História A Beautiful Randomness - Capítulo 13


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Categorias Panic! At The Disco
Personagens Brendon Urie, Dallon Weekes, Jon Walker, Kenneth Aaron Harris, Personagens Originais, Ryan Ross, Spencer Smith
Visualizações 3
Palavras 2.603
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishoujo, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E AI XENTE
TURU BAUM?

Boa leitura <3
Espero que gostem

Capítulo 13 - Treze.


(Brendon)


Spencer e eu tínhamos conseguido esses lugares bem legais para tocar, e tocamos três vezes na semana, cada dia em um deles.

Isso era maravilhoso, por que me fazia ter muita coisa para fazer, e me dava tempo e espaço “sozinho”.

Sarah ia na maioria das vezes assistir os shows, e era bem legal da parte dela, mas graças a deus que não dava para ela ir toda vez…

Spencer era praticamente o único amigo que eu ainda tinha. Por que? Por que claro, ele era o único que a minha mãe ia com a cara. O resto, quando a gente brigou e eu disse que pelo menos tínhamos eles, que eles deram o maior apoio do mundo para eu e o Ryan…Ela pegou um ranço sério pra caralho. Falou que eles eram quase tão errados como nós e blablabla, enfim.

Mas eu era grato pelas poucas noites que eu tinha sozinho com o Spencer. Não falava realmente o que queria na maioria das vezes e toda vez que a gente conversava ou tocava no assunto de toda aquela merda eu ficava mais confuso, mas era importante.

Pelo menos eu tinha ele…

- Spencer eu… estava pensando…

- Fale Bren.

- Você… acha que teria alguma chance do.. Ryan aparecer por aqui um dia seguro com a Ellie?… Sabe. Só… por acaso….

- Eu não acho que daria certo…

- Por que? - Fecho o porta malas do carro onde eu estava ajudando ele a arrumar às coisas da bateria, e a gente vai para entrar o carro.

- Quer mesmo que eu seja sincero?

- Quero. Não se preocupe, não vou levar no lado pessoal…

- Não seria bom…. Seria pior para vocês dois… Olha, eu sei pouco sobre o que realmente aconteceu. E nós nem temos como ser sinceros sobre isso para conversar, por que até eu acho que sua mãe pirou. Mas era supostamente para você esquecer o Ryan, não era? Não vai ajudar… é capaz de piorar tudo ainda. Agora que vocês estão bem de novo, que as coisas estão indo para frente…

- Será mesmo?

- Eu acho. Não falo com o Ryan acho que faz uns dias, mas até onde eu sei, ele está bem. Falei para você, ele arranjou um emprego super bom como colunista de uma revista. Ele está gostando demais, ainda mais por que está escrevendo a parte de cinema...E a Ellie, bom, ela está a fofa de sempre. Ryan praticamente trabalha em casa, e ele tá dando seu jeito com ela. Sem contar que eu e o Jon sempre ficamos com ela pra ele quando ele precisa…

- Queria poder vê-los…

- Eu sei… mas vai por mim, pode até ser pior fazer isso…

- Você pode falar com ele sobre isso?

- Posso, mas eu sei que ele vai acabar falando o mesmo que eu…

- Mesmo?

- Certeza… ele ficou quase tão mal ou até mesmo pior com tudo isso… e ele não vai querer afundar no poço de novo. Sem contar que, tenho certeza que vocês iam brigar se se vissem…

- Por que?

- Só tenho esse pressentimento…

- Spencer, por favor… eu sei que você acha isso, mas tenta entender o meu lado.. eu preciso fazer alguma coisa, eu… merda, eu sinto tanta falta da Ellie… e o aniversário dele está quase ai, e eu não vou poder fazer nada, sabe. Não vou poder estar lá...

Era engraçado como eu tinha quase 20 anos agora, e ainda me surpreendia quando chorava sem perceber.

Muito louco. Parecia que do nada essa sensação tomava conta de você e assim em 1 segundo, quando você via, às lágrimas já estavam descendo pelo seu rosto.

- Eu sei… deve ser bem ruim… sinto muito Bren, de verdade… mas vai ficar tudo bem no final… pensa nisso.

