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História A Bastarda- Akatsuki - Capítulo 30


Escrita por:


Notas do Autor


>Aqui está a segunda parte, tão ou mais delicada de se tratar quanto a primeira.
>Boa leitura.

Capítulo 30 - O passado manda lembranças - pt.2


Fanfic / Fanfiction A Bastarda- Akatsuki - Capítulo 30 - O passado manda lembranças - pt.2

_ Kamim?!_ Deidara ficou incrédulo ao vê-lo.

  Tinha certeza que Kamim Iwasaki estava preso pelos crimes que tinha cometido há dois anos, mas se Deidara, tendo cometido os mesmo crimes, estava livre, por que Kamim não estaria?

_ Sentiu minha falta?_ o moreno perguntou.

   Kamim tinha cabelos negros e olhos verdes amarelados. Aquela pergunta fez o sangue de Deidara ferver, quando seu psicológico estava menos estável, aquele homem quase o tinha feito matar alguém, ele tinha usado toda a raiva contida no loiro a seu favor.

_ Não mais do que desejei que estivesse morto _ Deidara disse.

_ Assim você me machuca _ Kamim fez uma expressão de falsa tristeza _ Não é como se você não tivesse gostado de trabalhar comigo, eu disse que você se vingaria das possíveis pessoas que mataram seus pais e você entrou na onda, sem questionar.

_ Eu te disse que só causaria dano material a eles, nada de matar ou ferir ninguém, você me prometeu _ o loiro disse e o moreno riu.

_ Você só queria uma falsa consciência limpa, Deidara, você não é um paladino _ o moreno falou _ pelo contrário, você é só um amontoado de sentimentos problemáticos como raiva e ódio esperando para explodir, venha comigo de novo e você vai poder estar livre dessa falsa culpa que você sente.

_ Nem pensar, foram mais de seis meses em terapia, para consertar o estrago que você fez _ o loiro negou prontamente.

_ Que eufemismo, você não estava em terapia, foi internado em uma clínica psiquiátrica pela sua família _ Kamim falou _ porque não fui eu que fiz o estrago em você, você é seu próprio estrago.

_ Cala a boca _ Deidara disse nervoso.

_ Sua definição de arte é uma forma de mostrar suas tendências destrutivas _ o moreno continuou  _ porque no fim é isso, você não é capaz de criar nada, só destruir _ enquanto ele falava, Deidara se levantou na intenção de deixá-lo sozinho _ pergunte à garota pela qual você veio aqui e ela vai confirmar pra você.

_ Onde está ela?_ o loiro perguntou contendo-se a continuar naquele mesmo lugar.

_ Não sei, eu nem cheguei a tocar nela de verdade _ Kamim disse se levantando também _ Só queria conversar com você, a garota foi só uma desculpa, enfim, você tem meu telefone, se quiser falar comigo qualquer dia.

   O moreno deu as costas e saiu do estabelecimento, Deidara estava com tanta raiva que não cabia em si, e o prior era que a raiva que sentia confirmava as palavras de Kamim.

*

   Mikasa chegou no último andar do Castela tower e se sentiu aliviada ao encontrar Izumi ainda ali.

_ Izumi?! _ a platinada chamou e a morena a olhou.

_ Você é a garota que vive com os Akatsuki, não é?_ Izumi se lembrou.

_ Acho que sou _ Mikasa disse e então mostrou o bilhete que a outra tinha deixado na mochila _ Me desculpe que eu não… seja o Itachi.

_ Tudo bem _ a morena disse _ eu sou patética por deixar um bilhete avisando que… você sabe, não sou?

   Mikasa se aproximou da outra, a torre era bem alta e como aquele era o último andar, tinha uma vista bem ampla da cidade.

_ Não, longe disso, eu acho que todo mundo quer a oportunidade de falar como se sente de verdade. _ a platinada disse e deu uma pausa antes de perguntar _ Por que veio pra cá?

_ Eu tenho uma boa memória da minha mãe nesse terraço _ Izumi contou _ ela me trouxe aqui uma vez, disse que queria me mostrar a cidade inteira, então ela começou a indicar os pontos da cidade, como se fosse apenas um mapa comum.

   A morena apontava os locais como se lembrava de sua mãe fazendo.

_ É bem bonito _ Mikasa disse olhando a vista.

_ Sim, eu queria ver mais uma vez _ Izumi disse de uma forma nostálgica, mas também triste _ Conhece algum lugar tão bonito assim?

