História A base de mentiras - Capítulo 167


Escrita por: ~ e ~Emilia-chan

Postado
Categorias Ansatsu Kyoshitsu (Assassination Classroom)
Personagens Personagens Originais
Tags Akabane, Ansatsu Kyoushitsu, Assassination Classroom, Karma, Karmagisa, Kayano, Nagi, Nagisa, Shiota
Visualizações 114
Palavras 3.656
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii galeraaaa! Como estão?
Não tenho nada para falar nem nenhum aviso para dar...
Bom capítulo ^-^

Capítulo 167 - Depois do terremoto


Fanfic / Fanfiction A base de mentiras - Capítulo 167 - Depois do terremoto

Gina

 

- O que você está sugerindo é loucura! – O Kingo exclama, alguém me dá paciência para aguentá-lo. – Não podemos, simplesmente, parar com tudo!

- Nós precisamos dos motoristas e dos caminhões! – Retruco, batendo, pela milésima vez, a minha mão na mesa. – Precisamos transportar comida, água, remédios, roupas e pessoas.

- Dá para fazer isso sem parar todo o transporte das drogas. – Ele afirma, porém está errado, ele não viu a reportagem que eu vi na televisão, a situação está caótica.

- Não dá. Precisamos transportar muita coisa. E, além dos caminhões, vamos precisar usar os navios em uma parte do trajeto, porque algumas estradas estão bloqueadas pelos destroços. – Conto, pensando no caminho que vamos utilizar, não tenho ainda noção do estrago feito nas rodovias.

- Não podemos fazer isso. – Nega o Riki, sacudindo a cabeça de um lado ao outro. – Isso vai exigir muito dinheiro e a principal fonte de renda daqui é o tráfico de drogas. Nossa situação financeira já não é muito boa, não temos condições de parar o tráfico nem de conseguir todo esse material.

- Então vamos arranjar dinheiro. – Falo, não vai ser tão difícil e, na verdade, eu até já tenho os alvos. – Nessa região, tem um aliado da família Kaede. Podemos invadir a casa dele e saquear, com certeza deve ter um cofre com uma quantidade bem alta de dinheiro e, se não tiver, podemos só pegar o helicóptero dele e vender no mercado negro.

- Quer arrumar mais briga com eles do que já arrumamos?! – O Riki exclama, parecendo cético. – A máfia dele tem nos retalhado por termos sequestrado a filha dele, não podemos dar ainda mais motivos para ele nos combater.

- JÁ SEI! – Grito, levantando da cadeira. – Vamos fazer um evento beneficente!

Todos ficam em silêncio, nem consigo escutar o som da respiração deles.

- Um evento beneficente? – Repete a Otome, que é uma jornalista famosa.

- Sim. Podemos organizar um evento beneficente para arrecadar dinheiro para ajudarmos as vítimas do terremoto. – Respondo, assim não prejudicaríamos as nossas finanças e conseguiríamos comprar toda o material necessário para ajudar as pessoas.

- Quem doaria dinheiro para um evento beneficente criado por uma máfia? – Pergunta o Kingo, acho que ele não pensa antes de falar.

- Ninguém precisa saber que somos serpentes. – Digo, a maioria de nós tem tatuagens em locais fáceis de esconder, a única coisa que, geralmente, nos denuncia como serpentes são as cobras. – Estamos espalhados por 700 cidades, certo? Podemos realizar eventos beneficentes em todas as cidades onde temos base. Devemos conseguir juntar uma boa quantidade.

- É... Não custa nada tentar... – Afirma a Otome, fazendo-me levantar da cadeira.

- Ótimo! Então, vocês se comunicam com os serpentes e avisam sobre esse evento. Otome, você pode divulgar na televisão o nosso evento. Eu vou arrumar as equipes.

- Que equipes?!

- Não podemos esperar. Vou levar uma pequena quantidade de pessoas e suprimentos, depois, quando conseguirmos o dinheiro, mandamos mais ajuda.

 

Shiro

 

- Nem pensar. – Nego, não vou deixar a Gina fazer isso. – Por mim, você nem ia.

