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História A Batalha Contra a Noite - Percy Jackson - Capítulo 79


Escrita por:


Notas do Autor


Oi gente!!!
Atrasada de novo, eu sei, mas eu demorei porque eu tinha que ver a treta do BBB tá, me julguem.
Eu tô aqui para informar que essa é a reta final da missão do Percy! Então podem começar a se animar para ver como essas missões vão terminar.
Eu ADOREI os comentários do último capítulo! Obrigada!
Aproveitem...

Capítulo 79 - Os Oprimidos se Levantando Contra Os Opressores!


                                                                                Narrador Observador

 

 

Mortais rodeavam um grupo peculiar de adolescentes que faziam uma performance no meio da rua.

Claramente, eles não tinham ideia de que aquilo não era uma peça pública realizada por jovens atores fantásticos, mas sim um grupo de meio-sangues sofrendo um ataque de uma feiticeira mitológica vingativa. Pessoas simplesmente pararam e se aglomeraram ao redor deles, admirando suas performances, tirando fotos e algumas até gravando stories para o instagram. Eles não tinham ideia de que o horror e o sofrimento na face do grupo não era uma atuação digna de um Oscar. Mas os meio-sangues sabiam. Pois o que viam era tão real que chegava a assustar.  

A cena seria cômica se não fosse trágica. As pessoas murmuravam entre si e simplesmente não conseguia tirar os olhos da tão angustiante peça de teatro.

- Já vi isso em Las Vegas. – murmura um deles. – Você está andando e de repente uma peça começa no meio da rua.

Um entusiasta do campo artístico começou a sussurrar para as pessoas ao seu redor.

- Isso é um tipo de peça subjetiva que exige que o próprio público tire suas conclusões do que vêem, como uma obra impressionista. – explica. Ele aponta para Jason que continuava de joelhos. O rosto expressando dor enquanto lutava para por ar em seus pulmões. – Aquele claramente mostra a sensação sufocante de ter que aguentar as expectativas da sociedade. – as pessoas em sua volta assentiram em concordância prestando atenção nas palavras do homem. Seu dedo se volta para Percy que sentia que estava caindo novamente em seu maior pesadelo. – Já aquele ali é uma representação de como estamos todos caindo no buraco do consumismo e da ganância.

Pasifae garantia, com muito esforço, que os quatro só vissem o que ela queria, afinal, o que seria mais satisfatório que brincar com a cabeça de meio-sangues? Pasifae queria fazê-los sofrer. Ela queria ver Hazel sofrer. E seu plano estava dando certo.      

- Aquela está lutando contra uma caixa invisível que todos nós colocamos ao redor de nós mesmos para nos encaixarmos na sociedade. – continua o entusiasta artístico apontando para Hazel que sentia tudo tremer enquanto as pedras começavam a cair ao seu redor. O desespero era nítido em seu olhar o que levou os mortais a apreciarem ainda mais sua atuação. – E aquele ali claramente desistiu de tentar ser aceito e caiu em seu próprio casulo de tristeza e autodepressiação. – diz indicando Frank com o dedo que estava caído no chão. Uma expressão de dor transformava seu rosto, mas o que mais chamava atenção eram seus olhos em desespero e uma quase desistência, preso em seu próprio mundo pela Névoa que Pasifae manipulava.

A multidão abriu o caminho para alguém. Uma mulher tão bonita que parecia vir dos filmes de Hollywood. Tinha grandes olhos escuros e cabelos tão vermelhos quanto o sangue preso num penteado em estilo grego digno da realeza. As maçãs do rosto delicadas, mas toda a magia se esvaia quando as pessoas notavam sua expressão.

Os olhos transmitiam uma amargura tão sombria que parecia deixá-los ainda mais escuros. Os lábios franzidos num sorriso tão cruel que fez as pessoas recuarem e abrirem mais espaço para a peça.

Pasifae.

Suas mãos brilhavam em uma luz branca que fez as pessoas soltarem um suspiro de surpresa e então aplaudirem pelos efeitos dignos de cinema da peça. Para eles, tudo aquilo não passava de uma performance artística.

