História A base de mentiras - Capítulo 261


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Categorias Ansatsu Kyoshitsu (Assassination Classroom), Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags Akabane, Ansatsu Kyoushitsu, Assassination Classroom, Karma, Karmagisa, Kayano, Nagi, Nagisa, Shiota
Visualizações 60
Palavras 2.383
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii pessoal! Como estão?!

Tá difícil por aqui, hoje mais uma amiga minha foi assaltada :/

Boa leitura!

Capítulo 261 - Sombras


Fanfic / Fanfiction A base de mentiras - Capítulo 261 - Sombras

Nagasaki

 

- Pronto, agora você está protegida do frio. – Ele afirma, depois deu colocar a roupa que me deu. – Gostou? Está confortável?

- É macio... – Sussurro, esfregando minha bochecha nas mangas longas. – E quentinho.

- Eu realmente não acredito que isso era da minha irmã. – Ele conta rindo, mas eu não entendo. – Atualmente ela nunca usaria um negócio desses.

- É feio?

- Não, é extremamente fofo. – Ele responde, parando de rir. – Se fosse apenas fofo ela já não usaria... Agora, um macacão rosa claro com orelhas e rabinho de gato, minha irmã me enforcaria só deu contar que ela já usou isso.

- O que é um gato?

- É isso daqui... – Ele diz, mexendo em um aparelho menor que a sua mão e me mostrando uma foto dali. – É esse bichinho fofinho.

- Parecem bolinhas. – Afirmo, apertando os olhos para enxergar melhor, mas não dá muito certo. – Bolinhas pretas e peludas.

- Vou ir fazer o jantar. – Ele fala, tirando o aparelho da minha frente e colocando no bolso da calça. – Pode fazer o que quiser enquanto isso.

Ele sai do quarto, me deixando sozinha. Sento no chão, minha perna está doendo, mas ela dói menos quando sento. Fico olhando todo o quarto, tem tanta coisa que estou com medo de pegar e quebrar.

Vejo um espelho no canto do quarto, engatinho até ele e encaro meu reflexo, fiquei diferente com essa roupa. Coloco minha mão nele, vendo a outra eu imitar, gosto de brincar com espelhos.

- Oi. – Digo, fazendo um coração com as minhas mãos, ela faz igual. – Eu gosto de falar com você.

De repente, alguma coisa passa pelo espelho, tão rápido que não consigo dizer o que foi. Viro a cabeça e procuro por alguém, mas eu estou sozinha, novamente sozinha. Isso faz-me lembrar do homem que entrou no meu quarto e arrancou meu colar, tudo fica mais assustador com esse pensamento.

Engatinho para longe do espelho e da porta, aquela sombra que apareceu e sumiu me assustou. Tem alguma coisa no chão perto da cama, quero ver o que é, mas, quando estou chegando perto, tudo fica escuro. Sento-me no tapete e esfrego os olhos, porém a luz não volta, ainda está tudo escuro.

- Olá. – Falam de algum lugar, só que não consigo ver nada. – Pode nos dar sua mão?

- Que?

- Sua mão. Estenda-a para nós. – Pede, com o tom mais elevado, por isso encolho-me um pouco e estico minha mão na mesma hora. – Boa menina.

Sou puxada para frente, por pouco não bato meu rosto no chão. Não consigo sentir nada com minha mão, mas acho que estão segurando ela.

- Essa mão é falsa?! – A voz exclama, está nervosa e com raiva, a culpa deve ser minha. – Está tentando dar uma de esperta?!

- De-Desculpa. – Peço, logo aparecem vários olhos no escuro, muitos mesmos.

- Não desculpamos. – Retruca, puxo minha mão e ela vem fácil, não estava mais segurando ela. Fico parada olhando para aqueles olhos, todos são vermelhos, iguais ao do menino daqui. – Que tal brincarmos um pouco? Já faz muito tempo que não faço isso.

