História A Bastarda de Lily Potter - Capítulo 8


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Arabella Figg, Arthur Weasley, Carlinhos Weasley, Duda Dursley, Evan Rosier, Fred Weasley, Gina Weasley, Harry Potter, Jorge Weasley, Lílian Evans, Marcus Flint, Marlene Mckinnon, Molly Weasley, Murta Que Geme, Olívio Wood, Percy Weasley, Personagens Originais, Petunia Dursley, Rita Skeeter, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Tiago Potter, Valter Dursley
Tags Dumbledore, Dursley, Fred Weasley, Harry Potter, Hogwarts, Lily Potter, Severo Snape, Tiago Potter, Weasley
Visualizações 87
Palavras 3.337
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capítulo novo pra vocês. Espero que não me abandonem, porque eu fico muito inspirada quando meus leitores falam comigo. <3333333333

Capítulo 8 - 1x08


Fanfic / Fanfiction A Bastarda de Lily Potter - Capítulo 8 - 1x08

Capítulo Oito — Jorge?

Quando abriu os olhos, a primeira coisa que Tori percebeu foi que a aflição que sentiu antes de perder a consciência havia sumido.

Ela ergueu o corpo para se sentar, mas não sem antes reparar que estava no sofá velho de um quartinho que parecia ser nos fundos de alguma loja. Também reparou vários rostos familiares encarando-a. 

— Achei que nunca iria acordar! — ouviu a voz de Snape, com o típico humor azedo.

— Não seja mais insensível do que o de costume, Severo. A menina estava desmaiada! — ouviu a voz da mãe de Jorge — Oh, meu bem, algum lugar dói? — se aproximou.

— Tirando minha cabeça, que deve ter rachado o chão quando eu caí? — perguntou, massageando o local possivelmente atingido — Meu estômago, que parece ter um buraco agora. Eu não comi nada, deve ser por isso que desmaiei... — continuou, agora tocando a barriga.

Aquela não era a verdade, mas quem acreditaria que um rato pode ter sido a causa de seu mal-estar? Nem ela própria acreditava nisso.

— Talvez isso te faça bem, Tori! — ouviu a voz de Jorge.

O menino se aproximou e entregou uma caixinha de balas coloridas para ela, que estava escrito Feijõezinhos de Todos os Sabores.

— Fred! — a senhora Weasley o repreendeu, irritada — Não coma, querida. São poucos que tem sorte de não pegar algum sabor horroroso. Não quer comer cera de ouvido, quer? — perguntou.

A menina encarou a mulher um pouco confusa pelo fato dela ter trocado o nome do próprio filho.

Dando de ombros para sua dúvida, Tori pegou a caixinha e foi devolver ao dono, tomando um grande susto ao ver Jorge duplicado.

— Acho que bati a cabeça muito forte... Estou vendo dois Jorge's! — choramingou e tocou a cabeça outra vez.

A senhora Weasley riu e chamou os dois para se aproximar.

— Contem a ela o que vocês aprontaram e aproveitem para se apresentar de verdade! — pediu em um leve tom de ordem.

— Você conta, até porque a ideia de mentir até para uma amiga foi sua! — o outro "Jorge" falou.

— Tudo bem se sou o mais corajoso aqui! — o primeiro Jorge gabou-se — Tori, eu não sou o Jorge. Ele é o Jorge e eu o Fred! — explicou.

— Mas isso não faz muita diferença, não é? — o verdadeiro Jorge deu de ombros.

— Ãhm? — murmurou Tori.

— Os meninos amam trocar de lugar para confundir as pessoas. Já os repreendi, mas não tem jeito. É coisa de gêmeo, sabe? — senhora Weasley foi mais clara — Sendo assim, você conheceu primeiro o Fred, não o Jorge! — continuou.

— Que confusão que vocês dois causam! — Carlinhos se aproximou.

