História A base de mentiras - Capítulo 496


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Categorias Ansatsu Kyoshitsu (Assassination Classroom), Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags Akabane, Ansatsu Kyoushitsu, Assassination Classroom, Karma, Karmagisa, Kayano, Nagi, Nagisa, Shiota
Visualizações 19
Palavras 2.573
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ooiiii galeraaaaaa! Como vão?!

Terminei em cima da hora :')

Boa leitura!

Capítulo 496 - A Mansão Sasaki - Parte dez


Fanfic / Fanfiction A base de mentiras - Capítulo 496 - A Mansão Sasaki - Parte dez

Gina


- Nós?! – Exclamo, sem ter ideia do que essa Deusa acha que nós conseguimos fazer. Nem sei direito como funciona esse negócio de alma, não tem como consertarmos ela. – Por que nós?! 

- Vocês são filhos de Afrodite, ela que entende de almas e consertou da primeira vez, então vocês são capazes de fazer o mesmo. – Ela responde de forma simples, como se o fato da nossa aparentemente mãe que nunca vimos na vida saber fazer isso seja suficiente para nós também sabermos fazer. 

- Por que não pede ajuda pra ela? – O Shiro indaga, fazendo uma ótima pergunta. Se a Deusa do Amor sabe fazer isso, então ela deveria fazer, não nós que acabamos de descobrir mais um elemento sobrenatural no nosso DNA. 

- Porque não lhe darei o prazer de pedir sua ajuda num assunto em que eu sempre fui contra. – Ela afirma, então, até os Deuses são orgulhosos. Sempre soube disso, na minha cabeça sempre me pareceu surreal essa ideia de Deuses perfeitos, pois ninguém é perfeito. – Sem falar que eu não confio nela, não a quero perto dos meus filhos e muito menos fazendo experimentos com eles. 

- Pensei que a Deusa do Amor era amada por todos. 

- Ela definitivamente não merece esse título, meu irmã... – A Deusa começa a falar, porém acaba se calando antes de terminar a frase. Então, minha mãe é uma Deusa do Amor estranha, isso combina mais com a gente. – Enfim, ela não é o tipo de pessoa para quem quero pedir ajuda. 

- Imaginei que Nix nunca se daria bem com a minha mãe...

Viro-me na direção desse estranho comentário, certamente não foi feito pelo meu irmão. E lá estava aquele estranho garoto, lembro-me dele na boate, ele chegou naquele lugar junto com o Shiro e depois simplesmente sumiu. Assim como da última vez, ele não está sozinho, está com aquele demônio que também apareceu na boate e ficou falando comigo até o Shiro chegar. 

- Sua mãe? – Repito, a única pessoa a qual ele pode estar se referindo é Afrodite já que ela era o centro da conversa instantes atrás. – É filho de Afrodite? 

- Por isso... Por isso disse ser meu irmão quando nos conhecemos? – O Shiro pergunta em seguida, dessa parte da história eu não sabia, meu irmão nunca me contou que esse garoto tinha dito que era nosso irmão. 

- Com quem estão falando?

- Com ele. – Respondo de forma automática, sem nem parar pra saber quem perguntou, só respondo e aponto na direção do garoto com o demônio, esqueci-me de seus nomes. 

- Ele... Ele quem? Não tem ninguém aí. 

- Claro que tem. – Retruco com convicção, posso às vezes ver coisas, porém sei diferenciar uma alucinação da realidade. E eles são reais, sem dúvida alguma, até porque o Shiro consegue vê-los, meu irmão não conseguiria vê-los se fossem coisa da minha cabeça. 

- Vocês dois são os únicos que conseguem nos ver. – Ele comenta, atraindo meus olhos para ele novamente, pois aguardo uma explicação. Eu acredito fácil no sobrenatural e em coisas absurdas, mas o mínimo que exige para acreditar é uma explicação, seja ela muito louca ou não, só preciso de uma explicação. – Nós... Nós morremos muito tempo atrás, e de alguma forma... Nossas consciências foram trazidas de volta e presas em vocês, por isso só vocês nos veem. 

