História A babá. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Alice, Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho)
Tags Babá, Emma Swan, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 259
Palavras 929
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Conhecendo Henry


POV EMMA

O emprego de babá cai feito uma pena em meu colo. Não é exatamente o que eu quero, mas muito útil e agradável. Amo crianças e vou cuidar de um garoto de 9 anos, todos os dias até à hora que a mãe dele chegar.

Ela é a prefeita da cidade e não me lembro de tê-la visto alguma vez na vida. Trocamos duas palavras no telefone e só. Acertamos de eu começar amanhã, receber um salário e benefícios. Para ela o mais importante é disponibilidade de horário e não tenho nada para fazer por aqui ainda.

Quando chego na casa, ela não está mais, apenas deixou um bilhete na porta dizendo para ter paciência. Caligrafia bonita. Assina como Regina Mills, nome forte.

— Eu odeio você, odeio, odeio, odeio. Todas as babas não me aguentaram, porque eu odeio todas e odeio você. - O menino, que chama Henry e nem tem tamanho de gente aparece gritando para mim. Isso explica o bilhete. Ela poderia ter dito antes “ele não gosta de babás”.

— Odeio você também! - Falo dando de ombros. - Nos odiamos, uhul. - Ele para de gritar de fica me olhando como se eu fosse um ET. Pega a coberta e vai para o sofá assistir desenho, que menino louco.

— Quer comer alguma coisa? - Pergunto sentando no outro sofá.

— Odeio você ainda. – Responde com a voz mansa.

— Também te odeio. Mas vamos comer alguma coisa nos odiando. – Me levanto em direção a cozinha, ele me olhou desconfiado, mas assente.

— Cereal, é o que eu como toda manhã. – Aponta para o armário. Alguns minutos e muito avanço. As crianças me amam.

— Pão, bolacha, bolo, donnuts, coisas de criança você não come? - Pergunto olhando os armários, só tem coisas saudáveis e nada de criança.

— Minha mãe não deixa. – Responde com a cabeça baixa. – Acha que sou grande como ela.

Enquanto o escuto, coloco cereal com leite e levo para a sala. Tiro da minha bolsa um pote de Nutella e uma bolacha que sempre carrego comigo, porque sempre tenho fome.

— Que isso? – Pergunta me olhando de cima a baixo.

— Isso são coisas gostosas. Que não vou te dar porque me odeia e sua mãe não deixa. – Sento e finjo que ele não está lá. Muito tempo estudando para saber lidar com criança.

— Minha mãe não deixa eu comer essas coisas. - Repete olhando para a Nutella, com olhos pequenos e pidões.

— Come. - Falo entregando uma bolacha para ele. - Sua mãe nem vai saber.

Agora vamos falar de um erro: dar açúcar para essa criança. Além de comer quase toda minha bolacha, ele faltou subir pelas paredes de tanta animação.

Não foi difícil decifrar Henry, seu problema é carência, acredito que falta da mãe e falta de coisas de criança em sua vida. Foi só mostrar ser sua amiga que ele derrubou o muro do "eu te odeio". Isso de certa forma é bom para mim. Ele me puxa pela casa mostrando os cômodos e seu quarto e muito bem organizado. Só não tem brinquedos.

Conversamos e descubro que Henry é extremamente inteligente, muito mesmo, pensa como gente grande e isso soa errado para mim, ele é tão novo. A casa é uma casa de adultos, isso me incomoda, o tempo que estiver com ele vou o ensinar como se divertir de verdade.

Brincamos de esconde-esconde, pega-pega, brincamos de forca para ele treinar a escrita e suas letras são extremamente desajeitadas. Almoçamos o que Regina deixou escrito um bilhete no fogão e brincamos mais a tarde, até ele cansar e dormir em meu colo na sala.

— Não acredito. - Ouço a voz que denuncia surpresa. Acho que é a mãe dele. Uma mulher baixa, com salto, cabelos curtos, olhos castanhos claros, muito bonita. Pendura a bolsa num ganchinho próximo a porta de modo mecânico e vem até nós.

— Oi, sou Emma. - Falo estendendo a mão, me mexendo o mínimo possível para não o acordar.

— Sou Regina Mills. Você é a primeira pessoa que consegue passar um dia inteiro com ele. - Fala me cumprimentando, o olhando. - Ele disse que te odeia também? Que odeia o mundo?

— A sim, foi a maneira que ele me recepcionou "eu te odeio" várias vezes. - Falo rindo, observando como estava tranquilo. - Mas é um amor de criança. Amanhã eu retorno. - Fico meio sem jeito. Ela é muito chique e eu, uma menina de 19 sem ter onde cair morta aqui.

— Certo. - Ela diz abrindo a porta.

— Posso levar ele a minha casa amanha? Ele tem alergia a alguma coisa? - Pergunto já do lado de fora.

— Não encha ele de doce, ele fica muito elétrico. Guardei seu rosto, se algo acontecer a ele, eu te mato. - Sorri e assente virando as costas. Que mulher louca, não?

Vou pra casa andando mesmo, pois é apenas a umas quadras dali, tomo um banho, como comida congelada e abro um baú que está escondido embaixo da minha cama. Do jeito que eu trouxe de casa, estava. Ao abrir sou tomada por uma onda de lembranças, uma saudade e uma dor, minha infância não foi das melhores.

Ursinhos, jogos de cartas, lego, bonecas, carrinhos, bonequinhos, minha coleção de miniaturas de animais, toda parte boa da minha infância a minha frente. Fico até altas horas da noite limpando algumas coisas e separando outas para mostrar a Henry. Conclui várias coisas sobre ele e zero coisas sobre sua mãe.



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