— Ele é o Carlinhos. — a mulher apontou o filho mais velho ali presente — Gina e Rony... Aquele é Percy. E ainda falta o Gui, que já terminou os estudos. Ah, e eu sou Molly! — apontou para os dois mais novos, o outro mais velho que Tori e por fim sorriu apontando para si.

— Cadê o rato? — perguntou Tori, dando falta do bicho.

Então Rony começou a resmungar, visivelmente chateado.

— Perebas fugiu quando fomos cuidar de você. — explicou a senhora Weasley — Mas logo ele aparece. Percy vai com Rony para procurar, enquanto o restante termina as compras. — falou.

Os dois citados foram saindo.

— Por que eles dois ficam com o melhor? — perguntou Jorge, inconformado.

— É, também queremos bater perna! — continuou Fred, cruzando os braços.

— E vão... Mas comprando seus materiais escolar. Ou vão deixar meus bracinhos fracos carregar tudo sozinhos? — dramatizou para desfazer a carranca dos gêmeos.

— Já chega dessa enrolação! — Snape reclamou, após algum tempo quieto — Perdi horas e ainda nem começamos aqui! — continuou.

— Você não vai morrer se esperar mais um pouco. A menina precisa de um tempo para se recuperar e comer alguma coisa! — rebateu a senhora Weasley, virando-se para ele.

— Já teve tempo suficiente e o perdeu com papos furados. Minha vontade é de leva-la de volta o mais rápido o possível para aqueles trouxas malucos! — rosnou.

— Azedo! — a mulher gritou, o rosto erguido para o professor dos filhos.

— Intrometida! — rebateu Snape.

Os Weasley que sobraram ali começaram a soltar risinhos discretos para aquela discussão.

— Vamos logo então, senhor Snape. — Tori se manifestou — Não quero atrapalhar mais ninguém. Vamos terminar logo isso! — se levantou e foi para perto do responsável, tentando ao máximo não demonstrar que estava chateada.

— Ao menos dê algo para a menina comer, Severo! — Molly ainda falou para o homem, que revirou os olhos — Se cuida, meu bem. Nos vemos no dia primeiro de setembro, sim? — tocou as bochechas da menina.

— Obrigada pelo cuidado, senhora Molly. É a primeira vez que alguém faz isso por mim! — abriu um sorriso e ainda acenou para os mais novos.

Tori e seu acompanhante seguiram dos fundos para a frente da loja. Ela ainda agradeceu aos donos, antes de sair e voltar para o trânsito de corpos ao lado de fora.

— Para onde? — perguntou Tori, sem encarar o adulto.

Sabia que ele estava irritado e isso lhe causava um pouco de temor.

— Vou comprar alguns materiais que serão usados em aulas. Você fica aqui para adiantar com o uniforme. — Snape a empurrou devagar para dentro de uma loja de vestes chamada Madame Malkin Roupas para Todas as Ocasiões. 

— Mas o senhor encontrou o pergami... — parou de falar quando viu que o adulto já estava longe.

Reparando que haviam algumas pessoas que chegaram antes dela, Tori ficou esperando enquanto aproveitava para dar uma boa olhada na loja.

Haviam roupas estranhas para se usar em Little Whinging, mas as achou bonitas. Tocou em algumas delas e sentia a textura do tecido. Analisou as costuras por um bom tempo, como se quisesse decorar algo.

— Posso ajudá-la? — uma voz feminina atraiu sua atenção.

— Desculpa! — afastou as mãos do tecido e se virou.

Era uma senhora com cabelos brancos presos em um penteado que o deixava volumoso. Também não era muito alta, o que fazia com que Tori não sentisse um anão de jardim pela primeira vez. Reparou que o lilás da roupa da mulher combinava com as cores da loja.

— Não se preocupe, senhorita... — pareceu fazer um esforço para se lembrar se a conhecia.

— Tori Evans. — estendeu a mão.

A mulher apertou.

— Madame Malkin, ao seu dispor!  — sorriu — Você me parece nova demais para o primeiro ano em Hogwarts. — comentou.

