História A Bastarda de Lily Potter - LIVRO 1 - Capítulo 26


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Angelina Johnson, Argo Filch, Arthur Weasley, Carlinhos Weasley, Cedrico Diggory, Duda Dursley, Fred Weasley, Gina Weasley, Harry Potter, Jorge Weasley, Lílian Evans, Lino Jordan, Lucius Malfoy, Marcus Flint, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Murta Que Geme, Olívio Wood, Percy Weasley, Personagens Originais, Petunia Dursley, Pirraça, Poppy Pomfrey (Madame Pomfrey), Rita Skeeter, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Tiago Potter, Valter Dursley
Tags Grifinória, Harry Potter, Harry Potter Fanfiction, Hogwarts, Lily Evans, Lily Potter, Petúnia Dursley, Tiago Potter
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Palavras 3.125
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 26 - 1x26


Fanfic / Fanfiction A Bastarda de Lily Potter - LIVRO 1 - Capítulo 26 - 1x26

Capítulo Vinte e Seis
Primeira aula secreta. | parte 2

Bangles e Tori caminharam por um bom tempo, até chegar no mesmo espaço que costumava ser algumas aulas práticas, além das aulas de vôo.

Haviam duas tochas acesas para iluminar o lugar, que estava encoberto pela noite. Um pouco mais à diante, em um canto mais escuro, havia uma espécie de gaiola de ferro, por onde saíam alguns ruídos e vez ou outra se movia alguns centímetros do lugar.

— O que é isso? — Tori perguntou, curiosa.

— Sua primeira tarefa. Mas não se preocupe, vai ter toda uma preparação antes! — Bangles explicou, enquanto criava com magia dois bonecos de madeira — Hoje vou te ensinar um outro feitiço para derrubar alguém, um que causa menos impacto se comparado ao Estupefaça que faz a pessoa desmaiar, mas é tão útil quanto! — falou.

— Tudo bem. — lançou novamente um olhar para a gaiola.

— Quero que treine comigo. Venha até aqui e mova a varinha dessa forma... — demonstrou com a sua.

Tori foi para o lado do professor e repetiu seus gestos diversas vezes até conseguir fazer exatamente igual.

— Repita os gestos enquanto diz: Everte Statum! — Bangles pronunciou e o feitiço atingiu seu boneco, o lançando para longe enquanto dava piruetas e só então caindo no gramado.

— Everte Statum! — Tori repetiu, mas tudo o que conseguiu fazer foi mover seu boneco alguns centímetros.

A decepção chegou ao rosto dela, onde uma enorme carranca se formou. Ela detestava errar.

— Tudo bem, continue tentando! — a incentivou.

Pelos próximos dez minutos, Tori continuou a tentar lançar o feitiço. Bangles a analisava e ia arrumando sua postura.

— Everte Statum! — gritou muito alto e, dessa vez, o boneco foi lançado para longe.

— Bravo! — Bangles bateu palmas — Agora vou dificultar um pouco... — dito isso, ele moveu sua varinha sobre os dois bonecos e sussurrou alguma coisa.

No momento seguinte, ambos criaram vida e aumentaram de tamanho, agora também portando um cajado. Eles marcharam em direção a menina.

— Treine o feitiço, mas pode usar também outros que eu ensinei. Fica a seu critério, mas se defenda! — abriu caminho para a menina se defender.

Os bonecos continuaram a avançar, agora estendendo os braços livres em uma tentativa de agarrar Tori. De primeiro momento ela se abaixou e correu para o lado oposto, mas não sem ser atingida de raspão na cabeça.

— Os inimigos não te deixariam fugir assim, Tori! — o professor avisou.

A menina assentiu e ergueu sua varinha, enquanto os bonecos se aproximavam.

— Everte Statum! — atingiu um deles e sorriu toda feliz com o resultado.

Mas logo em seguida o outro a atingiu fraco, mas suficiente para derrubá-la no gramado e a varinha cair um pouco longe longe. Tori se rastejou pra trás ao mesmo tempo que observava os movimentos do boneco. Ele abaixou o cajado de uma só vez na direção dela, que rolou para o lado para escapar do ataque. Um pequeno buraco se abriu no chão atingido.

— Pense rápido, Tori! — Bangles incentivou.

