História A Bastarda de Lily Potter - LIVRO 1 - Capítulo 32


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Angelina Johnson, Argo Filch, Arthur Weasley, Carlinhos Weasley, Cedrico Diggory, Duda Dursley, Fred Weasley, Gina Weasley, Harry Potter, Jorge Weasley, Lílian Evans, Lino Jordan, Lucius Malfoy, Marcus Flint, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Murta Que Geme, Olívio Wood, Percy Weasley, Personagens Originais, Petunia Dursley, Pirraça, Poppy Pomfrey (Madame Pomfrey), Rita Skeeter, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Tiago Potter, Valter Dursley
Tags Grifinória, Harry Potter, Harry Potter Fanfiction, Hogwarts, Lily Evans, Lily Potter, Petúnia Dursley, Tiago Potter
Visualizações 24
Palavras 3.481
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 32 - 1x32


Fanfic / Fanfiction A Bastarda de Lily Potter - LIVRO 1 - Capítulo 32 - 1x32

Capítulo Trinta e Dois
O primeiro.

Depois da descoberta, Tori e Cedrico passaram a andar mais juntos, o que reforçava o disfarce.

Enquanto todos pensavam que estavam perdidamente apaixonados um pelo outro, os dois estavam cada vez mais enfeitiçados por DCAT. O menino bem que tentou não se animar tanto no começo, mas acabou não resistindo e foi envolvido pela mesma empolgação da namorada.

Bangles pareceu ter ficado bem depois de seu retorno. Nunca mais agiu estranho com Tori, nem com ninguém. A empolgação nas aulas secretas acabou por trazer vida às suas aulas teóricas, que voltaram a ser uma das favoritas em toda Hogwarts.

Tori seguiu sem ter contato com suas antigas amigas, que pareciam fazer o mesmo por ela. E por não ser egoísta, havia combinado com os meninos um tempo para compartilhar eles com elas, pois não achava justo a amizade acabar totalmente por culpa dela. Então quando iria sentar com Cedrico na mesa da Lufa-Lufa, os três iam sentar no mesmo lugar de antes.

O clima pacífico seguiu por todo o mês de Abril, logo prosseguindo com a chegada de Maio.

Ao menos aparentemente.

No primeiro sábado de Maio, pela manhã, Tori estava outra vez sentada na mesa da Lufa-Lufa com Cedrico, que tagarelava sobre a aula de Transfiguração do dia anterior, enquanto ela apenas balançava a cabeça e fingia ouvir cada palavra.

Seu olhar estava na mesa da Grifinória, mais especificamente em Fred e Rita que conversavam só os dois faziam alguns minutos. Tori tentava a todo tempo desvendar as expressões deles para saber o que tanto conversavam, por mais que Fred fosse mesmo te contar tudo depois. Mas ambos estavam inexpressivos.

Até que Rita se levantou de maneira bruta, passou pelo banco e seguiu arrasada até a saída, enquanto Fred encarava suas costas e depois trocava olhares com o irmão, dando de ombros e voltando a tomar seu café da manhã.

— Alguma coisa aconteceu... — pensou alto, enquanto passava suas pernas para fora do banco.

— O que disse? — Cedrico a encarou, confuso.

— Cedrico, depois conversamos melhor. Com licença! — dito isso, a menina saiu correndo para a saída do Salão.

Assim que passou pela porta, Tori percebeu que não era mais preciso correr para alcançar Rita, pois a própria estava ali perto, encarando uma parede e com as mãos únicas nas costas.

Resolveu se aproximar devagar, para não surpreende-la. Então parou ao lado dela e a olhou, notando que a menina estava chorando.

— Rita, o que houve? — perguntou Tori, sem cogitar se aproximar um pouco mais.

— Fui uma idiota, para variar. Eu estraguei tudo! — Rita passou as mãos trêmulas pelo rosto e encarou a ex-amiga — Eu não deveria ter te tratado daquele jeito, agora por causa disso perdi nossa amizade e como consequência perdi o Fred também. Eu estou perdendo tudo! — chorou.

