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História A beautiful chaos - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá!

Depois de um longo tempo sem escrever nada relacionado ao EXO, essa idéia me veio e foi praticamente impossível ignorá-la. Talvez tal estímulo me dê forças para produzir ainda mais. Quarentena se tornou algo produtivo.

Enfim, tenham uma boa leitura!

Capítulo 1 - Only


Fanfic / Fanfiction A beautiful chaos - Capítulo 1 - Only

 Foi quase inevitável não olhar.

O ricochetear dos raios de sol ao vidro limpo possibilitaram a natural luminosidade pelas brancas paredes sem imperfeições. Ultrapassava o Verde das folhas, tocava as cerdas do gramado e exalava o agradar pinho das copas acentuadas pelo aglomerada natureza até enfim, tocar a transparente barreira erguida do chão até o teto, beirando sua fraca luz na lateral lapidada do lustre ao centro. O oscilante tom marrom dos tecidos cobertos pela imaculada camada de poeira se estendiam sem rasgos nas quadradas e perfeitas laterais cúbicas, de dimensões tomadas, tamanhos variados, apoiados estrategicamente por cavaletes. Em seus pulmões enchiam com o alcançar do olfato ao suave cheiro da tinta sobreposto ao amadeirado, na breve pitada de materiais de limpeza, sem deixar a espiritual essência se dissipar no belo cômodo se dissipar.

Havia descrição no ar, nas cores irregulares ao chão.

Mas Chanyeol se mantinha ali. Quieto, respirando, admirando.

O ar que alimentava os pulmões, parecia parar na breve sensação calma que lhe ocorreu. Como o toque do sol as laterais regulares e irregulares, via como se delineava a branca cerne delicada a distância pouco tomada da entrada até ali. No centro, no perfeito centro, fios de ouro desciam pelo baixo tomar da testa, avermelhados como o morder dos pequenos lábios mordiscados. O nariz franzia, delicado, o bater dos cílios como o tocar das asas de uma graciosa borboleta a carne corada das bochechas. Não tão alto quanto o seu, franzia a pequena tela que pintava com as experientes mãos em rapidez em total perfeição. Um traço de masculinidade, desenho da delicadeza, perfeição perceptível.

Tudo foi tomado quando ele virou para Park, sorrindo na doçura tão sem igual que sorriu também.

Byun Baekhyun.

19 anos, estudante de arte, muita felicidade em um corpo tão pequeno.

Os traços da tinta riscavam as mãos bonitas, sujavam a barra do casaco, deixavam vestígio no descolorido cabelo caído a testa, brevemente bagunçado. Ofereceu um cigarro, que aceitou de bom grado, mesmo que o gosto da nicotina sequer tenha passado por seus lábios. Tragou, com medo pela oportunidade de serem pegos por algum inspetor, tossindo a fumaça de amargo gosto. Lágrimas vieram aos olhos, Baekhyun riu com o cigarro entre os dedos. Era até mesmo elegante como pendia-o entre os dedos e travava pelos lábios finos, expelido em onduladas ondas irregulares. O gesticular para demonstrar ações, o oscilar da doce voz ao imprevisível zangado correndo as íris, como os pequenos olhos se arregalavam para demonstrar exagero, como a ironia transbordava da boca pequena.

As mãos dele se agarravam ao travesseiro, Chanyeol observou durante a noite enquanto refletia sobre os suspiros e respiração calma do colega de quarto. O bico dos lábios pequenos, as bochechas contra o conforto do travesseiro. Desistiu da agenda mental decorada para as aulas de música, apenas observou o enfim silêncio de Baekhyun e dormiu.

Havia naturalidade nas palavras, um dia frias, outro dia animadas, uma tênue linha entre o previsível e imprevisível. Calado quando bem entendia, risadas escandalosas misturadas as risadas de Kim Minseok e Kim Jongdae. Os braços pequenos se abriam ao vento no final das aulas, sentados no vasto jardim de pouco movimento, girando com a brisa de melodia na confusa dança, bela por ser Baek quem dançava. Chamava Chanyeol para dançar, ria, insistia, desistia, dançava mais. O estudante de música poderia colocar a voz do garoto em todas as notas que se inspirava para compor, ficariam perfeitas. Poderiam ser alinhadas, tocadas por instrumentos de cordas, poderiam acalmar qualquer nervo de uma mente deturpada.

Poderiam revirar a sua calma constante, e tornar tudo uma bagunça completa.

O puxar no seu casaco nos dias de sol, com o traço de tinta denunciando as horas dentro do estúdio, o chamando a toda hora, rindo de tudo e todos. As poucas palavras, irônicas como a paixonite que Oh Sehun possuía por ele. A mania pintar os cabelos; Preto, vermelho, rosa. A indecisão em escolher o sabor do sorvete, o cigarro tragado em segredo, a medida de paixões deixadas por seu jeito espontâneo era a mesma medida da raiva sobre si.

Byun Baekhyun era apaixonante, imprevisível, chato, sedutor.

