História A Barraca do Beijo - Capítulo 1


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Categorias Minha Vida Fora de Série
Visualizações 48
Palavras 945
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Ficção Adolescente, Luta, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então galera, recentemente eu assisti o filme A barraca do beijo e me apaixonei pela história e pelos personagens. Mas como filme nunca dá detalhe suficiente, eu procurei e achei o livro em PDF. Amei ainda mais kkkkk
Então agora resolvi escrever como eu imagino a continuação do livro/ filme.
Espero que vocês gostem !!
OBS: Não quis colocar imagem pra esse cap, pq quero que vcs imaginem cada detalhe da forma que quiserem. Mas caso queiram imagens nos caps, é so comentar ;)
Boa leitura!

Capítulo 1 - Envelope amarelo


- Recebeu resposta de alguma faculdade? – Meu pai me pergunta pela quinta vez só essa semana.

Desde o fim das férias de inverno, Lee e eu havíamos pesquisado sobre quais Universidades nos candidatar. Claro que mandamos para as mesmas, afinal somos praticamente gêmeos. Fizemos uma pesquisa séria e analisámos quais das Universidades tinha um melhor programa de ensino.  Lee havia escolhido o curso de direito, e eu de arquitetura. A barraca do beijo não tinha feito mudança apenas na minha vida amorosa, como também me mostrado no que eu era realmente boa: planejar, projetar e edificar.

-Não, ainda não. – respondi, o que não era mentira já que eu havia recebido as cartas de três Universidades mas não tinha visto a resposta. Lee e eu fizemos um acordo de abrir todas as cartas juntos, e ainda faltava uma. A que mais me fazia arrepiar.

-Hum. Essas cartas demoram sempre assim?

Odiava esconder coisas do meu pai, mas não queria dizer a ele que recebi as cartas. Ele com certeza me faria abri-las ,e eu não suportaria vê-lo desapontado se eu não conseguisse entrar em nenhuma, o que era difícil já que eu tinha quatro chances, mas considerando minha deprimente sorte eu corria seriamente o risco de não conseguir.

-Não se preocupe pai, em breve vamos receber.

Bem nesse exato momento meu celular vibra com uma mensagem. Lee.

Recebi a última. Olha seu correio e corre pra cá.

Meu coração imediatamente pula no meu peito e sinto dificuldade em fingir que estou bem para meu pai. Minhas mãos estão suadas e quase não consigo enviar a resposta ao Lee dizendo que estou a caminho.

-Estou indo até a casa do Lee. Volto para o jantar. – digo, pegando minha bolsa que foi o esconderijo secreto para as cartas durante todo esse tempo. Planto um beijo na cabeça do meu pai ao passar por ele, e corro para fora.

Minha caixa do correio nunca pareceu mais assustadora. Engulo em seco só de imaginar que essa pequena caixa vermelha guarda o meu futuro.

Respiro fundo e abro lentamente a pequena porta, revelando um grande envelope amarelo.

Droga! O que significa amarelo?

“Seja bem-vindo” ou “ Desculpe, mas você não é boa o suficiente para nós” ?

 Guardo o envelope embaixo do braço e saio do jardim antes que meu pai me veja pela janela.

 

Assim que passo pelo portão da casa dos Flynn, lembranças voltam para atormentar minha mente. Lembro de uma época onde vir aqui significava Noah. Tentei evitar voltar a casa dos Flynn desde que Noah foi embora. Por mais que eu tenha praticamente crescido nessa casa, ela passou a ter outro nome para mim: a casa de Noah. Na primeira vez que vim aqui depois da partida de Noah, não consegui impedir minha mente de vislumbrar suas coisas onde elas costumavam estar. A garagem com manchas de óleo e suas ferramentas, sua monstruosa moto estacionada do lado de fora, seu quarto com a janela sempre aberta para o caso de eu precisar fugir novamente. Não que eu precisasse mais.

Meus olhos vão quase que involuntariamente para a janela do seu quarto, e meu coração quebra quando a vejo fechada. Nada de ferramentas, nada de moto, nada de Noah.

-Ei Elle!

Olho para a porta de entrada e encontro Lee acenando com a mão para que eu me apresse.

- Tô indo, Tô indo.

-Trouxe suas cartas? - ele me pergunta enquanto subimos a escada

-Com certeza- dou uma tapinha na minha bolsa, indicando.

Arrumamos as cartas ao nosso redor na cama de Lee, e sinto como se elas nos encarassem de volta.

-Cara, eu tô tão nervoso.

-Nem me fale.

-Qual abrimos primeiro? Stanford, Yale ou Columbia?

-Por que não essa?- aponto para o envelope amarelo, e só então percebo que o envelope dele é branco. Droga em dose dupla. Ele entrou e eu não?

-Vamos deixar essa por último.- Lee diz decidido.

Não consigo me imaginar indo para uma Universidade sem o Lee, somos inseparáveis. Ele sem dúvida conseguiu e eu não. Minha sorte é definitivamente lamentável.

-Elle?

Lee me chama e então lembro que devo uma resposta.

-Yale.

Lee rapidamente abre seu envelope, mas espera pacientemente que eu abra o meu.

-Pronta?

-Pronta.

Meus olhos passeiam pela carta sem realmente ler, mas meu desespero morre quando encontro as palavras que dizem que não fui aceita.

-Eu consegui! - Lee pula animado na cama

-Parabéns! – Forço meu tom mais feliz- Eu não consegui.

O sorriso de Lee desaparece do seu rosto.

-Vamos para o próximo então.- ele pega o envelope de Stanford e eu faço o mesmo.

Lemos em silencio nossa carta, e quando vejo seus ombros caírem sei que ele também não entrou.

Estou começando a ter certeza da minha má sorte. Já se foram duas Universidades e nenhuma carta me felicitando.

Meus olhos já estão tão acostumados com a recusa, que preciso ler duas vezes a carta da Columbia para ter certeza que li certo na primeira vez.

-Eu consegui! – grito entusiasmada para Lee.

-Que bom, porque eu também consegui.- ele grita de volta

Finalmente uma notícia boa. Fomos aceitos na mesma Universidade.

-Agora já estou mais despreocupada- mas sinto que não é totalmente verdade.

-Vamos a última então.

Lee abre seu último envelope branco, e respiro fundo antes de fazer o mesmo. Minhas mãos estão suadas enquanto tento abrir o envelope amarelo. Vejo meu nome em destaque e mais embaixo as palavras que fizeram meu coração parar.

-É, não consegui. – Lee suspira- E você?

Não consigo afastar meus olhos da carta para olhar para ele. O que devo fazer agora?

Meus olhos deixam a carta e encaro Lee.

-Eu fui aceita em Harvard.



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