— Ele te deixou? — a expressão de Tori foi de lamento para susto — Olha, saiba que não tenho nada a ver com isso, até porque eu sempre falei para ele te conhecer melhor e dar chance. Quando brigamos, até deixei claro que não era justo ele e os meninos não falar mais com as senhoras! — se justificou.

— Eu sei que não tem nada a ver com você. Eu é que criei expectativas demais. Mas doeu e não é justo, ele não me deu muito tempo. Tenta falar com ele de novo, Tori... — se virou e deixou mais algumas lágrimas molharem o rosto.

— Desculpa, mas não vou me meter mais não. — negou.

Rita soltou um soluço de choro e assentiu. Depois se virou e saiu caminhando lentamente dali.

— Olha, Rita, uma coisa que aprendi vivendo em Little Whinging é me conformar com o pouco do amor que eu recebia. Chorar, bater o pé, tentar forçar a pessoa não adianta de nada. Quando deixamos para lá e focamos só no que já temos, o restante do amor acaba vindo para nós de graça! — Tori falou, fazendo a menina parar de andar e se virar para ela outra vez — Olha só: eu só tinha o Harry, a senhora Figg, talvez meus tios mesmo sem demonstração alguma. Depois apareceu o Akin, a Abie, o senhor Dumbledore, os meninos, os Weasley, o Olívio e até o pessoal do Time. Não dá para ficar mendigando amor das pessoas, isso assusta elas... — concluiu.

Rita acabou sorrindo fraco para aquelas palavras e tocou o rosto quando novas lágrimas surgiram. Diante disso, Tori seguiu rapidamente para perto dela e abraçou, passando todo seu consolo por alguns segundos.

— Se a senhora começar secando todas as essas lágrimas, já vai sentir uma diferença enorme! — passou as mangas de sua blusa no rosto da menina.

— Tori, você é mesmo especial, assim como Olívio sempre comenta com a gente quando tem oportunidade... — sorriu, para logo depois ficar séria outra vez — Será que podemos resolver tudo isso um dia? — perguntou.

— Rita, eu não guardo mágoas de ninguém... — Tori mexeu os ombros.

— Isso quer dizer que podemos resolver agora? — Rita abriu um sorrisinho animado.

— Por mim está tudo resolvido, só não me pede para chamar as senhoras de "amigas" outra vez, porque não vou conseguir. Não ainda, mas também não sei dizer quando exatamente. — segurou o pulso em um gesto nervoso.

— Tudo bem, eu te entendo. Também seria estranho tudo voltar ao normal tão rápido depois do que aconteceu. Não é a primeira briga... — ela concordou, mesmo se querendo o contrário.

— Pois é. — abriu um sorrisinho.

O assunto entre as duas chegou ao fim quando as portas do Salão Principal foi aberta e dezenas de alunos começaram a passar por ali. Rita acenou como despedida, antes de desaparecer no turbilhão de alunos.

— Por que está com essa cara de pastel, Tori? — Jorge surgiu ao lado da menina e ficou a encarando.

— Pergunte ao seu irmão! — resmungou e saiu apressada dali, deixando ele e os outros dois com interrogações.

◾ ◾ ◾

Aproveitando que o dia estava instável e a chuva de primavera parecia ter dado uma trégua, a Sala Comunal da Grifinória estava vazia, exceto por Tori e Jeniffer, que estavam sentadas no tapete uma de frente para a outra, enquanto Tori desabafava com a menina os mistérios que a rodearam durante o ano levito.

— Por sua sorte, por gostar tanto de Jornalismo eu tenho um pouco de facilidade investigativa e vou te ajudar a resolver tudo! — Jeniffer falou, enquanto colocava no meio das duas uma pasta cheia de recortes e anotações em pergaminhos.

— Mas como vamos fazer isso sem as pistas? Me roubaram todas! — murmurou Tori, abaixando o olhar.