Eu gosto de brincar, mas ele falou de um jeito muito assustador, acho que eu não entendi direito. Olho na direção do meu pé quando sinto algo tocando-o, mas não consigo ver nada nesse escuro. Apertam meu pé, consigo sentir, mas não ver, estou ficando com muito medo.

De repente, puxam meu pé com força, e eu caio deitada no chão. Não consigo segurar e acabo gritando assim que me arrastam, levando-me para algum lugar estranho e escuro. Fecho meus olhos e tapo a boca, eu não posso gritar, sempre me machucam mais quando eu grito.

- Você está bem?! – Perguntam, é a voz do garoto legal, mas continuo de olhos fechados, com muito medo. Só que não estou mais sendo arrastada, e não sinto ninguém segurando meu pé. – Por favor, abre os olhos.

Faço isso, não está mais tudo escuro, tem um pouquinho de luz. Me sento e bato com as costas em uma parede, encolho-me contra ela lembrando do que aconteceu. Minha perna já estava doendo, mas tá doendo muito mais agora.

- Por que está chorando? – Ele indaga, fazendo-me tremer. – Não sabia que tinha medo do escuro. A luz acabou, mas acredito que deva voltar daqui há pouco, enquanto isso eu deixo toda a casa iluminada por velas, tudo bem assim?

- Ti-Tinha a-alguém. – Gaguejo, levantando minha cabeça para ver ele naquela cadeira diferente, segurando um negócio brilhante. Olho de um lado ao outro, mas não tem ninguém, só eu e ele. – Mu-Muita ge-gente.

- Deve ter sido apenas impressão, todas as portas e janelas estão trancadas, está segura aqui dentro.

- Me arra-arrastaram. – Continuo falando, porque ele disse que não devo guardar coisas ruins para mim, e foi realmente bom contar tudo para ele. – Ma-Machucaram mi-minha perna.

- Deixe-me ver.

Dobro minha perna e puxo a roupa para cima, sem saber o que vou encontrar, mas deve ter alguma marca para estar doendo tanto. Tem arranhões nela, muitos arranhões que eu não lembro de ter, mas eu nunca me lembro de nada mesmo.

- Como isso é possível?! – Ele quase grita, cubro os machucados novamente e volto para minha posição encolhida de antes, me sinto segura assim. – Eu juro que está tudo trancado... Não tem como ninguém ter entrado aqui... A pessoa que fez isso, você viu como era? Ela falou alguma coisa?

- Disse que queria brincar.

 

Nix

 

- Sentiu minha falta? – Sua voz chegou aos meus ouvidos, fazendo-me derrubar tudo que tinha em minhas mãos. Viro-me, encarando-o na entrada do cômodo, não muito distante de mim.

- Como está aqui?! – Exclamo, lembro-me muito bem que o prendi, ele não deveria estar aqui. – Deveria estar preso...

- Você me castigou a ficar preso durante milhões de anos... – Ele diz, como se eu não soubesse disso, condenei-o a ficar muito tempo naquele lugar, apodrecer lá. – Mas esses milhões de anos já se passaram, agora eu estou livre.

- Ótimo. – Afirmo, como se soubesse disso e estivesse testando-o, não fazia a mínima ideia que ele seria solto agora, justamente agora. – Aposto que teve muito tempo para pensar nas suas ações, espero que tenha se arrependido.

- Uma prisão não foi capaz de mudar meus sentimentos. – Ele rosna, parece que eu tenho mais um problema, como se não bastasse os que eu já tenho. – Você mata a mulher que eu amava, me prende e pensa que vou voltar regenerado do meu ódio por você? Parece a garota tola de antigamente por pensar isso.

- Uma coisa posso lhe afirmar, tola é algo que não sou mais. – Falo, mantendo-me firme diante dele, encarando-o nos olhos sem demonstrar fraqueza. – Mas pensei que perceberia o absurdo que cometeu.

- Vingar o assassinato da minha amada é algo absurdo?

