História A bateria que Jisoo (não) sabia tocar - Capítulo 1


Escrita por: e swlenation

Postado
Categorias Black Pink
Tags Blackpink, Blink Project, Chaesoo, Rosé X Jisoo, Tema Pink
Visualizações 94
Palavras 1.943
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, FemmeSlash, Fluffy
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


olá, amoras!
aqui é a gio, @swlenation, trazendo meu debut no @blinkpjct, esse projetinho lindo e cheiroso que amamos tanto! szsz eu realmente estou muito feliz de ter entrado na equipe e ter a oportunidade de publicar uma história do meu otp meio flop aqui

eu espero que vocês gostem, de verdade. boa leitura :)

Capítulo 1 - Capítulo Único - A baterista do apartamento 202


O pequeno relógio no formato de um triângulo amarelo mostrava que já passavam das uma da manhã. Chaeyoung encarava o teto de seu quarto com ódio no olhar e insistia em apertar os travesseiros contra as orelhas a fim de amenizar o som irritante que vinha do apartamento ao lado. Era irritante, agonizante, e principalmente, barulhento.

Desde que se mudara para aquele apartamento a menina não tinha mais noites tranquilas. Estava sem poder dormir há pelo menos cinco dias e seu rosto era tomado pelo inchaço e grandes olheiras roxas. Era impossível, como ninguém nunca havia reclamado do barulho vindo do apartamento 202? Talvez esse fora o motivo em que o preço do lote estava incrivelmente baixo, alguém realmente queria vender aquele apartamento e sumir para bem longe, e Rosé não o culpava, claro.

Aquilo precisava parar urgentemente, a avermelhada não conseguiria passar mais nem um único dia a mais sem dormir. Precisava ir para a faculdade de manhã cedo e aquela algazarra do vizinho estava a perturbando.

Decidida a tomar providências, a ruiva levanta de sua cama quentinha e confortável — esta que já estava totalmente revirada — para colocar um roupão e poder sair de sua residência. Ela só iria no outro lado do corredor, não precisava de muito, certo?

Respirando profundamente e contando até dez mentalmente pelo menos umas cinco vezes, a Park atravessou o corredor e parou em frente a porta do apartamento que tanto a atormentava. Bufou ajeitando a postura e batendo na porta. Uma vez. Duas vezes. Três vezes. Nada. Que palhaçada era aquela? Por que ela não atendia? Tentou mais quatro vezes, dessa vez Rosé esmurrava a porta (o que provavelmente lhe causaria uma dor tremenda mais tarde), até ouvir o barulho cessar por uns instantes.

O silêncio da madrugada que veio a seguir foi algo tão maravilhoso e gratificante de se ouvir que Rosé se permitiu fechar os olhos, ouvindo o nada. Aquilo sim era vida! O silêncio foi interrompido quando a porta foi destrancada e aberta escancaradamente, revelando parte da sala de estar da morena que pairava sobre a porta.

Chaeyoung travou por um momento. Ela nunca tinha visto a pessoa que morava no 202, pelo simples fato de que esta parecia nunca estar em casa quando a ruiva ia tirar satisfações durante o dia. A menina era baixa, tinha cabelos médios negros e usava um moletom do Super-homem que cobria metade de seu corpo. Suas pernas estavam desnudas, era nítido, ela estava apenas com a roupa de baixo e o moletom. Como ela teve coragem de abrir a porta para um estranho desse jeito? E se não fosse a Park? E se fosse um entregador de pizza maníaco estuprador?

As meninas ficaram pelo menos uns cinco minutos se encarando até uma das duas resolver falar alguma coisa. A australiana estava estática encarando a deusa em sua frente, enquanto a menina barulhenta olhava curiosa para a ruiva tentando descobrir por que diabos ela havia interrompido seu ensaio.

— Você vai ficar parada aí me secando por quanto tempo mais? Olha, não sei se sabe, mas eu estou ocupada. — proferiu a morena do 202.

“Como ela podia ser tão linda e ter uma voz tão angelical?” Rosé pensava. Por um momento ela se esqueceu completamente do motivo pelo qual tinha tocado aquela bendita campainha. Engoliu em seco e se recompôs, cruzando os braços.

— Não estava te secando! — se defendeu, fechando a cara — Não tenho culpa se você atende a porta vestida indecentemente. Tem sorte de ser eu, e não um maluco estuprador.