- Essa é a representação da sociedade opressora. – afirma o entusiasta. – A responsável por toda a dor e sofrimento dos quatro.

Hazel não sabia o que fazer. O desespero tinha nublado sua mente e de repente ela não conseguia pensar em nada. A caverna estava desabando. Sua mãe se perdeu na escuridão e ela sabia que seria a próxima.

Sua respiração estava irregular e o coração estava fora de controle porque, por um momento, ela não conseguia soltar o ar. O desespero foi tanto que Hazel não conseguiu segurar as lágrimas quando fechou os olhos e se concentrou numa pessoa. Então seu nome ecoou por sua cabeça como um chamado de socorro.

Nico.

O barulho se intensificou e Hazel sabia que só tinha mais alguns segundos. Seu pedido de socorro se tornou uma despedida.

Não se culpe. Eu sabia dos riscos... – as palavras fugiram de sua mente. Hazel engoliu um soluço. – Vou sentir sua falta. Amo vo...

A caverna desabou. Hazel desapareceu na escuridão.

Ela estava pronta para sentir o peso da pedra a esmagar, quebrar seus ossos, para então fazer seu coração parar. Mas nada disso aconteceu. Não tinha pedra, nem dor e muito menos a sensação sufocante de não ter ar nos pulmões.

Hazel tateou a escuridão, buscando algo duro e sólido, mas tudo o que encontrou foi vazio e névoa. Névoa. Era isso, pensou, nada daquilo era real. Hazel não sabia ainda quem era a autora daquele ataque, mas sabia que não era para inciantes.

Percebeu que seus amigos provavelmente estavam na mesma situação que ela. Presos em seus próprios pesadelos. Aquilo não era algo aleatório, pensou. Não. Era vingança. E só tinha uma feiticeira que adorava brincar com a mente de outras pessoas e era uma mestra nisso.

Pasifae.

Hazel puxou o ar tentando acalmar sua mente. Quando o soltou, toda a ilusão a sua volta se dissolveu. Ela teve que piscar algumas vezes para seu cérebro conseguir processar que nunca esteve de volta a aquela caverna no Alasca e que Sammy nunca tinha dito aquelas coisas para ela e na verdade, Hazel estava na mesma rua em Salt Lake City que andava minutos atrás.

Hazel usa sua raiva para lançar a ilusão contra Pasifae. De repente, a feiticeira se encontrava na completa escuridão. Não havia nada ao seu redor além de trevas e silêncio.

Hazel sabia que não podia manter aquela ilusão para sempre, mas tinha que manter Pasifae longe da cabeça de seus amigos. Ela se ergueu lentamente. A mente concentrada demais em fazer a feiticeira ver o que ela queria que visse. Seus dedos se contorciam a frente de seu corpo, como se seus movimentos ajudassem a tecer a ilusão que cercava Pasifae.

- Esses são os oprimidos se levantando contra os opressores! – anunciou um entusiasta fascinado com a peça.

O público de mortais aplaudiu e deu gritos de incentivo o que só fez com que Hazel tenha que se esforçar ainda mais para impedir que Pasifae ouvisse. Seus lábios se comprimiam com o esforço. Atrás dela, Frank piscava confuso ao se ver fora da ilusão e de volta a rua em Salt Lake City.

Pasifae passava os olhos pela escuridão a sua volta confusa, até que uma garota de cabelos encaracolados e pele escura surgiu em seu campo de visão. As duas se encararam com tanta intensidade que pareciam que podiam destruir uma a outra apenas com um olhar.

- Parece que descobriu minha pequena vingança. – diz Pasifae com um sorriso perverso no rosto.

A raiva brilhou nos olhos de Hazel em meio a escuridão.

- Foi bem fácil na verdade, assim como foi derrotar você da última vez que nos encontramos e você tinha um gigante como seu aliado. – provoca Hazel. A amargura de Pasifae parecia ser contagiante, mas Hazel não se sentia amarga, se sentia furiosa. – Eu não estou vendo nenhum gigante agora.

Os punhos de Pasifae se fecharam ameaçadoramente. Os lábios se contorceram numa expressão de escárnio.

