História A base de mentiras - Capítulo 298


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Categorias Ansatsu Kyoshitsu (Assassination Classroom), Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags Akabane, Ansatsu Kyoushitsu, Assassination Classroom, Karma, Karmagisa, Kayano, Nagi, Nagisa, Shiota
Visualizações 112
Palavras 2.128
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá galeraaa! Como vão?!

Amanhã já é segunda-feira :')

Boa leitura!

Capítulo 298 - Poderes - Parte quatro


Fanfic / Fanfiction A base de mentiras - Capítulo 298 - Poderes - Parte quatro

Gina

 

- Eu que-queria, e-eu devia te-ter contado. – Gaguejo, sabendo de que dia fala, a vez que cheguei mais perto de contar a verdade. – E-Eu me o-odeio por não te-ter fa-falado a ve-verdade naquele di-dia, e-eu me o-odeio por aquele di-dia!

Lembrar que eu poderia ter sido mais corajosa, lembrar que eu poderia ter livrado meu irmão de passar por tudo isso e eu não fiz, lembrar disso faz eu me sentir a pior pessoa do mundo. Eu fui egoísta, eu fui tão egoísta esses anos todos, eu fiz meu irmão passar por algo que ele não precisava passar. Era tão simples, era só eu falar com alguém ou ir na polícia, bastava que eu fizesse isso para proteger o Shiro, e eu não fiz. 

- Por que Gina? Por que você não falou comigo? Com qualquer pessoa?

- PORQUE EU FUI COVARDE! – Grito, e é exatamente isso, eu fui covarde demais durante todos esses anos. – EU SEI QUE EU DEVERIA TER FEITO ALGUMA COISA, EU SEI QUE EU DEVIA TER AJUDADO MEU IRMÃO E EU NÃO FIZ ISSO POR MEDO!

- Não só pelo Shiro! – Ele nega, porém não entende. Naquele dia, quando eu quase falei, eu só estava pensando no meu irmão, no bem dele, e não no meu. – Por você, por você mesma! Você... Você não acha que merecia passar por aquilo, acha?

- Nã-Não. – Nego, e quase rio, eu teria rido se não estivesse tão acabada por dentro. Se meu melhor amigo, uma das pessoas que mais me conhece, sugeriu que eu gostava de ser estuprada pelo meu pai, imagina o que os polícias não pensariam? – Ma-Mas eu nunca ti-tive jeito, e-eu es-estava encurralada. E-Eu não tinha es-escolha.

- Claro que tinha!

- NÃO! EU NÃO TINHA! – Berro, sem conter as lágrimas que escorrem de meu olhos. O Hoshi não tem noção de como tentei achar uma saída para mim, porque eu sabia uma saída para o Shiro, porém uma saída para nós dois eu não encontrei, nós não encontramos. – EU ESTAVA CERCADA DE TODOS OS LADOS! ERA SER ESTUPRADA PELO MEU PAI OU SER MANDADA PARA UM HOSPÍCIO ONDE FARIAM A MESMA COISA COM A DIFERENÇA DEU ESTAR DROGADA E LONGE DO SHIRO, EU NÃO TINHA O QUE FAZER! E SE EU O MATASSE, EU SERIA A PRINCIPAL SUSPEITA PORQUE JÁ ACUSEI MEU PAI DE TUDO QUANTO É COISA NA FRENTE DOS VIZINHOS! SE POR ALGUM MILAGRE NÃO ME PRENDESSEM, NOSSA GUARDA IA PARA A MINHA TIA E ELA IA POR O SHIRO NA ADOÇÃO E NOS SEPARARIA, NÓS NUNCA MAIS NOS VERÍAMOS CASO MEU PAI MORRESSE!

 

Nagisa

 

Eu não sei explicar o que acontece comigo enquanto escuto a discussão da Gina e do Hoshi, mas de repente eu fico tão enjoado que quase vomito. E tem um motivo para isso, de algum jeito eu imaginei o pai dela estuprando-a... Mas foi uma imagem tão real, tão nojenta que... Parece até que estava acontecendo na minha frente, de verdade, e as imagens me deixaram muito desconfortável ao ponto deu querer vomitar.

E logo eu percebo que estou chorando, e não é pouco. Depois disso, eu não posso voltar a dizer que não acredito nela, porque eu acredito e estou chorando por isso, estou chorando por ela. Porque eu consigo imaginar o que ela passou, mas eu não consigo entender, eu nunca vou compreender o que ela sentiu.

O Hoshi começa a chorar, logo somos três chorões que não devem nem ter ideia de como parar de chorar, eu não consigo pensar em mais nada além disso. Quem sabe o plano é a Gina, e eu não tenho coragem de tocar nesse assunto no momento, eu não sei como falar com ela depois... Depois de acusá-la do que acusei minutos atrás, eu estava chamando-a de mentirosa sendo que nisso, sendo que sobre ter sido estuprada ela não mentia.