A coreana riu sarcástica. Ela não estava falando sério, ou estava? A de cabelos negros baixou o olhar, analisando a vestimenta de Chaeyoung: camisola de seda rosa bebê curtíssima que deixava praticamente todo seu corpo exposto, e um pequeno roupão da mesma cor da camisola, que deduziu fazer parte de um conjunto.

— Me desculpe, mas você não está muito em posição de julgar meu traje, já que sua vestimenta é claramente mais vulgar que a minha. — respondeu simplista, o que fez Roseanne abrir a boca indignada.

“Quem ela pensa que é para me chamar de vulgar?”

— Ah, e mais uma coisinha: Tem sorte de eu ter aberto a porta, e não um velho maluco estuprador, que, por um acaso, não existe nenhum no prédio.

— Olhe, não me interessa o que você pensa ou não da minha roupa de dormir — respirou fundo, controlando sua raiva quando aquela morena bonita e muito engraçadinha murmurou um “Digo o mesmo” —, você sabe que horas são? Já passa da uma e meia da madrugada!

— Estou ciente, era só isso?

— “Só isso”? Como assim “só isso”? Tem pouco mais de uma semana que me mudei para esse apartamento e desde então eu não tive uma única noite de sono tranquilo! — esbravejou e a morena arqueou a sobrancelha.

— E o que eu tenho a ver com as suas noites de sono mal dormidas? Você quer um remédio para dormir? Eu não tenho, mas acho que um suquinho de maracujá iria bem para acalmar seus nervos. Gostaria de entrar para tomar um? — respondeu irônica e deu passagem para que Rosé passasse, o que ela fez, indo em direção à bateria de grande porte localizada no canto da sala de estar da outra.

— Isto! — apontou para o objeto — Esse é o motivo de eu não conseguir dormir a noite! Por que insiste em tocar essa porcaria em plena madrugada?

A morena do corpo esbelto começou a rir e caminhou até sua cozinha, que por sinal era extremamente bonita e delicada. Foi aí que Roseanne finalmente parou para olhar o apartamento da — aparentemente — mais velha. A sala-de-estar era separada da cozinha por um balcão embutido na parede do lado direito, formando uma pequena ilha no meio da copa, esta que servia como separação dos cômodos. A geladeira de duas portas prateada era extremamente bela, e aparentemente custava os dois rins da ruiva. Os armários de madeira clara contrastavam com o mármore dos balcões, deixando tudo muito bem sofisticado. Sua sala tinha um sofá de couro branco coberto por almofadas coloridas e fofinhas, o chão era revestido por tábuas de madeira escura e eram tão bem polidos que dava dó de pisar. Um grande tapete aveludado na cor vinho estendia-se pelo chão em frente ao sofá, e algumas poltronas cinzas completavam o design moderno do ambiente. Ao canto estava ela, a grande causadora dos problemas recentes da Park.

— Minha bateria lhe incomoda, pequena sereia? — a menor perguntou irônica após voltar de sua cozinha de gente rica com uma garrafa de cerveja na mão. Rosé fez cara de nojo quando a mais velha lhe ofereceu a bebida alcoólica após dar um bom gole na latinha.

— Eu não bebo veneno, muito obrigada. — disse e a outra apenas deu de ombros, dando mais um gole em sua bebida gelada e aparentemente saborosa — E sim, sua bateria me incomoda demais! Ah, e eu tenho nome, não me chame de pequena sereia!

— Oh, me desculpe, Ariel. Não irá se repetir. Sou Jisoo, Kim Jisoo, muito prazer! — sorriu, largando sua latinha de cerveja em cima do criado-mudo e estendendo a mão à australiana. Chaeyoung revirou os olhos.

— Ya! Meu nome é Roseanne, e não Ariel! — exclamou pê-da-vida com o humor fajuto da Kim.

— Roseanne? Então a princesa é mesmo estrangeira? — arqueou a sobrancelha — Nome estranho, não gostei.

— Em nenhum momento eu lhe pedi para julgar meu nome, sua intrometida. — bufou a mais nova, andando até a poltrona mais próxima e se jogando com raiva ali. — Meus amigos me chamam de Rosé, mas você não é minha amiga, então me chame apenas de Chaeyoung, que é meu nome coreano.

