História A Bastarda de Lily Potter - LIVRO 1 - Capítulo 29


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Angelina Johnson, Argo Filch, Arthur Weasley, Carlinhos Weasley, Cedrico Diggory, Duda Dursley, Fred Weasley, Gina Weasley, Harry Potter, Jorge Weasley, Lílian Evans, Lino Jordan, Lucius Malfoy, Marcus Flint, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Murta Que Geme, Olívio Wood, Percy Weasley, Personagens Originais, Petunia Dursley, Pirraça, Poppy Pomfrey (Madame Pomfrey), Rita Skeeter, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Tiago Potter, Valter Dursley
Tags Grifinória, Harry Potter, Harry Potter Fanfiction, Hogwarts, Lily Evans, Lily Potter, Petúnia Dursley, Tiago Potter
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Palavras 3.991
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 29 - 1x29


Fanfic / Fanfiction A Bastarda de Lily Potter - LIVRO 1 - Capítulo 29 - 1x29

Capítulo Vinte e Nove
O aniversário dos Gêmeos. | parte 2

— O que está fazendo aqui? — Angelina perguntou, enquanto iluminava o rosto da amiga com o Lumus de sua varinha.

Ela estava acompanhada das outras meninas, Rita e Alicia.

— O que as senhoras estão fazendo aqui? — Tori devolveu a pergunta, um pouco aborrecida — Não acredito que me seguiram! — resmungou.

— Foi idéia da Rita! — disse Alicia, dedurando a amiga.

— E vocês concordaram. Logo, a idéia acaba sendo de todas nós! — Rita se defendeu.

— Não tente mudar de assunto, nós queremos saber o que você está fazendo aqui fora uma hora dessa, sendo que é proibido. E pior, parecia estar indo para a Floresta Proibida. Ficou doida? — Angelina retornou ao assunto inicial.

— É óbvio que eu não estava indo para a Floresta Proibida! — mentiu Tori, enquanto revirava os olhos — Eu estava... Bom, eu... — se atrapalhou com as próprias palavras.

— Pegamos você! — apontou Alicia, indo para perto da flagrada.

— Não e não. Eu só não quero contar para as senhoras o que eu realmente vim fazer. Aliás, para ninguém. Conheço bem os amigos que eu tenho e não quero ser caçoada! — cruzou os braços.

— Se não nos contar, pensaremos ser mentira! — duvidou Angelina.

— Tudo bem, eu... Eu estou namajoajranjsjdo! — falou tão rápido e baixo que não deu para entender nada.

— O quê? — uma expressão de dúvida retorceu o rosto de Rita.

Tori se calou por alguns segundos, encarando as três enquanto criava coragem para usar aquela mentira que Bangles havia indicado certa vez, mentira que pareceu mais convincente diante da situação e que mais a irritava por ir contra seus princípios.

— Eu estou... — deu uma pausa para suspirar — Eu estou namorando! — foi direta.

Mesmo na escuridão, foi possível notar a expressão de surpresa das três meninas. Isso poderia ser um sinal de que havia funcionado.

— Namorando? Mas você disse que não queria isso agora... Espera, é o Lino? Ah, meu Merlin, parabéns! Sabia que uma hora você ia parar de ser boba e assumir logo! — Alicia comemorou e a puxou para um abraço sufocante.

— Não! — Tori negou assim que conseguiu se livrar dos braços da amiga — Não é o Lino. Ele é só meu amigo, nada mais! — suspirou.

— Quem é então? — as três perguntaram ao mesmo tempo.

Outra vez Tori fez suspense, enquanto pensava nas palavras de seu professor e vasculhava sua mente a procura do nome menos óbvio o possível para usar como seu álibi na situação.

Até que um apareceu, parecendo perfeito para isso. Só teria que ser rápida o suficiente para convencer o menino antes dele ser atacado por milhões de perguntas das amigas.

— Cedrico Diggory! — acabou com a suspense.

Novamente as três ficaram pálidas de tamanha surpresa.

— Mas não contem a ninguém ainda. Vou contar nos próximos dias, no meu tempo. Se contarem, vou espalhar também todos os segredos das senhoras! — ela ameaçou.

— Não vamos contar nada. — garantiu Rita.

— Mais uma saindo do Clube dos Encalhados. Parabéns pela sábia decisão, Tori! — comemorou Angelina, enquanto soltava risinhos travessos.