- Para começar, você não é ninguém para amar. – Respondo, caminhando até ficar muito próximo dele, nossos rostos quase colados. Assopro com força, vendo parte de seu rosto se desfazer, mas logo volta ao normal. – Ser o único com a capacidade de moldar-se na forma humana não lhe torna alguém, é apenas pó, areia e sombra, assim como os outros. Em segundo lugar, sua amada nunca lhe amou, sabe muito bem que o coração dela pertencia ao meu bebê. Por último, eu não a matei, ajudei Óra a realizar o desejo de Hélio, mas foram eles que a mataram, não eu.

- Se não tivesse roubado a imortalidade dela para beneficio próprio, Óra estaria viva. – Ele acusou, enquanto afasto-me um pouco, acabei por deixar-nos muito próximos, uma proximidade que me incomoda.

- Eu não roubei a imortalidade de ninguém, Óra abriu mão por si mesma, estando ciente das possíveis consequências. – Argumento, entendo que ele queira culpar alguém, porém sua perseguição ultrapassou os níveis do aceitável, chegando ao ponto deu prendê-lo durante milhões de anos. – Mas vamos parar com essa briga, daqui há pouco você poderá vê-la novamente.

- O que?

- Não podíamos ficar sem uma Deusa do Tempo, então várias cópias mortais dela nascem e morrem. – Conto, assim ele encontrará sua amada e poderá até tentar conquistá-la, esquecendo-se de mim e de toda a confusão envolvendo Óra. – A personalidade pode ser diferente, mas elas são idênticas a Óra na aparência. Se sua punição tivesse terminado um pouco antes, poderia ter pego Anástasi viva, ela foi a última ressuscitação da sua amada. Agora terá que esperar pela próxima.

- Óra está morta, a Deusa que eu amava está morta, e nunca existirá outra capaz de substituí-la, não importa se serão idênticas ou não, elas não serão Óra. – Ele afirma, só é tão ousado comigo pois é imortal, nem mesmo eu que sou a morte posso matá-lo, e prendê-lo novamente só será possível daqui há muitos séculos. – Vou fazê-la pagar Nix, você pagará pela morte de Óra.

- E vai fazer o que? – Provoco, eu morria de medo dele quando o prendi, foi uma decisão que tomei em meio ao pânico e tormento que ele estava me causando, porém me tornei muito mais forte do que era antes. – Não sou a menininha assustada que teme o escuro, não sou mais a garotinha manipulável que você tinha nas mãos. Não tenho medo de sombras, todas elas se curvam ao meu comando, e você ainda irá se curvar para mim. E não adianta tentar voltá-las contra mim novamente, todas reconhecem que eu sou forte e firme o suficiente para ser respeitada.

- Você é mais forte do que era, mas não tanto quanto já foi. – Ele diz, porém não deveria saber de nada, não tinha acesso a nenhum tipo de contato com o mundo exterior enquanto estava preso. – Eu não sai agora Nix, eu venho te sondando e observando desde que me vi livre novamente, além de conversar com uns velhos amigos. A temível Deusa da Morte, de repente, ficou com o coração mole, infelizmente ainda não é o necessário para voltar as sombras contra você. Mesmo com o coração mais amolecido, eles continuam te considerando apta para controlá-los.

- Os episódios do passado não vão se repetir. – Afirmo, lembrando-me de antes, lembrando-me dele. As sombras sempre estiveram comigo, mesmo quando eu ainda estava na Terra. Elas são aliadas fortes, e inimigos piores ainda. Apesar delas, teoricamente, serem servas da morte, na primeira fraqueza que encontram elas atacam, só me obedecem quando me mostro merecedora de tê-las ao meu lado, forte o suficiente para isso. Quando fracasso nessa tarefa, sou completamente massacrada por elas, minha infância foi marcada pelo medo do escuro, pelo medo delas.

- Não com você. – Ele fala baixo, tão baixo que escuto por pouco. – Meu ódio está em você Nix, mas minha atenção não. Estou inteiramente focado na nova mestra, ela me livra da obrigação de lhe servir. Na verdade, a nova mestra me fará relembrar os velhos tempos, e vários amigos meus estão interessados em relembrar nossos velhos tempos com a mais nova Deusa da Morte.

