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História À Beira Mar - Capítulo 7


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Notas do Autor


Oia só quem tá no último capítulo antes do epílogo?? Nem acreditando que tô terminando uma fic.

Sem mais nada, apenas fiquem com esse capítulo, temporariamente sem revisão.

Capítulo 7 - Explicações e últimas lembranças


 -Como assim "mãe"? Isso é sério, tia Haku?- não consigo acreditar. Isso simplesmente não faz sentido.

-É, é verdade, Oliver. Eu sou a mãe do Piko. Não sou uma humana de verdade, assim como ele sou uma sereia- ela falava de um jeito tão simples, como se isso fosse algo normal. Nem sei o que pensar nesse momento.

-Como você está viva? Por que você me fez acreditar que tinha morrido? Por que você me abondonou aqui sozinho?- Piko-chan disse quase chorando. Não aguento vê-lo assim.

-Piko, meu amor, você não entende. Eu fiz isso por você. Por favor, me deixe explicar.

-Você simplesmente me abandonou, não tem o que explicar. Tem idéia de como foi triste crescer sozinho no meio do mar. Não tem nada que você possa me dizer- seus olhos estavam cheios de lágrimas quando ele disse antes de fugir mergulhando.

-Me desculpe, eu sinto muito Piko, eu sinto muito mesmo. Eu sei como é triste crescer completamente solitário no mar. Mas eu tive que fazer isso, eu precisei te proteger- tia Haku suspirou triste, se ajoelhando no centro do barco.- Você está ouvindo não é? Por favor me deixe lhe explicar o que aconteceu.

Eu apenas olhava para ela, incrédulo. Não sei como isso pode ser real, então quero ouvir sua explicação.

-Quando eu era nova, acabei me apaixonando por um humano que sempre andava de barco na região onde vivia. Ele nem sequer sabia que eu existia, e nem poderia saber, mas eu estava louca por ele, não parava de pensar nele e deseja-lo. Mas era impossível, éramos de mundos diferentes, ele um humano e eu uma sereia. Então acabei decidindo algo fazer algo horrível, um feitiço proibido que transforma sereias em humanas. Eu o fiz e usei dos meus poderes para que aquele humano se apaixonasse por mim. Nós passamos por vários momentos juntos, eu fingia que era alguém que não era, até que eu acabei engravidando. Eu sabia que meu filho não seria humano, então tive que falar a verdade para ele, mas sua reação não foi nada boa. Aquele humano ficou tão irritado, ele percebeu que só usei com os meus poderes, eu não tive escolha além de fugir para poder te criar. Eu desisti da minha forma humana e voltei para o mar, de onde nunca deveria ter saído.

Ouvi alguns soluços baixos de perto da borda do barco. Ele estava ali, ouvindo tudo. Deve ser coisa de mais pra ele raciocinar de uma vez só. Tia Haku também estava chorando.

-Depois disso você nasceu. Aqueles seis anos que eu passei com você sendo realmente sua mãe foram de longe os melhores momentos da minha vida. Eu realmente te amava como uma mãe ama seu filho, você era um garotinho tão incrível, tão doce e amoroso. Você se lembra daquela época? Ainda lembra das coisas que te ensinei sobre os golfinhos? Eu queria ter tido tempo de te ensinar a falar com eles direito, antes de ter que me afastar de você- um suspiro triste escapou de seus lábios, junto a mais lágrimas que escorreram.- Foi quando você tinha seis anos, durante o verão. Lembra quando eu tinha que te deixar sozinho de manhã para ver se barcos estavam se aproximando? Então, numa dessas manhãs eu acabei chegando perto de mais de um dos barcos e fui descoberta por duas pessoas, um casal de marinheiros, seus pais, Oliver.

Fiquei surpreso quando ouvi isso. Então meus pais sabiam esse tempo todo que a tia Haku não era humana? Por que nunca soube?

-Eu fiquei desesperada quando percebi que eles descobriram. Já tinha tido experiências terríveis com humanos, e tomei medidas exageradas. Meu desespero e paranóia se juntaram com a preocupação de algo ruim te acontecer, então achei melhor me afastar de você. Humanos sabiam sobre mim, pensei que se ficasse com você poderia fazer com que eles te descobrissem também, então optei por deixar tudo pra trás, incluindo você, a coisa que eu mais amava no mundo inteiro. Eu tinha tantas opções melhores, mas nem estava pensando direito pelo nervosismo, eu fui tão burra, foi a pior escolha da minha vida toda. Eu voltei a viver como de fosse uma humana, eu tive que te deixar pra que você não se machucasse, mas então acabei conhecendo aqueles dois marinheiros, e descobri o quão incríveis eles eram. Eles não queriam me machucar, só entavam curiosos quanto a mim. Acabamos nos tornamos amigos.