As transparentes roupas delineando a afinada cintura, resvalando entre os rosados mamilos e cerne imaculada, o ondular dos quadris a solidão do quarto quando Chanyeol entrava discretamente quando queria descansar. Sua voz saía morna, os cílios batendo as bochechas ao olhar por cima dos magros e pequenos ombros, chamando a sanidade enlouqüente de Chanyeol. Os dedos em fogo na chance de tocar a cintura fina e explorar o previsível sabor doce-amargo dos lábios cheios. A insuportável atmosfera quando estavam sozinhos, a saturação por contato entre as peles, como sempre havia tensão entre eles.

O Campus dormia, e o pulso gelado era envolvido pela mão quente do Byun. Tentava protestar, dizer algo, mas continuava tropeçando pelos corredores, puxado pelo baixinho. Cruzaram o jardim, parando no pacífico lago aberto. Baekhyun nada disse, apenas deslizou o zíper do casaco lentamente ao frio, revelando o peitoral sem camisa e desprotegido ao frio a calorosa madrugada. Park, tímido, engoliu seco no deslizar das calças pelas pernas brancas e pouco cheias, cobertas pela cueca envolvendo os quadris, valorizada pela pele branca.

Os músculos congelaram, chocando o calor externo no ambiente ao frio que possuiu seu estômago. Sequer sabia para onde olhar.

Baekhyun correu em direção ao lado, ignorando a placa de aviso, afundando na límpida água e emergindo, rindo faceiro, perguntando o que Chanyeol esperava para se juntar à ele.

O despir das suas roupas foram tímidos, renegando-se a mostrar o magro corpo ao Byun, tão fora de forma e desajeitado. Olhou para os lados, no iluminado vazio do corredores e vielas de outros dormitórios. A água era fria aos seus pés, refrescante ao indômita calor que amanhecera e prolongava até a madrugada. Atingiu sua cintura, envolvendo todo o seu corpo no mergulho dado com perfeição a água. Emergindo, Baekhyun sorria como um menino, incentivando-o a nadar mais junto com ele. Seu peito se aqueceu, uma interminável alegria consumiu seu peito. Pequenos e admiráveis cardumes passavam ali, sob suas mãos ou ao seu lado durante o nado, visando o imaculado corpo calmamente nadando ao lado oposto do lago.

Ele apenas foi. Prendendo o fôlego a cada braçada, silencioso como a noite que os rondava, até chegar próximo de Baekhyun.

Tão próximo que soltou o fôlego, tão próximo que apreciou os vermelhos lábios finos como Baek apreciou os seus com atenção, tão próximo que poderia tocar sua cintura, tão próximo que podia beijá-lo.

E foi o que fez.

Explorar o doce amargo dos lábios trouxe o veredito que precisava, o contanto que queria e tocar o que tanto ansiava. Era o mel, a nicotina, o gosto de Baekhyun traçado por sua língua que envolvia à sua. Os dedos calejados pelos calos no intenso contato das peles molhadas, o fisgar abaixo da cintura no intenso esfregar, arrancando um descompassado ofego de ambas as bocas. Não iam parar, não conseguiam parar. O beijo era uma total bagunça em tudo que sentia, um verdadeiro rebuliço em meio as probabilidades envolvendo seus sentimentos por Baekhyun.

Aquela era a missão de Byun Baekhyun.

Trazer o caos a vida de Park Chanyeol.

O dia seguinte foi desconfortável, silenciosos como à falta de palavras as bocas e a enxurrada delas em sua mente. Via nos tempestuosos olhos tudo que queria saber, mas era voz expressando seus sentimentos que queria ouvir. Nada descrevia a sensação daquele beijo.

A noite, pernas envolveram seu quadril, e o doce amargo que tanto lhe atormentava possuiu seu paladar e entregou o corpo macio e quente.

Baekhyun era a balbúrdia do seu coração, a melodia descompassada e ainda sim, bela aos ouvidos de quem ouvisse. Ele era o mais perfeito silêncio, e Baekhyun a mais intensa massa de sentimentos incontroláveis. Contrários e perfeitos, em brigas que deixavam suas vozes ecoaram por todo o dormitório, regidas pelas lágrimas, distância e acabadas em um abraço e pedidos de desculpas. Enevoados pela música que Chanyeol tocava, entretidos pelo perfeito caos que Baekhyun era, a intensidade na relação de altos e baixos.

Continuam os mesmos. Os quadros pintados pela rebelde e libertina juventude tem reconhecimento, a calma produzia em prol do pacífico coração melodias sobre o intenso amor admirável entre ele e seu furacão pessoal. Eram nos braços um do outro que se encontrariam no final do dia; Em brigas, em amor, em satisfação e orgasmo e em caos.

O caos mais completo é aquele que reúne distintas pessoas ligadas a um único sentimento.

Byun Baekhyun seria o único e exclusivo caos e amor de Park Chanyeol.


Notas Finais


O que a inspiração não faz, não é? Até eu estou apaixonada por algo que escrevi. Espero que tenham sentido o mesmo.

Fiquem em casa, tomem cuidado, lavem as mãos e andem com máscara sempre. Aproveitem o máximo esse tempo.

Até!


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