Jisoo sorriu. Ela não era uma pessoa que poderia ser considerada barraqueira, pelo contrário, ela era sempre a mais pacífica no grupo de amigos e estava sempre querendo ajudar os outros, mas de certo modo, a irritação de Chaeyoung estava nutrindo por si era um sentimento que nem ela compreendia, estava sendo extremamente divertido ver a outra rolar de raiva de suas piadas. Que Kim Jisoo tinha um bom humor questionável todos já sabiam, mas irritar a ruiva estava sendo algo novo e bom para ela. Estava gostando de ver a forma em que a mais alta ficava linda brava consigo, e acabou se perguntando como nunca havia a visto no prédio antes.

— Tudo bem, Chaeyoung-ah. — disse ainda com seu sorriso travesso no rosto — Por que minha bateria lhe incomoda?

A Park quis rir, ela não estava falando sério, estava? Era mais que óbvio que Jisoo não sabia tocar aquela bendita bateria, não saía absolutamente nada de bom e harmônico daquele troço quando tocado pelas mãos da Kim. Bem, a menina não entendia muito de música, apesar de saber tocar violão desde os cinco anos de idade e gostar de cantar algumas coisas, mas era nítido que Jisoo não tocava nada, apenas fazia barulho. Um barulho horrível que incomodava não só a mais nova, mas com certeza o resto do prédio inteiro. Aliás, como Jisoo ainda não havia sido expulsa daquele lugar?

— Escute, eu não me incomodo com o fato de você gostar de tocar esse treco e muitos menos com o fato de você estar aprendendo ainda. Eu me incomodo com o fato de que você resolve ter suas benditas aulas de bateria de madrugada! Qual é? As pessoas dormem, sabia?

Jisoo pareceu refletir por alguns segundos na resposta que daria à mais alta. Que ela incomodava algumas pessoas, ela sabia, mas quem poderia dizer que ela tocava tão mal aquele instrumento se não sua vizinha maluca? Ninguém nunca se atreveu a ir bater na porta de seu apartamento reclamar consigo, isso apenas fez com que a morena achasse que estava tudo bem. Até porque, convenhamos, de madrugada estamos sempre mais inspirados, não é?

— Se eu mudar o turno de minhas aulas, o que ganho com isso?

O que ela ganharia com aquilo? Rosé nunca havia parado para pensar na possibilidade da vizinha querer algo em troca. A paz no condomínio não bastava?

— Um vizinhança feliz que consegue dormir à noite? — pergunta sugestiva e Jisoo parece pensar na possível ideia, mas logo nega com a cabeça.

— Ani, Rosie. — negou, levantando-se e indo até a ruiva, que por sua vez ficou confusa quando a mais velha sentou em seu colo, passando as duas pernas uma de cada lado do corpo magro da ruiva — Não é só a vizinhança que tem que ter uma noite feliz, não acha? Eu também preciso ter, preciso de algo que realmente me motive a parar com os treinos de madrugada.

O perfume da mais velha era forte, mas natural. Jisoo usava uma loção corporal extremamente boa e era nítido que fazia menos de uma hora que ela havia saído do banho, devido aos seus trajes confortáveis e seus cabelos ainda pouco molhados. Rosé olhou para o rosto da mulher que estava bem próximo do seu, e ao encarar seus olhos negros e convidativos, a menina pôde ter total certeza de que aquela visita fora completamente em vão.

Ela não recuperaria suas noites mal dormidas e muito menos as teria de volta. Ela não voltaria a ter aulas produtivas na faculdade. Ela não voltaria a ter encontros maravilhosos com seus travesseiros e edredons. Foi olhando para aquele sorriso bonito e perverso no rosto de sua vizinha do 202, que ela teve certeza de que nunca mais voltaria a ter noites tranquilas, e o motivo disso tinha nome e sobrenome; Kim Jisoo.

— Se prometer parar de tocar essa porcaria de bateria, pode ter total e absoluta certeza que terá inúmeras noites felizes.


Notas Finais


foi isso sz eu gostaria de agradecer a @OneDLovatic pela betagem, e a @taelovesfany pela capa que ficou um chuchuzinho :') queria agradecer a @jeonaja tbm pelo plot e dizer que a admiro muito sz


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