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Hist√≥ria A Barraca Do Beijo ūüíč - Cap√≠tulo 2


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Notas do Autor


Sem revisão💓

Capítulo 2 - Capítulo 1


     Marquei  de me encontrar com Jazmyn em sua casa,então aqui estava eu esperando a minha melhor amiga na calçada. Mesmo depois de anos frequentando a mesma casa, eu não conseguia me acostumar com a presença do irmão mais velho da Jaz (o qual eu possuía um pequeno crush, okay, talvez uma avalanche inteira).


    Quando eu vejo o carro da Jazmyn se aproximando da casa, levanto-me e começo a caminhar pra porta de entrada da casa enquanto limpava a minha bunda já que a mesma estava suja do chão. Chegamos ao mesmo tempo na porta, dei um abraço em minha melhor amiga. 


–Por que você não me esperou na sala ?–Jazmyn perguntou enquanto desfazia o abraço, dei um meio sorriso com resposta. – Já entendi. 


   Jaz destrancou a porta e entramos na casa. Ela foi em direção a cozinha e eu fiquei  pra fechar a porta da frente. 


– Quer beber alguma coisa?–perguntou Jaz, da cozinha. 


– Não, obrigada– respondi.– Vou subir para o seu quarto. 


– Está bem. 


     Nunca deixava de admirar o  quanto a casa de Jazmyn Bieber era enorme; praticamente uma mansão. Havia uma sala completa no andar de baixo com uma TV de cinquenta polegadas e um sistema de som surround. Isso sem falar na mesa de sinuca e na piscina ( aquecida ) do lado de fora. Embora fosse como uma segunda casa, o único lugar que eu me sentia realmente confortável era no quarto da Jazmyn. 


    Abri a porta e vi a luz do sol passando pelas portas do lado oposto, também abertas, que levavam até a pequena sacada.havia pôsteres de bandas cobrindo as paredes; sua bateria estava montada no canto do quarto, ao lado de uma guitarra, é o Apple Mac estava exibido orgulhosamente em uma escrivaninha elegante de novo que combinava com o restante da mobília. 


   Mas, assim como quarto de qualquer outra garota de dezesseis anos, o chão tava completamente cheio de sapatos espalhados e ração do cachaça ( ratinho da Índia). Me joguei na cama de Jaz, adorando a sensação de como o colchão me fazia subir e descer. 


  Éramos grandes amigas desde que nascemos. Nossas mães se conheciam desde a época de faculdade, e eu precisava fazer uma caminhada de dez  minutos pra chegar à casa dela. Jaz e eu havíamos crescida juntas. Poderíamos até mesmo dizer que éramos gêmeas; por uma coincidência bizarra do destino, nascemos no mesmo dia. Ela era a minha melhor amiga. Sempre foi e sempre será. Mesmo me irritando demais às vezes. 


     Ela apareceu bem naquele momento, trazendo duas garrafas abertas  de refrigerante de laranja, sabendo que eu beberia a dela em algum momento. 


– Precisamos decidir o que vamos fazer no festival– eu disse .


– Eu sei– suspirou, desalinhando os cabelos castanhos e retorcendo o rosto. –Será que não podemos fazer somente uma coisa com cocós... que tal ? 


   Balancei a cabeça, espantada. – Era exatamente nisso que eu estava pensando...


   –Claro que estava. 


    Abri um sorriso torto. 


–Mas não podemos, já que outra equipe vai fazer isso. 


– E por que nós precisamos inventar uma atração? Não podemos simplesmente administrar o evento inteiro e fazer com que as outras pessoas tenham as ideias para as barracas? 


– Ei, foi você quem concordou com isso. 


–Porque eu queria estar na comissão de dança– enfatizei.– Não imaginava que a gente teria que organizar o festival, também. 


– Isso é uma droga. 


– Eu sei. Ah, e se contratássemos uma daqueles... você sabe.– Fiz um movimento de balanço com as mãos.– Aquela coisa que tem o martelo. 


–Onde eles testam a força das pessoas? 


–Sim. Uma coisa dessas. 


–Não, outro grupo já teve essa ideia e fechou o contrato. 


   Suspirei.– Então, não sei. Não resta muita coisa. Já estão usando todas as ideias. 


    Nós nos entreolhamos e dissemos ao mesmo tempo:– Eu disse que deveríamos ter começado a planejar isso antes.– Acabamos rindo da situação. 


   Jaz sentou-se diante do computador  e pegou a sua garrafa de refrigerante. 


–Uma casa mal-assombrada, talvez.– sugeriu, olhei pro ser de luz que chamo de amiga. 


– Estamos na primavera, Jazmyn. Não no Halloween.


–Sim. E daí ? 


– Não. Nada de casa mal-assombrada. 


– Tudo bem – resmungou ela– O que você sugere, então ? 


    Dei de ombros. Na verdade era que eu não fazia a menor ideia. Estávamos bastante encrencadas. Se não panássemos em nada para uma barraca, acabaríamos sendo expulsas do Grêmio estudantil, o que significaria que não poderíamos mencionar isso nos nossos históricos escolares antes de nós candidatar para as faculdades no ano que vem. 


 – Não sei. Não consigo pensar com esse calor. 


– Então retire esse moletom e invente alguma coisa. 


   Revirei os olhos e Jaz começou a pesquisar ideias para barracas para festival da primavera no Google. Puxei o blusão por cima da cabeça e senti o sol bater na barriga. Tentei puxar os braços por dentro das mangas pra abaixar a blusinha que eu estava vestida por baixo...


