 1.276
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Sabe que sim


Fanfic / Fanfiction A Babá - 2 - Capítulo 20 - Sabe que sim

Lety andava de um lado para o outro sem saber o que fazer, estava ali à espera de uma notícia há alguns minutos e nada, ela seguiu até a recepção, pela quinta vez.

 

-Será que você não pode ir até lá e me dizer o que está havendo? – A recepcionista a olhou com desdém.

 

-Senhora, eu já disse a senhora agora a pouco, que não posso fazer nada para ajudar – Lety a olhou com ódio.

 

-Eu acho bom você fazer, se não quer perder o seu emprego.

 

-A senhora não conseguiria.

 

-Quer pagar pra ver? – Perguntou com o tom já alterado, a mulher de olhos castanhos e cabelos em um tom mal pintado a olhou com medo.

 

-Eu vou ver o que posso fazer.

 

-Ótimo – A recepcionista se afastou e Lety voltou a se aproximar da diretora, que estava sentada.

 

-Letícia – Lety olhou para a mulher de cabelos vermelhos que entrou rapidamente na sala de espera e se agarrou a mesma voltando a chorar – Calma minha querida, ela está bem, minha neta é uma menina forte.

 

-Eu estou com tanto medo – Disse entre o soluço.

 

-Eu sei, mais precisa ser forte, pela minha neta, ela precisa da mãe, vem sente-se aqui – Lety se sentou e Teresinha se sentou ao seu lado – Respire minha querida – Lety secou o rosto.

 

-Onde o seu Humberto está?

 

-Lá fora tentando falar com o Fernando – No mesmo momento Humberto entrou na sala de espera – Alguma coisa?

 

-Não, ainda está desligado.

 

...

 

Fernando entrou em casa e seguiu rapidamente para as escadas, Cleide seguiu para a sala.

 

-Menino.

 

-Agora não, Cleide – Disse subindo as escadas, assim que entrou no quarto seguiu para o banheiro e começou a se despir, entrou no Box, ligando a água fria e ficando embaixo. Depois de um tempo, saiu e se vestiu, desceu as escadas e seguiu para a cozinha.

 

-Onde está a Cristal, ela já deveria ter chegado – Cleide o olhou.

 

-Era isso que eu estava querendo dizer.

 

-O que houve?

 

-Ela está no hospital, o seu Humberto já ligou várias vezes procurando por você.

 

-Qual hospital? – Cleide mal acabou de dizer o lugar e ele saiu rápido de casa, depois de alguns minutos parado no trânsito, ele chegou no hospital e seguiu para a recepção, quando se preparou para falar, viu seus pais junto a Lety e a diretora da escola – Onde está a minha filha? – Todos o olharam.

 

-Onde estava Fernando? – Perguntou Teresinha.

 

-Isso é o que menos importa, onde está a minha filha? – Voltou a perguntar.

 

-Pais de Cristal Mendiola.

 

-Sou eu, eu sou o pai dela, onde está minha filha?

 

-Ela está em observação, por sorte conseguimos repor o sangue que ela perdeu, ela está muito fraca, pois é muito pequena para tal hemorragia.

 

-O que aconteceu com ela? – Perguntou Fernando.

 

-Pelo jeito a pequena percebeu que algo está errado e isso a abalou, crianças são mais sensível do que os adultos nesses sentidos, talvez ela tenha percebido algo errado em casa ou visto algo que ocorreu na rua, que a afetou de alguma forma.

 

-Podemos vê-la? – Perguntou Teresinha.

 

-Sim, mais não podem entrar todos de vez, apenas dois de casa vez, ela está dormindo por causa da medicação e está no soro – Lety continuava sentada, com o rosto apoiado nas mãos, Teresinha a olhou e se aproximou sentando ao lado da mesma, que soluçou.

 

-Calma minha querida, o pior já passou – Lety não conseguiu dizer uma só palavra, seu choro se intensificou e Teresinha a abraçou, Fernando a olhou com pesar e quando se preparou para se aproximar, Edgar entrou e correu até Lety.

 

-Ei minha linda – Disse abaixando na frente dela – Desculpa a demora, o trânsito está horrível – Lety o olhou chorando – Não chora Lety, a Cristal precisa ver a mãe bem, para poder ficar bem.

 

-Eu não consigo.

