História A base de mentiras - Capítulo 169


Escrita por: ~ e ~Emilia-chan

Postado
Categorias Ansatsu Kyoshitsu (Assassination Classroom)
Personagens Personagens Originais
Tags Akabane, Ansatsu Kyoushitsu, Assassination Classroom, Karma, Karmagisa, Kayano, Nagi, Nagisa, Shiota
Visualizações 160
Palavras 3.259
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoinhas!!! Como vão?
Talvez o capítulo de hoje esteja um pouco confuso, mas eu não tenho certeza. Os assuntos tratados nesse capítulo serão melhor explicados depois.

Caso não entendam, podem perguntar qualquer coisa e, dependendo da pergunta, eu vejo se posso responder ou não.

Boa leitura :3

Capítulo 169 - Novos integrantes das famílias Kaede e Shiota


Fanfic / Fanfiction A base de mentiras - Capítulo 169 - Novos integrantes das famílias Kaede e Shiota

Nagisa

 

- ESSE BICHO FALA! – Grito, tacando o travesseiro na direção da cobra.

- Claro que eu falo. Não sou mudo. – Afirma a cobra, descendo da perna do Karma. – Só porque sou um filhote, não significa que eu não fale. Você é um humano, não é?

- Nagisa... – Pronuncia o Karma, chamando minha atenção. – Talvez eu tenha me precipitado em te pedir em casamento, talvez seja muito cedo... Se quiser recusar, não tem problema, só não precisa fazer esse teatrinho e dizer que a cobra está falando.

- Karma, eu aceito. – Eu respondo rápido, revezando o olhar entre ele e a cobra. – É claro que eu quero me casar com você... Mas tira essa cobra daqui, pelo amor de deus. Eu conto qualquer coisa que você quiser saber... SÓ TIRA ESSE ANIMAL FALANTE DAQUI! 

- Sabia que isso magoa?! – Exclama a cobra, se aproximando mais da cama. – Iria gostar se eu te chamasse de animal falante? Porque os humanos também são animais.

Conversar com espíritos até é aceitável, com cobras já é loucura. Será que algum dos remédios que eu tomei causa alucinação?

 

Karma

 

Ele taca outro travesseiro na cobra, que caí perto, mas não acerta. Ainda estou decidindo se o Nagisa falou sério ou se está brincando, porém, pelo seu rosto, posso afirmar que ele está apavorado.

- Francamente, nenhum de vocês dois conseguem cuidar de uma cobra?! – Esbraveja a ruiva, eu acabei de ter a confirmação de que ela é um espírito, afinal o Nagisa não conseguiu vê-la.

Não é que eu esteja com medo da cobra, eu só não sei como pegá-la. Quando eu estava na rua, essa cobra apareceu do nada e se enroscou na minha perna, não querendo sair por nada.

– Oi cobrinha, vamos deixar o casal sozinho?

Lentamente, ela vai se aproximando da cobra, que não está com uma cara tão amistosa, se é que cobras possam parecer amistosas.

 

Nagisa

 

Do nada, a cobra começa a flutuar. Estou prestes a gritar, mas paro quando entendo o que está acontecendo, a Tomiko deve estar segurando o bicho.

- Não está assustado vendo uma cobra flutuando? – Indago ao Karma, que está bem mais calmo que eu, o que não faz sentido. – Karma, tem mais alguém além de nós dois aqui?

- Claro que não. – Ele nega, não me encarando.

- Você consegue vê-la. – Digo, com os meus olhos arregalados, ele consegue ver a Tomiko quando eu não consigo.

- Vê-la? A única pessoa que estou vendo é você. – Rebate o Karma, como se, nessa altura, eu fosse acreditar nisso.

- Não precisa mentir. – Afirmo, eu também não contaria que vejo um espírito, teria medo de me chamarem de louco. – Eu também consigo vê-la... Bom, não agora, mas eu conheço a Tomiko.

- É sério que você consegue vê-la?! – Ele exclama, enquanto a Tomiko sai do quarto com a cobra.