◾ ◾ ◾

No dia seguinte, no café da manhã, as três meninas não conseguiam disfarçar os enormes sorrisos em direção a Tori, que as encarava com uma sobrancelha arqueada. O risinho piorou quando Cedrico adentrou o salão e seguiu para a mesa da Lufa-Lufa.

— Vocês estão com algum tipo de doença? Espero que não seja contagiosa! — Fred perguntou enquanto encarava as quatro com expressão de dúvida.

— Não podemos rir? — rebateu Angelina.

— Não se nós não soubermos da piada também! — resmungou Jorge.

— Não interessa! — resmungou Angelina, enquanto enchia a boca para não precisar fazer mais nada.

As outras duas fizeram a mesma coisa, enquanto Tori ficou quieta e com olhar meio distante.

— Tori, você é nossa melhor amiga. Nos conte! — Lino pediu e a segurou pelos ombros.

— Ai, gente, por que acham que tem alguém escondendo algo? Ninguém pode rir para o vento só por ser bobo? — ela se soltou — Eu não sei de nada, meninos, eu só sei de uma coisa... — puxou as pernas até ficar de pé no banco.

Assim como os amigos, vários olhares se direcionaram para a menina, que ficou ligeiramente corada. Ela pigarreou e respirou fundo, ergueu as mãos e começou a bater palmas de forma ritmada.

— Parabéns para vocês, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida... — cantarolou lentamente e acelerou o ritmo — É pique, é pique, é pique é pique é pique. É hora, é hora, é hora é hora é hora. Rá-tim-bum... Fred e Jorge, Fred e Jorge! — deu alguns pulinhos.

Todas da mesa bateram palmas juntos, mesmo se não conheciam aquela canção. Urraram para os aniversariantes assim que Tori parou de cantar.

— Você é doida, senhorita! — concluiu Fred, enquanto encarava a amiga com um olhar e sorriso diferentes.

— Obrigada! — agradeceu, enquanto voltava a se sentar — E feliz aniversário, seus dois insuportáveis! — mesmo com os braços meio curtos, ela conseguiu abraçar os dois irmãos mesmo se pela metade.

— Agora somos oficialmente adolescentes. Podemos beijar alguém sem a Tori surtar depois! — provocou Jorge, rindo.

— Discordo. Estão crescendo na idade, mas não no cérebro! — ela devolveu a provocação — Agora com licença, que tenho umas coisas para estudar. — se levantou da mesa.

— Lição, sabemos bem disso... — Angelina falou em um tom malicioso, fazendo as outras meninas soltarem risinhos.

Tori revirou os olhos enquanto caminhava rapidamente para a porta. Por um momento se arrependeu de ter usado aquela mentira, tendo tantas outras muito boas. Seu impulso a colocava em cada situação, que não sabia como ainda estava inteira.

◾ ◾ ◾

Tori passou o dia todo trabalhando na Casa dos Gritos sem ser interrompida. Havia sido o lugar escolhido para a surpresa que planejou para os amigos, então tentou dar seu melhor na limpeza e organização no pouco tempo que possuía até chegar o momento de encontrar Carlinhos.

No mesmo dia, pouco antes do fim do almoço, havia conseguido chegar sozinha na cozinha e foi muito bem recebida pelos Elfos Domésticos, que sentiram honra em ajudá-la com as comidinhas para a festa. Levou uma sacola com feitiço de extensão muito cheia, o suficiente para as horas que havia planejado. Por isso estava limpando o cômodo do segundo andar para deixar tudo arrumado.

Tori estava reparando a cômoda para usá-la como mesa, quando ouviu batidinhas na janela. Ela se aproximou rapidamente e espiou, encontrando Kiki ali segurando um bilhete. Ela retirou um pedaço da madeira suficiente para passar seu braço e pegou o papel.

— Obrigada, amiguinha. — agradeceu, pouco antes da ave levantar vôo dali.

Voltando a fechar a fresta da janela, Tori voltou para perto da cômoda enquanto abria o bilhete e o lia.

Rita, Angelina e Alicia parecem bem ocupadas hoje, não sei dizer o motivo disso, mas todo o tempo andam apressadas e cochichando entre elas. Então seja lá onde você estiver planejando sua festa, por enquanto elas não estão tendo intenção em ir até aí.

Olívio convidou os meninos para assistir um treino de Quadribol e vai segura-los por lá por um bom tempo, até você aparecer para buscá-los.

A barra está limpa, pode ficar tranquila.

Espero que você receba mesmo esse bilhete e que Kiki saiba realmente onde te encontrar mesmo sem um endereço, nem nada.