 

-Claro que consegui, você é a mulher mais forte que eu conheço, minha linda – Disse secando ás lágrimas dela, processo feito em vão, pois ás lágrimas voltaram a cair – Não chora – Fernando os olhou com seu sangue fervendo e cerrou os punhos.

 

...

 

Lety parou na porta do quarto assim que viu Cristal deitada na maca com uma bolsa de soro presa ao braço, logo suas lágrimas voltaram a cair, ela se aproximou sentando-se na cadeira e começou a acariciar os cabelos da pequena.

 

-Me perdoa meu amor – Sussurrou entre o choro – É tudo culpa minha, assim como foi da primeira vez... Eu sinto muito, Cristal, eu não deveria ter entrado na sua vida, nunca, você vai ter que aprender a viver sem mim, porque eu sei que se continuar na sua vida, você vai continuar sofrendo e não é isso o que eu quero pra você, eu quero que você seja feliz, você merece uma família e isso eu não posso dá a você, eu te juro que tentei, mais por você do que por mim, por isso eu tenho que parar de tentar, por isso que eu tenho que ir – Fernando sentiu ás lágrimas caírem, ele tinha escutado cada palavra, enquanto estava encostado na porta, pelo lado de fora.

 

-Fernando – Fernando secou ás lágrimas e olhou para o seu suposto rival.

 

-Você já deveria ter ido embora.

 

-Eu só irei quando eu ver que a Lety não precisa mais de mim.

 

-Qual o seu interesse pela Lety, em?

 

-Todos possíveis, porém eu sei respeitar uma mulher e sei quando ela me corresponde, o que não é o caso da Lety, eu não sei o porquê de você ser tão estúpido a ponto de magoa-la tanto? A Lety é uma mulher maravilhosa, não deveria sofrer tanto.

 

-Você não é ninguém para opinar aqui ou em qualquer coisa que envolva a minha relação com a Letícia ou com minha filha – Lety saiu do quarto.

 

-O que está havendo aqui?

 

-Nada – Disse Edgar – Você está mais tranquila?

 

-Sim.

 

-Vem, vamos tomar alguma coisa – Lety afirmou e se aproximou de Edgar, que a abraçou e seguiram pelo corredor sobre o olhar atendo de Fernando.

 

...

 

Lety brincava com a colher dentro da xícara, mal havia tomado o café.

 

-Odeio vê-la assim – Disse Edgar, Lety o olhou.

 

-Eu senti tanto medo quando a Irminha disse que ela estava aqui.

 

-Eu imagino e que bom que chegou aqui bem, quando eu te liguei você não estava em condições para dirigir.

 

-Eu não pensei em mais nada, queria apenas vê-la, ficar perto dela.

 

-Isso é porque você é a mãe dela.

 

-Não Edgar, eu sou apenas a babá e já está bem claro isso.

 

-Para mim o que está claro é que você é a mãe da Cristal, nada, além disso.

 

-Acho melhor eu voltar, acho que ela já acordou.

 

-Tudo bem, vamos – Os dois se levantaram e seguiram para o quarto que Cristal estava, Lety abriu a porta vendo Teresinha sentada ao lado de Fernando.

 

-Ela acordou?

 

-Não minha querida, ainda está dormindo, fique tranquila.

 

-Tudo bem – Disse em baixo tom, Lety olhou para Edgar e o mesmo a puxou para perto a abraçando, ela retribuiu o abraço, colocando o rosto no peito dele, Fernando respirou fundo e olhou para o celular, o mesmo tocou e ele atendeu.

 

-Alô?

 

-Preciso te ver.

 

-Eu não posso falar agora.

 

-Poxa eu fiquei preocupada, você saiu daquela forma daqui.

 

-Eu não posso falar agora, em outra hora falamos.

 

-Fernan... – Ele desligou e respirou fundo.

 

-Mamãe – Lety se afastou rapidamente de Edgar e seguiu para a cama.

 

-Oi meu amor – Disse em baixo tom, enquanto acariciava os cabelos da pequena.

 

-Balarina – Lety riu sentindo as lágrimas caírem.

 

-Sim minha vida.

 

-Eu vou avisar ao médico que ela acordou.

 

-Tudo bem – Disse olhando para Edgar – Obrigada – Ele sorriu e saiu.

 



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