- Sim. Ela era amiga de uma amiga minha. – Respondo, só não entendo porque ele está vendo-a e eu não. – Foi a primeira vez que eu falei com gente morta...

- Se eu dissesse que estou sendo assombrado, você acreditaria? – Indaga o Karma, pondero sobre a questão.

- Acho que sim. – Confirmo, tecnicamente, a Tomiko está me assombrando, então isso pode acontecer com qualquer outra pessoa.

- Eu estou sendo assombrado pelo espírito da minha ex-noiva. Eu consigo ver e escutar ela, além dela querer, muito, matar você. – Ele conta tudo de uma vez, falando tão rápido que as palavras quase se juntam.

- Não é tão inacreditável... – Comento, até porque eu vinha me perguntando como ela tinha me atacado na igreja se estava morta, aí está a minha resposta. – Estou sendo assombrado por aquela ruiva, Konishi Tomiko. Ela é a irmã mais nova da sua assombração.

- Irmã mais nova?! Eu não sabia que a Kimi tinha uma irmã mais nova...

- É, mas eu acho que elas não se dão nem um pouco bem. – Alerto, talvez a proximidade delas nos traga problemas. Ainda não sei a extensão nem o motivo do ódio da Tomiko com a irmã mais velha.

 

Gina

 

- MÃE! –Grita a Cho, me fazendo abrir os olhos e olhar para ela. – O que é isto?

Ela tira o crucifixo da minha mão, derrubando a foto que também estava na minha mão.

- É um crucifixo. – Falo, me abaixando para pegar a foto caída. – Foi um presente dado por um amigo meu, esse daqui. – Mostro o retrato para ela, que foi tirado no ano novo. Nessa foto tem eu, o Shiro, o Hoshi e a Hisa. – Se lembra dele?

- Não. – Nega a Cho, passando a encarar o objeto na sua mão. – Para que serve?

- Para rezar ou dar proteção. – Explico, tirando, delicadamente, a cruz da sua mão. – Ele me deu pouco depois... Pouco depois que você ficou doente.

Ela se aquieta e começa a ver o desenho animado que está passando na telinha, até que a Cho está tranquila para a sua primeira vez em um avião. Fecho minha mão, novamente, ao redor do crucifixo e da foto.

Eu não queria admitir, mas estou muito preocupada com ele. Nem sei direito quantos anos faz desde que ele foi preso, desde que parei de visitá-lo, a pedido do mesmo.

Sei que você não pode me ouvir, mas eu te prometo, eu vou te tirar daí.

 

Flashback on:

 

- ACELERA! – Grito, sem conseguir ouvir nada além do barulho do vento nos meus ouvidos. O iate aumenta a velocidade, cortando o sereno mar noturno.

Olho para cima, observo a lua nos seguindo, incrivelmente próxima.

- ESTÃO NOS ALCANÇANDO! – Ele alerta, me fazendo olhar para trás, o outro iate está mais próximo do que tinha pensado. – O QUE VAMOS FAZER?!

- COM TODA CERTEZA NÓS NÃO VAMOS PERDER. – Conto-lhe, indo para a parte de trás, para distinguir quem está quase nos alcançando. – QUE DROGA!

“Nós vamos te pegar, irmãzinha”

Sorrio com sua afirmação, até parece.

“Você sempre diz isso, mas a realidade é sempre outra”

- HOSHI! VELOCIDADE MÁXIMA! – Ordeno, sem sair da parte de trás, quero que eles vejam meu sorriso vitorioso quando saímos na frente.

- LADY, NÓS ESTAMOS COM UM PROBLEMA... – Ele começa, mas o corto antes.

- MEU NOME É GINA, NÃO LADY. – Berro, não sei dá onde ele inventou de me chamar de Lady.

- É LADY OU GIGI, VOCÊ ESCOLHE. – Ele retruca, fico calada, não gosto de nenhum dos dois. – VOLTANDO AO PROBLEMA... ESTAMOS FICANDO SEM COMBUSTÍVEL.