Tori concordou e se deitou de barriga para cima, encarando o boneco. Ele deu alguns passos e então ela usou toda a sua força para o chutar e derrubar, mas pouco antes do boneco cair ainda conseguiu acertar um joelho dela, mesmo se usando pouca força. Ela gritou e gemeu.

— Eu vou intervir! — disse o adulto, dando alguns passos para frente.

— Não! — Tori gritou, um pouco chorosa — Eu dou conta! — rolou muito rápido e acabou conseguindo pegar sua varinha.

De pé, a menina mancou pelo gramado muito irritada enquanto apertava sua varinha e encarava seus dois adversários. Os dois também se levantaram, pegando os cajados e indo na direção dela.

— Estupefaça! — gritou, lançando e destruindo um dos bonecos ao lançá-lo em um muro.

O outro veio logo em seguida, jogando seu cajado em direção a Tori. Ela se jogou no chão para se livrar do golpe, mas logo depois ergueu parte do corpo para se defender outra vez.

— Diffindo! Diffindo! — lançou o feitiço duas vezes — Everte Statum! — finalizou, destruindo o segundo boneco.

Ofegante, Tori se sentou no gramado e colocou sua varinha de lado. Massageou o joelho atingido enquanto uma caretinha de dor contorcia seu rosto.

— Você passou na primeira etapa, mas... Acho que precisamos da Pomfrey. — disse Bangles, se abaixando perto da menina.

— Está tudo bem, professor. E, uau, isso foi muito legal. Mesmo se apanhei, isso foi muito legal! — riu toda empolgada.

— Tem certeza? — desacreditou.

— O que tem naquela gaiola? — pegou sua varinha e se levantou do chão com um pouco de dificuldade.

— Nem chegue perto ainda. Você nem sabe o que é aquilo e o que é capaz de fazer. Venha comigo. — foi para perto de sua bolsa e tirou um livro dali.

Tori o seguiu e esperou até que abrisse em uma página.

— Aqui está. — apontou para a figura — Os Barretes-Vermelhos são seres pequenos, parecidos com elfos ou anões, e podem ser facilmente reconhecidos pelos seus dentes, que são extremamente pontiagudos, assim como por seu capuz vermelho. — leu rapidamente.

— Ele deve ser tão pequeno, mais fácil de derrubar do que esses bonecos gigantes! — Tori deu de ombros.

— Eu ainda acho que você não está pronta, principalmente porque se machucou. — fechou o livro e o guardou outra vez.

— Professor, eu tenho que me preparar para tudo, não é essa sua intenção ao propor me dar aulas práticas? Na guerra ninguém vai esperar me recuperar de um ferimento antes de me atacar de novo. Não foi o senhor que disse que o inimigo não vai me deixar fugir? — argumentou, deixando o adulto calado por um tempo.

— Tudo bem, você me convenceu. Mas dessa vez eu vou intervir caso você se complique, você aceitando ou não! — Bangles foi para perto da gaiola, mesmo contrariado.

— Não vou me complicar, professor. Pode me dar mais essa tarefa! — arrumou sua postura e ergueu a varinha.

A porta da gaiola foi aberta por magia, pois o Barrete-Vermelho parecia um pouco agitado com a proximidade de Bangles. Abrir a portinha com as próprias mãos poderia ser arriscado.

A criatura saiu para a liberdade um tempo depois, caminhando devagar até ficar totalmente visível. Como o esperado, era baixinho. Tinha o corpo um pouco mais largo que seus bracinhos finos, que era possível ver garras nas mãos. Os dentes pontudos estavam à mostra.

Tori deu um passo para trás e acabou pisando em uma folha seca, que fez barulho e atraiu a atenção do Barrete-Vermelho. Então ele atacou, correndo muito rápido em direção a menina.

— Everte Statum! — a menina também atacou, lançando a criatura para longe — Eu avisei, professor... — gabou-se.

— Tori, cuidado! — Bangles gritou.

Mas sua atitude foi um pouco tardia, pois ainda assim a criatura puxou a ponta do cabelo de Tori com tamanha força, a fazendo cair de costas no gramado. Em seguida, atacou, tentando avançar para o rosto da menina, que usou um braço para se defender, acabando por receber uma mordida no antebraço.