- Eu tenho que ir. – Ela retruca, não entendo o porquê dessa fixação em querer ir. – O Nagisa está lá.

- Isso tudo é ansiedade para matá-lo? Ou ansiedade para ver o Hibiki?! – Questiono, só me dando conta do que eu falei depois.

- Nenhum dos dois. – Ela responde, ainda bem que não notou o ciúme na minha voz. – Não é só o Hibiki e o Nagisa que estão lá. Tem os nossos quatro primos e os dois irmãos da Kayano.

- Eu sei que não posso te impedir de ir. – Digo, a última vez que tentei impedir a Gina de fazer alguma coisa, não deu muito certo. – Mas eu não vou deixar você levar a Cho.

- Ela é a minha filha!

- E é minha também. – Rebato, não vou deixá-la usar esse argumento como se a Cho não fosse nada minha. – Não vou deixar você levá-la para uma cidade devastada! Ela só tem quatro anos!

- Ela tem oito. – A Gina me corrige, mas, para mim, ela tem quatro.

- Ela ficou quatro anos em coma, só o corpo dela que é de uma menina de oito anos. – Afirmo, a Cho continua sendo a mesma garotinha inocente de antigamente. - Vai ser perigoso para ela lá fora. A Cho não tem como se defender se você não estiver ao lado dela.

- O mundo vai ser sempre perigoso se mantivermos ela trancada aqui dentro. – Ela fala e, por mais que eu não queira admitir, minha irmã está certa. – Eu não vou tirar os olhos da minha menina, ela é a coisa mais importante que tenho.

- Tudo bem. – Suspiro, cedendo ao seu pedido. – Mas com uma condição.

- Qual?

- A Cho tem que querer ir.

 

Nagisa

 

Pela primeira vez na vida, posso tiver que tive sorte. Apesar do prédio ter se inclinado muito, ele não caiu. Talvez nós tenhamos que sair do prédio, mas eu ainda não tenho certeza, o Karma e o Hibiki saíram para verificar o estrago do terremoto na rua e na estrutura do prédio.

Nesse momento, eu estou deitado na cama, porque não dava para ficar na cadeira de rodas. O prédio, como mencionei antes, está bastante inclinado, então a cadeira começa a andar sozinha, como se descesse uma ladeira.

- Quer alguma coisa? – Pergunta a Yuna, entrando no quarto. Ela se senta ao meu lado na cama, com uma cara não muito boa.

- Por que essa cara?

- Acho que eu desacostumei com a possibilidade de morrer há qualquer momento. – Ela se justifica, deve estar se referindo ao terremoto. – E com a dificuldade de respirar.

- Dificuldade de respirar? – Repito, me sentando na cama, extremamente preocupado com ela. – Você não ficou curada?

- Durante um tempo, parece que sim. – Responde a Yuna, fechando os olhos. – Mas parece que o efeito era temporário.

- Não vai tomar o remédio novamente?

- Eu não consegui reunir coragem para contar para elas. – Minha amiga conta, sei que ela deve estar se referindo as irmãs. – A Okuda e a Rio já falaram diversas vezes como foi difícil invadir a casa, pegar a cura e fugir sem serem capturadas pelos assassinos... E, pelo que eu entendi, quem fez a maior parte da fórmula foi a minha mãe, e não a Okuda. Acho que ela não sabe refazer a fórmula por inteira.

- Isso significa q... – Começo a dizer, porém ela me interrompe.

- Que eu estou com os meus dias contados. – Ela afirma, não acredito que a Yuna vai ter que passar por isso de novo. – Pelo menos, eu fico feliz de saber como é ter, mesmo por um curto período, uma saúde perfeita, sem precisar ficar tomando remédios e dependendo de vários aparelhos diferentes para respirar.

- Não fale como se fosse morrer. – Repreendo-a, começando a sentir uma pequena vontade de chorar.

- Sem outra dose daquela cura, eu vou morrer. – Ela fala, com a maior naturalidade do mundo. – Mas eu vou me acostumar novamente com isso, afinal cresci acreditando que não viveria até meu próximo aniversário.