- COMO ASSIM?! – Exclamo, logo entendendo o que aconteceu. Foi sabotagem, eles sabotaram o nosso barco. – QUER SABER HOSHI?! DIMINUI A VELOCIDADE.

- O QUE?! MAS ASSIM ELES VÃO NOS ALCANÇAR! – Ele rebate, o único problema do Hoshi é que ele não sabe seguir ordens.

- DIMINUIA A VELOCIDADE. – Repito, eu sei do que estou falando, ou acho que sei.

- O QUE VOCÊ QUER FAZER?!

- VOCÊ SÓ PRECISA SABER QUE DEVE TER 50% DE CHANCE DESSE E DO OUTRO IATE EXPLODIREM. - Conto, estando bem ciente das consequências que isso pode acarretar.

- SÓ 50%? – Ele brinca, puxando a alavanca da velocidade para trás. – ENTÃO VAMOS LOGO!

A velocidade do iate diminui muito, o solavanco é tão forte que quase sou tacada no mar. O iate de meu irmão vinha com tanta velocidade que não deu tempo de frear, ele bateu com tudo na gente, ocorrendo tudo como eu planejei.

- Bom, não explodimos. – Afirmo, revezando meu olhar entre o Hoshi e os que estão no outro barco.

- Ia ser tão legal se tivéssemos explodido. – Comenta a Hisa, pulando do iate dela para o nosso, meu irmão logo faz o mesmo.

- Aí não veríamos os fogos. – Meu irmão retruca, ele é o único daqui que não parece gostar da ideia de uma explosão.

- Como o meu iate e o do Hoshi está na frente, nós ganhamos a corrida. – Afirmo, com o braço levantado, para todos prestarem atenção em mim.

- Está bem Gina. Vocês ganharem. – Ela aceita, subindo numa escada lateral, que dá para o andar de cima. – Daqui há pouco, perderemos os fogos de artifício.

Subo logo depois dela, mas paro no meio da escada.

- Tragam a champanhe e as taças. – Peço, e logo eles começam a falar.

- Temos doze anos! Não podemos beber champanhe! – Exclama o Hoshi, me fazendo revirar os olhos.

- Eu tenho quinze! – Se defende a esverdeada, a mais velha do nosso grupo.

- É ano novo seus chatos. – Reclamo, eles são sempre os certinhos. – O que pode acontecer se tomarmos uma taça?! Já fizemos coisa muito pior.

- Certo. Nós vamos pegar. – Meu irmão se rende, indo até o frigobar, e arrastando o Hoshi com ele.

- Eu lembro que você tinha me dito que não mexia com bebidas nem drogas. – Ela comenta, não me lembro de ter falado isso.

- Deve fazer um século isso. – Afirmo, acho que eu já comecei a beber há bastante tempo. – Menos as drogas. Nisso eu ainda não mexo.

- Deveria experimentar. – Ela me aconselha, demoro para entender o que significa.

- Você já usou drogas?! – Exclamo, sem compreender minha surpresa, não é como se essa fosse uma possibilidade de outro mundo.

- Quem já usou drogas? – Indaga o Hoshi, subindo com o Shiro, a garrafa de champanhe e as quatro taças.

- Eu. – Ela responde de forma simples, deixando os meninos céticos. – É sério que vocês nunca usaram?!

- É... Não que eu saiba. – Conta o Shiro, tomando coragem para falar por todos nós.

- Então tá. – Ela diz, dando de ombros e tirando a champanhe das mãos do meu irmão. – Quanto tempo falta para meia-noite?

- Quatro minutos. – Falo, decidindo ignorar a sua confissão, não é como se pudéssemos julgar as atitudes de qualquer um.

- Vamos lá Hisa, me dá. – Manda o Hoshi, estendendo a mão na direção dela.

- Te dar o que? – Ela interroga, com o semblante confuso.

- As drogas. – Ele completa, fazendo-a resmungar e, muito a contragosto, entregar-lhe alguns saquinhos.