   A pergunta surpreendeu Mikasa, durante todo o percurso até ali, ela tinha se perguntado o que diria quando encontrasse Izumi, mas não soube exatamente.

_ Apenas um _ a platinada respondeu _ um lago no qual meu pai levou a mim e meu primo há muito tempo.

  Mesmo tendo medo de grandes quantidade de água, uma fobia que veio a desenvolver depois, uma das melhores memórias de Mikasa era sobre aquele lago. Aquilo tinha sido pouquíssimos meses antes da morte de Arata.

_ Meu primo tinha quatro anos, eu estava conversando com meu pai nas margens e Yukine começou a subir nas pedras altas que tinham no lago, em uma delas ele escorregou e caiu na água _ Mikasa contou e um leve sorriso surgiu em seu rosto enquanto lembrava _ quando meu pai ouviu o barulho dele mergulhando, ele enlouqueceu dizendo que era muito fundo e Yukine ia se afogar, ele pulou na água e não saiu até que voltasse com meu primo, o que não demorou muito. A primeira coisa que Yukine falou ao sair do lago foi “Posso fazer de novo?” e eu fiquei tão brava, porque eu estava preocupada e ele tinha gostado daquilo.

   Izumi tentava imaginar como tinha sido aquele momento e ao ouvir Mikasa falar de Yukine, ela própria se lembrou de sua irmã.

_ Seu primo devia ser como a Sora, ela às vezes me irrita, mas, de vez em quando, me faz dar algumas risadas _ a morena falou nostálgica _ uma vez eu a levei no shopping e ela simplesmente sumiu, eu procurei por todo lugar e fui encontrá-la numa farmácia, na seção de cosméticos _ ela não conseguiu conter sua fraca risada _ Sora tinha passado todas as cores das amostras de maquiagem no rosto, parecia um palhaço de tão colorida, eu nem consegui brigar com ela porque eu não parava de rir.

  Mikasa assistiu enquanto Izumi ainda ria, até que o sorriso se esvaiu do rosto da morena e a tristeza tomou seu lugar, a platinada podia sentir o que estava por vir.

_ Isso foi antes da minha mãe… falecer _ a morena disse um pouco hesitante, havia dor em seu olhar _ ela era tudo, o equilíbrio da minha casa, o elo da minha família e a felicidade da minha vida, eu só não sabia disso até ela partir.

_ Eu conheço essa sensação, mais do que queria até _ Mikasa pensou e mais uma vez aquela pergunta invadiu sua mente “ eu teria feito ou dito algo diferente se eu soubesse que era a última vez que eu ia vê-lo ?”_ Eu perdi meu pai quando tinha doze anos, ele era um herói pra mim, como se fosse… _ “minha luz” ela ia dizer.

_ Como você conseguiu continuar? _ Izumi a interrompeu e a platinada ficou surpresa, não sabia se conseguia responder essa pergunta _ Já fazem dois anos e eu não sei como.

   A dor é um sentimento estranho, às vezes, ela nos transborda e faz com busquemos apoio nos lugares mais inesperados, podendo ser até com pessoas que não conhecemos, porque no fim, tudo o que queremos é ser compreendidos.

_ Muitas coisas aconteceram naquele ano _ Mikasa disse olhando a vista panorâmica da cidade, “algumas delas, por mais que eu me esforce, eu nem consigo me lembrar” ela pensou _ Mas principalmente, eu sempre pensava que precisava voltar para casa, precisava estar em casa, porque Yukine estava lá e ele precisava de mim.

   Pensar nele, na importância que aquele garoto tinha para ela, sempre fez Mikasa se sentir mais forte e persistente. Madara estava realmente certo, não há nada que não se faria por um irmão, mesmo por aquele que você apenas considera como um.

_ Ao menos, eu gostava de pensar que ele precisava de mim, como eu precisava dele e então eu tinha um motivo para terminar o dia _ a platinada disse _ porque se eu morresse, eu estaria interrompendo algo no meio, do mesmo modo que você vai estar, se o fizer.

   Izumi não entendeu a última parte, Mikasa então entregou o celular para ela, a morena, ainda mais confusa, o colocou no ouvido.

_ Nee-chan?!_ ela ouviu a pequena falar pelo telefone.

_ Sora?! _ Izumi disse reconhecendo a voz.

_ Você não ia embora sem dar adeus, né?! _ Mikasa sussurrou para a morena à sua frente.