É só uma coisa dar certo que mil outras dão errado. Por que ela precisa morrer? O que ela fez para merecer isso?

- Não vou te deixar morrer antes de realizar seus sonhos. – Afirmo, criando determinação para ajudá-la a realizar todos os seus sonhos, mesmo que sejam impossíveis. – Qual o seu maior sonho?

- Você vai rir... – Ela começa, botando um pequeno sorriso no rosto.

- Juro que não vou. – Digo, ficando curioso com o fato dela nem ter parado para pensar, como se a resposta para essa pergunta sempre estivesse estado na ponta da sua língua.

- Meu maior sonho seria casar com o Hoshi.

- COM O HOSHI?! – Grito, sem acreditar que ela esteja apaixonada pelo nosso amigo de infância.

- Fala mais alto que o mundo inteiro vai ouvir. – Ela diz, ficando com o rosto vermelho e, em seguida, tossindo.

- É o Hoshi o nosso Hoshi?! Meu melhor amigo?! – Indago, completamente incrédulo, minha amiga gosta do meu amigo.

- Não, existe outro menino com nome feminino. – Ela responde, com extremo sarcasmo.

- Tem eu. – Digo, afinal também sou um menino com nome feminino.

- Eu nunca me apaixonaria por você. – A Yuna afirma, gargalhando um pouco. – Você é aquele tipo de garoto que eu não consigo imaginar namorando uma garota.

- Por que será, né?! – Exclamo, fazendo suas gargalhadas aumentarem, porém são interrompidas por uma crise de tosse, parece que já está em um estado mais avançado do que eu tinha imaginado. – Agora sério, quando você começou a gostar do Hoshi?

- Não sei bem quando... – Ela explica, assim que consegue controlar a crise. – Talvez tenha sido naquele dia na sorveteria...

- Dia na sorveteira? – Interrogo, não conseguindo me lembrar.

- Você estava doente. Só eu e ele que fomos, e a Rio também.

 

Nagasaki

 

Sonho on:

Eu não vou chorar por lembranças, não vou fazer isso. Parece que minha mente está me torturando, tudo que eu queria era apenas reviver uma boa lembrança...

 

Flashback on:

 

- Sessenta e três... – Chama a cento e oito, me viro para vê-la. – Você confia nele?

- E-Eu não sei. – Gaguejo, balançando ainda mais minhas pernas, que não alcançam o chão. – Por hoje... Acho que sim.

- Eu posso confiar nele?

- Pode. – Respondo, sem nem parar para pensar. Pelo visto, eu realmente estou confiando nele.

- Talvez fiquem um pouco grande... – Ele conta, aparecendo na nossa frente com dois pares de um negócio que se chama patins. – Mas foram os únicos que eu encontrei.

Um deles é roxo e preto, enquanto o outro é azul escuro e preto, já até consigo imaginar, só pela cor, qual é os patins de cada uma.

- Eu quero o azul! – Exclamo, admirando o brinquedo, parece ser muito legal.

- Então eu fico com o roxo. – Ela afirmou, esticando o braço e tirando os patins da mão dele. A cento e oito começa a botá-los nos pés, ela já deve ter brincado com isso.

Sinto algo tocando no meu pé e olho para baixo, assustada com a sensação repentina. Ele está ajoelhado no chão e segura meu pé, provavelmente para botar o sapato com rodinhas.

- Caramba sessenta e três! – Ela exclama, gargalhando. – Seus pés ficaram muito grandes com os patins!

- Seu pé é muito pequeno. – Ele reclama, analisando os patins nos meus pés. – Até que ficou melhor do que eu esperava. A diferença entre 30 e 32 não é tanta.  

- E como eu ando com isso? – Questiono, revezando meu olhar entre os dois.

- Calma aí! Ainda faltam algumas coisas! – Ele responde, entrando em outro corredor e sumindo da minha vista. A cento e oito levanta da poltrona e começa a deslizar pelo chão, igualzinho ao que o Raiden estava fazendo antes.

