História A base de mentiras - Capítulo 121


Escrita por: ~ e ~Emilia-chan

Postado
Categorias Ansatsu Kyoshitsu (Assassination Classroom)
Personagens Personagens Originais
Tags Akabane, Ansatsu Kyoushitsu, Assassination Classroom, Karma, Karmagisa, Kayano, Nagi, Nagisa, Shiota
Visualizações 271
Palavras 2.094
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoas do meu kokorooo! Como estão? :3
Tem capítulo novo hojeee (não me diga)

Capítulo 121 - Loucuras


Fanfic / Fanfiction A base de mentiras - Capítulo 121 - Loucuras

Nagisa

 

Paro de dançar, notando uma coisa que eu não tinha notado antes.

- Estou com fome. – Falo, devo estar há mais de doze horas sem comer nada, e só me dei conta disso agora.

- Bom, o único tipo de carne que eu e meus irmãos comemos é a de cobra. – Ele conta, fico horrorizado com a hipótese de comer uma cobra. Prefiro morrer de fome do que comer cobra. – Mas, como eu soube que você já teve uma cobra de estimação, imagino que você não queira comer carne de cobra. Então eu posso abrir uma exceção e podemos ir pescar, o que acha?

- Acho melhor do que comer cobra. – Afirmo, com um pequeno sorriso no rosto. – Só tem um problema, eu nunca pesquei na vida.

- Eu também nunca pesquei de verdade. – Ele conta, deixando-me confuso – Quando chegarmos no lago eu explico, mas, primeiro, você precisar de outra roupa.

Olho para o vestido vermelho, é, acho que ele não é a vestimenta ideal para se pescar, ou fazer qualquer atividade.

- Se você puder me dar alguma roupa masculina, eu ficarei agradecido. – Digo, enquanto caminhamos de volta para a casa, nós andamos muito enquanto dançávamos.

- Por que? Você fica tão fofo com vestidos. – Ele fala, deixando meu rosto da cor do vestido, não sei explicar o porquê dessa reação. – E, além disso, as minhas roupas ficariam grandes em você, e as do meu pai também. Então só resta as roupas da minha irmã e da minha mãe.

- Esse vestido era de quem? – Pergunto, não deixei de notar os olhares discretos que ele dava para o vestido, como se lembrasse de algo.

- Era da minha irmã. Ela só usou ele uma vez. – Ele responde, passando pela porta de vidro. – Ela usou o vestido no último aniversário do meu pai, pouco antes de nos mudarmos para cá. Espere aqui, vou pegar outra roupa.

Sento no sofá e penso no que o Kouno falou da irmã, sua voz deixou claro a saudade que ele deve sentir da irmã. Parando para pensar, quase todas as pessoas que eu conheço tem, ou já tiveram, irmãos. O Hibiki tinha uma irmã e um irmão, o Karma tem a Akiko, a Yuna tem a Rio e a Okuda, a Gina tem um irmão, o Kazuki e a Mayumi são irmãos e também tem os gêmeos Ryo e Hana. Será que minha vida teria sido melhor se eu tivesse um irmão ou uma irmã?

 

Memória on:

 

- Ainda bem que te encontrei! – Exclamo, largando a mochila e correndo até a minha amiga, que come uma maçã com uma expressão de tristeza e desanimo.

- Oi Nagisa. – Ela me cumprimenta, sem olhar para mim ou descer do galho da árvore.

- Desça daí e coloque um sorriso no rosto. – Mando, atraindo seu olhar, vejo que fica curiosa quando vê meu sorriso gigante, que está fazendo minhas bochechas doerem. – Vou te levar para a minha casa.

- Eu não posso sair dos limites do orfanato. – Ela conta, como se nunca tivesse saído, o que não é verdade. Nos últimos tempos, eu não estou reconhecendo a minha amiga. Machuca-me saber que ela desistiu, mas eu não desisti.

- Você vem comigo para casa, nem que eu tenha que te arrastar pelos cabelos. – Brinco, para ver se eu fazia ela rir, mas sua expressão continua a mesma. Suspiro, meu plano precisa da cooperação dela.

- Você não vai fazer isso. – Ela afirma e está certa, não sou o tipo de criança que gosta de fazer brincadeiras agressivas com os amigos.

- Por favor, desça daí. Eu tive uma ideia! – Exclamo, porém ela parece nem me ouvir direito. Uma gota d’água cai em mim, uma lágrima dela. Nesse momento percebo que tem algo a mais, ela não está somente triste porquê irá se separar de mim e dos outros amigos, tem outra coisa, e essa coisa está matando ela por dentro. Escalo a árvore e sento no galho a sua frente, onde consigo ver perfeitamente suas lágrimas. – Você está me escondendo algo, não está?

- Eu estou apaixonada. – Ela confessa, com as lágrimas aumentando. Surpreendo-me, não tinha considerado essa opção. – Eu estou apaixonada, e não consigo imaginar-me vivendo longe dela.