- Certo. Agora vamos beber! – Exclama meu irmão, querendo aliviar o clima pesado, já que ele é contra o consumo de bebida alcóolica.

- Eu conheço uma tradição de ano novo. – Revela o Hoshi, quando todas as taças já estão cheias. – Antes da meia noite, nós fazemos pedidos e, no novo ano, eles se realizarão.

- Você acredita nisso? – Indago, girando a taça na minha mão, e vendo seu rosto distorcido através do vidro.

- Não. – Ele responde, fazendo todos nós cairmos na gargalhada. – Mas não custa nada tentar, certo?

- Quem começa? – Pergunta a Hisa, porém ninguém se oferece. – Já que ninguém quer ser o primeiro, vamos começar com os irmãos.

- Desejo que a Cho saia do coma. – Contamos ao mesmo tempo, em uma sincronia que não havia sido combinada.

- Um bom pedido. – Afirma o Hoshi, dando um gole no seu copo. – Bem... Eu desejo reencontrar meus velhos amigos. E, se ela existir mesmo, encontrar a minha irmã.

- Só está esquecendo de uma coisa. – Aviso, com um sorriso brincalhão no rosto.

- O que?

- Você tem que desejar desencalhar. – Falo, segurando a risada, mas a Hisa não faz o mesmo.

- Isso mesmo! – Ela exclama, rindo muito. – É sério Hoshi! Você precisa pedir o garoto misterioso em namoro!

- Garoto misterioso? – Ele repete, completamente vermelho, isso sempre acontece quando o assunto é o seu crush.

- Não é garoto misterioso. – Corrijo-a, pronta para deixá-lo ainda mais vermelho. – É o príncipe encantando dele.

- Eu nunca deveria ter contado nada para vocês... – Ele sussurra, porém alto o suficiente para ouvirmos – Ainda bem que nunca disse o nome do garoto.

- Ainda bem nada, ainda vou te convencer a me revelar o nome dele. – Afirmo, o Hoshi me mata de curiosidade com essa mania de ficar escondendo o nome do garoto, eu quero muito saber quem é!

- E você Hisa? O que vai desejar? – Ele questiona, claramente tentando tirar dele o foco da conversa. Os olhos da minha amiga vão parar no céu, ela fica, momentaneamente, perdida.

- Vale algo impossível? – Ela murmura, acho que alguns nem conseguiram ouvir ela.

- Vale. – Respondo, afinal não acreditamos que nossos desejos vão se realizar, então podemos pedir qualquer coisa.

- Eu desejo poder andar livremente por aí. – Ela pede, olhando para trás, para a costa distante. – Sabiam que minha mãe me ligou hoje?

- Sua mãe?! Sério Hisa?! – Exclama meu irmão, também estou surpresa, já deviam fazer mais de dois anos que a mãe não ligava para ela.

- Sim. – Ela confirma, sem olhar para nenhum de nós. – Ela disse que encontrou meus irmãos, e agora está pensando no que deve fazer.

- Isso é uma boa notícia, certo? – Indago, sem saber ao certo. A mãe dela deixou a Hisa com a gente, para protegermos ela, e sumiu no mundo. Dado as circunstancias, não a considero uma mãe ruim, acho que ela é uma boa mãe.

Eu sei que a mãe da Hisa ama ela, então eu imagino o quão difícil foi para ela largar a filha. Foi por um bem maior, foi pela proteção dela e dos outros irmãos dela, que estão em algum lugar.

- Acho que sim. – Ela afirma, dando um mínimo sorriso. – Ela não me contou onde está ou onde eles estão, mas minha mãe, finalmente, me contou o nome deles. Eles se chamam Raiden e Fuyu.

- Kaede Raiden, Kaede Fuyu e Kaede Hisa? – Pergunta o Hoshi, afinal ela não mencionou os sobrenomes.

- Se for para usar um sobrenome, use o da minha mãe, não o do meu pai. – Ela pede, de forma um pouco ríspida, mas o Hoshi não deveria ter usado o Kaede. – Eles são Arai Raiden e Arai Fuyu, porque foram criados pelo cara que minha mãe é apaixonada.