- Talvez agora com todo esse negócio da banda eu possa ir na sua casa sem ninguém e quem sabe eu não passo um dia com a Ellie… isso não seria arriscado né? Eu acho que não… eu não precisaria ver o Ryan, exatamente. Ele nem precisa saber disso….

Isso, meus caros, não tenho medo nem vergonha de dizer, era o bom e velho desespero.

Eu estava me comendo de dentro para fora. Tudo isso estava.

- Quem sabe… a gente vê…



***



Eu e esperei e esperei, e realmente, acho que isso tudo não era pra dar certo.

Spencer me disse que tinha falado sobre o que eu tinha dito com o Ryan, e foi como ele tinha pensado: ele achava o mesmo que o Spencer.

E então, eu percebi que era a segunda vez na porcaria da vida, que o Ryan me jogava pro nada. Me fazia mal.

Que tipo de doença eu tinha para ainda amar ele, de verdade.

Isso me deixou tão mal…

Spencer disse que pelo menos, ele ficou muito mais que feliz por saber que eu ainda pensava nele. Que eu não estava ainda com tanta raiva, e que eu não achava mais que ele era um idiota. Disse que ele tinha dito que sentia minha falta mais que tudo…

Mas nada disso importava agora. Ele tinha feito de novo, tinha desperdiçado a gente!

Nessa noite, na verdade, eu não quis saber de mais nada.

Sarah não tinha ido,  e eu ajudei o Spencer, mas não peguei carona com ele, o que eu sempre fazia quando eu estava péssimo mas ele não fazia a mínima idéia, por que eu sempre dava uma desculpa brilhante.

Eu só bebi um pouco mais do que deveria. Não o suficiente para ficar chapado, só para querer parar de pensar em estourar minha cabeça de tanto bater na parede.

O álcool não me fazia bem, não me deixava exatamente melhor, mas ele deixava tudo mais fácil.

E vai por mim, se eu recorri a ele agora, não foi a toa. Eu só recorri a ele outras cinco vezes na vida.

Eu amava beber, mas depois da Ellie… eu me sentia mal fazendo isso.

Ryan não foi exatamente feliz com o fato do pai dele sempre beber. Eu tinha visto o quanto isso afetou ele desde que nos conhecemos moleques, 15, 16 anos.

Nunca faria aquilo com a Ellie, assim como o Ryan também não.

Mas… eu só estava no limite. Era isso, ou fazer alguma besteira da qual eu não ia voltar.

Por que isso estava ficando realmente infernal.

Eu queria, queria mesmo. Até tentei ligar para Sarah, fazer isso me sentir melhor mas… não adiantava…

Não conseguiria levar isso bem, eu só vinha me enganando até agora…

Saí do Bar eram 1, 2 da manhã, nem sei. Não fazia a mínima idéia e não me importava também.

Hoje era dia de tocar, o que significava que eu tinha um álibi indiscutível. Por mais que eu tivesse bebido e por mais pessoas que minha mãe tivesse colocado atrás de mim, eu tenho certeza de que eu dei uma boa disfarçada fingindo que estava lá trabalhando.

Então que se foda.

Estava escuro, não tinha praticamente ninguém na rua. Estava fresco também, um ventinho gelado mas que era bem vindo.

Estava tudo assim, paz, até que eu ouço:

- Você é o Brendon não é?

Tinha um rapaz ali, meio baixo, pequeno, mas sabe aquelas pessoas que tem um rosto amigável, que te fazem falar e querer ser gentil com elas tentando fazer amizade? Então.

- É, por que?

- Nossa, eu sou um fã! Você nem imagina!

- Sério?

- É claro! Você… não ligaria de autografar isso para mim, não é?

Ele me entrega um CD, que na verdade não tinha nada a ver comigo por que era da banda. Ryan tinha escrito ele. Tínhamos feito ele juntos. Eu não era mais aquele cara.

- Ah, meu deus, obrigado! Venho trazendo ele comigo todo dia que venho para cá, na esperança de acontecer alguma coisa como agora…

- Que bom que você conseguiu. Sério, fico feliz.

- Sou o Ian… bem seu fã mesmo.

- Sou o Brendon, Ian.

- Tá bêbado?

- Um pouco talvez? Mas não se preocupe

- Por que vocês sumiram?! Cara, fiquei com tanta saudade da banda! Então é verdade né, agora é só você e o Spencer.