As surpresas não param de vir. “Dela”, quer dizer que é uma menina. Seu choro é insuportável de ouvir, é algo que me machuca por dentro, por isso vou contar logo a minha ideia.

- Você quer ser minha irmã? – Pergunto, fazendo-a olhar para mim, agora tenho sua atenção. – Minha mãe queria uma menina. Você não quer ir embora. E eu iria adorar te ter como irmã.

- I-Isso é s-sério? – Ela indaga, limpando as lágrimas. – V-Você m-me quer como i-irmã?

- Claro, mas você sabe como é minha mãe. – Alerto, se minha mãe topar, não sei como a trataria.

- Sua mãe pode até bater em mim! – Ela exclama, dando uma breve risada. – Eu suporto qualquer coisa para ter você como irmão, para ter uma casa e uma família novamente e para continuar no Japão. Nagisa, você está me oferecendo mais do que eu sonhei a minha vida inteira!

Ela fica em pé no galho e pula para o meu. Ela se senta do meu lado e me abraça.

- Shiota Kamiko. – Pronuncio, testando o nome. – Posso me acostumar em te chamar assim.

 

Flashback off:

 

 - Isso não é possível. – Afirmo, balançando a cabeça de um lado ao outro. – Posso ter sido amigo de qualquer pessoa, menos dela.

- Falou alguma coisa? – Pergunta o Kouno, entrando na sala, com uma roupa em mãos.

- Não, só pensei alto. – Explico-me, levantando do sofá, sem dificuldade alguma, acho que era tudo psicológico.

- Essa roupa também era da minha irmã, deve servir em você. – Ele conta, entregando uma calça, uma blusa e um par de botas.

- Obrigado Kouno. – Agradeço, pegando a roupa e a bota.

- Pode me chamar de Aoi, é estranho ouvir alguém me chamando pelo sobrenome. Já faziam anos que ninguém me chamava assim. – Ele fala, mexendo no cabelo com uma das mãos.

- Queria dizer o mesmo, mas acho que você nem sabe meu sobrenome. – Digo, nunca cheguei a me apresentar para ele. – Sou Shiota Nagisa, mas pode me chamar de Nagisa.

- Mereço uma explicação do motivo de seu nome ser feminino? – Ele interroga, com um sorriso sacana nos lábios. Imito seu sorriso e finjo pensar, pouco depois lhe dou uma resposta.

- Talvez. – Respondo e subo as escadas, mas paro no meio dela. – Onde fica o banheiro?

- Primeira porta a esquerda.

 

# Quebra de tempo #

 

- Acho que esse lago vai servir. – Afirma o Aoi, parando em frente de um lago bem grande. Encaro-o confuso, estou assim desde que saímos da casa.

- Ainda não entendi como você pretende pescar sem uma vara de pesca. – Falo, posso nunca ter pescado, mas sei que se precisa de uma vara de pesca.

- Ora minha cara, nós usaremos as mãos. – Ele conta, levantando as duas mãos e sacudindo seus dedos.  Fecho a cara e paro na sua frente, ele vai aprender a não me chamar pelo feminino.

- Eu sou um garoto. – Afirmo, empurrando-o para trás. Ele perde o equilíbrio e cai dentro do lago, vejo-o afundar até não ser possível enxergá-lo. Espero que ele volte, mas os segundos passam e nada dele aparecer. Ajoelho-me na beirada do lago e olho para dentro dele, tentando enxergá-lo. – Aoi?

De repente uma mão sai da água e me puxa para frente, derrubando-me dentro d’água. Eu estava certo, o lago é realmente fundo, meus pés não alcançam o chão. Agarro o braço dele e espero até que o mesmo suba para respirar.

- Que tal soltar meu braço? – Ele pede, fazendo nós dois flutuarmos com a cabeça para fora da água.

- Não posso. Não sei nadar. – Conto, agarrando a beirada de terra e saindo do lago. – Acho melhor irmos para um lago onde eu dê pé.

- Isso vai ser meio difícil. – Ele diz, também saindo do lago. Demoro um pouco para entender que ele se refere a minha altura.

- Você não perde a chance de me zoar, não é? – Indago, tirando uma bota e segurando-a como se fosse tacar nele, mas no final devolvo-a para o meu pé.

- Claro que não. – Ele responde, começando a caminhar. – Em nove anos, você e o seu amigo são as segundas pessoas que encontro, sem ser os meus irmãos.

- Segundo? Quem foi a primeira? – Interrogo e, acidentalmente, posso ter falado com uma pitada de ciúmes, não tenho a mínima ideia de onde saiu isso.

