História A Battle Tale - Interativa - Capítulo 25


Escrita por:

Visualizações 12
Palavras 2.116
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, Lemon, LGBT, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Steampunk, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 25 - Coma, Nade, Corra!


Fanfic / Fanfiction A Battle Tale - Interativa - Capítulo 25 - Coma, Nade, Corra!

 

 ♞ Livro de Peregim 

Dia VI

Depois do desastre no Refúgio Escarlate, vou seguindo aos tropeços rumo ao norte. Não sei se já passei algum espelho de Von, não tenho dado atenção aos meus passos. Talvez o espelho seja tão vasto que sua borda é invisível aos olhos [...] Não importa. No exato momento me falta água, tenho fome e frio. O sangue de minhas vítimas infantis agora mancha minha roupa e sinto minha alma se envenenando enquanto essa força cresce dentro de mim. Ao alvorecer, procurarei abrigo, tenho avistado uma torre branca aqui perto..

 Dia VIII

Duas noites se passaram desde que tenho como moradia a Cidadela das Virgens de Maria. Nada me foi perguntado, minha presença de nada valia ali. Me deram farrapos em lugares de minhas roupas e me apelidaram de João, assim como todos os homens daqui. Nós, os ¨Jões¨ cuidamos exaustivamente de toda a Cidadela. Não parece muito promissor mas não estou com o privilégios de escolher. Tento conter o mal dentro de mim mas a energia aqui emanada é demasiada forte, um grande poder habita esse estranho lugar onde até as garotas são escassas e raras de se ver

DIA IX

Estou delirando ou o número de garotas está diminuindo? 


 

♞ Cidadela das Virgens de Maria, 18:06PM 

Pov Serena 

Serena geralmente não contava os dias, nunca era relevante. Agora faltava contar os segundos para se ver livre daquele lugar abominável. O tempo, porém, parecia correr diferente dentro dos altos muros na cidadela. Ali, juntos a suas colegas, perdia vagamente a noção do tempo inebriadas por uma espécie de aura que parecia dissolver suas individualidades ou noções de mundo afora. Suas mãos ainda estavam vermelhas e doíam fortemente enquanto esperava Lily as enfaixar. Kiara fez uma carranca de desconforto enquanto  a morena as enfaixava com a borda de um seus vestidos. Estava em carne viva, fora a que lutou mais para tentar sair. 

 

— Me desculpe — Lily falava penalizada. 

 

— Tudo bem, não se preocupe — A morena forçava um sorriso enquanto Lily dava um nó em seu curativo improvisado.

 

— Eu queria poder ajudar mais, mas por alguma razão meus poderes não funcionam aqui. Só consigo curar a mim mesma — A legado de Rapunzel falava sentando em uma das camas.

 

— Isso é loucura — Safira falava cansada, limpando a boca dos restos da nojenta refeição.

 

— Não me diga — Serena retrucava olhando suas mãos vermelhas, junto a suas unhas quebradas.

 

— E não avançamos porcaria nenhuma, nada sabemos ainda. Nem sabemos como sair — Samantha cuspiu, produzindo gelo para aliviar as feridas.

 

O toque de um sino foi o bastante para todas ficarem quietas em um silêncio doloroso. Em seguida, a voz de Sra. Grettel interrompeu os aposentos em por um dos diversos megafones arcaicos da Cidadela

 

— Marias, refeição.
 

— Vamos, Marias — Serena lamentava, ajeitando o peitilho de seu vestido branco, com dificuldade tal qual seu corpete. Notou que todas ajeitavam suas vestes com dificuldade, principalmente nos botões que não fechavam. A morena xingou mentalmente pensando se ainda sabia técnicas não tão saudáveis para por alimentos para fora.

 

 

Era de fato difícil não engordar tendo oito a nove refeições por dia. Em duas filas, meninas de todos os tamanhos andavam rumo a sala superior, onde comiam. Vez ou outra, se deparavam com uma menina obesa, andando com dificuldade com suas vestes brancas postas dificilmente. Era curioso os olhares que elas recebiam das meninas mais magras. A viam com inveja, com um brilho de ambição nos olhos. Aquele era o modelo ideal, o motivo mais nobre de estar ali. Engordar e estar perfeita para a Mãe, um ser tão magnífico que só a escolhida na cerimônia poderia vê-la e a servir para sempre no além. 

Em poucos segundos duas outras fileiras de Marias se juntavam em sincronia a fileiras das legados. E em mais alguns segundos, todas chegaram ao peculiar lugar onde se serviam as refeições, se é que se pode falar assim. Em um bonito cômodo branco, quatro extensas esteiras estavam postas, cada uma com mais ou menos trinta assentos em cada lado. Já assentadas, uma breve oração dava introdução ao que seria uma mescla de café da manhã, almoço, jantar e ceia. 