Carlinhos

Assim que terminou de ler, Tori largou o bilhete e finalizou a reparação dos móveis. Já tinha o suficiente para acomodar as comidas e bebidas. Pegou a bolsa e foi colocando sobre a cômoda todos os recipientes com diversas comidas, todos envolvidos por magia para não se tocarem ou se espalharem pela sacola.

Colocou os bolos de diversos sabores cortados em pedaços, que sobrou do almoço, um em cima do outro até formar uma espécie de pirâmide. Era o mais parecido ao formato de um bolo inteiro que conseguiu chegar.

Ao lado do bolo, colocou duas garrafas, uma de suco de abóbora e uma de água. Os docinhos colocou nas pontas da cômoda, não muito distante das garrafas. Colocou setes copos e pratos um pouco mais ao lado, assim como o caderno de desenho que ganhou de Lino, onde um desenho dos dois irmãos enfeitava a folha.

Depois de finalizar a decoração colocando a parte salgada, deu alguns passos para trás para observar seu trabalho.

— Para um improviso, tudo parece perfeito! — sorriu — Agora vamos ao Carlinhos, chamar as meninas e logo depois os meninos! — disse, enquanto guardava sua varinha e levava toda a bagunça que tirou dali para o cômodo ao lado.

Seguiu de volta ao Castelo logo em seguida, pois faltava pouco para as quatro da tarde.

◾ ◾ ◾

Assim que arrumou tudo, Tori seguiu o caminho até o Castelo com o mesmo cuidado de quando estava indo para a Casa dos Gritos.

Seguiu pelos corredores com destino a Comunal, cumprimentou alguns Fantasmas e alunos conhecidos, até subir pelas escadas e encontrar Carlinhos ao lado de fora discutindo com outros alunos mais velhos.

— Eu estou falando como Monitor chefe. Eu exijo entrar! — gritou, irritado.

— Não podemos... Não ainda. Foi mal, cara! — se desculpou Eli, que era um garoto tão alto e forte quanto Carlinhos.

— O que está acontecendo aqui? — Tori quis saber, enquanto encarava os dois jogadores.

— Eu vim pegar aquilo no dormitório e sou surpreendido por isso... — Carlinhos apontou para os "seguranças" na porta.

— O que está acontecendo, meninos? Eu preciso entrar, tenho que chamar minhas amigas para uma coisa! — ela perguntou para eles.

— Desculpa, não podemos falar nada. Assim como vocês dois não podem passar por aqui! — Leon respondeu, enquanto cruzava os braços.

O assunto foi interrompido quando alguém passou pela entrada da Comunal, que se fechou rapidamente, e atraiu a atenção de todos ali fora. Era Olívio, que tinha uma sacola em mãos e ainda usava o uniforme do time.

— Finalmente! — Carlinhos suspirou aliviado e foi pegar sua sacola.

— São as coisas? — Tori se aproximou também, enquanto encarava o amigo.

— Sim. Está tudo aqui, é só você levar. E eu espero servir! — respondeu, entregando a sacola.

— Gente, eu tenho uma coisa para contar... — Olívio falou, enquanto coçava a cabeça.

— Não acredito que você vai abrir a boca, Olívio! — grunhiu Eli, lançando um olhar ameaçador para o goleiro.

— Conta logo! — ordenou Carlinhos.

Todos focaram sua atenção em Olívio, que mexeu em seu colarinho, um pouco desconfortável com total atenção.

— Também queremos saber! — três vozes conhecidas atraíram a atenção de todos.

— Pelas barbas de Merlin! — os "seguranças" falaram ao mesmo tempo, espantados.

Fred, Jorge e Lino surgiram ali e analisaram toda a confusão com curiosidade. Todos trocaram olhares, ninguém sabendo exatamente o que dizer.

— Vem, que tenho uma coisa surreal para mostrar aos senhores! — Tori pensou rápido e puxou o braço de Fred, enquanto empurrava Lino e Jorge para se afastarem dali.

◾ ◾ ◾

Depois de tapear os amigos com assuntos aleatórios, os quatro chegaram à Casa dos Gritos. Por sorte eles não desconfiaram de nada, nem mesmo quando Tori apertou os passos e os deixou para trás. Ainda teria que se preparar para a última surpresa e finalizar a mesa.

Assim que chegou ao cômodo que estava preparando, vasculhou e tirou algumas coisas da sacola e depositou em volta da cômoda. Colocou a sacola com o restante em uma cadeira reparada e bateu as mãos na roupa, tentando alinhar tudo. Depois subiu até o cabelo e tirou o laço, o deixando solto por ser tão tarde para prende-lo de novo.