- Encontrei uma garota inconsciente na mata, com alguns cortes e machucados. Cuidei o melhor que pude dela, até que ela acordou. A menina se recusou a dizer o nome e tentava fugir toda hora, dizendo que tinha que resolver um assunto. Consegui mantê-la na minha casa por uns cinco dias, mas ela acabou conseguindo fugir. – Conta o Aoi, chutando uma pedrinha. – Espero que ela esteja bem, e viva.

- Ela deve estar, não vi muitos perigos por aqui. – Tento tranquilizá-lo, essa floresta, até agora, foi tão dócil que até parece que estou em um campo, tirando umas férias.

- Acredite, esse lugar apresenta vários perigos. – Rebate o Aoi, andando na minha frente, ele deve ter percebido que eu não tenho a mínima ideia de para onde devo ir.

 

# Quebra de tempo #

 

O Aoi para de andar, acho que já estamos perto da casa.

- Você está bem? – Ele pergunta, com a voz baixa e mansa. Penso na sua pergunta, não quero dar-lhe uma resposta falsa.

- Não. – Respondo, cansado de ficar sempre me cercando de mentiras. Uma hora, todos cansam de se esconder atrás de uma máscara. – Nada está bem. Minha vida começou a dar errado no instante em que nasci.

- Acho que te entendo um pouco. – Ele fala, não esperava por tal fala. – Quando pequeno, eu acreditava ter destruído a vida da minha mãe, só pelo fato deu ter nascido. Depois que fiquei maior, e me dei conta de que eu estava enganado, minha vida virou de cabeça para baixo e quase fez-me desistir de tudo.

- Já tentei desistir de tudo... – Sussurro, tocando nas cicatrizes em meu pulso, que jamais me deixarão esquecer tudo que já passei.

- Eu adoro meus irmãos, eles são tudo para mim, mas... – Sua voz se perde, ele vira-se para mim. – É como se algo faltasse...

- Amor. – Completo por ele, entendo esse sentimento. Por quinze anos, exatamente quinze anos, eu nunca experimentei o amor. Para mim, o amor era quase algo fictício, algo que eu jamais experimentaria. Vi essa minha ideia sobre o amor mudar radicalmente quando conheci o Karma...

- Dizem que o amor é capaz de consertar corações quebrados. – Ele afirma, pegando em minhas mãos. – Você acredita nisso?

- Eu acredito. – Afirmo, soltando nossas mãos e colocando as minhas atrás de seu pescoço, igual quando dançamos. Puxo-o para perto e fico na ponta dos pés, em seguida beijo-o como se minha vida dependesse disso e, estranhamente, sinto como se dependesse.

Suas mãos vão para a minha cintura, sem desgrudar nossos lábios. Nenhum de nós dois quer parar o beijo, por isso ele só se intensifica com o passar dos segundos. Acho que meu coração nunca bateu tão rápido, como também nunca me senti assim.

Esse beijo parece ser a coisa mais certa do mundo, mas, ao mesmo tempo, a mais errada, e eu não quero ficar dividido entre dois termos. Uma de minhas mãos passam de seu pescoço para seu cabelo, para trazê-lo para mais perto de mim. Aprofundo o beijo e acabo com as dúvidas e os sentimentos opostos, é isso que quero. Eu quero ele, quero ele mais do que já quis algo a minha vida inteira. Isso não pode ser mais certo. Você pode ter sido o meu primeiro Karma, mas não será o último...

 

Akiko

 

- Akabane Akiko falando. – Falo, ao atender o telefone fixo que começou a tocar.

- Graças a deus eu decorei o número certo! – Exclama meu irmão, mas sua voz não parece aliviada. Escuto algumas vozes falando alto ao fundo, além de vários passos apressados.

- Karma, por que você ligou para cá?

- Eu precisava falar com alguém, estou desesperado. – Ele conta, deve ser algo muito ruim. – Eu trouxe a Gina, prima da Nagi, pro hospital porque ela passou m...

- Pula os detalhes. Diga logo o que aconteceu. – Peço, roendo uma unha, eu tinha perdido essa mania.

- Ela pulou da janela do quarto, ela pulou do quinto andar.


Notas Finais


Karma: Nagi, o que eu preciso fazer para te conseguir todo o seu amor?

Nagisa: Mas eu já te amo...

Karma: Mas para amar ainda mais

Nagisa: Deixa eu ver... Bota uma roupa kawaii e dança signal :3

Karma: Eu não vou dançar...

Nagisa: ... Sem lemon pra você

Karma: Que maldade Nagi ;-;

Nagisa: Então dança para mim :3

Karma: Não querooo ;-;

Nagisa: Sem sobremesa hoje u.u

Karma: TÁ BOM EU DANÇO! Oxi... Está parecendo o demônio vestido de gente... Ah não, isso é a Kimi, sorry Nagi

Nagisa: Tudo bem ^-^

Kimi: EI!

Co-autora: E foi isso galerinhaaa!
A palavrinha de hoje é "avredu".
Kissus


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