— Não todas. Acredito que tem alguma coisa na sua memória, certo? — sorriu.

— Isso é. Tudo o que sei é dos bilhetes que se destroem sozinhos, lembro cada mensagem. Também tem o diário do ou da "A. R. L.", que não faço ideia de quem seja. É tudo o que temos. — foi erguendo os dedos para numerar os itens.

— Vamos começar pelos bilhetes. Eles se destruíram, porém você deve se lembrar mais ou menos a caligrafia, certo? — perguntou, pegando um pedaço de pergaminho e colocando perto de sua pena.

— Sim. — concordou.

— Conseguiria reproduzir? — Jeniffer colocou o pergaminho em cima da pasta.

— Não sei. Mas posso tentar, mesmo não lembrando de todos os detalhes... — Tori mexeu os ombros e pegou a pena.

— Já ajuda. Podemos procurar alguém com caligrafia semelhante. Se bem que é possível que a pessoa tenha mudado a caligrafia de propósito para não ser procurada. Ou achou que acharíamos essa ideia tão óbvia que nem usaríamos, então resolveu usar a própria! — cogitou a menina.

— Faz sentido. Vou começar, então. — se abaixou um pouco para perto do pergaminho e começou a rabiscar, enquanto Jeniffer a observava.

Desde que começou a tentar, Tori precisou de mais pedaços de pergaminhos para rabiscar. Por mais que se lembrasse, não conseguia reproduzir com a perfeição que gostaria. Errar poderia comprometer um inocente.

— Eu não consigo! — Tori reclamou após algum tempo — Tenho medo de reproduzir errado e pegar a pessoa errada! — apertou as têmporas e suspirou pesado.

— Tori, nós só precisamos da semelhança, não precisa ser idêntico. Fora que não vamos sair encurralando o suspeito, só vamos observar os passos dele e pegar provas o suficiente para só então entregar ao Dumbledore! — ela tocou o ombro da menina e apertou de leve — Tente. Pense o quando vai ser bom acabar com esse mistério. Pense no alívio! — afastou a mão e juntou todos os pedaços de pergaminho, colocando lado a lado ao lado das duas.

Em silêncio, Tori passou a observar com precisão todos os rabiscos que havia feito, a caligrafia que mudava em poucos detalhes uma da outra. Foi observando cada uma delas, até pegar um dos bilhetes e observar de perto.

— É esse. — falou, enquanto erguia os olhos para Jeniffer — É nesse que vamos nos basear para procurar quem está escrevendo esses bilhetes esquisitos! — falou.

— Começamos a procura na segunda. Se prepare! — Jeniffer juntou os outros bilhetes e guardou dentro de sua pasta.

Tori assentiu e olhou o bilhete outra vez.

◾ ◾ ◾

Depois de passar mais algum tempo com Jeniffer, onde passaram a tentar criar uma lista de nomes conhecidos por elas onde as letras "A. R. L." se encaixavam, Tori se despediu e saiu da Comunal para procurar por Cedrico e conversar um pouco com ele, levando em consideração que havia o deixado falando sozinho mais cedo.

Seguiu direto para o pátio, onde se concentrava boa parte dos alunos àquele dia, e o encontrou lendo um livro no parapeito de uma das aberturas que separava o pátio do corredor dentro do castelo. Seguiu para perto dele e se sentou ao seu lado.

— É sábado e falta horas para nossa aula. Largue esse livro, vamos fazer alguma coisa. — pediu e tentou tocar no livro, que foi desviado.

— O que é mais interessante do que estudar? — Cedrico a encarou brevemente, logo abaixando o olhar para as páginas.

— Tipo, me dar mais atenção quando eu estiver falando. Quer que os outros desconfiem? — reclamou, enquanto cutucava a capa.

Diante disso, Cedrico fechou o livro e o colocou de lado, dando toda sua atenção para a namorada.

— Cade seus outros amigos? Vocês sempre andam tão juntos. — o menino perguntou, enquanto vasculhava o pátio.