Imediatamente ela sentiu os dentes super pontiagudos rasgando sua pele e causando dor por todo o braço. Sua única reação foi gritar. Gritar e bater no gramado com a mão livre, procurando por sua varinha que havia derrubado em algum momento em sua queda.

— Droga! — Bangles avançou para ajudar.

— Não! — Tori gritou para ele.

O Barrete-Vermelho continuou a machucar o braço da menina, que já estava todo sujo de sangue. Ela continuou a tatear o gramado, dessa vez com menos facilidade por causa da dor, mas sua determinação não te permitia desistir e gritar por ajuda.

— Filho da mãe! — gemeu com os dentes apertados e acabou encontrando o que procurava — Estupefaça! — lançou o feitiço e a criatura foi jogada longe.

Muito ferida, dolorida, assustada e ao mesmo tempo extremamente irritada, Tori se levantou do chão com muita dificuldade, indo mancando até o Barrete-Vermelho caído no gramado. Parou diante dele e apontou sua varinha.

— Diffindo! Diffindo! Diffindo... — usou o feitiço cortante diversas vezes — Diffin... — foi interrompida quando seu braço da varinha foi segurado.

— Tori! — o professor a encarou com repreensão.

Tori o encarou de volta, parecendo um pouco desnorteada e confusa com o que havia acabado de fazer. Ela soltou a varinha, que caiu no gramado, e ficou paralisada enquanto lágrimas se misturavam ao suor de seu rosto.

— Vem, vamos cuidar disso... — disse Bangles, enquanto fazia uma cadeira aparecer por magia e ajudava a menina se sentar — Tudo bem, Tori. Vai ficar tudo bem! — tocou brevemente o braço sadio dela e depois se afastou, indo pegar sua bolsa.

◾ ◾ ◾

Apesar de ter chegado muito tarde no dormitório, Tori levantou horas antes do café da manhã, se aprontou e desceu. Saiu da comunal algum tempo depois, sempre olhando para trás para ver se ninguém a seguia.

Permaneceu assim até chegar aos Terrenos de Hogwarts, onde caminhou com mais cuidado. Passou de fininho pela cabana de Hagrid, que ainda estava silenciosa, apesar de ser possível ver fumaça saindo da chaminé e luzes iluminando a janela.

Desceu com um pouco de dificuldade em direção à Floresta Proibida, com seu joelho ainda reclamando da pancada que levou horas antes. Seguiu floresta à dentro tocando em árvores e as contando até se aproximar da vigésima, onde encontrou quem procurava.

— Como ele está? — perguntou.

O professor Bangles estava diante de uma pequena fogueira quase apagada, observando uma gaiola e apontando sua varinha para lá enquanto pronunciava coisas que não dava para ouvir.

— Vai ficar bem, mas não fica quieto, então isso pode demorar um pouco. — respondeu ele, agora se afastando da gaiola e encarando a aluna — Vamos ver isso? Sente-se aqui. — a chamou e cedeu sua cadeira para ela.

Tori obedeceu e foi para perto do adulto, se sentando exatamente onde ele pediu e erguendo com cuidado a manga de seu suéter Weasley, revelando o braço enfaixado.

Bangles usou magia para soltar a atadura, que foi desenrolando devagar até revelar um corte quase cicatrizado. Também deu uma poção para a menina beber, onde o joelho diminuiu a dor imediatamente.

— Nossa! — Tori se surpreendeu — O senhor é bom nisso! — o elogiou.

— Ser Curandeiro era minha segunda opção de profissão. Professor se destacou, mas acabei herdando os dois talentos! — explicou, enquanto aplicava uma poção sobre o ferimento.

— E eu sem nenhum. Olha que legal, não é? — riu do próprio azar.

— Sem talento? Tem certeza? — Bangles assentiu em direção à gaiola.

— Isso? Ah, isso não é talento, eu só tive um pouco de sorte! — moveu os ombros — Um pouco... — ergueu o braço que antes estava ferido, que agora estava enfaixado de novo.

— Se isso te rendesse uma cicatriz, você já teria uma boa história para contar em uma futura entrevista para Auror. — sugeriu Bangles.

— Eu como policial-bruxa? Não, muito obrigada. Eu prefiro a sensação de ser protegida, não de saber que dependem da minha proteção. Eu ia surtar! — riu — Bom, vou indo, professor. O senhor vem também? Estou morrendo de fome! — se levantou e voltou a abaixar a manga do suéter.