   Izumi parecia um pouco sem reação, a linha ficou muda por poucos segundos. Mikasa estava ficando sem opções, então apostou baseada em algo que seria efetivo em si própria e ligou para Konan.

_ Nee-chan, você vai demorar muito a voltar para casa? _ Sora perguntou, nesse momento uma lágrima correu pelo rosto de Izumi.

   Ela desviou o olhar para o chão.

_ Logo logo, Sora, eu prometo _ a morena disse tentando fazer com que o choro não afetasse sua voz.

   Se aquilo não a fizesse desistir, a platinada não tinha ideia do que faria, Izumi encerrou a chamada com Konan, então olhou para a garota albina à sua frente.

_ Izumi! Mikasa! _ a platinada se sentiu aliviada ao ouvir a voz de Itachi.

   Ela se virou e pôde vê-lo correndo até elas, ainda de jaleco e com os óculos de proteção, já que ele não tinha  trocado de roupa depois da aula de química, apenas tinha ido como estava. O moreno abraçou Izumi logo que chegou até as duas.

_ Meu deus, você me assustou de verdade _ ele disse para a morena que tinha o rosto enterrado em seu peito e então se virou para Mikasa _ O que houve?

_ Eu falo com você sobre isso depois, agora eu vou deixar vocês dois _ a platinada falou e ele concordou.

   Mikasa saiu do local, não que não se preocupasse mais com o estado de Izumi, mas originalmente a morena tinha chamado por Itachi, a carta era para ele, ela achou que o momento seguinte devia ser algo entre os dois. Além do mais, a própria platinada não estava se sentindo muito bem, então ela deixou o terraço com os dois lá.

*(Quebra de tempo)

 

_ Então?_ Mikasa perguntou quando Itachi entrou na limousine e se sentou ao lado dela.

   Depois de pegar os outros na escola, o carro tinha ido direto ao Castela Tower para buscar Mikasa e Itachi.

_ Eu levei Izumi para casa, fiz ela prometer que vai me deixar acompanhá-la na terapia _ o moreno disse, parecia um pouco triste _ Eu pensei que só tinha errado com Sasuke em deixá-lo, mas pelo visto, eu errei até com meus amigos mais próximos.

_ Não é sua culpa _ Mikasa disse vendo o perfeccionismo de Itachi atingi-lo novamente _ não é culpa de ninguém.

_ Adivinha? _ Hidan disse animado para a platinada enquanto mexia no telefone, mal parecia que uma pessoa tinha quase morrido _ a escola inteira já sabe o que você fez e apesar de você ter perdido a segunda prova, sua reputação aumentou.

   Mikasa deveria estar feliz com aquilo, mas não estava, afinal, por que tudo naquela escola era sobre reputação e status? Uma garota quase tinha tirado a própria vida, mas aquele era o ponto mais importante na visão dos colegas. Existia algum problema muito sério em Konoha Gakuen.

_ Legal _ foi tudo o que a platinada disse, ela olhou para as próprias mãos e estavam tremendo.

_ Você tá bem?_ Konan perguntou ao reparar no estado da garota.

   “Nem um pouco” Mikasa pensou, sua cabeça doía de tanto que ela tinha se contido até aquele momento, estava em estado de choque.

_ Estou _ a platinada mentiu _ Konan, se importa se eu deitar em seu colo?

  A azulada ficou surpresa mas assentiu, Mikasa se deitou de formas que escondesse o rosto no colo dela e começou a chorar silenciosamente, Konan percebeu a umidade em sua capa, então começou a acariciar as mechas platinadas da outra para consolá-la.

*

   “Não fui eu que fiz o estrago em você, você é seu próprio estrago”  Deidara pensou nas palavras de Kamim. Estava em cima de uma árvore observando aquele garoto de uns nove anos através da janela, a criança parecia dormir serenamente. Por pouco, aquele mesmo garoto e o pai dele não tinham morrido em uma das empreitadas dos dois, depois disso o loiro passou a visitar os arredores da casa deles periodicamente, apenas para observar, era como um lembrete do que tinha feito uma vez. Deidara desceu da árvore, estava pronto para ir embora, mas quando virou a esquina, aquele mesmo garoto abriu a janela.

_ Você tá aí, eu me perguntei quando você ia aparecer, tava demorando _ a criança falou fazendo o loiro se virar para olhá-lo.

   Deidara pareceu surpreso, talvez suas visitas não fossem tão sutis quanto pensava ou talvez o garoto fosse mais esperto do que esperava, afinal, ele fingiu dormir para flagrá-lo.