- Ninguém vai falar nada sobre o fato da menina de cabelo azul ter se duplicado? – O Nagisa se manifesta, ele sim pode ser tachado como louco depois desse comentário. Vai ver está bêbado, vi algumas pessoas servindo uns drinks pela casa, ele pode ter pegado um e tomado. 

- Duplicado? – A Deusa repete, olhando de um lado ao outro, provavelmente procurando por essa duplicata que nenhum de nós está vendo, com exceção do Nagisa. – Acho que vocês estão conseguindo ver coisas que não conseguimos, então... Quantos seres realmente têm aqui? Quem vocês estão vendo e nós não?  

- Eu vejo dois, um demônio e... Um Deus. – Digo, ainda incerta sobre essa última classificação. Não tenho certeza que o garoto é um Deus, porém ele disse ser filho de Afrodite, então a coisa mais lógica é ele também ser um Deus. 

- Eu vejo uma menina... Literalmente idêntica a essa... A minha irmã. – Nagisa comenta, não importa o quanto eu tente e olhe na mesma direção que ele, não consigo ver ninguém além da garotinha escrava. – Eu não faço ideia de quem ou o que ela é. 

- Ele está vendo minha irmãzinha. – O garoto que só nós vemos conta, então o Nagisa não está louco nem bêbado, tem realmente alguém ali. – Imagino a confusão dele, Nyx é realmente muito parecida com a sobrinha. 

- Então são três pessoas? 

- Quatro. 

Todos nós olhamos pra pequena, que acabou de anunciar que também está vendo alguma coisa que não vemos. Ela aponta numa direção, uma poltrona encostada na parede mais afastada de nós, aos meus olhos aquele lugar está vazio. Percebo o olhar também curioso de meu aparentemente novo irmão e seu namorado, eles conseguiam ver e sabiam quem era a pessoa que o Nagisa estava vendo, mas acho que agora eles também não fazem a mínima ideia de quem se trata, nem sei se estão conseguindo ver alguma coisa ou não. 

- Quem está ali? 

- Minha filha. 

- Sua filha? É... Ela... Não está...

- Sim, ela tá aqui dentro. – A garotinha afirma, cutucando a própria barriga, com uma força aparentemente exagerada. – E ali também. 

Posso nunca ter frequentado a escola, mas até eu conheço aquela lei da física que diz que um corpo não pode ocupar dois lugares ao mesmo tempo. Então, se tem um corpo em formação dentro da barriga dela, significa que o que ela está vendo deve ser somente o espírito da filha. Só que, até onde eu tinha entendido, era pra esse espírito estar preso em algum lugar chamado Vazio. 

- Isso... Isso não deveria ser possível. – A Deusa rebate, olhando pra onde supostamente está o espírito, mas ela também não parece ver nada. – Ela não deveria conseguir acessar o nosso mundo... Se bem que talvez a ligação com seu futuro corpo tenha causado uma ruptura no Vazio que fez com que ela conseguisse vir pra cá... 

- Preciso que vocês façam uma pergunta pra Nix por mim. – O garoto que só nós vemos e escutamos fala comigo novamente, apontando para a Deusa. – Pode perguntar pra ela se... Se ela viu alguém chamada Lyssa? 

- Tá, mas... Qual seu nome mesmo? 

- Eu me chamo Eros, esse daqui é o Calais. 


Shiro


- Lyssa? Não, não conheço ninguém com esse nome. 

- Pergunta... Pergunta se ela... Se ela já viu... A Deusa da Loucura. – Eros pede a minha irmã, confesso que não entendo o motivo dele estar fazendo essas perguntas, mas acho que é algo que não tem nada a ver comigo ou com essa situação atual. 

- Você conhece a Deusa da Loucura?

- Até eu já ouvi falar dela. – Uma bruxa se mete na conversa, pra ser sincera não consigo diferenciar nenhuma das três direito, elas são muito parecidas. – A Deusa da Loucura é a lenda mais famosa do céu e do inferno. 

- Exatamente, uma lenda... Então não, tudo que sei sobre a Deusa da Loucura é o que as lendas contam. – Ela responde, acho que ele gosta de ouvir essa resposta vindo da Deusa Nix. – Podemos parar com essas perguntas sem sentido e focar no verdadeiro objetivo? Os espíritos que não conseguimos ver irão ajudar ou ao menos não atrapalhar? 