— Vou ficar mais um pouco. Daqui a pouco apareço no Salão. Até depois, Tori! — acenou e se voltou para a gaiola outra vez.

Assim que se despediu do professor, Tori saiu novamente contando árvores até sair da Floresta de fininho, subindo de volta para o Castelo.

— Bom dia, criança! — uma voz grave a surpreendeu no meio do caminho, a fazendo paralisar e se virar devagar.

Ao se virar, avistou a figura alta e, talvez, um pouco assustadora do Guarda-Caças e Guardião das Chaves e Terras de Hogwarts.

— Senhor Hagrid... Bom dia! — sorriu amarelo.

— O que faz por aqui? Não deveria estar se levantando agora para ir para o Café da Manhã? — questionou o gigantesco homem.

— Nada não, senhor. Eu só gosto de caminhar em horários estranhos mesmo. Não quis caminhar pelo Castelo para o senhor Filch não brigar comigo, mas agora encontrei o senhor, que deve ser muito pior, e vai brigar comigo também... — escondeu o rosto nas mãos e fingiu um choro.

— Não, não. — ouviu os passos pesados de Hagrid seguir até ela — Não vou brigar com você. Eu não brigo com ninguém... Bom, a não ser que alguém mereça de verdade. Mas fique tranquila, que não é seu caso! — explicou.

Tori tirou as mãos do rosto e sorriu, enquanto secava suas lágrimas de crocodilo. Se sentiu péssima por mentir para uma pessoa gentil como Hagrid, mas não poderia arriscar em encrencar o professor Bangles.

— Obrigada, senhor Hagrid! — agradeceu.

— Senhor? Oh, imagine... Senhor? Ora essa... Senhor! Enfim, me chame apenas de Hagrid! — sorriu todo desconcertado com a forma que foi tratado.

— Tudo bem, Hagrid. — concordou — Vamos para o Café? Minha barriga está roncando alto! — soltou um risinho.

— Claro, vamos sim! — assentiu Hagrid.

A menina e o Guarda-Caças saíram andando em direção ao Castelo, enquanto trocavam conversas aleatórias sobre culinária.

◾ ◾ ◾

Assim que chegou ao Salão Principal, Tori se despediu de Hagrid e ia seguindo direto para seu lugar na mesa, no canto do time da Grifinória. O café da manhã já estava servido e todos conversavam em um ritmo moderado por ser tão cedo ainda.

Quando passou pelo antigo lugar que se sentava, alguém surgiu a sua frente dando pulinhos de animação. Tori ergueu o rosto e arqueou as sobrancelhas ao ver Rita. Mas antes que pudesse perguntar, ela estendeu um envelope.

— Sua carta chegou! — revelou.

— O quê? — Tori pegou o envelope imediatamente e o encarou por alguns segundos.

— Abra logo, você esperou tanto por isso! — Rita a incentivou.

Ainda um pouco chocada, Tori se sentou em um espaço vago da mesa e ainda ficou alguns segundos apenas observando o envelope. Depois, o abriu e puxou de dentro duas folhas unidas, começando a ler em ordem.

Querida Tori,

Primeiramente, me perdoe pela demora em te responder. Eu estive ocupado com algumas coisas, mas não se preocupe, em Little Whinging está tudo bem. Estranhamente, assim que você partiu, nada mais fora do comum aconteceu.

Harry está muito bem e, devo te contar, que consegui me aproximar dele de alguma forma. Tanto que tenho uma surpresa para você. Espero que goste.

Akin Thompson.

Leu a primeira carta e virou para a próxima folha, logo abrindo um sorriso emocionado ao reconhecer a caligrafia ali.

Oi Lene, tudo bem?

Eu estou bem por aqui, caso fique feliz em saber.

Sou o rapaz educado conforme você me ensinou, não tento machucar mais ninguém apesar de ser machucado. Estou seguindo as regras e estou obedecendo a tia Petúnia, apesar de ainda me deixar surdo com os gritos dela.

Eu sinto sua falta.

Você era minha dupla e agora me sinto sozinho no meio de três doidos.

Por sorte Akin, o policial que me levou para casa aquele dia quis ser meu amigo, então as outras crianças tem medo de caçoar de mim quando ele está por perto ou quando eu ameaço contar para ele.