- Vocês dois são incríveis! – Afirmo, observando-a deslizando em lentos círculos.

- Acho que perdi parte do jeito. – Ela conta, parando de andar e se equilibrando sobre as rodinhas. – Não me lembro da última vez que andei de patins...

- Eu não me lembro da última vez que tive um aniversário tão legal. – Digo, estou amando esse aniversário meu, acho que é a primeira vez que falo isso. Geralmente, meu aniversário não passa de uma data sem sentido, porém eu dei sorte de, nesse ano, ele cair no final de semana.

- Hoje é seu aniversário?! – Ela exclama, devo ter me esquecido de contar, minha memória não é muito boa. – Eu não sabia! Quantos anos você está fazendo?

- É... Eu estou fazendo... – Tento contar, mas eu não me lembro qual o número que vem depois do nove. Atrás da cento e oito eu vejo, de relance, um cabelo preto. – Raiden! Quantos anos eu estou fazendo?

- 10 anos. – Ele responde e eu acredito, sei que ele é bem mais inteligente que eu, e também sabe muito mais coisa. Quando o vejo por completo, noto que ele segura várias coisas.

- O que é tudo isso? – Indago, encarando, com curiosidade, os objetos.

- Equipamento de segurança. – Ele responde, colocando um dos objetos na minha cabeça. – Para o caso de você cair, assim não vai se machucar.

- Tenho certeza que um machucado no joelho não é nada para a sessenta e três... – Ela murmura, porém alto o suficiente para ouvirmos.

- Ela está certa. – Afirmo, tirando o negócio da cabeça, isso incomoda. – Um arranhão no joelho não é nada.

- Você vai ficar, pelo menos, de capacete. – Ele manda, colocando o negócio de volta na minha cabeça. – Você já tem uma memória péssima, se cair e bater a cabeça, isso só vai piorar.

- Até que o capacete não é uma má ideia. – Ela diz, deslizando pro meu lado e batucando no que está na minha cabeça, o tal de capacete. – Proteger a cabeça é importante.

- Agora, levante e tente andar. – Ele incentiva, me estendendo uma de suas mãos. Pego-a e me levanto, se não fosse seu apoio, eu teria escorregado e caído. – Você consegue fazer melhor que isso.

- É-É difícil. – Gaguejo, instável sobre minhas pernas, eles fizeram parecer ser tão fácil.

- Só precisa ter equilíbrio. – O Raiden me explica, porém duvido que esteja certo. – Você tem equilíbrio, e é bem parecido com dançar. Você tira isso de letra.

- Você consegue fazer isso, foi o que ele quis dizer. – Traduz a cento e oito, deve ter sido a última frase que eu não entendi.

- Querido. – Cantarola uma voz, que me deixa gelada. – O que você está fazendo?

- Corra. – Ele ordena, dando um aperto na minha mão. Olho pro seu rosto, sem entender o motivo do comando repentino. – Vocês duas, saiam daqui.

Antes que eu possa me movimentar, ele larga a minha mão, desestabilizando-me. Suas mãos vão parar nas minhas costas e o Raiden me empurra, só não caio porque bato de encontro com a cento e oito.

- Que ideia foi essa?! Ela podia ter caído! – Ela exclama, bastante revoltada, nunca teria coragem de falar nesse tom com ele.

- Eu sei que disse para confiar nele... – Sussurro no seu ouvido, segurando nos seus braços. – Mas não fala nesse tom, pode irritá-lo.

- Eu não queria que ela caísse. – Ele se justifica, não demonstrando raiva na voz, ainda bem. – Mas vocês precisam sair, eu não estou brincando. Isso é uma ordem.

Fecho os olhos e suspiro, o Raiden acabou de usar as piores palavras possíveis para falar com a cento e oito.

- Geralmente, eu não faço as coisas que os outros mandam. – Ela diz, com seu olhar indo além de mim, encarando ele. – Então, para começar, por que não explica o motivo de nos mandar correr? Não gosto de fazer coisas sem motivo.