- Quero ajudá-los o máximo que eu puder... Não sei bem como essa coisa de poder funciona, mas eu também sou... Eu também era um Deus do Amor quando estava vivo, então vou tentar ajudar. – Nosso... Nosso irmão mais velho afirma, dando um pequeno sorriso para nós, ele parece realmente disposto a nos ajudar. Como eu não faço a mínima ideia do que teremos que fazer nem como teremos que fazer, qualquer ajuda é muito bem-vinda. 

- Eles disseram que vão ajudar. – Minha irmã passa a mensagem, o Nagisa fala o mesmo sobre a garota que está vendo e a Nagasaki só dá de ombros. Pra ser sincero, estou me contendo para não correr e ir abraçá-la imediatamente, é tão bom ver que ela está viva. 

Engraçado que ela me disse que sua mãe se chamava Nix, como a Deusa da Morte, e ela é realmente filha da Deusa da Morte. Confesso que fiquei extremamente surpreso ao ver a Deusa Nix, ela é exatamente como minha mãe descrevia em suas histórias. Não consigo acreditar que isso se trate de mera coincidência, minha mãe devia saber de algo, talvez ela sempre tenha sabido sobre essa nossa descendência divina. Indo ainda mais longe, lembro-me que minha mãe tinha uma amiga chamada Afrodite, como a Deusa do Amor... 

Foram grandes revelações, mas a maioria delas não foi ruim, principalmente sobre a Nagasaki. Claro que é péssimo saber o que aconteceu com sua alma, mas estou muito feliz em saber que essa garotinha inocente, linda e tão carismática faz parte da minha família, ela é minha priminha. Agora que sei disso, e que nos encontramos novamente, ela não volta para aquela família maligna que a faz de escrava de jeito nenhum. Se minha tia e o Nagisa não quiserem ficar com ela, sem problemas, eu posso levar ela pra morar comigo, com a Gina e com nossos filhos... Só queria saber como minha tia foi capaz disso, como ela vendeu a filhinha dela e transformou-a numa escrava... Isso é pior do que o que meu pai fez comigo. 

- O que teremos que fazer para ajudá-la? – Interrogo, saindo de meus próprios pensamentos. Às vezes preciso concordar com a Gina, ficar pensando não adianta nada, tem vezes que nós só precisamos agir. 

- Não sei. – A Deusa Nix responde, deixando-me sem reação, não esperava ouvir isso.

- Como assim?! – Minha irmã exclama, fazendo o que eu queria ter feito. – Não sabe? Como não sabe? Ao menos nos explique o que Afrodite fez da primeira vez para que possamos tentar reproduzir.

- Não sei explicar o que Afrodite fez e, mesmo se soubesse, não adiantaria. – Ela conta, passando a mão pelo longo e levemente desgrenhado cabelo da pequena. – O cenário de agora é muito pior do que quando Afrodite consertou... Ou melhor, de quando ela deu um jeitinho, então o paliativo que ela usou não daria mais certo. Consertar uma alma é impossível, até mesmo pra vocês, então o que preciso que façam é... Deem um jeito de substituir a alma dela, juntem com outra pessoa, usem umas pedras... Eu não sei o que vocês vão fazer, só precisam fazê-la sentir de novo mesmo com a alma quebrada. 

- É... É isso? Só isso que você tem a nos dizer? – A Gina questiona, visivelmente irritada, enquanto eu estou preocupado. Claro que quero ajudar a Nagasaki, mas, com o que temos de informação, é praticamente impossível conseguirmos fazer algo. 

- Eu sou a Deusa da Morte, não entendo de almas. – A Deusa retruca, isso é um grande problema porque nós também não entendemos de almas, nem sei se alguém aqui entende de almas. – Vocês têm toda essa equipe de apoio e todo o tempo do mundo, tenho certeza que conseguirão pensar em algo. 

- Alguém... Alguém entende de almas? – Pergunto, olhando de um lado ao outro, esperando que alguém se prontificasse para nos ajudar ou, pelo menos, dar um pouco mais de informação. O irmão da ruiva, que ainda está no chão, levanta a mão timidamente. – Você pode nos ajudar?