_ Faz ideia de quem eu sou?_ o loiro perguntou.

_ Claro, eu me perguntei por muito tempo, porque eu te via às vezes e não conseguia lembrar, mas um dia eu lembrei _ o pequeno disse e Deidara engoliu a seco esperando a resposta _ você foi o cara que salvou a mim e meu pai do acidente daquele dia.

  “Não foi um acidente” o loiro pensou.

_ Eu já fui chamado de muitas coisas durante a minha vida, mas herói não é uma delas _ Deidara falou dando as costas voltando a andar.

_ Mas é claro que é, você salvou a gente, eu lembro _ o garotinho disse.

   De fato, Deidara tinha realmente os tirado das ruínas do prédio após a explosão, mas isso não mudava o fato de que ele era quem a tinha causado.

_ Eu acho que você tá me confundindo com outra pessoa _ o loiro disse, “Até porque, se não fosse por mim, não haveria do que ser salvo” ele pensou e então parou novamente _ Como está seu pai?

_ Mês passado foi a última sessão de fisioterapia dele, ele tem os movimentos das pernas quase todos de volta _ o menininho respondeu.

_ Isso é bom _ foi tudo o que Deidara disse e então prosseguiu seu caminho.

*

_ Mikasa, chegamos!_ konan disse enquanto a balançava para acordá-la.

   A platinada tinha caído no sono enquanto voltavam para a casa, Konan esperou todos descerem para despertá-la. Mikasa ainda tinha olhos vermelhos por causa do choro.

_ Está tudo bem? Estava chorando por causa da Izumi? _ a azulada perguntou.

_ Também _ Mikasa disse e então suspirou pesadamente _ Konan, eu já estive no lugar dela.

_ Como?_ a azulada se preocupou ao ouvir aquilo.

_ Eu tinha doze anos, eu nem sabia exatamente o que era um suicídio, mas eu só pensava que queria que aquilo tudo acabasse porque… _ Mikasa começou a falar e as lágrimas rolaram _ Naquele ano eu fui levada para a mansão Otsutsuki como forma de minha madrasta ameaçar meu pai e mais tarde, naquele mesmo ano, ele morreu. Depois disso, ela tentou me matar mais de uma vez, a Norita me odiava, ... a vez em que ela passou mais perto de conseguir foi quando ela tentou me afogar em uma banheira.

   Mikasa pôs a mão em seu próprio pescoço, aquela memória era a que Sasuke tinha visto, era um de seus maiores traumas, também a origem de sua aquafobia. Mikasa sentia a o peito apertar, sua garganta doía ao pensar nisso e, juntamente ao choro, fazia com que tivesse dificuldade de respirar.

_ Aquela mulher era insana, porque ninguém a prendeu num hospício?_ Konan perguntou indignada.

_ Porque ela era uma Otsutsuki e como qualquer Otsutsuki, ela era intocável. Você não faz ideia das coisas que eles fazem com esse privilégio _ a platinada disse entre soluços _ Depois de várias tentativas falhas de me matar, ...Norita simplesmente me entregou para o irmão dela, para que eu ficasse longe do caminho dela e essa foi a pior parte, ... porque na mansão Otsutsuki tinham várias pessoas, mas lá só tinha ele e… Konan, as coisas que ele fez…

   Mikasa chegou a um ponto que não conseguia mais falar, a azulada a puxou para si e a abraçou para que se sentisse confortável. A platinada não precisava terminar de falar, a dor que sua expressão transmitia já dizia o suficiente a Konan.

_ Você passou por tudo isso sozinha?_ a voz da azulada começava a tomar uma entonação chorosa também, ela mal conseguia imaginar aquilo tudo.

    Konan simplesmente não conseguiu se manter firme ao ver a garota daquele jeito.

_ Não… eu tenho certeza que tinha alguém comigo _ Mikasa disse com dificuldade _ mas o mais irônico,... é que eu não consigo me lembrar quem era, é como uma lembrança distante e embaçada.

   A platinada entrava em desespero ao pensar naquilo.

_O que?_ Konan perguntou incrédula _ Mikasa, não é possível alguém se esquecer de algo assim.

   A Otsutsuki levantou a cabeça, respirou profundamente para amenizar seu choro e reafirmar sua voz.

_ Eu sei, e isso é o que me faz acreditar que minhas memórias foram tiradas de mim _ Mikasa disse ainda com a voz vacilante _ mas eu li cada livro da União que falava sobre artes de ocultação de memória e não consegui nada.

