História A base de mentiras - Capítulo 299


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Categorias Ansatsu Kyoshitsu (Assassination Classroom), Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags Akabane, Ansatsu Kyoushitsu, Assassination Classroom, Karma, Karmagisa, Kayano, Nagi, Nagisa, Shiota
Visualizações 106
Palavras 2.096
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ooooooi galeraaaa! Como vão?!

O computador deu tilte, mas por sorte o problema foi resolvido e eu pude postar! :D

Boa leitura!

Capítulo 299 - Poderes - Parte cinco


Fanfic / Fanfiction A base de mentiras - Capítulo 299 - Poderes - Parte cinco

Aoi

 

Chego a um momento onde eu não sei mais se estou rindo ou chorando, talvez esteja fazendo os dois. Eu deveria tentar me levantar como o Hibiki está fazendo, porém no momento me parece ser a coisa mais sem lógica a se fazer, para que levantar se não tenho para onde ir?

É, eu iria continuar sentado nesse chão, se não fosse por algo acertando meu rosto em cheio. Não é água, demoro um pouco para perceber que foi neve, uma bola de neve. E só tem uma pessoa comigo, só uma pessoa pode ter tacado essa bola de neve em mim.

Levanto o rosto e encaro o Hibiki, não tinha percebido que ele já tinha levantado, e nem que tinha feito uma bola de neve. Não hesito de esticar minha mão, pegar um pouco de neve do montinho perto de mim e tacar na sua direção, porém ele consegue desviar.

Tento novamente, mas ele desvia, na verdade sou eu que taco errado. Fico insatisfeito com isso, então levo minhas duas mãos até o monte de neve, pego o máximo de neve possível e taco a bola gigante de neve na direção dele. E, dessa vez, eu o acerto e o derrubo.

- Acertei! – Comemoro, me sentindo um pouco idiota por isso, mas estou realmente muito feliz por ter conseguido acertar pelo menos uma bola.

- Foi trapaça. – Ele argumenta, e eu simplesmente ignoro, eu acertei independente do tamanho da bola de neve.

- Foi não! – Exclamo e apoio uma mão na parede da cela, disposto a me levantar antes dele. Mas, quando eu faço isso, a neve fica muito mais forte, se tornando uma furiosa nevasca.

Levo os braços para cima e protejo meu rosto, sem entender porque a neve calma ficou tão agressiva de repente. Mas essa agressividade logo passa, e eu posso apostar que meu cabelo deve estar todo branco igual ao do Hibiki.

Coloco a mão na parede para tentar levantar e, quando faço um pouco de força, a parede desmorona. Encaro a cena e pisco os olhos várias vezes, para me certificar de que estou vendo certo.

- A parede caiu? – Pergunto em voz alta, a confusão ultrapassando minha mente e parando na minha boca. A cela do lado da nossa, graças a Deus, está vazia, e a neve se espalhou para lá também.

- A neve pode ter se infiltrado nas rachaduras, congelado a parede e ela desabou. – O Hibiki sugere, faz um pouco de sentido, na verdade nada está fazendo sentido. – Agora nós temos mais espaço.

- E por que precisamos de mais espaço?

- Para fazer uma guerra de bolas de neve direita.

 

Eros

 

Isso é estranho, tudo isso é muito estranho. Desde que me lembro, eu sempre tive cinco irmãos por parte de pai, e agora eu tenho dois irmãos por parte de mãe também. Aparentemente, Nix e Nyx não são mais minhas irmãs mais novas porque, se meus irmãos por parte de mãe já são adolescentes, elas já devem ser adultas.

Eu quero saber onde estão minhas irmãs, quero encontrá-las, mas elas já são adultas, devem ter aprendido a se virarem sozinhas.  Então, estou pondo o bem-estar dos meus novos irmãos caçulas a frente da minha preocupação com elas, estou me preocupando mais com eles porque eles precisam de mim.

- Tudo bem. – Meu irmão cede, gostaria de perguntar se foram criados por nossa mãe ou se ela também os abandonou, mas agora não é momento para isso.

- Eu estou preocupado com a nossa irmã, eu a vi chorando e eu... Eu não sabia o que fazer. – Confesso, meu coração se apertou por vê-la chorando e não saber o que fazer para acalmá-la. Tudo que eu quis naquele momento foi abraçar a menina que eu estava vendo pela primeira vez na minha vida, porém isso seria tão confuso quanto foi para mim e talvez até assustador, eu não queria deixá-la mais assustada do que já parecia.

- A Gina?! Você viu a Gina chorando?! – Ele exclama e eu assinto, gravando o nome dela na minha cabeça. É um nome diferente, mas é um nome bonito, muito bonito. – O que a-aconteceu?!