No Natal, ele me fez uma visita e os Dursley tiveram que fingir me tratar muito bem, com medo de irem para a cadeia. Pude comer até passar mal e eles não puderam fazer nada para me impedir. Akin só foi embora assim que percebeu que eu estava satisfeito e agradeceu pela hospitalidade. Eu acabei soltando um risinho discreto, mas a tia Petúnia viu. Eu passei o resto da tarde de castigo.

Quando é que você volta? Espero que logo. A casa não é a mesma sem você.

Estou ansioso para sua volta, Lene.

Te amo muito.

Harry Tiago Potter.

Assim que terminou de ler, o rosto de Tori já estava todo molhado de lágrimas. Ela passou os dedos pela folha, como se tentasse tocar no irmão.

Surpreendentemente, Rita a abraçou de lado, tentando de alguma forma passar todo seu apoio.

— Mais alguns meses e vocês vão estar juntos! — ela falou.

— Mais alguns meses... — Tori repetiu aquelas palavras.

Depois de alguns segundos, as duas se afastaram e Tori guardou suas cartas de volta no envelope, se levantando para ir para o outro lado da mesa.

— Tori, fica. — Rita pediu, com jeitinho.

— Esquece tudo o que aconteceu e fica, por favor! — dessa vez foi Angelina quem pediu, se levantando de seu lugar na mesa.

— Nos desculpa por toda aquela bobagem? Nós sabemos que não tem maldade alguma. Confiamos em você! — Alicia também falou.

— Por que isso agora, meninas? Por que estou chorando por uma carta? Não se preocupem, eu estou bem! — Tori passou a manga do suéter pelo rosto.

— Não, nós só conversamos e chegamos a conclusão que fomos injustas com você. Nem a própria Rita se importou, por que nós deveríamos nos importar? Não foi legal e prometemos não repetir essa idiotice! — Angelina foi sincera e abaixou um pouco o olhar, visivelmente envergonhada.

— Por favor, Tori. — Lino, que estava sentado de costas para a conversa, se virou para ajudar na situação.

A menina ficou um tempo calada e séria, apenas encarando os rostos cheios de expectativa. Ficou assim o tempo que achou necessário, até que resolveu falar.

— Eu sabia que não iam aguentar muito tempo sem mim... — gabou-se e começou a rir — Os senhores não tem noção do quanto eu senti falta disso. — se sentou em seu típico lugar.

— Bem vinda de volta, senhorita! — Fred falou, fazendo menção em abraça-la de lado, acabando por desistir e dar só uns tapinhas nas costas.

— Ainda bem que voltou. O grupo já estava virando bagunça sem a "mamãe". — disse Jorge, causando um riso em todos.

— Grupo completo outra vez. Acho que isso merece comemoração! — Rita se sentou também e sugeriu.

— Concordo. — assentiu Tori — Já até sei onde pode ser... É arriscado, o que torna melhor ainda! — soltou um risinho travesso.

— Cadê aquela menina medrosa do começo do ano letivo? — perguntou Fred — Seja lá onde estiver, não faz um pingo de falta. Gostamos dessa nova versão! — riu.

— Só estou tentando ser o que nunca tive a oportunidade de ser: criança! — deu de ombros.

O café da manhã seguiu animado, com assuntos de sobra. Os amigos pareciam não se reunir há séculos, pois não paravam de falar o tempo todo.

Depois do café, seguiram para a comunal para se agasalhar um pouco mais e pegar o Mapa do Maroto para darem um passeio sem problemas pelos terrenos de Hogwarts. Cada um subiu para seu dormitório ainda conversando.

Tori colocou um casaco mais grosso e o cachecol vermelho e amarelo da Grifinória, sendo a primeira a ficar pronta. Ela deitou no chão e puxou de debaixo de sua cama seu velho caderno de anotações, onde havia escondido o Mapa. O abriu e passou as páginas primeiro devagar, para revirar muito rápido logo depois.

— Ai, meu Deus! — gemeu de susto e acabou batendo o topo da cabeça na cama.

— O que foi, Tori? — Rita foi a segunda a ficar pronta e foi para perto da menina.

— Se lembra que o diário sumiu? — perguntou e a amiga assentiu — O Mapa do Maroto também... — revelou, sentindo seu rosto ficar muito gelado.

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