Droga, eu estou me sentindo a droga de um primo, estou me sentindo um idiota por toda discussão que já tive com ela. A Gina é minha prima, minha prima foi estuprada pelo pai, pelo meu tio, e eu... Eu nunca nem liguei para ela, eu a odiava. Discutia por questões bobas enquanto a vida dela devia ser um inferno, e eu nunca percebi, ninguém nunca percebeu.  

- Eu sinto muito. – Peço entre as minhas lágrimas, é um pedido tão sincero quanto ao que eu dei à Kamiko. A Gina é minha prima, é filha da mulher que mais me deu amor nesse mundo e não merecia passar por isso, ninguém merece. – Eu sinto muito por ter duvidado de você e... Desculpe por ter sido um péssimo primo.

 

Shiro

 

- É estranho. – A Chiyo murmura, com a cabeça sobre o meu ombro. – Agora que eu voltei para o meu corpo, parece... Parece que aquilo foi só um sonho ruim, sabe? Como se fossem lembranças de outra pessoa, e não minhas. Ainda... Ainda incomoda... Mas é diferente, eu não sei... Eu não sei o que sentir.

- Se sinta... Se sinta feliz por não parecerem memórias suas e triste por serem. – Respondo, caminhando pela calçada com as quatro cobras e recebendo muitos olhares, mais pelo fato de parecer que estou falando sozinho do que com as cobras enroscadas em mim.

- Há quanto tempo você não come? – A Arisu pergunta, penso um pouco e eu acho que já fazem dias... Ficava tanto tempo sem comer, às vezes semanas, quando eu era pequeno que alguns dias sem comer nem me incomodam mais. – Deveria ter comido alguma coisa na base antes de sairmos.

- Íamos perder tempo. – Retruco, por mim eu nem tinha voltado para a base, mas todos ficaram pegando no meu pé que eu não poderia andar por aí com a Kayano, então eu voltei e deixei ela na base sendo observada pelo Riki para não fugir. – Perdemos muito tempo com a confusão que deu quando eu apareci.

Eu descobri que, enquanto o Takeshi estava na minha forma, ele botou a base em quarentena para procurar um assassino em série que estava matando uma pessoa atrás da outra. E a culpada era uma garotinha, e ela foi executada na frente de todo mundo, tecnicamente, por mim, mas era o Takeshi.

- Olha lá Shiro, uma macieira! – O Toshi exclama, eu poderia ter deixado todos eles na base, porém pretendo levá-los no veterinário para conferir se estão todos bem. – Por que não come uma maçã?

- Está bem. – Concordo, senão a Arisu iria pegar no meu pé, ela se preocupa muito comigo e com a Gina. O Takeshi também, mas ele não expressa abertamente como a Arisu, ele é mais reservado.

É mais difícil que o normal escalar a árvore, meus músculos ainda doem com qualquer mínimo esforço físico. Porém eu consigo subir até um dos galhos, o mais baixo deles, e pego uma maçã.

Quando mordo-a, sinto uma dor enorme nos meus dentes e afasto-a. Observo a maçã, não tem nem mesmo uma marquinha dos meus dentes nela, ela está intacta e meus dentes doloridos.

- Não conseguiu morder a maçã? – O Takeshi se pronuncia, aparentando estar tão confuso quanto eu. Eu usei força na mordida, era para eu ter arrancado um pedaço e não ficar com os dentes doendo, maçãs não deveriam ser tão duras.

Seguro ela com as duas mãos, percebendo a textura diferente dela, uma textura bem estranha. Pego a maçã e bato com força no galho, a maçã estilhaça, ela literalmente quebra em pedaços.

- A maçã... Quebrou? Maçã quebra? – O Toshi indaga na maior inocência, mas a Chiyo responde antes.

- Não, maçã não quebra, e eu quero comer bluberry. – A Chiyo diz, depois eu compro muitas dessas frutinhas para ela, mas primeiro preciso pegar a Cho e descobrir o que houve com aquela maçã.

- Prometo que compramos depois. – Afirmo, pegando outra maçã. A textura dela é normal, porém em pouco tempo muda, a maçã fica fria e um pouco brilhosa, como se refletisse a luz. – Qual o problema dessas maçãs?

- Deixa eu ver. – O Takeshi pede, e eu aproximo a maçã de seu rosto, fico um tempo segurando-a enquanto ele fica analisando-a. – Parece uma joia.

- Não é uma joia, é uma maçã, ou deveria ser. – Falo confuso, pois o Takeshi está meio certo, parece um pouco com uma joia, e quebra igual a uma frágil joia.

- Isso é maluquice demais. – Comento e resolvo descer, desistindo das maçãs. Acho que eu, entre todas as pessoas, não poderia julgar algo como sendo maluco demais, não é como se minha vida fosse normal. – Melhor seguirmos em frente.

Olho ao redor enquanto ando, admirando esse lado da cidade, a parte rica. A diferença entre essa parte e a parte onde eu nasci é tão grande, até parece que são duas cidades diferentes, porém são apenas bairros diferentes colados lado a lado.