- É, é sim.

- Não vou perguntar mas, nossa, como eu queria saber o segredo do que aconteceu!

E eu fui legal com ele por que achei que seria inofensivo. Quer dizer, parecia bem normal.

Mas quando dei por mim, não me pergunte como aconteceu, eu e o Ian estavamos transando em um dos becos do fundo do bar.

Ele me beijava forte e é, eu senti falta disso. Senti sim. Às mãos fortes, às curvas do corpo, o negócio mais intenso…

Droga, eu sentia falta de homens.

E era isso que eu queria. É, isso. O cabelo curto entre os meus dedos e o cabelo dele era quase do mesmo corte do Ryan, e o cheiro dele lembrava um pouco o do Ryan e merda. Eu senti falta de gente que tem algo no meio das pernas.

Eu senti falta de alguém metendo em mim, e é, doía um pouco por que fazia um certo tempo mas meu deus, meu deus. Era disso que eu estava falando.

Sons e gemidos masculinos, sentir tudo aquilo indo e vindo em você…

Pode ter certeza que agora ele podia contar pros netos “caramba, eu fodi o Brendon Urie uma vez”, oh, pode ter certeza que podia.

E eu não tava nem um pouco ligando para isso.

A única coisa que eu ligava era que eu não queria que isso acabasse.



***


(Ryan)


Ellie disse alguma coisa que eu entendi como sendo “papai eu quero assistir Toy Story”.

Ainda precisávamos de tradução simultânea para entender o que ela falava.

-Mas depois de assistir você vai comer sua comida, certo mocinha?

-Uhum.

-Tá bom então. Tô confiando hein.

Eu tinha trabalho para fazer então era até bom ela querer ver TV, mas é claro que ela não ia querer ver sozinha.

Tive que parar o que estava fazendo, mas tudo bem.

Ela geralmente dormia a tarde ainda, então eu sempre dava uma agilizada depois.

Ellie ficava lá, quietinha, com a mamadeira na boca, sem nem mexer.

Ela realmente gostava de Toy Story.

Ela vivia falando que ela não gostava do buzz e daquele porquinho que tinha no filme, mas ela sempre assistia ele.

Logo ela dormiu.

Eu coloquei ela na cama e fui terminar de trabalhar.

Nós tínhamos arranjado uma cachorrinha também. Ela queria um bichinho e eu achei que seria bom para ela, crescer com algum animalzinho.

Então a gente adotou a Hobo. E ela e a Ellie pareciam gêmeas. Onde a Ellie ia Hobo ia atrás. Hobo até dormia na cama com ela.

Tentei tirar esse costume, mas ela era uma cachorrinha teimosa e a Ellie tinha um luxo imenso com ela.

Os dias iam e vinham assim.

Às vezes tinha mais coisa para fazer, às vezes menos…

Mas uma coisa que eu percebi foi que tudo isso me machucou muito por ter perdido o Brendon, mas foi bom porque me aproximou de uma forma incrível da Ellie.

Ela era literalmente meu mundo agora.

Ela foi o erro mais certo da minha vida, eu juro.

-Quer vir aqui ajudar o papai com o trabalho?

Ela responde que queria, e era sempre assim mesmo.

Ela só ficava lá comigo, me fazendo companhia. Pedia para ela desenhar alguma coisa, falava que era importante. Ela ficava lá toda empenhada e desenhar certinho para me ajudar.

Saímos essa noite. Fomos comer cachorro quente numa lanchonete perto de casa.

Ela voltava toda cansada sempre, eu sempre tinha que carregar ela no colo até o apartamento, por que ela dormia no carro.

Quem vê, até pensa que ela não tinha tanta energia.

É que o negócio da Ellie era de manhã. Todo dia, dava 6h30,7h, Ellie tinha energia para dar e vender.

Você acabava acostumando.

Eu até podia dizer também dormia cedo, que aproveitava…. Mas só que não.

Noites eram sempre complicadas para mim.

Eu ficava pensativo, todo na merda, nem conseguia me concentrar para trabalhar ou qualquer foi desse tipo.

Tentava não ser tão nostálgico, se concentrar no meu futuro que até estava parecendo promissor agora, mas não dava na maioria das vezes.