_ O que isso quer dizer?_ Konan perguntou preocupada. 

_ Que qualquer um que tenha feito isso tem uma habilidade diferente de qualquer coisa que eu já tenha visto antes _ Mikasa disse entre soluços abafados.

*

   Itachi estava no bar da sala de estar bebendo um whiskey, tinha tido um dia um tanto cansativo e a culpa não deixava sua mente. Deidara entrou na sala.

_ Ainda tá acordado?_ o loiro perguntou normalmente.

_ Disse o que acabou de chegar da rua _ Itachi disse quase como uma repreensão.

_ Desculpa, mãe _ Deidara ironizou e se sentou numa das banquetas do bar colocando o celular na bancada.

   O loiro apontou para um copo que estava atrás de Itachi, o moreno olhou o copo e depois voltou o olhar para o primo.

_ Sem chance, não vou te servir, primeiro que eu não sou barman _ Itachi falou _ Segundo que você é menor.

_ Quatro meses, Itachi _ o loiro falou.

_ Então me peça pra te servir em quatro meses, quando tiver 18 _ o moreno retrucou fazendo o outro revirar os olhos.

_ Sempre no caminho correto, né Itachi?! _ Deidara ironizou indo pegar o próprio copo.

_ Nem sempre _ o moreno disse descontraidamente e nesse momento o telefone do loiro se acendeu.

  Itachi desejou profundamente que tivesse visto errado, mas não tinha, ele pegou o telefone e lá estava a mensagem de Kamim “vou esperar por você”.

_ Sempre no caminho errado, né Deidara?!_ o moreno disse mostrando a mensagem nova no telefone, o loiro estreitou os olhos.

   Todos naquela casa sabiam sobre Kamim, conheciam a história e o envolvimento dele com Deidara.

_ Nem sempre _ o loiro devolveu pegando seu telefone.

_ Tenha cuidado com que está fazendo _ o moreno disse mais como um aviso do que um conselho.

_ Eu vou ter _ o loiro desistiu do copo, pegou a garrafa de Whiskey que estava sobre a bancada e saiu da sala.

*

   Mikasa tinha acabado de terminar seu banho, a água quente tinha a deixado muito mais relaxada e fez seus nervos se acalmarem. Ela saiu do banheiro ainda de toalha e seu telefone estava tocando. “Neji?!” ela estranhou por já ser mais de meia-noite e então atendeu.

_ Oi _ Mikasa disse.

_ Ei _ o Hyuuga falou _ eu soube sobre a Izumi, tentei ligar pra ela, mas acho que já estava dormindo. Enfim, soube que você enfrentou uma barra hoje e quis saber se você está bem.

_ Eu… estou _ a platinada disse surpresa por ele ter se importado, talvez realmente não estivesse acostumada a ser bem tratada _ Obrigada.

_ Sem problema, que bom que está bem _ ele falou.

_ Neji, você vai fazer alguma amanhã?_ Mikasa perguntou num impulso de coragem.

_ Nada muito importante _ o Hyuuga respondeu _ por quê?

_ Eu estava pensando se poderíamos ir naquela sorveteria no centro da cidade já que é sábado, o que acha?_ a platinada sugeriu, estava mesmo o chamando para sair?

   Nesses míseros segundos antes resposta Mikasa teve um turbilhão de pensamentos, sua coragem foi embora e só sobrou a ansiedade.

_ Seria ótimo, inclusive tem um parque itinerante que chegou na cidade hoje _ Neji disse _ gostaria de ir?

_ Claro _ a platinada respondeu prontamente.

_ Então, até amanhã _ o Hyuuga se despediu.

_ Até _ Mikasa também se despediu.

   “ Eu tenho eu encontro? Um tipo daqueles filmes?” Mikasa se perguntou quando desligou o telefone.

*

_ Já está tudo pronto?_ Madara perguntou falando ao telefone.

    Estava em seu escritório, recostado na mesa de madeira maciça, de costas para as grandes janelas de vidro.

_ Quase tudo, apenas uns detalhes para finalizar _ disse a pessoa do outro lado da linha.

_ Ótimo, amanhã nós vamos tirar o Indra..._ Madara disse fazendo surgir um quase sorriso em seus lábios _… do quinto dos infernos.

 


Notas Finais


Esperem pelo próximo capítulo, porque eu esperei pra poder escrevê-lo.


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