Eu vim algumas vezes aqui quando era pequeno, principalmente no parquinho que tem aqui. Tinha um parquinho mais perto de casa, mas os brinquedos estavam caindo aos pedaços, já os daqui não, e tinha uma variedade maior de brinquedos. Eu sempre achei um desperdício, porque os filhos dos ricos não vão em parquinhos de rua, eles vão nos parques de diversões que custam os olhos da cara. Já as crianças do meu bairro fariam um uso muito melhor se aquele parquinho fosse nosso.

Eu lembro que meu brinquedo favorito era o balanço, e o da Gina também. Mesmo tendo mais de um balanço no parquinho, eu sempre empurrava ela do balanço para poder brincar no que ela estava, éramos muito competitivos... Talvez competitivos não seja a melhor palavra, inimigos mortais talvez seja um pouco mais apropriado, porém essa parte do nosso passado é algo que eu agradeço por ela não lembrar.

Não sei se a Gina confiaria em mim da mesma forma que confia se soubesse o que já fizemos um ao outro, já fiz as coisas mais absurdas com ela antes... E como eu me arrependo, como eu me arrependo de já ter a machucado. Olhando para o passado, eu não consigo explicar porque a odiava, porque brigávamos a todo instante.

Mas eu a amava, só não sei bem em qual sentido da palavra, mas eu sempre amei minha irmã, mesmo naquela época. E eu percebi isso quando ela sumiu, porque eu primeiramente fiquei feliz, só que o tempo foi passando e eu sentia falta dela. Quando ela voltou... Eu queria abraçar ela, porém eu não ia fazer isso, então eu decidi implicar até que ela batesse em mim, esse era meu plano para lhe dar as boas-vindas.

Minhas boas-vindas não deram certo. Ela não se irritou, não me xingou, não me bateu... Ela chorou, chorou como nunca a tinha visto chorar na vida, isso fez eu me sentir o maior babaca do mundo. E foi aí que eu percebi que gostava de vê-la sorrindo, eu gostava quando ela vencia nossas brigas e colocava aquele sorriso vitorioso no rosto, eu só aprendi a valorizar seu sorriso quando a vi chorando por minha culpa.  

- É aquela casa ali! – O Toshi exclama, trazendo-me de volta para a realidade, para a tarefa de pegar a minha filha na casa do Kaede e depois ir no veterinário. – É lá que a sua filha tá!

Caminho até a casa, dessa vez me mantendo firme na realidade, sem vagar por pensamentos. Quando chego na porta, encontro um garoto encostado no muro bem ao lado da porta, parece ter a minha idade.

- Tudo bem? – Pergunto pro garoto, pois o mesmo está me encarando fixamente, algo que está me incomodando, eu não o conheço.

- Na verdade não, e eu acho que isso vai soar tão confuso para você quanto isso tudo é confuso para mim. – Ele responde, não parece ser uma má pessoa, só é estranho. – Mas eu acho que sou seu irmão mais velho.  

- Deve estar me confundindo com alguém. – Retruco, simplesmente é impossível ele ser meu irmão... Está certo que eu não conheço meus pais biológicos, mas minha mãe disse que eles não tinham nenhum filho. Mesmo que eu tenha irmãos, eles seriam mais novos que eu. – Eu só tenho uma irmã.

- Eu sei, isso não faz sentido nenhum, pode acreditar que eu te entendo. – Confirma, finalmente desviando seus olhos de mim e observando ao redor. – Esse mundo é tão estranho e... Claro.

- Eu tenho que ir. – Afirmo, agora querendo fugir dele, é muita maluquice para a minha cabeça. Quando eu iria empurrar o portão que já estava destrancado, ele segurou o meu braço.

- Espera, eu... Deixa eu me apresentar. – Ele pede, e eu acabo cedendo e me virando para ele novamente. – Eu sou Shikichi Eros, e eu sei que devo estar parecendo um maluco, mas... Podemos conversar? Por favor?

- Shiro, com quem você está falando?

 

CONTINUA...


Notas Finais


Trechos do próximo capítulo:

- Calma, está tudo bem, ou quase isso... Meu pai quer conhecer o meu noivo, e não vai me deixar casar sem conhecer você.
- Espera, o que?
- Eu aceito me casar com você para unir as máfias, mas acontece que eu deixei escapar para o meu pai que iria me casar e agora ele quer conhecer você. Vamos logo que ele está te esperando.

- Como você cresceu, eu nem te reconheci... Meus pêsames por sua mãe, fiquei sabendo que ela morreu há alguns anos.
- Senhor Kaede... O Senhor conhecia a minha mãe?
- Pessoalmente não, mas ouvi falar muito dela. Desculpe, você não deve se lembrar de nada e deve estar muito confuso, você e sua irmã eram muito pequenos na época.

A palavra de hoje é "Docomsale"
Kissus


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