— Não faço a mínima ideia. Mas provavelmente estão aprontando por aí! — Tori deu de ombros.

Diante de alguns olhares curiosos, Cedrico agiu e se sentou mais perto da menina, apoiando um braço em volta dos ombros dela.

— Eu já te falei o quanto isso é desconfortável? — ela fez uma caretinha.

— Só umas trezentas vezes! — riu, sendo acompanhado pela namorada.

O clima tranquilo e divertido acabou, quando Tori foi puxada para trás e ficou com as costas alguns centímetros do chão do corredor, sendo segurada pelos braços.

— Oi, Elfo-Doméstico! — os dentes feios de Flint se mostraram em um sorriso maldoso.

— Flint! — Tori grunhiu, irritada — Trate de me erguer de volta! — berrou.

— Não sei se quero... — o garoto ponderou.

Mas para seu completo contragosto, Cedrico segurou e puxou a menina rapidamente de volta ao pátio, a libertando do engraçadinho.

— Suas brincadeiras são sempre tão patéticas, Flint, não consegue perceber sozinho? — perguntou, enquanto encarava o garoto bem mais alto, que passava pela abertura e chegava ao pátio.

— Uh, esqueci que o Elfo está em companhia agora. Mas isso é ótimo, é um menino. Posso fazer com você o que não posso fazer com ela! — dito isso, puxou Cedrico pelo colarinho e o obrigou a ficar na ponta dos pés.

— Solta ele, seu covarde, solta! — Tori segurou o braço do mais velho e começou a chacoalhar.

— Solta ele, Flint! — três vozes conhecidas surgiram ali.

Tori se afastou do garoto e se virou para observar, vendo Lino, Fred e Jorge caminhando apressados até a confusão.

— Que é isso? Revolução dos Duendes? — debochou Flint, destacando o fato de ser mais alto.

— Só solta ele e seguimos tranquilos o restante do nosso sábado. — Lino pediu, mais calmo que os outros dois.

— Solta logo! — a menina tenho avançar de novo, mas foi impedida por Fred que fez um sinal que ela não entendeu bem.

— Talvez... Mas depois de deixar minha marca. — Flint ergueu o punho e se preparou para acertar Cedrico.

— Eu não faria isso se fosse o senhor! — McGonagall o surpreendeu, surgindo de repente por suas costas.

Imediatamente Flint soltou Cedrico, que cambaleou para trás e foi amparado por Tori e Jorge.

— Olha, professora, eu... Bom, eu só... — tentou se explicar, mas foi calado por um único olhar zangado da adulta.

— Eu sei bem o que fez. Me acompanhe até minha sala, por gentileza. Aproveite que estou sendo gentil, senhor Flint! — McGonagall o interrompeu e se virou para sair dali.

Assim que a professora e o encrenqueiro sumiram de vista, Tori se virou para os amigos e abriu um enorme sorriso.

— Foram os senhores? — perguntou.

— Claro. Avistamos a professora logo depois que vimos a confusão aqui. Resolvemos juntar o útil ao agradável! — Jorge respondeu e deu de ombros — Tori, o que foi? — arregalou os olhos.

Para a surpresa e confusão dos quatro meninos, Tori começou a chorar. O estranho era que sorria e chorava ao mesmo tempo.

— Os senhores... — apontou para os três amigos — Estão amadurecendo. Ah, estão crescendo... Meus meninos estão crescendo! — secou algumas lágrimas, sendo surpreendida por mais.

— E o que isso tem a ver? — Fred fez uma careta e mexeu no cabelo.

— Antes, os senhores iriam pular em cima do Flint e socar. Dessa vez preferiram chamar ou atrair algum professor para flagrar ele. Isso é maturidade! — Tori explicou, ainda chorosa.

— Você é doida, Tori! — gargalhou Lino, sendo contagiado pelos outros e recebendo um revirar de olhos da menina.