Congelo ao ouvir ele citá-la, só pode estar falando da minha mais nova, a mais frágil dos três, e seu sorriso denuncia que ele sabe perfeitamente disso. As sombras estão sempre espiando, porém são proibidas de contar o que sabem para outra pessoa além de mim ou elas mesmas, então é bem provável que saibam de todo meu plano e tenham contado tudo para ele.

- Estou muito curioso para ver qual será sua reação. – Ele comenta, tirando-me de meus pensamentos. – Eu me lembro como você era apegada a aquele bebê, que nem mesmo era seu filho. Imagina, então, como você não deve ser com sua caçula de sangue? O melhor nisso tudo é a semelhança dela com a Nyx, será exatamente igual a antigamente.

- Não vou deixá-lo chegar perto dela.

- Pude sentir suas proteções sobre ela, foram bem difíceis de ultrapassar. – Ele conta, significa que já esteve com ela, nunca devo ter ficado tão pálida na minha vida como estou agora. – Mas eu sou forte, o mais forte de todos, consigo atravessar suas barreiras.

- Mas te esgota. – Afirmo, pequena parte da minha preocupação vai embora ao lembrar-me disso. – Você precisará de tempo para se recuperar e conseguir chegar até ela novamente, não irá ser como antigamente.

- Eu só preciso marcá-la, como fiz com você e Nyx quando eram pequenas. Quando eu fizer isso, ela estará ligada as sombras como você, e nenhuma proteção nos manterá afastados. – Ele fala, eu preciso dar um jeito de fortalecer ainda mais a barreira que criei entre ela e eles, mas eu também preciso descobrir como salvar a vida dela antes que a gravidez chegue ao fim. – Mas aquela pirralha tem mãos falsas, não pude marcá-la na mão.

- Você precisa de permissão para marcá-la. – Penso em voz alta, lembrando de como fez comigo, naquele fatídico dia que apareceu pela primeira vez. Ele pediu nossas mãos, a minha e a de minha irmã, foi então que o inferno começou. – Você sempre pede nossa mão, mas ela não tem mão para você marcar. Precisa que ela lhe dê o pé por livre e espontânea vontade, mas nenhuma criança estende um pé sem mais nem menos, diferente de uma mão. Você não tem como marcá-la.

- Veremos se não darei um jeito. – Ele ameaça, rangendo os dentes e fechando as mãos em punhos. – Iria conseguir a permissão através do medo, mas sempre aparece o Deus do Amor com uma vela para estragar a brincadeira.

- Deus do amor? – Repito, tentando fazer minha voz não vacilar. – Do que está falando? Eros está morto, e você sabe disso.

- Eu ainda não sei quem é, mas tenho certeza que você o conhece, afinal ela está na casa daquele garoto.

- Ela não está na casa de ninguém, está no hospital.

- Eu sei diferenciar muito bem uma casa de um hospital. – Ele retruca, não tenho a mínima ideia de quanto tempo se passou desde que a vi, porém o nível de risco da sua gravidez é tão alto que ninguém deveria ter dado alta para ela tão rápido. – Por que uma Deusa estaria em um hospital?

- Não te interessa. – Digo, mas logo me arrependo, talvez ele voltasse atrás com a decisão de atormentá-la caso soubesse do bebê. Por outro lado, eu também estaria expondo-a demais, e quanto menos ele souber, melhor será.


Notas Finais


Trechos do próximo capítulo:

- Shi-Shiro?! Co-Como?! Vo-Você estava lá!
- Já falamos que aquele não era o Shiro, esse é o Shiro.
- Vão embora, estou ocupado.

- Calma, está tudo bem. Não aconteceu nada, absolutamente nada.
- E-Ele ia te ma-machucar por mi-minha culpa.
- Esqueça isso, a culpa não é sua. Eu vou cozinhar e você... Você fica na luz, não sai da luz por motivo nenhum, entendeu?

A palavra de hoje é "Canteluma"
Kissus


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