— Mas eu sou do primeiro mesmo, senhora. Vim pegar meu uniforme, inclusive. — ficou reta em uma tentativa de parecer mais alta.

Sabia que era em vão.

— Está certo. Venha até aqui e estique os braços! — apontou para um pequeno banco um pouco mais a frente.

Tori obedeceu e esperou.

No momento seguinte, uma fita métrica foi usada para tirar suas medidas. Se distraiu ainda observando as roupas e demorou para perceber que Malkin havia se afastado e o objeto trabalhava sozinho.

— Nossa! — se assustou e acabou caindo do banquinho, com a fita enrolada em sua cabeça.

Todos da loja a encararam. Algumas crianças soltaram risinhos nada discretos, fazendo com que a menina ficasse corada.

— Está tudo bem aí? — Malkin voltou.

— Me assustei, foi só isso. Sou um pouco desastrada, senhora. — se levantou soltando um risinho e voltou a ficar na posição pedida.

— Está certo. Vamos ver o que temos aqui... — pegou a fita de volta.

Um tempo depois, ela passou uma veste preta por cima da cabeça de Tori, onde o cumprimento ficou um pouco grande demais. Mas logo começou a fazer os ajustes, seguindo as medidas certas.

— Muito legal sua loja, senhora. — comentou Tori, virando o rosto para observar o lugar mais uma vez — Eu gosto de costura, mas minha tia não me deixar nem chegar perto da máquina dela. Então eu fico só nos desenhos e, modéstia a parte, deixaram de ser palitinhos a muito tempo. E também... Ah, olha eu sendo faladeira de novo. Se o senhor Snape aparece agora... — encolheu os ombros.

A adulta riu.

— Me traga seus desenhos no próximo ano. Quem sabe, quando for um pouco mais velha, eu te dou um estágio de verão. — falou, causando um enorme sorriso na criança — Como disse que se chama mesmo? Porque me lembra muito alguém que conheci. — tocou o queixo com o indicador.

— Tori Evans. Victória, na verdade. — falou outra vez e continuou sussurrando — Meus pais são Lily e Tiago Potter! — confessou.

— Ah, por isso que me lembrei do seu rosto, mas não de seu nome. Por que tem Evans e não Potter no sobrenome? — perguntou.

Algumas pessoas encararam as duas ao ouvir o sobrenome Potter.

— Senhor Dumbledore não me explicou esse detalhe... — coçou o queixo.

— E como vai Harry? — Malkin mudou de assunto, parecendo perceber que a menina ficou sem jeito.

— Muito bem, obrigada por perguntar! — sorriu ao se lembrar do irmão.

— Aqui está. — entregou um pacote.

A conversa estava tão agradável, que nem havia percebido que o tecido de seu corpo havia sumido e possivelmente estava dentro do pacote.

— Vou esperar meu responsável para pagar, ok? — avisou.

— Fique à vontade! — a mulher sorriu e se afastou.

— E agora? — falou sozinha encarando o pacote, o rosto queimando de vergonha — Como vou pagar por isso? Senhor Snape vai me esganar por não ter dinheiro! Por que eu não pensei nisso antes? Burra! — bateu na própria testa.

— Algum problema com sua testa, Evans? — a voz do homem a surpreendeu.

— Ahm... Oi, senhor Snape, já voltou? Que bom! — sorriu toda desconfortável.

— Diz logo o que foi que aprontou. — Snape revirou os olhos para a tentativa da menina em tapea-lo.

— Tudo bem... — amoleceu os ombros e se aproximou do mais velho, sussurrando — Não me mata, mas... Eu esqueci que não tenho um tostão sequer! — choramingou.

Só então reparou nos outros pacotes que o homem carregava. Uma careta de dúvida retorceu o rosto da menina, que não fazia ideia de onde havia surgido dinheiro para aquelas compras.

— Espera... O senhor roubou? Ai meu Deus! — deduziu errado, abrindo a boca em um enorme Oh.