  Em frente a cada assento, havia dois dispositivo curiosos feitos de ferro e couro gasto. Um deles comportava as cabeças e o outro as duas mãos, de modo que ambas não pudessem se mover. As garotas, a contragosto, posicionaram suas cabeças no objeto e suas mãos a frente, também posicionadas. Com um outro toque do sino e um lamento baixo de todas, ambos os objetos se fecharam. As amarras de ferro prendiam a mão de todas as marias, de modo que as palmas das mãos fossem expostas. Na cabeça, o objeto fechava de modo a deixar o rosto imóvel. Todas presas, uma vasta quantidade de comida começava a surgir de maneira encantada acima da esteira, se posicionando na frente do rosto de cada menina. Tortas, bolos, pudins e afins geralmente seriam bem vindos, mas não em ocasiões como esta. As marias antigas não se opunham a todo aquele ato repulsivo. Sabiam as consequências de mau comportamento, imediata ou tardia. Ao longe, uma gritava em plenos pulmões quando suas mãos eram cruelmente chicoteadas pelo dispositivo de couro e ferro a frente. Seus gritos doíam os ouvidos das legadas que compartilhavam um sentimento mútuo de impotência e medo. 

 

— Precisamos sair daqui...— Serena lamentou baixinho quando um pudim de chocolate era grosseiramente enfiado em sua boca.


                                                 - ♞- 

 

♞Embarcação Andrews - 13:00 PM 

Henry pensou em gritar. Depois pensou em correr. Depois considerou a ideia de que já havia vivido o suficiente e que finalmente as fadas cansaram de sua existência miserável. Todos esses pensamentos aconteciam quando a embarcação era vagarosamente engolida pelas águas enquanto Nicholas e Yong gritavam ordens e xingavam tanto em italiano quanto em coreano, respectivamente 

 

— Pelas Regentes, evacuar !  o que está acontecendo?! 

 

— Algum monstro, algo está puxando? — Nicholas falava pegando sua capa com rapidez antes que água a alcançasse. 

 

— Não é uma criatura que está nos puxando — Mae falou sem pensar, mas com certeza do que havia dito. Segurava Lana, igualmente aflita quando o navio se afundou por completo.

 

Com os olhos bem fechados, Henry achou que nunca mais os abriria. Esperou sentir as águas salgadas do mar invadirem seus pulmões. O que aconteceu a seguir foi ainda mais estranho e assustador:

Suas roupas permaneciam secas, assim como seus cabelos e o resto de seus corpos. Todos se entreolharam em confusão, pois todos respiravam também. A única coisa que não conseguiam fazer era nadar para cima, feito que imediatamente tentaram fazer mas sem sucesso. 

 

— Mas que p…

 

— Me acompanhem por favor — Uma voz surgia calma e suave em suas cabeças. Os legados tinham certeza de que na verdade, nada fora dito de fato. Mas a voz ali era real assim como seu dono que acabara de se revelar.

 

Henry agradeceu que as leis da física eram irrelevantes ali, pois escancarou a boca de surpresa. A sua frente, a figura masculina se mostrava alta e imponente. Seu peito era definido, assim como seu maxilar e braços. Possuía cabelos negros tal como sua pele e abaixo de seu ventre, uma cauda esverdeada se estendia, indo de encontro a  uma longa barbatana de mesma cor. Suas feições eram anfíbias, com olhos puxados junto a escamas e dentes semelhantes a presas ou a dentes de tubarão. Era lindo e assustador.

 

— Sou Heliclíras e…

 

— Você é um sereiano! — Maeggon gritou animado e assustado no momento em que lana estourava diversas bolhas com as patas, afobada.


        — Sim, bem observado — A voz do sereiano ecoou na mente dos legados enquanto sua expressão era neutra. Ele continuou — Me acompanhem por favor. Não se preocupem com seu veículo.

 

A criatura se virou ao lado oposto e começou a nadar. Yong assentiu e seguiu o sereiano, fazendo sinal para que todos ficassem em alerta. Todos iam deixando a embarcação Andrews para trás, no momento em que a mesma permanecia imóvel e enxuta, a apenas um palmo de distância da superfície […]

 

 

♞Acampamento - 23:45

Três dias haviam se passado desde o acontecido entre Ervin e Duncan. O loiro contou aos soluços o que acontecera e agora os desafortunados legados já estavam cientes da sombra de peter e sua presença no acampamento.