- Eles correm algum risco, igual a você? – Questiono, preocupada com seus irmãos. A Hisa, praticamente, passou a vida inteira trancada em casas ou quartos, porque ninguém pode saber quem ela é. Minha amiga é uma cópia exata do pai, tirando seus olhos verdes.

Se o Kaede descobrir sobre a existência de trigêmeos bastardos, os três e a mãe seriam assassinados na mesma hora. Eles ameaçam a hierarquia de poder existentes nas máfias, já que são mais velhos que seus outros filhos, o que a torna a primeira herdeira junto com os dois irmãos.

- Minha mãe está vendo isso. – Ela responde, dando um gole na champanhe. – Mas eu acho que não. Eles devem ser mais parecidos com a minha mãe, afinal eu acho que o Arai nunca desconfiou que o Raiden e a Fuyu não são filhos dele. O problema é que as duas famílias são muito próximas, minha mãe tem medo de que o Kaede desconfie de algo.

 

Flashback off:

 

Karma

 

- Então Nagisa, o que você queria me dizer? – Interrogo, esperando ele admitir, quero ouvir a verdade e as explicações da boca dele, não de outro.

- E-Eu não tenho irmão. – Ele começa, já tinha deduzido que o tal irmão gêmeo era uma farsa. – M-Minha mãe sempre quis ter uma menina, s-só que ela n-não conseguia engravidar. O que eu quero dizer é...

Subitamente, ele para de falar, começando a massagear a testa.

- Tem alguma coisa para dor? – Ele pede, abaixando o braço. – Minha cabeça... Ela está doendo muito.

Concordo e saio do quarto, afinal ele não devia estar mentindo, o Nagisa deve estar todo dolorido por causa da queda. Falando nisso, eu ainda quero saber o motivo dele ter se tacado do terraço.

 

Nagisa

 

Volto a massagear a testa, tentando amenizar a dor de cabeça. A dor só piora, como uma dor como essas começa do nada?

- Estresse causa dor de cabeça. – Digo para mim mesmo, não deve ser nada demais. Eu acredito nisso, até o momento em que começo a ver pontos pretos. – Desmaiar de novo não...

 

Flashback on:

 

- Qué isso? – Pergunto, tentando tocar, mas tem alguma coisa impedindo.

- É a sua irmãzinha. – Papai conta, então isso que é uma irmãzinha.

- Quelu binca. – Digo, já está ficando chato não conseguir pegá-la.

- Ela não é um brinquedo filho. É um bebê. – Ele responde, rindo um pouco. – Você era assim quando mais novo. Só que não tinha tanto cabelo.

- Pequeno. – Falo, eu não posso ter sido desse tamanho, essa é uma das coisas mais pequenas que já vi. A coisa abre os olhos, quase que caio do colo do pai com o susto. – Os óios.

- Ela tem olhos bonitos, não tem? – Papai comenta, me fazendo olhar para ela, que continua com os olhos abertos.

- Si papa. – Afirmo, encantado com aquela cor, é muito bonita. – Cor boitá... Escula.

- Exatamente. Seus olhos são claros e os dela escuros. – Ele diz, apontando para ela. – Qual você acha mais bonito? Claro ou escuro?

- Esculo. – Conto, virando para ver o papai. – Papa óios clalos e Cabelo clalo, igal eu.

- Você é muito parecido comigo... Sua irmã vai ser um equilíbrio entre eu e a sua mãe.

Balanço a cabeça e abro a boca, estou cansado.

- Mimi. – Peço, deitando minha cabeça no seu ombro.

- Certo. Vou te levar para a sua mãe. – Ele afirma, nos afastando da minha irmãzinha.

- Não. Eu queio fica com voze. – Falo, segurando-o com força, não quero ficar sozinho com a mamãe.