— Não seja mais tonta do que o de costume, Evans! — grunhiu — Sua mãe... Seus pais te deixaram dinheiro bruxo! — explicou, impaciente.

— Ah, o senhor não tinha dito nada. Nem sequer passamos em um banco ou coisa parecida! — estranhou.

Mas ao invés de esclarecer as dúvidas da menina, Snape resmungou baixinho e saiu em direção à Malkin.

Tori o seguiu logo depois, a tempo de ver seu uniforme sendo pago.

— Te espero no próximo ano, Tori! — a dona da loja se despediu.

— Muito obrigada, senhora. — Tori abriu um enorme sorriso, mas o reprimiu quando reparou que a mulher a analisava especialmente nos olhos — Hum... Algum problema? — perguntou.

— Seus olhos... — Malkin franziu a testa, como se tentasse se lembrar de alguma coisa.

— Olhos como de qualquer outra pessoa. — Snape interrompeu — Vamos, Evans. Temos coisas a comprar ainda! — dito isso, ele puxou a menina para fora da loja.

Só a soltou quando estavam de volta ao fluxo de pessoas.

— Isso não foi muito educado, senhor. — reclamou Tori, tomando cuidado para não tomar esbarrões.

— Me fazer perder tempo com conversas inúteis também não está sendo educado! — rebateu — Caso queira ter os livros que serão usados durante o ano e principalmente uma varinha, me siga. E rápido! — mais uma vez ele saiu andando muito rápido.

— Sim, senhor! — correu atrás dele.

◾ ◾ ◾

A língua de Tori estava para fora e ela respirava pesadamente, quando enfim pôde parar de correr.

Enquanto se recuperava, observou o lugar que Snape havia entrado. A loja possuía letras de ouro descascadas sobre a porta que diziam Olivaras: Artesãos de Varinhas de Qualidade desde 382 a.C.

Ao adentrar, Tori sentiu um calafrio percorrer por suas costas, pois o lugar era feio e estreito. O susto piorou quando um velhote surgiu de repente diante dela, de olhos grandes e muito claros brilhando como duas luas.

— Boa tarde, minha jovem. Sou Olivaras! — ele falou, sem piscar.

— Boa tarde. Hum... Victória. Tori, na verdade! — se apresentou, um pouco paralisada com os olhos daquele desconhecido.

— Devo admitir que a conheço de algum lugar, mas não acho que seja possível ser a mesma pessoa. Faz tantos anos... — o senhor falou, encostando os braços no balcão.

— O senhor é mais uma pessoa que diz isso hoje. — Tori falou e soltou um risinho — Sou filha de Lily e Tiago Potter. Dizem que me pareço com minha mãe... — falou, ainda sorrindo.

— Claro, claro, os Potter. — concordou Olivaras — E como vai o menino que sobreviveu? Hum? — perguntou.

— Muito bem, o senhor ia amar conhecer ele... Juro que ia mesmo! — desanimou de repente, tristonha — Mas isso ainda vai demorar. — suspirou.

— Não fique assim, menina Potter. Logo tenho certeza de que poderei conhecê-lo! — o senhor tentou dar consolo.

— Vai ser um ano tão difícil sem ele, senhor Olivaras. Estamos juntos desde sempre, entende? — suspirou — E meu sobrenome é Evans, não Potter. Só não me pergunte o motivo, que eu não sei! — ela deu de ombros.

— Está certo, senhorita Evans. — Olivaras se corrigiu — Mas enfim, vamos ao que interessa: qual o braço da varinha? — perguntou.

— Direito. Mas para que isso? Vai ser o único braço que vai funcionar a varinha? E se eu tiver que amputar um dia? — mexeu o braço, causando risos no dono da loja.

— Pare de questionar tudo, Evans! — Snape reclamou.

Ele havia ficado quieto por tanto tempo, que se manifestar de repente causou um susto na menina.

— Desculpa... — lamentou.