Sempre parecia muito solitário, sempre parecia que tinha um buraco intenso na minha vida, em mim…

Eu sabia por que, era mais do que óbvio.

Mas eu nem conseguia pensar em mudar, tentar encontrar outra pessoa ou… algo desse tipo. Parecia que estava fora do meu alcance fazer ou mesmo pensar nisso.

Não queria sair, não queria nada parecido com isso. Eu não precisava. Não tinha mais a mínima graça para mim.

Apesar de parecer que tinha algo errado, tudo o que eu tinha ali era o que eu precisava.

Era a minha vida.

No outro dia, eu fui na casa do Jon.

Precisava passar na sede da empresa pegar mais algumas notícias e resolver uns assuntos, então precisava deixar a Ellie com alguém.

Spencer não ia estar em casa.

-Tava pensando em fazer um churrasco, ou alguma coisa assim… o que você acha?

-Ah, não sei… algum motivo especial?

-Não… só faz tempo que eu não não vejo o pessoal… queria juntar todo mundo.

-Então acho que você deveria fazer sim Jon.

-Você viu que o… Spencer e o Brendon estão indo bem?

-É, eu vi sim..

Jon já era mais o tipo de amigo igual a mim. Ele não tocava no assunto, por que sabia que era algo que a pessoa não ia exatamente achar agradável, e ele não queria ser o motivo de fazer alguém ficar mal.

Acho que por isso que eu curtia tanto ficar com ele.

Era quase como se nada tivesse acontecido.

-Tava pensando… Bom, eu agora já decidi o que quero para minha vida e até que tá tudo certo, mas, não teria nada contra voltar com música…O que você acha da gente começar a nossa própria banda? Não para ser famoso nem nada…Não para depender disso, fazer só pelo amor a música mesmo.

-Tá pensando mesmo nisso Jon?

-Tô ué… Acho que vai ser bem legal. Acho que nós dois não queremos desistir da música, mas também não queremos depender dela…

-Tem razão… mas… Será que vamos ter tempo?

-Ah, uma vez no ano, todo dia… O que importa… fazemos quando der.

-Boa… é Jon… vamos ver.

Isso podia ser legal. Podia dar certo.

Deixei a Ellie brincando com a irmãzinha mais nova do Jon e tive que ir.



***


Isso de fazermos como o Brendon e o Spencer pedia dar certo.

Pelo menos até agora estava dando.

Eu e o Jon tínhamos estilos de banda e tudo mais parecidos até.

Mas como a gente suspeitou, não estava dando muito tempo.

E era maravilhoso não ter pressão nisso.

Ellie até começou a gostar de música também, alguns fim de semana que eu ia lá para gente ver alguma coisa desse tipo, ela sempre ficava esperta, por ali, e eu descuidada dela, ela ia mexer em algum dos instrumentos.

Ela até ficou enchendo meu saco que queria “um desse” também… “Um desse” sendo um violão.

Então um dia que nós saímos, fomos até uma loja de música e eu comprei um daqueles violões de criança para ela, mesmo sabendo que ela era nova demais, que ela ia aproveitar mais quando fosse um pouco mais velha, e provavelmente que isso era só por que ela estava daquela fase de querer fazer tudo o que via eu fazendo.

Mas era muito fofo apesar. Eu achei que fazia sentido, por que era algo que não ia fazer mal nenhum para ela.

A única coisa que me fazia bem e mal ao mesmo tempo sobre isso, era ver o quanto na verdade ela estava ficando parecida com o Brendon em todos os sentidos.

Dava até uma raiva saudável da genética, que parecia que tinha me traído na cara dura. Ela era praticamente 80% Brendon e 20% eu.

Isso não dava certo. Era para ser meio a meio..

E eu sei que eu dizia que eu não.ia pensar nisso, que eu ia ignorar, mas estava ficando cada dia mais complicado não olhar para ela e lembrar do Brendon.

Até fisicamente esses dois se pareciam…


Notas Finais


RELLOW

E aí

Hsushsshsus Aiai
Gente falem comigo vai ;-; povo tá sumido nos comentários, façam isso cmg não

Beijos meus bbs <3

(Instagram e Twitter: @dwrperlman)


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