–Jaz– eu disse, com a voz abafada.– Que tal uma ajudinha ? 


    Ela deu uma risadinha, e ouvi quando ela se levantou. Naquele momento, a porta do quanto abriu e pensei por um minuto que ela me deixaria ali, naquela situação  complicada, mas no instante ouvi uma voz diferente. 


 – Ei, vocês podiam pelo menos trancar a porta se forem fazer isso. 


    Fiquei paralisada, com as bochechas ficando rodadas enquanto Jaz puxava a minha blusa pra baixo e arrancava o moletom por cima da minha cabeça, deixando o meu cabelo armado com a estática. 

   Ergui o rosto pra ver o irmão mais velho dela encostado no batente da porta, olhando pra mim com um sorriso torto. 


– Oi, Kristen – disse ele pra me cumprimentar, sabendo que eu detestava quando me chamavam de Kristen. Eu não ligava muito quando a Jaz fazia isso, mas Justin era um caso completamente diferente: fazia apenas pra me irritar. Ninguém mais se atrevia a me chamar de "Kristen"; não depois de eu ter gritado com Noah  por fazer isso no quarto ano da escola. Agora todos me chamavam de Kylie. Assim como ninguém mais se atrevia a chamá-lo de Noah, com as execuções de seus irmãos Jazmyn e Jaxon  e dos seus pais; todas as outras pessoas o chamavam pelo sobre nome, Bieber. 


– Oi, Justin – devolvi, com um sorriso meigo. 


    Os músculos ao redor do queixo dele se tensionaram e suas sobrancelhas se ergueram um pouco, como se estivessem me desafiando a continuar a chamá-lo daquele jeito. Respondi somente com um sorriso, e aquele sorriso torto e sexy voltou ao seu rosto. 

      Justin era o cara mais gostoso que eu já havia agraciado o mundo com a sua presença. Acredite em mim, não estou exagerando. Tinha cabelos castanhos que combinavam perfeitamente com os seus olhos cor de mel fascinantes, era alto e com ombros largos. Seu nariz era a coisa mais fofa que eu já tinha visto. Ele era o aluno modelo: suas notas nas provas eram sempre as maiores da sala e era o astro do time de futebol americano, também. 

      Ele era o meu crush e usando eu tinha doze anos. Foi uma fase que passou rápido, pois percebi que ele era areia demais para o meu caminhãozinho, e que isso nunca iria mudar. E, embora ele fosse um cara insanamente atraente, eu agia normalmente quando está perto dele porque sabia que não havia a menor chance de ele me enxergar como qualquer outra coisa além de a melhor amiga de sua irmãzinha. 


– Sei que pareço causar esse efeito nas mulheres, mas será que você podia tentar não tirar as roupas quando eu estiver por perto.? 


    Soltei uma gargalhada irônica. – Vai sonhando. 


– O que é que vocês duas estão fazendo, por falar nisso ? 


      Cheguei a imaginar por um momento por que ele estaria interessado, mas deixei aquilo de lado. Jaz disse: – Precisamos de uma ideia para montar uma barraca idiota no festival. 


– Cara... que merda.


– Não diga– eu disse, revirando os olhos. – Todas as melhores ideias para barracas já foram enviadas. Vamos acabar com uma daquelas barras onde... sei lá, onde vc precisa puxar um pato com um gancho. 


     Os dois olharam pra mim como se eu não pudesse ter uma ideia pior, e dei de ombros. 


–Foda-se. Bem, de qualquer maneira, Jazmyn... nossos pais vão sair hoje à noite, então a festa começa às oito. 


–Legal. 


– Ah, Jenner ? Tente não arrancar a roupa na frente de todo mundo hoje a noite quando eu passar perto. – disse dando uma piscadela no final da frase. 


– Bieber, você sabe que eu sou lésbica. Então eu só sinto atração pela Jaz. – eu declarei inocentemente, percebi que a Jazmyn ficou corada e evitou olhar pra mim nesse momento. 


      Justin deu uma risadinha. Já estava ocupado digitando no celular, provavelmente compartilhando a mensagem sobre a festa, assim como Jaz estava fazendo. Saiu do quarto a passos largos, como um gato preguiçoso ou coisa do tipo . Não consegui evitar que meus olhos seguissem aquela bunda empinada. 


–Ei, se você puder parar de babar em cima de meu irmão por dois segundos- provocou Jaz. 


       Senti o rosto enrubescer e a empurrei. – cale a boca. 


– Achei que você já estivesse superado aquela fase em que ele foi o seu crush. 


       Fui sentar diante do computador e Jazmyn se inclinou por cima dos meus ombros, apoiando o queixo no alto da minha cabeça. Cliquei na página seguinte dos resultados de busca e rolei a tela para baixo, sentindo meus olhos embaçados conforme eu passava as páginas. 

    

     Parei com algo que chamou a minha atenção bem no momento em que Jaz começou a dizer:– Espere. Pare aí. 

       

        Nós duas olhamos para a tela por alguns segundos. Em seguida, ela se levantou e eu girei a cadeira pra ficar de frente pra ela, com  sorrisos  idênticos se abrindo em nossos rostos. 


 – A barraca do beijo!– nós dissemos ao mesmo tempo, sorrindo. 


         Jazmyn ergueu a mão para que o cumprimentasse com um high five e eu bati a mão espalmada na dela. 

  

         Isso ia ser muito legal.



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