— Obrigado, pessoal. — Cedrico agradeceu após algum tempo calado.

— Não tem de quê, cara. Você agora é namorado da nossa melhor amiga, meio que faz parte do nosso grupo. E com nosso grupo ninguém mexe e fica por isso mesmo! — disse Jorge, enquanto estendia a mão para o menino e os dois apertavam.

— Pois é. São um casal meio estanho, mas a felicidade é o que importa! — assentiu Fred, também apertando a mão de Cedrico.

— Somos reservados, só isso. — Tori defendeu, enquanto observava o amigo exagerar na força do aperto.

— Reservados ou estão mentindo o namoro para esconder alguma coisa? — o menino continuou a duvidar.

— Mas é claro que não estamos mentindo. Eu quase apanhei para defender ela, quer mais romance que isso? — se defendeu Cedrico, enquanto massageava a mão apertada demais.

— Isso qualquer um pode fazer, não só um namorado. O Olívio já fez, o Fred, o Carlinhos... E nenhum é namorado dela! — até Jorge se envolveu no interrogatório.

— Meninos, parem de graça. Acabei de falar que eram maduros, mas parece que falei cedo demais! — a menina reclamou, tocando o pulso do namorado e o levando embora dali.

Alguns passos e Cedrico soltou seu pulso, sempre tendo de mostrar para a menina como namorados andam de mãos dadas. Ele entrelaçou os dedos e a puxou para voltar a andar.

— Por isso que todos duvidam do nosso namoro. Você sempre quer andar como duas comadres! — reclamou, enquanto começava a rir — Tori, o que foi? — estranhou quando ela travou no lugar.

— Cedrico, me perdoe... — Tori pediu, causando uma expressão confusa no menino.

Logo depois ela soltou sua mão e segurou a cabeça de Cedrico, o puxando para perto e selando os lábios por alguns poucos segundos.

Quando se afastou, o rosto do menino demonstrava choque, além de estar muito vermelho.

— Tori, eu... — tentou falar, mas foi interrompido.

— Me perdoe. — pediu mais uma vez, antes de sair correndo dali.

◾ ◾ ◾

Depois de sua completa loucura, Tori passou a tarde dentro de um box no banheiro da Murta, enquanto ela chorava em um e o fantasma chorava no vizinho. Perdeu todas as refeições do dia, envergonhada e chateada demais para aparecer.

Mais uma vez havia cedido às pressões e feito o contrário do que realmente gostaria. Havia encostado os lábios em alguém que não amava, além de tirar o mesmo direito do menino que pensava exatamente como ela.

Sentia que estava se transformando em alguém que jamais pensou se tornar um dia. O pior era ver isso acontecer e parecer não ter controle nenhum sobre isso.

Mesmo envergonhada, acabou se controlando e conseguiu sair do banheiro logo após o horário de início do jantar. Desceu até a porta do Salão e ficou ali esperando a saída do professor Bangles.

Quando aconteceu, percebeu que ele já estava acompanhado de Cedrico.

— Victória, por onde andou? Te procurei faz algumas horas para avisar sobre nossa aula, que hoje vai ser na Torre de Astronomia. A chuva nos pegou de surpresa, vai ter que ser aula teórica hoje! — Bangles explicou enquanto passava apressado pela menina.

— Estive ocupada, foi por isso que não me encontrou. — explicou Tori, enquanto se virava para seguir o adulto.

— Está tudo bem? Parece que andou chorando... — ele reparou.

— Está tudo bem, professor, não se preocupe! — sorriu para tranquiliza-lo.

Assentindo uma vez, o professor apressou mais ainda os passos e deixou os dois alunos para trás, assim como de costume. Os três serem vistos juntos era um tanto suspeito.

— Você não comeu nada o dia todo. Te trouxe uma maçã para não passar mal! — Cedrico retirou do bolso a fruta e entregou para a menina.

— Obrigada! — ela agradeceu e deu várias mordidas na fruta, deixando a boca completamente cheia.