— Estique o braço. — o dono da loja pediu, tirando uma fita métrica do bolso.

Então mediu Tori do ombro ao dedo, depois do pulso ao cotovelo, do ombro ao chão, do joelho à axila e ao redor da cabeça. Mais uma vez percebeu que a fita trabalhava sozinha, mas não se assustou.

— Será que vai ter alguma para mim? Eu nunca me achei tão sortuda... vai que minha carta foi um engano! — tagarelou, imóvel para não atrapalhar as medidas.

— Não tenho dúvidas. Se o convite de Hogwarts chegou até você, onde nunca comete erros, a varinha também irá! — o velhote a tranquilizou — Já está bom. — falou e a fita se afastou da menina, caindo no balcão.

O senhor Olivaras andava rapidamente em volta das prateleiras, descendo dezenas de caixas.

— Toda varinha Olivaras tem o miolo feito de uma poderosa substância mágica, senhorita Evans. Usamos pelos de unicórnio, penas de cauda de fênix e cordas de coração de dragão. Não há duas varinhas Olivaras iguais, como não há uma só criatura idêntica completamente. E, é claro, a senhorita jamais conseguirá resultados tão bons com a varinha que não te pertence! — explicou, se aproximando do balcão outra vez com muitas caixas.

Tori ficou distraída observando a quantidade de caixas ali presentes. Voltou sua atenção para o balcão apenas quando Olivaras abriu uma delas.

— Tente essa... Azevinho e pena de fênix, vinte e oito centímetros, boa e maleável. — entregou uma das varinhas e a descreveu.

Tori segurou a varinha e sentiu certo receio de acabar explodindo a loja. Mas acabou ficando aliviada quando o dono da loja logo pegou de volta e substituiu por outra.

O alívio só acabou quando passou a trocar as varinhas com tamanha frequência que atingiu o número oito, pois nada ainda havia acontecido.

Snape parecia prestes a fugir dali e Tori estava quase chorando, quando Olivaras selecionou uma nona varinha.

— Se a varinha escolhe o bruxo, acho que nenhuma foi com a minha cara... — Tori comentou com os olhos marejados.

— Não vamos desistir, certo? Agora tente essa... Madeira em pinho, núcleo de coração de dragão, 33 centímetros, ligeiramente flexível! — Olivaras descreveu mais uma varinha.

— Essa é a última que eu tento, se não eu vou ir para Hogwarts sem nad... — foi interrompida quando segurou firme a varinha e sentiu um repentino calor nos dedos, onde faíscas douradas e vermelhas saíram da ponta como um fogo de artifício.

Sabia que algo de positivo havia acontecido, pois Olivaras bateu palmas e riu todo feliz diante do que viu, enquanto  Snape soltou um suspiro de visível alívio.

— Meus parabéns, senhorita Evans. Essa é sua varinha! — o dono da loja avisou, começando a organizar as caixas outra vez. 

— Sério? Ah, meu Deus! E eu aqui acreditando que tudo não passava de um engano! — Tori sorriu toda boba e abraçou sua varinha.

◾ ◾ ◾

As horas que passou no Beco Diagonal foram as melhores desde quando Tori descobriu sua verdadeira história. Sabia que estava apenas começando, mas ainda assim estava radiante quando desembarcou do Nôitibus para Little Whinging.

Enquanto esperava Snape se recuperar nos solavancos do transporte bruxo, reparou alguns rostos conhecidos passando pela rua. Algumas meninas de sua escola conversavam e soltavam risinhos.

Entre estes rostos reparou em Abigail, que para seu alívio parecia bem. Ela estava rindo com as outras meninas, quando Tori decidiu se aproximar.

— Oi, Abigail. Tudo... bem? — falou, um pouco menos segura do que esperava.

— Não graças à você, esquisita! — ela foi tão ríspida quanto o de costume.

— Que bom. Com licença... — Tori se virou para voltar para perto de Snape.