 

—  Isso é insano, uma entidade entre nós — Benjamin falava medroso, se recolhendo em suas vestes noturnas vermelhas. Estavam todos na cabana habitual, afastada do acampamento e perto da praia .

 

— Estamos em desvantagem -— Natasha suspirou irritada — Não sabemos nada sobre essa sombra. 

 

— Apenas que isso aconteceu duas vezes e que a sombra se utiliza de um hospedeiro até ter forças para assumir sua forma original — Duncan falou, olhando para os próprios pés. Pado, sua pelúcia era segurada com força.

 

— Isso quer dizer que ela já se hospeda em alguém. Pode ser qualquer um —William falou, recostado em Salvador que aparentava exaustão. William continuou — E talvez a sombra seja o motivo de ninguém com a bênção de Éter lembrar-se dos eventos de cinquenta anos atrás.

 

— Quem vocês acham que é?

 

— Eu apostaria em Jason — Natasha ergueu sua voz, buscando algum olhar de concordância — Qual é? Ele nunca foi muito amistoso com alguém e possui a bênção, o que significa que ele viveu a cinqüenta anos. Nunca pareceu uma pessoa de muitos amigos, além de ninguém saber muito sobre ele  — A morena olhou em volta e não vendo nenhuma objeção continuou — Ele pode ter matado os campistas, ser responsável por ocultar os detalhes do livro de registro, ele tem acesso amplo e absoluto sobre o livro, e apagar a memória de todos.

 

— Jason teria tanto poder assim? —Duncan perguntou.

 

— É provável — Salvador começou a falar, assustando William que estava com sua cabeça em seu ombro. O moreno continuou, colocando suas madeixas morenas para trás — Algumas proles de Alice possuem um poder imaginativo.

 

— Como? 

 

— Salvador tem razão — William colocou as mãos nos joelhos do moreno — Alguns podem criar ilusões poderosas, fazendo a realidade e a fantasia se misturarem. O construtor do S.S Andrews foi um legado de Alice com esse poder de imaginação.

 

Natasha quase se espantou com um menininho tão jovem saber tanto mas logo se lembrou que William, possuidor da bênção, era décadas e décadas mais velho que ela. A morena quase riu. 

 

— Mas essa habilidade... Jason seria tão forte para conseguir encantar todo o acampamento assim, inclusive os tutores? — Benjamin perguntou, se recostando na parede

 

— A sombra pode ampliar seus poderes, quem sabe? — Duncan sugeriu. 

 

— Podemos contatar Henry, ele que começou a investigação anos atrás — Natasha começou — Não é Lilian? ...Lilian?! 

 

Até o presente momento ninguém havia reparado que a garota estava profundamente imersa no sono. Sua cabeça pendia sob as estacas na cabana surrada. Natasha a sacudiu com violência.

 

— Ah...sim, sim! O que foi? — falava aos bocejos. 

 

— Queremos que tente contato com Henry, Lilian — A morena falou impaciente. 

 

A legado de aurora abaixou os olhos e foi mais a luz.

Seus cabelos rosados estavam desbotados, com fios rebeldes ante a face. Abaixo de seus olhos estavam grandes olheiras e bolsas negras. Seus olhos estavam vermelhos .

 

— Lilian...você está bem? — Ben perguntou preocupado 

 

— Me desculpe gente, não posso contatar Henry. Estou a três dias tentando e essas viagens estão me consumindo, além de não obter nenhuma resposta. Ele não me responde. 

 

— Que cretino! — Natasha interrompeu.

 

— Não, não é como se ele não atendesse por vontade própria — a legado de Aurora interpôs— É como se ele não estivesse aqui.

 

—O quer dizer?

 

— É como se ele não existisse.

 

— M-morto então? — Duncan engoliu em seco.

 

—Não — Lilian falou sombria — Se estivesse morto eu sentiria. É como se ele nunca estivesse existido.

 

Um silêncio desconfortável surgia em meio aos legados cansados. Suas mentes estavam exaustas e embaralhadas com um esse cruel quebra cabeças. 

 

— Voltamos a estaca 0 então? Não vamos conseguir fazer nada por não saber com quem estamos lidando — Natasha concluiu. Salvador se irritou em seu íntimo em como a menina estava falante hoje. Se sentiu culpado em seguida.

 

— Vamos voltar aonde isso tudo começou — Benjamin riu em ter de ir de novo para lá —Vamos novamente para biblioteca.

 

— Me lembrem de que quando isso tudo acabar pra eu nunca pôr mais meus pés em nenhuma biblioteca — Natasha finalizou. 


Notas Finais


O capitulo de hoje é o 15, boa leitura!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...