Entendendo que ela não queria conversa, Cedrico desistiu de tentar e os dois seguiram rumo a Torre de Astronomia em completo silêncio.

Chegaram lá alguns minutos depois do professor, que já começava a montar a estrutura da aula.

— Prometo tentar deixar nossa aula de hoje tão dinâmica quanto seria sendo prática. Vou usar bonecos pequenos para demonstrar, levando em consideração que não temos tanto espaço para usar. — começou Bangles, enquanto montava uma lousa e tinha um pouco de dificuldade nisso, o que parecia irritá-lo muito.

— Tudo bem, professor, sei que vai ser uma ótima aula como sempre. — Tori seguiu para perto dele e o ajudou, fazendo o rosto ficar sereno imediatamente.

— Obrigada. — sorriu e moveu a varinha, começando a delinear linhas e fazer criar formas.

A menina voltou para perto do namorado, cruzando os braços braços e esperando o professor terminar.

— Podemos conversar enquanto ele não termina? Quero conversar sobre aquilo... — Cedrico tentou puxar assunto.

— Professor, que ano o senhor estudou aqui? — o ignorou indo para perto do adulto outra vez.

— De 1971 a 1978. Por quê? — respondeu sem erguer o olhar.

— Nossa, o senhor esteve em Hogwarts no mesmo ano que meus pais. Pode me contar um pouco sobre eles? Por favor! Por favor! — se animou com aquela conversa que começou sem intenção.

— Olha, eu não sei se quero entrar nesse assunto. — Bangles a olhou.

— Por que não? — o sorriso desapareceu.

— Porque não quero acabar contando demais, entende? — começou a revirar sua bolsa.

— E o que o senhor poderia contar de tão grave? Espera, aconteceu alguma coisa séria nesses anos que o senhor esteve aqui? Agora vai ter de me contar. Anda, professor, não seja ruim! — suplicou Tori, segurando o braço dele e o impedindo de continuar.

— Eu não posso, Tori, não é da minha conta. Por favor, entenda! — soltou as mãos dela gentilmente e voltou a se virar.

— Conta logo, professor. Sabe que ele esconde um segredo seu, não é? — Cedrico se intrometeu e foi um pouco mais ousado.

— Espera... Isso é uma chantagem? — perguntou ainda sem se virar.

— Não. O senhor vai nos contar de boa vontade e não vamos precisar usar isso. Por favor, professor. A menina só conhece os pais pelos resumos dos livros. Conte a ela como Lily e Tiago eram de verdade, a versão que os livros não contam. — foi para perto do professor — Anda, Bangles... — esticou a mão para tocar as costas dele.

Poucos centímetros de distância e Bangles se virou muito rápido, agarrando e erguendo o aluno pelos ombros.

— Você não pode me obrigar. Não pode! — estranhamente, ele chorava e estava de olhos fechados — Não mais! — e se virou muito rápido para a ponta da Torre, arrastando o menino consigo.

— Pirou, professor? Me solta! — a voz de Cedrico saiu um pouco trêmula.

O homem seguiu muito rápido para a ponta e encostou as cotas do menino no parapeito, fazendo com que a chuva o molhasse. Cedrico acabou virando um pouco o rosto, olhando a altura lá embaixo. Com isso, ele agarrou as mangas da blusa de Bangles desesperadamente.

— Solte ele em segurança agora! — Tori ordenou, enquanto apontava a varinha para as cotas do professor — Se não soltar, vou te cortar todo sem nem me preocupar em ir para Azkaban! — ameaçou.

Tão rápido quanto os surpreendeu, Bangles puxou Cedrico de volta e o soltou, acabando por cair de joelhos e apertar a própria cabeça.

Tori puxou Cedrico pela mão e o abraçou muito rápido, soltando um suspiro de alívio. Os dois correram para longe dali sem ao menos olhar para trás.

— Duas vezes. — Cedrico ofegou — Duas vezes que tento te defender e quase me ferro! — reclamou da própria sorte.

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