História A banal, nada importante, boba e chata vida de uma Ana - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Escola, Faculdade, Problemas, Relações Interpessoais, Vida
Visualizações 4
Palavras 644
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Toma leite e peida, meu amor.


O universo me odeia, eu sei disso. Nos últimos anos de minha vida, mais especificamente após a maior idade, esse querido (sinônimo pra desgraçado) me tirou muitos prazeres, na verdade parece-me que colocou penitências para todos.

Tenho intolerância à lactose, e amo leite, amo de uma forma insana, se eu pudesse viveria de leite e luz. Aquele líquido amarelo, aquele cheiro característico, aquelas bolhinhas de ar borbulhando levemente, aqueles hormônios que me darão câncer no futuro; nossa, fico até tonteada só de pensar (no leite, não no câncer). Entre minhas bezerrices na adolescência, o querido universo tomou a decisão pouco democrática de me tornar intolerante ao líquido glorioso, eu, claramente, sou menos feliz desde então. A frequência com que eu tomava leite era absurda: de manhã, antes do almoço, depois do almoço, no lanche da tarde, com pipoca, no jantar, depois do jantar, nos meus sonhos, era leite pra cacete. Até que o monstro intolerância me atingiu em cheio na boca do estômago.

Não vou descrever como é ter intolerância à lactose, vou apenas te dizer uma palavra no plural: gases. Você não fica com gases, não, não, você incorpora um balão de hélio, só não garanto que o que tá lá dentro é nobre de alguma forma (nossa, piada de química, que hilária ela). Não é só gás, é uma civilização inteira de gases fazendo uma guerra civil nas suas entranhas, é uma mostra de uma gravidez, só que o pai é o Belzebu da lactose. Um grande de um c*!

Mas um dia, enquanto estava sozinha em casa, eu abri a geladeira, olhei aquela caixa maravilhosa brilhando como nunca brilhou. Eu tomei. Peguei um copo com prazer e enchi aquela merda. Tomei cada gole como se fosse minha última bebida. Tomei tudo. Aquele gosto maravilhoso me relembrando como eram maravilhosos os meus dias de farra leiteira, passei mais de seis meses sem beber um gole de leite, mas naquele dia não, ah não, é inadiável!

Assim que terminei de beber tudo, passei o pulso na boca e, teria proferido alto e claro para o universo que eu tomo quanto leite eu quiser, se não tivesse dito um baita de um "MAS QUE MERDA QUE EU ACABEI DE FAZER?" antes. Cacete, "vou morrer, certeza que morro explodida hoje mesmo", foi quase que imediato, minha barriga rugiu. Meu leão (não tão meu assim) interior rugiu, bradou! Era um leão, melhor, um dragão, não, UM DEMÔNIO! Tinha um fucking demon em meu estômago, e ele queria minha alma!

Entre cólicas abdominais e barulhos constrangedores em público, eu passei por uns males nessa semana. Além da diarreia que me afligiu e me fez achar que pela primeira vez eu faria cocô (me julgue, eu falo cocô) em um banheiro público, coisa que me repudia até a alma. Bem, não aconteceu, tive sorte que ninguém reparou nos sons do meu inferno particular alocado no meu abdômen. O universo me deu uma lição de moral nessa semana: eu quem mando em tudo sua escrota!

Bem, se você quer algo mais útil, talvez seja algo relacionado a autocontrole, se você sabe que vai tomar no c* fazendo aquilo, não faça, ou faça com moderação. Tudo tem consequências e eu me sinto uma professora de matemática ou português dando bronca numa sala, falando que tudo que vai volta; parece que virei o que mais temia. Enfim, mas é real, tomei muito no toba. Sempre existem essas malditas restrições sobre coisas que eu gosto, mas, talvez a saudade sirva para aumentar o prazer. O exagero é uma babaquice, o desespero também. Mesmo que seja difícil se controlar, às vezes, na maioria das vezes, é melhor não fazer merda. E a jovem garota se sente uma velha mais um vez.

Hoje comi um pão com quase um quilo de queijo branco; se o universo não me ferra, eu me encarrego de ferrar.



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