- Não me provoque, pequena meio-sangue. Você não tem ideia do que eu sou capaz. – ameaça.

Mas ela também não tinha ideia do Hazel era capaz.

Hazel não era mais aquela feiticeira iniciante que mal sabia manipular a Névoa que Pasifae um dia enfrentara nas Portas da Morte. Tempo havia se passado. Suas habilidades haviam crescido e mesmo treinando sozinha, a garota tinha conseguido tirar a maldição secular de Lâmia usando magia antiga. O que Hazel não sabia era que Nix nunca a ajudou a quebrar a maldição, ela apenas fez Lâmia voltar ao que era, o resto, foi tudo obra da Filha de Plutão.

  Aquela não era mais uma luta entre uma feiticeira milenar e uma iniciante. Era uma batalha entre manipuladores de Névoa. Poder contra poder. Magia contra magia.

E Nix sabia muito bem disso.

As mãos de Pasifae brilharam em um luz branca e a escuridão ao redor dela e de Hazel desapareceu. Mas a garota estava pronta. Ela usou a Névoa para apagar a cena de Jason e Frank tentando levantar Percy atrás dela. O Filho de Poseidon estava pálido, as mãos suavam frio e as memórias que jorravam em seus olhos não deixavam ele respirar. O Tártaro deixa muitas marcas, mas nem todas cicatrizam. 

Hazel sabia que precisava dar tempo ao amigo e era isso que ela estava tentando fazer.

 Tudo o que aconteceu em seguida foi impactante.

Hazel usou a Névoa para fazer com que o chão parecesse petróleo. Escuro e gosmento, grudando nos tornozelos de Pasifae. A feiticeira devolveu o golpe fazendo com que uma cobra com escamas amareladas se enrolasse na perna de Hazel.

A garota se forçou a se lembrar de que a cobra não era real e a dor que estava sentido de suas presas cravadas em sua pele também não era. Hazel fechou os olhos e se concentrou. Torceu os dedos para tecer a Névoa e então Percy, Jason e Frank surgiram na frente de Pasifae, travando uma batalha armada da qual a feiticeira estava em desvantagem.

No primeiro golpe de Percy com Contracorrente com o intuito de decepar sua cabeça, Pasifae pulou para fora do alcance da lâmina, mas o petróleo grosso e grudento a fez cair e se afundar ainda mais no líquido negro.

Quando Jason ergueu a espada para dar o golpe final, os dedos de Pasifae se moveram e os três semideuses desapareceram. A feiticeira se levantou. O liquido negro fazendo com que sua expressão cruel se tornasse ainda mais assustadora.

- Eu também sei brincar, pequena meio-sangue, e que bom que não sou a única.

Três telquines adultos atravessaram a multidão. Eram grandes, com a expressão assassina, salivando por carne de semideus. Diferente dos outros ataques de Pasifae, esses não eram feitos de Névoa. Foi inteligente por parte da feiticeira colocar esses monstros contra Hazel, já que eles não podiam ser manipulados por magia.

Os três saltaram para cima de Hazel antes mesmo que a garota pudesse arregalar os olhos. Suas garras afiadas estavam apenas a alguns centímetros de deslacerar a garganta da garota quando uma espada passou zunindo a milímetros do rosto da Filha de Plutão.

Algo metálico tilintou no chão. Garras, notou Hazel. Percy estava parado bem ao seu lado e tinha acabado de cortar as garras do telquine antes que chegassem a garganta de Hazel.

Tudo aconteceu muito rápido.

Percy girou a espada nos dedos e cortou o ar na direção da cabeça do telquine que pulou para trás, desviando da lâmina mortal. O segundo monstro foi arrastado pelo pé por um grande leão albino quando estava quase alcançando o ombro de Hazel. Ele se debateu, tentando segurar em alguma coisa e essa coisa foi o braço da garota que ganhou um talho em formado de garras. Hazel levou a mão ao ferimento com um grunhido de dor.

O terceiro telquine foi puxado para trás por Jason. O garoto puxou o cotovelo para trás e o empurrou para frente tentando cravar sua espada no estômago do monstro, mas o demônio marinho recuou rapidamente.