— Faz anos que eu não faço isso, mas eu consigo! — falou sozinha, enquanto seu respirava fundo e pigarreava mais de uma vez.

Assim que ouviu os passos apressados e as vozes dos amigos, Tori arrumou a pose e começou a bater na perna de forma ritmada enquanto pensava em uma melodia. Quando o rosto dos amigos apareceu e se iluminaram de surpresa, ela fechou os olhos e começou a cantarolar.

— What would you think if I sang out of tune?
[O que você pensaria se eu cantasse desafinado?]
Would you stand up and walk out on me?
[Você se levantaria e me abandonaria?]
Lend me your ears and I'll sing you a song
[Me empreste suas orelhas e eu cantarei uma canção para você]
And I'll try not to sing out of key...
[E eu tentarei não cantar fora de tom]

Os três amigos se encararam diante daquela cena, logo voltando a olhar a amiga, que parecia um pouco insegura, mas se esforçava.

Fred acabou batendo palmas fora do ritmo, enquanto começava dançar de um jeito desajeitado e ia caminhando para perto de Tori, que começou a rir ao mesmo tempo que também começava a dançar e voltava a cantar.

—  Hm, I get by with a little help from my friends
[Oh, consigo com uma pequena ajuda de meus amigos]

Jorge e Lino deram as mãos e, de um jeito muito engraçado, começaram a dançar como um casal, um girando o outro de maneira intercalada, vez ou outra pisando nos pés de propósito.

— Hm, i get high with a little help from my friends
[Eu vou longe com uma pequena ajuda de meus amigos]
Hm, Gonna try with a little help from my friends
[Tentarei com uma pequena ajuda de meus amigos]

De repente, Fred tentou imitar o amigo e o irmão, puxando Tori para perto e segurando uma de suas mãos no alto, acabando por quase derrubá-la a girando muito rápido e de repente. A menina riu alto, enquanto se recuperava da tontura repentina. O amigo voltou a repetir o gesto, dessa vez mais devagar e, assim como no café da manhã, a encarando com um jeito e sorriso diferentes do que já havia direcionado à ela antes.

— What do I do when my love is away?
[O que eu faço quando meu amor está longe]
Does it worry you to be alone?
[Te preocupa estar só?]
How do I feel by the end of the day?
[Como eu me sinto ao final do dia?]
Are you sad because you're on your own?
[Você está triste porque você está sozinho?]

O outro par esbarrou nos dois de propósito, os fazendo rir e também voltar a fazer graça. Tori fez o amigo girar e ele rebolou, a fazendo rir mais ainda antes de a girar também e os dois acabarem se trombando, um pouco tontos.

 No, I get by with a little help from my friends
[Não, eu consigo com uma pequena ajuda de meus amigos]
Oh, I get high with a little help from my friends
[Eu vou longe com uma pequena ajuda de meus amigos]
Hm, Gonna try with a little help from my friends
[Tentarei com uma pequena ajuda de meus amigos]

Mais uma vez Fred a girou, dessa vez duas vezes seguida, a fazendo perder o equilíbrio e se segurar nos ombros dele, que a segurou de volta.

— Yes, I get by with a little help from my friends
[Sim, eu consigo com uma pequena ajuda de meus amigos]

Acabando por se livrar de um ataque de risos que atrapalhou um pouco sua afinação no trecho anterior, Tori ergueu o corpo para voltar a ficar reta, já recuperada do giro repentino.

Foi quando se arrependeu de sua atitude, pois os rostos ficaram com uma aproximação que jamais havia acontecido antes, fazendo ambos arregalar os olhos e não serem capazes de respirar por alguns segundos.

— With a little help from my... friends.
[Com uma pequena ajuda de meus... amigos]

Finalizou a música, ao mesmo tempo que permanecia paralisada diante da aproximação com Fred. Até enfim conseguir piscar e conseguir falar algo que não foi ensaiado como a música.

— O senhor tem... — ela falou, enquanto estava paralisada encarando o rosto do amigo.

— Eu tenho...? — Fred a incentivou a continuar, a encarando com a mesma intensidade.

— Tem olhos de Salamandra. — continuou, agora piscando muitas vezes e enfim conseguindo se afastar — Sabe... Suas pupilas estão bem dilatadas agora, me lembraram os olhinhos das Salamandras. Elas são bem fofas e tal... — mexeu no cabelo de um jeito nervoso.