- Eu não sei muito sobre almas, mas... Eu sei de um lugar que tem vários livros sobre o assunto e eu acho que eles seriam úteis. – Ele conta baixinho, mas ainda consigo ouvir e gosto da ideia. Mal entendi o que é esse negócio de alma, um livro ou um manual de instruções que só explicasse melhor a definição de alma já seria de grande ajuda.

- E onde podemos pegar esses livros? 

- Então... Não sei, eles estão na biblioteca de Atena... No céu. – Ele responde, não me parece nem um pouco fácil pegar livros que se encontram no paraíso, na biblioteca da Deusa da Sabedoria. Minha mãe já me falou dessa biblioteca, a maior de todas, contendo todos os livros do mundo sobre todos os assuntos. É claro que os livros sobre a alma só podiam estar lá. – Alguém teria que ir lá pegar. 

- Você pode ir, aposto que Atena não se importaria se fosse entrasse e pegasse os livros, afinal... Você não vivia dentro da biblioteca dela? 

- Ele não vai. – A ruiva nega, logo interrompendo a Deusa da Morte. – Não podemos pisar no céu. Se quer aqueles livros, os quais precisamos para ajudar a Nagasaki, vá você e os pegue, afinal você é a única de nós que mora no céu e pode circular livremente por lá. 

- Ver a cara da insuportável da Atena, que maravilha... – A Deusa sussurra com sarcasmo, se levantando do chão. – Tudo bem, irei pegar os livros e voltarei com eles, tentem não se matar nesse meio tempo. 

Ninguém concorda com ela, considero isso um péssimo sinal. Nunca vi tantos seres sobrenaturais reunidos em uma única sala, como também não faço ideia de como é a interação entre raças diferentes. Minha vontade é sair correndo daqui e, por incrível que pareça, eu acabo fazendo isso. Entrego os gêmeos pra Gina, digo-lhe que já volto e saio correndo porta afora. Não fiz isso pelo medo, na verdade tem uma coisa que eu quero fazer antes que a Deusa Nix vá embora, ainda bem que encontro-a no corredor antes que pudesse se teletransportar, voar ou sabe se lá como ela vai até o céu. 

- Deusa Nix! – Chamo-a, sem saber se fui respeitoso o suficiente, pelo menos consegui sua atenção e ela não parece ofendida. – Eu... Eu queria te fazer uma pergunta, caso a senhora Deusa permita. 

- Não precisa dessa formalidade e sim... Pode perguntar. 

- Como você é a Deusa da Morte, eu pensei... Eu acho que talvez... Por acaso você conhece minha mãe? Digo, não Afrodite, minha mãe humana...

 - Shiota Izumi.

- Sim, ela mesma. – Concordo, tenho que ir direto ao ponto, estou atrasando-a. – Eu só queria saber... Queria saber se ela está bem, quero saber se ela realmente está em um lugar melhor, se está feliz, se está olhando por nós... Sabe, essas coisas que falam pra confortar você quando um ente querido morre. 

- Ela é um anjo... E é muito querida por nós, eu principalmente tenho um grande carinho pela Izumi. – Ela fala de uma forma gentil, confesso nunca ter pensado que a Morte poderia ser tão educada e pacifica, ela não é assustadora como a maioria das pessoas diz. 

- Pelo visto você a conhece, conhece bem, então... Poderia falar pra minha mãe que... Que eu sinto muita falta dela e... E... E que eu nunca vou esquecer dela, que eu quero que ela seja muito feliz lá em cima e que um dia... Um dia vamos nos ver de novo. – Peço, lutando para manter as lágrimas presas em meus olhos, tento esconder isso da Deusa Nix, por isso sorrio. – Obrigado por ter me falado sobre ela, pode parecer pouco pra você, mas essa é a primeira notícia que tenho da minha mãe em quatro anos, então... Significou muito pra mim, obrigado. 

- Vou entregar pra ela seu recado. 

CONTINUA...


Notas Finais


A palavra de hoje é "Camvatulhone"
Bisous!


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