Foi um massacre.

Percy saltou, dando uma cambalhota por cima do telquine movendo sua espada tão rápido que foi difícil para Hazel perceber o golpe. Percy aterrissou no asfalto atrás do telquine e por um milésimo de segundo nada aconteceu. Até que o monstro desaba no chão com a cabeça separada do corpo que logo vira pó.

Frank usou suas longas garras de leão para rasgar o pescoço do monstro um segundo depois que o telquine tinha cortado a lateral da barriga do animal. O monstro se dissolve em pó enquanto Frank volta a sua forma humana com a lateral do corpo sangrando.

Jason se abaixa rapidamente quando o telquine tentou lhe rasgar a garganta. Ele passa por baixo do braço do monstro e antes mesmo que o demônio marinho pudesse virar, Jason crava a espada no seu estômago. O brilho assassino não tinha saído ainda dos olhos do monstro quando se tornou uma pilha de pó.

- Isso mesmo! Matem os preconceitos! – gritou um mortal no meio da multidão que aplaudiu a performance dos semideuses.

Mas o que diabos está acontecendo agora? – Percy se perguntou.

As mãos de Jason soltavam faíscas elétricas azuis. Mas Pasifae era esperta demais para ser derrotada apenas por um raio. Seus dedos se contraíram, mas dessa vez não era para uma manipulação da Névoa, era para magia.

Uma força invisível fizeram os três caírem de joelhos com força no asfalto, como se mãos que não pudessem ser vistas empurrassem seus ombros para baixo. As faíscas de eletricidade se esvaíram no segundo em que a dor tirou o foco de Jason. Correntes saltaram do chão e prenderam seus braços.

Pasifae utilizou magia para impedir que os outros semideuses usassem seus poderes.

- Essa luta é entre eu e você, pequena meio-sangue. – anunciou Pasifae com o ódio brilhando nos olhos escuros. Ela sabia que não teria chances contra três filhos dos Três Grandes e um filho de Marte que mudava de forma. – Como deveria ter sido desde o início.

Hazel sabia o que Pasifae estava fazendo. Um plano começa a se formar em sua cabeça. As mãos da garota brilharam roxo e a iluminação do local diminuiu, como se o sol tivesse sido momentaneamente tapado por nuvens.

- Como quiser.

O chão em baixo de Pasifae começou a se mover. O asfalto saltando para fora da terra como se o solo rejeitasse a estrada. A feiticeira pulou para trás sem equilíbrio quase caindo no processo.

As mãos de Hazel penderam ao lado do corpo, as palmas viradas para Pasifae. Dezenas de escorpiões e besouros saltaram para fora do buraco aos montes, indo em direção a feiticeira, subindo por suas pernas.

Pasifae gritou. Os olhos arregalados em pânico logo antes de suas mãos brilharem branco e as pequenas criaturas asquerosas desaparecerem. Hazel contragolpeou. Ela deu um passo a frente, os dedos se curvando para fazer a Névoa se submeter a sua vontade. Uma espada atravessou o tórax de Pasifae.

A feiticeira se contorceu e engasgou. Ela caiu para frente forçando seus braços a sustentar seu corpo. Ela respirava ofegante quando seu maxilar se travou em fúria. Os olhos perversos se voltaram para Hazel e suas mãos, apoiadas no chão, brilharam mais uma vez.

Uma flecha surgiu do nada cortando o ar, tão rápido que Hazel só a viu quando se cravou em seu ombro. Um grito de dor escapou por sua garganta e Frank se debateu com mais força, tentando se libertar das correntes.

Não é real. Não é real. Não é real.

Era esse o mantra que se repassava em sua cabeça, mas a dor parecia bem real naquele momento. Pasifae fez um oficial romano surgir atrás de Hazel e ele foi tão rápido que os gritos de aviso de Percy, Jason e Frank não foram o suficiente para alertá-la. Sua espada a acertou no tornozelo. A garota perdeu o equilíbrio e caiu no chão antes que pudesse se dar conta da dor.

Ela lançou um olhar significativo para Frank e ao contrário do que Pasifae imaginou ser uma despedida, era um alerta “Se prepare.” E Frank entendeu perfeitamente.