— Salamandras? — o menino riu alto daquilo — Você não existe, Tori! — revirou os olhos e se virou para o irmão para falar alguma coisa.

— Caramba, Tori, sua voz é muito boa, deveria ter entrado no coral como disse que ia fazer. É um desperdício de talento! — Lino veio conversar com ela, muito animado — E foi bem legal o que você fez pelos dois. Eles merecem muito! — assentiu.

— Merecem mesmo. — ela concordou, enquanto encarava as costas de Fred e uma preocupação repentina começava a causar uma dorzinha de cabeça — Bom, vamos comer? Tem bolo, salgadinhos, suco de abóbora e... Brincadeiras de Hogsmeade! — seguiu apressada pelo cômodo e ergueu a sacola que Carlinhos havia dado.

— Não acredito! — Jorge se surpreendeu, correndo para perto da amiga e pegando a sacola para ver melhor — Como conseguiu? Não vai me dizer que conseguiu escapulir para Hogsmeade e não nos chamou... — a encarou de testa enrugada de irritação.

— Claro que não, os senhores sabem que eu não arriscaria tanto. Foi o Carlinhos que me ajudou! — deu de ombros.

— Você fez tudo isso sozinha? Por nós? — perguntou Fred, olhando em volta.

— Claro, seus bobos. Depois de todo apoio que já me deram, acham mesmo que o aniversário passaria em branco? Não mesmo. Principalmente porque eu não teria dinheiro para comprar presentes, então eu improvisei! — sorriu sem jeito.

— Obrigada, Tori. Sua amizade... a amizade dos dois, foi o melhor presente para nós dois nos últimos meses! — ele agradeceu e também incluiu Lino.

— Fale por você, porque eu tive presentes melhores do que dois chatos de galochas! — corrigiu Jorge, com seu típico humor.

— Jorge! — Tori riu e cruzou os braços.

— Brincadeira! — se corrigiu rapidamente.

— Será que podemos pular as declarações de amor e chegar na parte de comer? Eu estou faminto! — Lino pediu, fazendo os outros três caírem na risada.

— Claro! — Fred foi o primeiro a concordar e correr para a cômoda-mesa.

Os outros três foram logo em seguida.

  ◾ ◾ ◾ 

Depois de uma tarde de risos, conversa e comilança, Tori e os amigos seguiram de volta para o Castelo para o jantar. Apesar de terem comido bastante, ainda havia espaço para um pouco mais.

Estranhamente, todos os rostos mais conhecidos por eles não estavam em seus típicos lugares da mesa da Grifinória, onde dava para ver de longe os espaços vazios.

— Que coisa mais estranha, nem as meninas estão aqui... — comentou Tori, enquanto se sentava em seu típico lugar.

— O que será que eles aprontaram? Será uma suspensão coletiva? — refletiu Lino, enquanto assentia para a parte da mesa onde o Time costumava se sentar, mas que agora estava vago.

— Vamos comer rapidinho e vamos correr para a Comunal para procurar por respostas. É melhor! — Fred sugeriu, enquanto enchia seu prato.

— Ou podemos adiantar as coisas por aqui. — Jorge se levantou e foi para outra parte da mesa, se aproximando para falar algo com as pessoas.

A expressão dele acabou mudando de simpatia para espanto, podendo ser visível até a mudança de cor. Logo depois ele correu de volta para seu lugar na mesa, enquanto encarava os amigos sem saber direito como começar a falar.

— Pessoal, aconteceu uma pequena confusão... — ele começou.

— Fala logo, Jorge! — o apressou Tori.

— Tinha uma festa surpresa para Fred e eu na Comunal, festa organizada pelas meninas. Mas faz muitas horas que eles estão lá... — explicou, enquanto corava outra vez.

— Ah, meu Deus! — a menina se assustou — Eu sabia que estavam escondendo alguma coisa, mas não sabia que era isso. Eu roubei os aniversariantes da festa delas! — choramingou.

— A culpa foi delas, que não quiseram te contar nada, nem para você e nem para o Carlinhos. Não teriam como adivinhar! — rebateu Fred.

— O Olívio ainda tentou nos contar, mas os senhores chegaram bem na hora e eu fiz saíram correndo junto comigo! — deu um tapa na própria cabeça e permaneceu com a mão no lugar — Elas vão querer nos matar... Mas, mas talvez ainda dê tempo. Vamos! — saiu apressada de seu lugar e puxou o amigo da direita e o da esquerda.