 - Eu não sei. – Respondo, lembrando de cada detalhe que observei da porta, acho que ninguém me viu, nem mesmo ela. – Ela estava chorando muito, aí apareceu um homem... Do jeito que ele falou... Eu acho que era o pai de vocês.

- O meu pai? – Ele repete, e dizer que ele fica branco é pouco, sua pele fica quase transparente. Fico preocupado com a possibilidade dele desmaiar, me posiciono de um jeito que eu conseguiria apará-lo caso perca a consciência. – Te-Tem ce-certeza?

- O que seu pai fez? – Indago, porque eu conheço esse tom de voz, eu também tive um pai capaz de fazer as coisas mais absurdas. Eu nunca sofri nas suas mãos, mas eu vi os horrores que ele fazia com minhas irmãzinhas e o que ele fez para eu nascer. – Por favor, me responda.

- Você... Você é mesmo nosso irmão?

- Sou, por parte de mãe. – Conto, e ele parece acreditar mais ou menos em mim, porém já é suficiente. – E eu quero ajudá-la, o que eu posso fazer para ajudá-la?

- Eu não sei, só... Só não deixa ele machucar ela, pode fazer isso? – Ele pede, com os olhos vermelhos, não me contenho e lhe abraço.

- Tudo bem, ela vai ficar bem, eu não vou deixar ninguém machucar ela. – Garanto e me afasto dele, estava prestes a ir embora quando me lembro de uma coisa. – Qual o seu nome?

- Sasaki Shiro. – Ele se apresenta e eu gostei dele, é diferente dos meus outros irmãos. Meus irmãos nunca aparentaram preocupação pelos mais novos como eu tinha, mas ele parece ser diferente, ele se importa.

- Vou voltar o mais rápido possível.

- Eu vou te esperar aqui fora. – Ele diz, porém, estranhamente, não importa para onde ele vá, eu sempre vou encontrá-lo. Não sei o que está acontecendo, mas, quando eu me afasto muito de um, acabo aparecendo perto do meu outro irmão.

Corro para longe do meu irmão e, quando vejo, a rua já foi substitua por aquele lugar fechado de antes. Logo estou parado no mesmo lugar de antes, mas agora a cena é diferente.

O homem que parecia ser seu pai desapareceu, e eu também não consigo mais vê-la, o corpo dela simplesmente sumiu dentro do abraço que dois garotos estão lhe dando. Relaxo um pouco, a situação não parece tão ruim quanto antes.

Entro, coisa que eu não tinha feito antes. Caminho devagar até estar ao lado dos garotos que a abraçam e, possivelmente, a sua frente. Ela ainda está chorando, dá para ouvir seus soluços baixos daqui, porém parece ser menos.

Tenho uma ideia, algo que sempre deixava minhas irmãs felizes. Faço uma rosa, uma rosa branca, e paro. Não sei que cor ela gosta, então não sei de que cor devo tingir as pétalas da rosa.

Estava prestes a deixar a rosa branca mesmo, porém me lembro dos olhos do meu irmão e dos olhos dela. São vermelhos, vermelho vibrante, vermelho sangue, vermelho Calais... Vermelha, a rosa será vermelha como os olhos deles.

Em um piscar de olhos, a rosa branca já se transformou numa rosa vermelha. Sorrio e estico meu braço, desviando dos garotos e colocando a rosa em sua orelha. Minha mão esbarra numa parte do seu cabelo e eu acabo ajeitando-o, arrumando uma de suas mechas brancas como era a rosa inicialmente.

A cabeça dela acaba se virando e nossos olhares se cruzam, lembro da reação do Shiro quando contei que era seu irmão, acho melhor não contar para ela nesse momento. Aumento meu sorriso e faço uma pequena reverência, um costume que eu peguei por viver muito tempo no mundo dos demônios.

 

Shiro

 

- Shiro! – Me chamam e eu viro a cabeça automaticamente, porém só presto atenção mesmo quando me deparo com a Hasi. Aí eu relembro o que vim fazer aqui, eu tenho que pegar a Cho com a Hasi.

- Onde está a Cho? – Indago, enquanto a Hasi abre o portão e... E ela está sem o capuz. – O que você está fazendo com o rosto descoberto nessa casa?!

- Calma, está tudo bem, ou quase isso... – Ela conta, se apoiando no portão. – Meu pai quer conhecer o meu noivo, e não vai me deixar casar sem conhecer você.

- Espera, o que? – Indago, completamente confuso, o que ela acabou de falar não fez o mínimo sentido.