- Eu vou ficar com sua irmã. – Ele responde, minha irmã está roubando meu pai de mim. – Tudo bem Nagisa, sua mãe não vai fazer nada com você. Ela está feliz, todos nós estamos felizes.

 

Flashback off:

 

- Nagisa! Fala comigo! – Pede uma voz, aparentando estar desesperada. Abro os olhos e encontro olhos dourados, junto com cabelo ruivo. – Graças a Deus... Eu fiquei muito preocupado.

Eu queria lhe dar uma resposta decente, mas eu estou perplexo, mais que perplexo. Aquilo foi uma lembrança, já consigo diferenciar sonhos de lembranças, mas... Meu pai está na lembrança, isso quer dizer que eu era muito pequeno.

Essa não foi uma lembrança apagada, não tem como ter sido. Até agora, todas as minhas lembranças recuperadas, elas sempre tinham relação com alguém de olhos vermelhos, mas essa não.

- Karma, chama a Okuda. – Mando, afundando minhas unhas na palma da mão, esse é o meu jeito de não surtar.

- Por que?

- Só chama. – Repito, quase em um rosnado. Ele não fala mais nada e sai do quarto, ficar sozinho só piora meu pânico.

- Você desmaiou Nagisa?! – Exclama a Okuda, entrando no quarto, com o Karma logo atrás dela.

- A-Aquele negócio que você me deu p-para recuperar as memórias... – Começo, com a voz e o corpo trêmulos. – E-Eu po-poderia lembrar de memórias anti-antigas?! Tipo, muito antigas?!

- Bom... Como aquilo estimulava o crescimento das células... – Ela pensa em voz alta, sem nem perceber. – A área afetada foi onde as memórias de longo prazo ficam armazenadas... Então sim, você pode recuperar memórias de quando era um bebê.

Eu tenho uma irmã. Uma irmã que eu nem sabia que existe, uma irmã da qual não tenho lembrança alguma.

- E-Eu preciso de um celular, um telefone... Q-Qualquer coisa... – Digo, implorando para que eles me deem.

- Para que?

- Vou ligar para minha mãe. – Respondo, com uma confiança alimentada pela raiva, ela escondeu minha irmã de mim.

- Considerando que nós saímos em uma missão para resgatar a Kayano, sem o consentimento da sua mãe, eu não acho uma boa ideia você ligar para ela. – Conta o Karma, porém, se eu não ligar para ela, eu vou acabar ficando maluco com essa nova informação.

- Eu preciso descobrir a verdade. – Afirmo e, lógico, eles ficam confusos. – A-Acho que tenho u-uma irmã.


Notas Finais


Karma: Nagisa, onde está aquela minha blusa?

Nagisa: Que blusa Karma?

Karma: Aquela que parece com aquela, mas tem a estampa da outra e é mais quente que a que eu ganhei

Nagisa: Eu não sou adivinho nem vidente '-'

Karma: Que eu usei semana passada, quando fomos almoçar fora

Nagisa: Ahhhh... Aquela blusa. Eu joguei ela fora :)

Karma: Você jogou a minha blusa fora? Quem te deu autorização?

Nagisa: O armário também é meu, então para caber as minhas roupas novas eu joguei as suas foras

Karma: Isso não se faz, era a minha blusa favorita! :'(

Nagisa: Você viu uma das roupas que eu comprei? :3

Karma: Eu nem sabia que você tinha comprado roupas. Aliás, como você pagou?

Nagisa: Ganhei

Karma: Ganhou de quem? *Fica enciumado*

Nagisa: Não importa... Só adivinha o que eu comprei

Karma: Eu sei lá...

Nagisa: SE NÃO TENTAR ADIVINHAR, VAI FICAR SEM SOBREMESA!

Karma: Mas sou eu que faço o jantar e a sobremesa '-'

Nagisa: Eu não ligo. Adivinha.

Karma: Certo... Uma fantasia de Neko?]

Nagisa: acertou *-*

Autora: E foi issoooo! Espero que tenham gostado <3
A palavra de hoje é "Injuylop".
Kissus


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