— Ei, eu ainda não terminei! — reclamou Lino, de boca cheia.

— Terminou sim! — rebateu, mandona — Andem logo! — ela também puxou Jorge e o empurrou para começar a andar.

Mesmo contrariados, os três meninos saíram seguindo a amiga do Salão à fora. Subiram as escadarias em poucos minutos e em pouco tempo estavam diante do quadro da Mulher Gorda, onde soltaram a senha antes mesmo da pergunta ser feita.

Assim que a abertura surgiu, os quatro se apropelaram para entrar primeiro, acabando por ser Tori na frente e os meninos se estapeando logo atrás.

Os poucos rostos ali se viraram para encará-los, com expressões nada contentes. A festa já estava quase totalmente desmontada, sobrando apenas umas sobras de comidinhas e algumas fatias de um bolo decorado. Os integrantes que sobraram ali, contando com Rita, Angelina, Alicia, Olívio, Carlinhos e Faith, estavam limpando e organizando a Comunal outra vez.

— Duas festas no mesmo dia. Nossa, como somos especiais! — Jorge tentou quebrar o clima pesado por ali.

Soltando um soluço baixinho, Rita caminho até a mesa do bolo e serviu dois pedaços em pratos. Depois, caminhou para perto de Jorge, deixando com ele o primeiro pedaço e foi para perto de Fred em seguida, o encarando com os olhos marejados.

— Eu conversei com a senhora Weasley por carta sobre isso aqui... — apontou para a festa — Ela disse que era um pouco de exagero, que vocês não gostavam de muitas frescuras, mas ainda assim eu quis fazer alguma coisa para não passar em branco e ela me ajudou mandando o bolo, o favorito de vocês dois. As meninas me ajudaram em todo o resto, inclusive com convites e pedido para a mais possível descrição para vocês não desconfiarem de nada! — pausou para secar algumas lágrimas que molharam seu rosto.

— Rita, nós só n... — o menino tentou se explicar, mas foi interrompido.

— Nós fizemos tudo isso e os aniversariantes não apareceram no horário combinado porque estavam em uma outra festa que nem bolo tinha! — suspirou inconformada.

— Ah, tinha bolo sim. Sobras do almoço, mas estavam deliciosos! — Lino rebateu.

— Não se intromete! — Angelina brigou.

— Mas os senhores não aprendem nada mesmo. Uma idiotice dessa que ninguém teve culpa e vão levar para o lado pessoal! — gritou Tori, impaciente.

— Não é possível que você seja tão lerda que não percebeu que tinha alguma coisa acontecendo. Conta outra, Evans! — Alicia gritou de volta e largou sua vassoura.

— Se faziam questão que eu percebesse algo, por que não me contaram? Acham que não sei guardar segredos? Garanto que sei melhor do que as senhoras, que não podem nem saber de uma coisa que já ficam dando bandeira no café da manhã! — cruzou os braços e ergueu um pouco o queixo.

— Como se fosse grande segredo aquele! — debochou Alicia.

— Mas é meu segredo, as senhoras não tem direito! — encarou não só a menina, como também as outras.

— Qual segredo afinal? — Fred perguntou.

— Nada! — Tori gritou.

— Tori está namorando! — Alicia soltou a bomba logo em seguida.

Assim que ouviram aquilo, todos ficaram em completo silêncio, não podendo se ouvir nem mesmo a respiração. Até Jorge fazer um ruído estranho com a boca e então começar a rir sozinho.

— A Tori? Namorando? — riu mais alto — Vocês estão realmente piradas! — segurou a barriga.

— Isso é verdade? — Lino a encarou, compreensivo apesar de visivelmente chateado.

Os olhos de Tori se encheram de lágrimas enquanto encarava as três meninas que durante meses confiou serem suas amigas.

Apesar da dor da traição, algo se sobressaiu dentro dela a fazendo avançar para Alicia tão rápido que ninguém teve tempo de reagir, nem a própria. Ela pulou sobre ela e a derrubou no tapete, logo agarrando os cabelos e puxando para todos os lados. Acabou tomando alguns arranhões em uma tentativa de Alicia em reagir, mas apertou o estômago dela com seu peso e a deixou indefesa.

Os puxões acabaram apenas quando Olívio a puxou com força para trás, a separando da briga. Mas não a colocou no chão, em vez disso a jogou sobre os ombros e saiu da Comunal, mesmo recebendo gritos e soquinhos de protesto em suas costas. 

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