O público mortal estava angustiado. Assistiam tudo tão atentamente que não conseguiam tirar os olhos da cena que se tecia sobre seus olhos. Com certeza a melhor peça que já assisti, pensavam muitos.

Pasifae se ergueu em uma posse ameaçadora. Ela caminhou até Hazel calmamente. Uma espada se formou em sua mão no mesmo momento em que a feiticeira parou ao lado da garota que fingia gemer de dor e de exaustão.

Hazel sentia cansaço, mas ela sabia que precisava tirar Pasifae da jogada para conseguir fugir dali e sair daquela cidade o mais rápido possível. Ela sabia que mesmo que suas habilidades com a Névoa terem evoluído, a garota não teria forças para derrotar uma feiticeira mitológica milenar sozinha.

Seus dedos de contorceram minimante, como em uma tentativa de amenizar a dor, era isso que Hazel queria que Pasifae pensasse. A Névoa se tercia atrás da feiticeira. Um buraco coberto de areia movediça surgiu ali.

- Vamos ser sinceras, nós duas sabíamos que iria acabar assim. – diz Pasifae com crueldade brilhando no olhar. Hazel move os dedos mais um pouco. As correntes que prendiam Frank desaparecem. – Adeus, pequena meio-sangue, espero que sofra.

Pasifae ergueu a espada acima da cabeça. Um arco surge na frente de Frank e uma aljava se materializa nas suas costas. Em um movimento rápido, uma flecha corta o ar e acerta o peito de Pasifae.

A feiticeira arfa em surpresa. A espada desaparece de suas mãos. Ela recua, mas seus pés acertam areia em vez de asfalto. Pasifae se desequilibra e desaba sobre a areia que a engole.

O sol volta a brilhar como deveria. As feridas de Hazel causadas por ela desaparecem. As correntes se dissolvem no ar e as mãos invisíveis que mantinham Percy, Jason e Frank presos ao chão não existem mais.

Frank ajuda Hazel se levantar. Ela respira fundo quando finalmente se põe de pé logo antes de ser esmagada por um abraço de Frank que a aperta contra seu corpo como se para garantir que ela estava mesmo ali, viva.

A multidão vai a loucura. Aplaudindo e assoviando quando os quatro se abraçam. A promessa pairava sobre suas cabeças.

Custe o que custar.

Até aquele momento tinha dado certo e eles continuariam garantindo isso.

- Mandou bem, Haz. – cumprimenta Percy a abraçando. – Aquela mulher era louca.

Hazel concorda com a cabeça.

- Tia de Medeia. – informa.

- Tá explicado.

A multidão continuava aplaudindo e gritando elogios. Os meio-sangues se entreolharam confusos.

- Alguém sabe o que está acontecendo? – pergunta Jason olhando de canto para o público a volta deles.

- Eu acho que eles pensam que estamos fazendo algum tipo de peça. – sugere Frank com o cenho franzido.

O braço de Hazel começa a tremer em cansaço e seu joelho falha por um momento. Frank a apara e passa o braço por sua cintura tentando mantê-la equilibrada. Manipular a Névoa por tanto tempo e com tantos detalhes precisava de energia e Hazel usava todas as suas forças para manter Pasifae presa em sua ilusão tendo consciência de que a feiticeira tentava sair dela o tempo todo.

- Eu não vou conseguir manter Pasifae presa por muito tempo. – alerta Hazel.

Jason assentiu, sério.

- Temos que sair daqui.

- O que fazemos em relação a eles? – pergunta Frank apontando com a cabeça para o público de mortais em volta da rua.

Um pequeno sorriso travesso brinca nos lábios de Percy.

- Nós acabamos de terminar uma performance, o educado seria agradecer a nossa audiência. – afirma.

Os quatro abriram grandes sorrisos ao se virarem para o público e darem as mãos. Eles as ergueram entrelaçadas e se curvaram agradecendo a multidão.

- Perfeitos! – gritaram.

- Oprimidos derrotando os opressores!

- Os humilhados serão exaltados!

