História A barriguinha dele - Capítulo 1


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Notas do Autor


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essa história tinha que ter sido postada no aniversário do ChenLe, há uns dias atrás. mas aconteceram algumas coisas que minaram completamente os ânimos de muitos, inclusive os meus. hoje estou um pouco melhor, mesmo que ainda esteja recente. espero de coração que gostem e que façam uma boa leitura.
vejo vocês lá embaixo <3.

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Capítulo 1 - Capítulo único: Eu quero beijar a sua barriga.


 

 

 

 

22 de novembro de 2019. 

 

A manhã do aniversário de ChenLe chegou com chuva e uma brisa fria. Por isso, ele e JiSung estavam sentados um em cada canto do sofá, cobertos como pupas pelos grandes e macios edredons que pegaram com seus hyungs. Algum filme da saga Esqueceram de Mim passava na tevê, mas nenhum deles prestava lá alguma atenção. 

 

Pois esse era justamente o plano: passar algum tempo juntos, comendo besteiras e distraídos; apenas curtindo a companhia um do outro. 

 

E, até aquele momento, para dizer a verdade, as coisas ocorriam como o esperado. O celular do Zhong mal parava de vibrar, a cada segundo uma nova mensagem de seus amigos e familiares enchia suas redes sociais. Porém, seus olhos e ouvidos tinham coordenação e vontade suficientes de funcionarem apenas para o melhor amigo. 

 

Quando levou uma jujuba à boca, percebeu que, pelo visto, o mesmo acontecia com JiSung. 

 

Acontecia até demais

 

Os olhos castanhos do Park, espremidos em linhas finas côncavas, lhe encaravam com uma intensidade assustadora. A coisa se tornou ainda mais creepy quando, n’um movimento rápido de seus dedos, o melhor amigo acompanhou com a cabeça a direção de seu polegar. Até mesmo tentou rir da situação, mas logo matou o próprio riso quando percebeu que aquilo era sério. Sério para caramba

 

—Meu, tá tudo bem? - ChenLe arriscou perguntar, mesmo que sentisse um frio descomunal engolir cada uma das suas entranhas. Estava realmente nervoso? Por causa do Park? Mas que raios se passa?!

 

A expressão inalterável de JiSung não ajudou em nada a acabar com sua apreensão. Muito menos dava alguma resposta às suas dúvidas, principalmente as que envolviam os fatores: o melhor amigo + aquele olhar + silêncio = tinha uma sujeira enorme no seu rosto? 

 

Talvez, pensando nos momentos de ignorância anteriores, ChenLe iria preferir continuar sem saber uma bulhufa daquilo, dos motivos ou se, realmente, estava com alguma coisa enorme e grotesca na cara. Isso porque, de todas as palavras que esperava escutar ali, naquele momento, nenhuma delas, jamais (friso: jamais!) dariam aquela combinação. 

 

— Eu quero beijar a sua barriga, hyung.

 

Simples, curto. Objetivo. O Park não o encarou menos enquanto botou aquilo para fora, muito menos gaguejou. Pelo contrário: intensificou ainda mais a encarada que fazia o aniversariante querer fugir para longe dali. Rápido.

 

Assim, ficaram naquela lenga lenga à la faroeste, olhares concentrados um no outro. Mesmo que, claramente, os olhos arregalados de ChenLe entregassem toda a surpresa que sentia após ouvir aquilo - cada palavra bem pronunciada com firmeza e confiança pelo outro; ainda precisava de um tempo para raciocinar, digerir. 

 

— Mas é nem pagando, meu parça. - e ameaçou levantar dali. 

 

O que ele não esperava, de maneira alguma, é que o Park não estivesse lá tão embrulhado como pensava que ambos estavam. O bendito saiu da cobertura de edredons quentinhos com uma facilidade e agilidade invejáveis (mal fez dezoito anos, o Zhong já sentia os efeitos da idade), para pular ao seu lado no sofá. 

 

Um ou dois sacos de snacks se abalaram com o pouso de um coreano de um metro e oitenta, mas nenhum dos lanches estava tão abalado quanto o pobre jovem coração de ChenLe. Talvez porque, mesmo em tantos anos de amizade, ele nunca esteve tão consciente e sensível à presença de JiSung, como naquele instante. Agora, absolutamente nada do que fizesse poderia mudar, ou retardar, o inevitável. 

 

Sua barriga seria beijada pelo Park. 

 

— Você não vai fazer isso. - o tom de voz de ChenLe saiu um pouco dúbio naquele sussurro pois, aquela tentativa e nada poderiam muito bem ser a mesma coisa. Porém, nem mesmo isso foi capaz de mascarar a insinuação, aquela pronúncia feita sem querer que, ao contrário de qualquer palavra, deixava claro sua ansiedade. Traíra de si próprio; queria ir até o fim. 

 

— Eu já estou fazendo. - dito isso, JiSung embrenhou as mãos nas bordas do edredom que cobria o amigo, recebendo um ou dois chutes fracos no caminho. 

 

As últimas tentativas (nada convincentes, aliás) de deixá-lo longe dali. 

 

Tecido abaixado, os dedos finos e compridos do Park foram para a barra do moletom cinza que o Zhong usava. Ali, eles ergueram o tronco da peça até o peitoral do rapaz que, mais vermelho do que um pimentão, assistia tudo sem saber como reagir; nem mesmo sabia como tinha deixado o coreano fazer aquilo - era um masoquista. 