— Assassina! — uma das meninas gritou.

— O quê? — questionou Tori, se virando para encarar todas elas.

— Isso mesmo que você ouviu. Você é uma assassina por tentar matar Abigail! — rosnou a menina, apontando o dedo.

— A senhora não estava lá, não sabe o que está dizendo! — Tori rebateu.

— Eu acredito nela. — deu de ombros e falhou em parecer segura.

— Problema seu! — perdeu a paciência.

A menina arregalou os olhos e deu um passo para trás. Todas ficaram em silêncio, inclusive Abigail, que nem sequer a encarava.

— Está levando longe demais esse negócio de "esquisita", não acha? — Tori falou, mais calma, agora conseguindo a tenção de quem queria — Sabe que eu estava longe da senhora, como acha que te toquei? Com poderes sobrenaturais como Carrie A Estranha? Passou da hora de parar de acreditar em Papai Noel, pois segundo minhas pesquisas pode ter sua primeira menstruação ano que vem, Abigail. Então vai crescendo a mente enquanto o corpo não cresce. Agora com licença, crianças! — continuou, encarando cada uma delas.

Depois simplesmente se virou e voltou para perto de seu responsável. Ele a encarou como se quisesse falar algo, mas acabou simplesmente engolindo as palavras.

— Não se preocupe, eu não tenho péssima educação sempre. Na verdade, eu tenho agido assim desde quando descobri sobre o que eu sou... Eu menti, xinguei, bati, fui deselegante com algumas damas e... — parou de falar quando ouviu o adulto grunhir.

— Não me lembro de ter perguntado algo, Evans. — falou, trocando um pacote para outro braço. 

— De volta a realidade... — suspirou, se virando para tentar esconder o rosto.

Snape começou a caminhar em direção a Rua dos Alfeneiros seguindo a moradora dali. Mas como ele era mais rápido, Tori a todo momento tinha que se esforçar para não ser ultrapassada.

Até que se cansou e parou, virando-se para o futuro professor e revelando um rosto úmido de lágrimas.

— Eu só quero que dia primeiro de setembro chegue logo! — soluçou — Eu me cansei dessas pessoas ruins, de ser tão legal e não ser retribuída... Quero sair logo daqui! — se virou outra vez, antes que fosse tratada mal mais uma vez.

— Lá não é muito diferente daqui, se quer saber... — ele falou — Agora chega de choradeira, que preciso te deixar em casa e ir embora! — mudou o tom de voz para o tradicional dele.

— Me desculpa. Sei que dei um pouco de trabalho hoje... — confessou, cabisbaixa.

— Um pouco? — pelo cant dos olhos, Tori jurou ter o visto quase rir.

— Ok. Eu dei muito trabalho! — revirou os olhos e o encarou — Mas obrigada por me acompanhar, senhor Snape. O senhor poderia ter me largado e voltado aos seus afazeres, mas não o fez. Obrigada, de verdade! — sorriu e avançou para o adulto, o surpreendendo com um abraço.

Assim como Petúnia, Snape também ficou imóvel de surpresa. Os pacotes que estavam em suas mãos caíram, fazendo-o resmungar e Tori se afastar.

— Me desculpa. Acho que passei dos limites. — lamentou a menina.

— Totalmente! — rosnou o adulto, abaixando-se com raiva para pegar os pacotes.

Tori deu alguns passos para trás, encarando discretamente a expressão raivosa de seu futuro professor. Teve a impressão de ter visto as bochechas mais coradas e os olhos negros brilhando como se estivessem úmidos. Mas isso também poderia ser sintomas de ira, então resolveu não falar mais nada. 

  ◾ ◾ ◾ 


Notas Finais


O que acharam do capítulo? Comentem, amores.

[Ainda tô revisando o capítulo. Já li, li de novo, escrevi, reescrevi, tirei, coloquei... Mas nunca tô satisfeita, então pode ser que eu mude alguma coisinha, mas nada muito relevante.]


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