Eles sorriam como se soubessem exatamente do que os mortais estavam falando. Eles estavam prestes e sair e encerrar o show quando uma voz grossa irrompeu o ambiente.

- Pasifae, cheguei! Me confundi no caminho, mas tô aqui.

A multidão se afastou imeditaamente do monstro que invadia o ambiente. Um ciclope de mais ou menos três metros e meio apagou os sorrisos dos rostos dos meio-sangues. Pasifae soltou grunhidos impossíveis de entender de seu buraco que soaram mais como: “Só aparece agora, seu idiota?”.

Percy franziu o cenho para o monstro.

- É claro que tinha que ter um ciclope. Por que sempre tem que ser um ciclope? – se questiona.

- Porque você tem uma péssima sorte e parece que isso é contagioso. – responde Frank.

Percy balança a cabeça em concordância comprimindo levemente os lábios.

- É, pode ser isso.

- Ei, vocês! – a voz profunda do ciclope interrompe a conversa dos quatro. – O que vocês fizeram com Pasifae?

A raiva brilhava nos olhos do ciclope que caminhava na direção deles. Frank segurava Hazel com força contra o seu corpo enquanto a garota se concentrava em manter Pasifae presa.

- Qual é o plano? – pergunta Jason.

Percy suspira.

- Correr.

Então os quatro saíram correndo.

 

                                                                                      Percy

 

Por que a vida não ajuda a me manter respirando?

Realmente não sei.

Tudo o que sei é que agora estávamos correndo sem rumo pelas ruas de Salt Lake City tentando despistar um ciclope de três metros e meio e uma feiticeira com sérios problemas no controle da raiva da nossa cola. O problema: era difícil tirar um monstro do seu rastro quando o seu grupo é composto por três semideuses filhos dos Três Grandes. Pois é, a situação só piora.

Hazel nos guiava rapidamente para mais longe da cidade. Eu não sabia para onde estava indo apoiada em Frank. Para ser sincero, acho que nem ela sabia para onde estava indo. Nós não tínhamos corrido por muito tempo quando fomos atingidos por trás, quase a beira da cidade.

Eu não tive tempo nem de sentir o impacto antes dos meus pés saírem do chão. Verde passava por debaixo do meus pés tão rápido quanto a paisagem na janela de um trem. Sentia galhos de árvores passarem nos meus sapatos e o ar repuxar meus cabelos.

A gente vai morrer.

Foi uma afirmação calma de aceitação quando começamos a cair. Galhos arranhavam meus braços. Vi Hazel desaparecer entre as árvores logo depois do vento rodopiar ao meu redor, tentando amortecer o meu peso. Não conseguindo, é claro.

Caímos com um impacto mais leve do que deveríamos na grama do pequeno bosque em torno da cidade, mas isso não impediu de doer. Hazel estava caída um pouco a minha frente, imóvel, mas respirando.

Me esforço para me apoiar nos cotovelos, tirando o rosto da grama com um grunhido de dor. 

- Tá todo mundo vivo? – pergunto.

Jason grunhe alguma coisa em confirmação. Frank murmurou algo baixo demais para escutar se arrastando até Hazel.

- Sim. – resmunga Hazel, virando de barriga para cima.

Suspiro me esforçando para sentar.

- Ótimo porque nós temos que sair antes que Pasifae encontre a gente. – aviso.

- Acho que agora é tarde demais. – diz Jason olhando para um ponto atrás de nós.

Me viro para ver o que ele está observando e me arrependo na mesma hora.

- Ah, merda.

Pasifae estava parada a alguns metros de nós. Com um ciclope de três metros e meio logo atrás dela.

 

 

   


Notas Finais


O que acharam da luta de Hazel e Pasifae? E a reação do público? kkkkkkkkk
Gente, eu adoro fazer a Hazel desenvolver a habilidade dela com a Névoa. Sempre quis que o tio Rick tivesse feito isso, mas ele não fez, bom, fanfic é pra isso!
Vocês acham que teve envolvimento de Nix nessa treta? Qual? Quero teorias meus amores, agora é reta final das missões!
COMENTEM e FAVORITEM! Rumo aos 300 galera!!!
Amo vcs
Bjss


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