 

Então, ali estava. A barriga dele

 

Melhor: b.a.r.r.i.g.u.i.n.h.a. 

 

Porque nada poderia descrever a preciosidade daquela parte do corpo do chinês, aos olhos de JiSung, do que essa palavra no diminutivo. Detrás dos óculos redondos, seus olhos castanhos mal escondiam o brilho e o deleite de poder, enfim, ter a visão epítome do conceito de fofura

 

Quando enfiou na sua cabeça que, naquele dia, nada poderia o parar até que tivesse enchido a barriguinha de ChenLe de beijinhos, o garoto mais novo não esperava que fosse encontrar algo tão… meu Deus, tão adorável. Todo o conjunto que era o chinês agora, estava ainda mais adorável do que o comum, do que o cotidiano. Zhong ChenLe era o uso ápice, a materialidade daquilo que lia na internet, aquilo que definiam como soft

 

Depois de encarar uma última vez o aniversariante corado, com as mão estiradas perto do pescoço e um bico gigante nos lábios rachados pelo frio, JiSung não teve um pingo de milímetro de dúvida: afundou a cabeça no corpo do garoto, soprando a carne macia e o mantendo no lugar, enquanto segurava seus quadris com as próprias pernas. 

 

— Park JiSung, seu… ! - mas o menino mal teve tempo de terminar o grito. A gargalhada invadiu rápido sua garganta, soando estridente na sala vazia. E JiSung soprava ainda mais, sentindo ChenLe abaixo de si se remexer como uma minhoca, em tentativas inúteis de fugir dali. Quanto mais ele ria, mais sopros deixava no abdômen macio; a regra era clara, oras. 

 

Desse jeito permanecerem, até que o fôlego fosse apenas uma boa lembrança e o Zhong estivesse todo debulhado em lágrimas, graças às risadas intensas e, uma aqui e outra acolá, cócegas em sua cintura, feitas pelos dedos que o Park não conseguiu controlar. Foi nesse tempo de descanso que, pasmo, o chinês congelou. 

 

O primeiro estalo veio pequeno, tímido. 

 

O segundo, perto de seu umbigo, já esbanjava certa confiança. Os seguintes, todos e sem exceção, transbordavam cuidado, carinho e certeza. 

 

JiSung beijava, com calma e tranquilidade, sua barriguinha avermelhada, cheia de arranhões recentes e manchas dos apertos soprados que lhe deu.  Selos delicados, pousados com leveza sobre a pele cheirosa e macia. Encostava os lábios ressecados, porém macios, como quem carimba; deixava seus rastros cuidadosos pelo corpo menor do que o seu. 

 

A surpresa foi embora tão rápido quanto a abrupta nova sensação que memorizava;  logo, traidor bendito! - os suspiros escorriam melodiosos pela boca ferida de ChenLe. Mordida alguma foi capaz de os parar; agora, restavam apenas os formatos dos dentes dentro das bochechas, junto a crescente vontade de acarinhar os cabelos do Park. 

 

E foi isso que fez. Contido, demorado. Mas não muito. Seus dedos pequenos ansiavam pelo toque, foi o que o ambos descobriram: o Zhong, por embrenhar cada um dos seus dez dedinhos entre os fios castanhos de JiSung (e este, pela interpretação daquilo como sendo um incentivo. Por isso, com ainda mais afinco, passou a beijar cada cantinho da barriguinha linda que tinha em suas mãos).

 

Dessa forma, as horas se passaram. Entre cafunés, selos, beijos estalados e demorados nas curvas do tronco de ChenLe. O ardor permanecia nas bochechas de ambos, não por constrangimento ou vergonha. O silêncio dizia tudo que palavra alguma jamais poderia. 

 

Quando ergueu-se sobre o chinês, lábios inchados e óculos tortos a pender no nariz, JiSung abriu o mais doce de seus sorrisos gengivais (o que botou o rosto do garoto mais velho em fervor puro. Não admitiria, nunca, a febre que correu por sua pele. 

 

— Posso beijar sua barriga sempre? - a voz do Park saiu mais rouca que o normal. Entre os dois, não fazia mais frio (mas nem por isso o chinês não sentiu um arrepio gelado correr por sua coluna, o que botou cada um de seus poros em estado de alerta. Um adolescente em seu mais puro estado de boiolice). 

 

Ao puxar uma almofada pequena para si, JiSung começou a se erguer mais, como que para sair dali - seja lá que reação o “amigo” tivesse, não queria ganhar um olho roxo, isso não. No entanto, antes mesmo de traçar uma rota de fuga, sentiu o pulso direito ser agarrado com força; o que o fez cair novamente sobre o corpo semi despido de ChenLe. 

 

Perto demais.

 

A almofada cobria a face do aniversariante. Por isso, sua pergunta veio abafada e lenta, a voz quebradiça pela vergonha mal se fazendo audível. Esses fatores juntos, mais aquelas palavras: foi o que atingiu o mais novo como um empurrão. Um empurrão maravilhoso.

 

Só a minha barriga?  

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


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quis escrever isso imediatamente depois que vi as fotos da barriga do ChenLe e, meu Deus, nunca pensei que iria ficar mais boiolinha ainda pelo menino. sofro pela existência de uma barriguinha perfeita. obrigada a todos que chegaram até aqui e, qualquer coisa, vamos ler aus no twitter se quiserem (@taeilinism).
se cuidem e beijos a todos e até mais ver !

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