- Raiden... – A voz cantarola novamente, causando arrepios na minha espinha. Eu conheço essa voz, mas não consigo lembrar de quem é. – Quer brincar de esconde-esconde? Igual quando era criança? Tudo bem, eu vou te achar.

- Arai Miya. – Sussurro, enfim reconhecendo-a. Ela é, sem dúvidas, a mais cruel e má dessa família, além da mais assustadora. – R-Raiden, e-ela não e-estava viajan-ando?

- Estava. Ela deveria estar viajando... – Ele responde, pegando um relógio de bolso e o abrindo. – Meu pai só vai chegar lá pelas 20:00... Vamos ter que sobreviver com essa maluca.

- Quem é essa daí?

- É a minha madrasta. – Ele afirma, levantando a mão e, em seguida, abaixando-a, isso acontece quando ele pensa em tocar seu rosto e lembra da máscara. – Ela não gosta de mim, não gosta da minha irmã e odeia pessoas como vocês.

- Entendi o recado. – Concorda a cento e oito, agarrando a minha mão. – Vamos ir para algum lugar... Preciso que você me guie, nunca estive aqui.

- Podemos ir pro seu quarto?! – Indago, virando a cabeça para conseguir vê-lo.

- É um pouco óbvio... Mas não acho que ela vá arrombar a porta do meu quarto.

 

# Quebra de tempo #

 

- Cento e oito... É feio ficar mexendo nas coisas dos outros. – Afirmo, observando revirando as gavetas dele e mexendo nas caixas, o Raiden vai surtar se vir essa bagunça. Como ela me ignora, resolvo completar. – Pelo menos, coloca as coisas no lugar ou organizadas...

- Se está incomodada com a bagunça, arrume você. – Ela é um pouco grossa, só que não me incomodo. Se esses patins não estivessem nos meus pés, eu iria me levantar e arrumaria o quarto, como já fiz várias vezes. – Quero saber mais sobre ele. Você não tem curiosidade?

- Não. – Respondo, acho que não tem muito mais para eu descobrir sobre ele. – Eu conheço ele desde... Desde... – Penso, mas não lembro da data certa. – Desde bem pequena. Praticamente, passei minha vida toda ao lado dele.

- Você pode passar a vida inteira ao lado de alguém e não conhecer nada dela. – Ela retruca, mas a frase não faz muito sentido para mim. – Não é só sobre ele que estou procurando... Aqui, olha o que eu achei escondido entre as coisas dele.

A cento e oito vem pro meu lado e se senta na cama, estendendo algo para mim. Pego o objeto, sem entender o que tem de especial.

- É uma pulseira. – Falo, apontando o que está na cara. – O que tem demais?

- Ele não parece ser um garoto que usa pulseira. – Ela responde, me deixando espantada.

- Está dizendo que o Raiden é uma garota?! – Exclamo, não acredito que a cento e oito sugeriu isso.

- O que?! Claro que não!

- Mas você d...

- Eu quis dizer que não acho que isso seja dele. – Ela conta, tocando na pulseira, que está na minha mão.

- Pode ser da irmã dele... – Penso eu voz alta, porém não acredito muito nisso. Observo, com mais atenção, a pulseira, que é formada por pedrinhas azuis claras, mas algumas delas tem partes pretas. – Talvez seja minha... Mas as minhas coisas ficam guardadas em outro lugar.

Tomo um susto quando um barulho bem alto vem da porta, quase caio da cama. Olho para frente e vejo-o encostado contra a porta, com o rosto sem a máscara, deixando a mostra o lado queimado do mesmo, que está mais vermelho que o normal.

- O que aconteceu com o seu rosto?! – Ela exclamou, encarando, extremamente surpresa, o rosto dele.

- Um incêndio. Eu e minha irmã éramos pequenos, acabamos não conseguindo sair de casa há tempo e ficamos com metade do rosto queimado. – Ele responde, com a respiração curta e superficial, prestando atenção, consigo ouvir alguns sons estrangulados vindo dele.