- Eu aceito me casar com você para unir as máfias, mas acontece que eu deixei escapar para o meu pai que iria me casar e agora ele quer conhecer você. Vamos logo que ele está te esperando. – Ela responde de forma acelerada e agarra minha mão, arrastando-me para dentro. Não paro-a, estou mais preocupado em não tropeçar e acidentalmente cair de cara no chão com a velocidade com que a Hasi corre.

No meio do caminho, as quatro cobras dão um jeito de descer de mim e ir para a grama. Eu também queria fugir igual eles estão fazendo, definitivamente eu não quero ficar cara a cara com o Kaede.

Respiro fundo quando ela para de correr e me solta, iria explicar para ela que eu não posso me encontrar com o Kaede. Ele me reconheceria, reconheceria o guarda-costas que sequestrou sua filha, e eu estou ferrado se isso acontecer.

- Então esse é o garoto?

Eu congelo, porque conheço muito bem a voz dele, nem preciso encará-lo para reconhecê-lo. Começo a rezar para todos os deuses que eu conheço para que o Kaede não me reconheça, o que é quase impossível, mas essa é minha única esperança, não dá mais tempo de fugir.

- Sim pai, esse é o meu noivo. – A Hasi afirma, eu quero saber quando ela contou e como ele está aceitando essa informação tão bem, nada faz sentido. – Se apresenta.

Ela me dá um leve empurrão, engulo em seco e levanto a cabeça, ficando cara a cara com o homem que pode me decapitar nesse exato momento.

- Prazer, Sasaki Shiro. – Digo, esticando minha mão para cumprimentá-lo, preciso fazer um esforço surreal para minha mão não tremer e, por um milagre, consigo mantê-la firme.

- Sasaki Shiro? – Ele repete, sem fazer menção de apertar minha mão, então resolvo abaixá-la enquanto confirmo, alerto a qualquer movimento dele.

- Sim senhor. Sasaki Shiro.

- Como você cresceu, eu nem te reconheci. – Ele afirma e abre um sorriso, deixando-me confuso. Porém também relaxo um pouco, aparentemente ele não me reconheceu, e eu não sei como isso é possível. – Meus pêsames por sua mãe, fiquei sabendo que ela morreu há alguns anos.

- Senhor Kaede... O Senhor conhecia a minha mãe? – Indago, sem entender para que lado a conversa está indo agora.

- Pessoalmente não, mas ouvi falar muito dela. – Explica, eu não consigo disfarçar minha confusão, ela deve estar bem estampada na minha cara. – Desculpe, você não deve se lembrar de nada e deve estar muito confuso, você e sua irmã eram muito pequenos na época.

- É, deve ser, mas como nos conhecemos? – Pergunto, eu só fui conhecê-lo pessoalmente quando fui trabalhar como guarda-costas da Kayano, e eu nunca lhe falei nada sobre minha família, muito menos meu nome.

- Quando eu vinha para cá, e sua mãe estava internada, seu pai deixava vocês aqui e ia trabalhar. – Conta, porém minha confusão não passa, ele piora ao ponto da minha cabeça começar a latejar de leve. – Não se esforce para lembrar, porque você não vai lembrar, a última vez que seu pai trouxe vocês, vocês deviam ter... Uns cinco, quatro anos? Eram muito novos.

- Você e meu pai eram amigos? – Interrogo, minha dor de cabeça aumentando conforme tento encaixar as peças e entender o que tudo isso significa. Mas uma coisa eu não posso negar, eles são iguaizinhos, dariam ótimos amigos.

- Não exatamente.

- Então por que o senhor ficava comigo e com minha irmã?

- Primeiramente, não me chame de senhor, pode me chamar de Noburo. – Ele pede, para mim tanto faz como vou chamá-lo, eu só quero uma resposta dele. E, na verdade, eu também queria uma explicação do meu pai para tudo isso. – Você e sua irmã eram uma boa companhia para a Kayano, vocês se davam bem brincando juntos... Então eu não via problemas em vocês ficarem aqui enquanto o Nao fazia alguns trabalhos para mim, afinal aqui tinha quartos de sobra e empregados para tomarem conta de vocês.

- Meu pai... Meu pai trabalhava pra você?!

 

CONTINUA...


Notas Finais


Trechos do próximo capítulo:

- O que houve Nao?
- O que houve?! Minha filha está no hospital por sua culpa!
- Ela sobreviveu? Era para estar morta. Bem, acontece, mas se ela abrir a boca e falar que fui eu... Aí eu vou acabar o que comecei.

- Eu traumatizei ela? Não, eu não fiz nada... Foi você que fez isso com ela.
- Claro que não, você que estuprou-a.
- Sua filha estava completamente sozinha numa rua. Quem deixa uma criança de quatro anos sozinha?

A palavra de hoje é "Tapulhobu"
Kissus


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