Eu não entendo porque ele mente quando perguntam para o Raiden sobre seu rosto. Um incêndio não poderia causar esse tipo de estrago apenas em seu rosto, teria que ter mais marcas pelo corpo... E só o rosto dele é queimado.

- Vejo que acharam a pulseira. – Ele afirma, largo-a na mesma hora. – Calma, não tem problema. Eu iria mesmo te dar ela, só que mais tarde.

- Um presente? – Pergunto desconfiada, não gostando da palavra saindo da minha boca, mas eu precisava perguntar.

- Não. É mais como devolver algo que peguei emprestado. – Ele explica, mas continuo sem entender o que é essa pulseira.

- Está dizendo que essa pulseira é dela?

- Sim. Ela veio para cá com essa pulseira no pulso. – O Raiden responde, dando de ombros. – Meu pai me mostrou a pulseira e eu guardei até hoje.

- Espera! – Exclama a cento e oito, se levantando e pegando a pulseira. – Tem um nome... Não, tem um sobrenome na pulseira!

- Sim.

- Sessenta e três, é o seu sobrenome que está escrito! – Ela quase grita, virando para mim a pulseira, na parte em que as bolinhas azuis claras têm traços pretos.

- É um sobrenome bonito, porém incomum. – Ele afirma, dando um nó na minha cabeça.

- Você mentiu.

- O que disse? – Ele interroga, já que minha amiga falou bem baixo.

- Você mentiu para a sessenta e três. – Ela quase rosna, eles não podem começar a brigar. – Essa pulseira é alguma brincadeira de muito mal gosto ou você mentiu para a sessenta e três. Se os pais dela não quisessem ela, por que teriam dado para a sessenta e três essa pulseira?

- Sei lá, não faço ideia do que leve pais a fazerem o que fizeram com ela. – O Raiden retruca, tapo meus ouvidos, não quero ouvir eles falando sobre mim e sobre meus pais. – Só sei que eu não menti. Essa pulseira veio com ela e sobre os pais... Foram isso que me contaram, eles não teriam motivos para mentir.

- Não faz ideia? Aposto que, se não fosse um garoto mimado de família rica, você não hesitaria em vender a própria filha! – Ela fala, preciso fazer muita força para não chorar.

- Você não me conhece. – Ele diz, com a voz mais grave. – Eu nunca faria isso com uma filha minha. Ela seria parte minha e parte da mulher que eu amo, ela seria o melhor de nós dois. Eu podia não ter nem casa, mas eu nunca venderia uma filha.

- Eu não quero essa pulseira. Também não quero saber qual é o sobrenome escrito. – Digo, com meus olhos fechados. – Eu não quero ver essa pulseira nunca mais!

- Mas sessenta e três... Seu sobrenome é quem você é. É o seu nome! – Ela exclama, a cento e oito é muito apegada ao nome, mas isso não passa de uma palavra que, assim como as outras, não tem valor algum.

- Não. Esse é o sobrenome de alguém. E esse alguém não sou eu. – Nego, chorando ainda mais, com meus olhos fixos naquele pequeno objeto.

Em um movimento muito rápido, o Raiden arranca a pulseira da mão da cento e oito e o taca pela janela.

- Pronto. A pulseira já foi embora. – Ele afirma, vindo pro meu lado e limpando uma de minhas lágrimas. – Agora você pode parar de chorar. Não gosto de te ver chorando.

 

Flashback off:


Notas Finais


Nagisa: Olha lá aquela piranha dando em cima do meu homem... Depois morre e não sabe porque

Karma: Nagisa, quer um sorvete?

Nagisa: Eu quero é que você mate aquela vagabunda

Karma: Pra que?

Nagisa: Não gosto dela

Karma: Está com ciúmes?

Nagisa: Se não matar, você vai morrer também

Karma: Falsa

Nagisa: Falsa é essa garota

Karma: Sei...

Nagisa: Aquele cara que tá ali é melhor que você, então cala a boca

Karma: Ain garoto chato

Co-autora: Ficou horrível, mas fazer o que?
A palavra de hoje é "Usploit"
Kissus


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