-Por que você não voltou? Você poderia ter voltado, ou poderia ter usado aquele feitiço para que eu virasse um humano também- ouvi a voz do Piko-chan bem baixinha e triste de perto da borda. Ele estava escondido com as costas no barco.

-Não poderia fazer o feitiço com você, não iria cometer esse erro de novo. Esse feitiço tem um preço, se ele é feito seu tempo de vida acaba diminuído muito. Para que eu me tornasse humana, abdiquei de quase metade do tempo de vida que eu teria. Eu não vou passar dos 35 anos.

-35 anos? Você completa 35 em novembro desse ano. Tia Haku, isso quer dizer que...- Não pode ser verdade, isso não pode mesmo ser verdade.

-Infelizmente isso é verdade, Oliver, eu não vou continuar viva depois de novembro- eu não consegui evitar as lágrimas. Então é por isso que eu vou ter que me mudar, por que ela não me disse antes? Eu teria feito tanta coisa difeteste.- Ah Piko, eu queria tanto ter te encontrado antes, queria ter passado mais tempo com você. Desde que soube que não estava sob perigo comecei a te procurar diariamente, os pais do Oliver sempre me ajudavam. A Mirai ficava desesperada tentando me ajudar, ela sempre dizia que se imaginava no meu lugar. Eu teria enlouquecido se não fosse por eles.

Ela deixou um suspiro escapar. Tinha um sorriso no rosto enquanto falava da mamãe, eu acabei sorrindo também, mas logo voltou com sua expressão triste de antes.

-Mas não importava o quanto te procurávamos, não importava o quão longe íamos nunca te encontrávamos. Eu quase desisti muitas vezes, não te encontrar me destruía completamente, mas eles nunca me deixaram desanimar, sou tão grata a eles. Em um dia eles foram te procurar sem mim, mas aconteceu uma tempestade muito forte que ninguém estava esperando, foi nesse dia que acidente aconteceu. Oliver, me desculpe- vi as lágrimas de seus olhos. Me dei conta de que também estava chorando.

-Isso é bem a cara de algo que a mamãe e o papai fariam.

-Eles eram pessoas realmente incríveis- sorriu para mim de um jeito triste, mas logo voltou a dirigir suas palavras aos seu filho.- Piko, me desculpe mesmo, eu cometi um grande erro com você, mas eu ainda sou sua mãe, saiba que te amo muito, muito mesmo, sempre te amei mais do qualquer outra coisa.

-Mamãe, eu também te amo- Piko-chan estava com os olhos avermelhados quando saiu de trás do esconderijo. Tia Haku sorriu e se aproximou da borda do barco, e logo pulou na água.

Um brilho forte azul claro iluminou tudo por alguns segundos. Olhando para a água vi a tia Haku realmente como uma sereia. Ela fica tão linda assim, e parece realmente feliz. O mar parece mesmo a casa dela.

Assim que ela ficou daquela forma, abraçou o Piko-chan, que retribuiu o contato e escondeu seu no peito de sua mãe. Só de olha-los assim pude perceber o amor e o carinho. Não consegui segurar o sorriso, me trás uma sensação tão boa, como uma nostalgia por lembrar da minha mãe.

-Hei, Oliver, pule aqui- tia Haku disse sorrindo divertida para mim, se afastando um pouco do Piko-chan.

-Não, eu não sou uma sereia como vocês, eu nem sei nadar.

-Tá brincando né?- Piko-chan perguntou rindo bastante de mim. Honestamente isso não me irrita.

-Eu sei, mas eu vou te segurar, você não vai se afogar.

-Se algo me acontecer eu volto pra Terra como fantasma só pra te assombrar- ameacei antes de pular na água, no fim eu confio nela pra isso.

Ela me segurou nos seus braços, enquanto ria do meu medo. Piko-chan também estava rindo, até que me abraçou carinhosamente. Era um abraço forte para que eu não afundasse, mas ainda assim cheio de amor, por ambos os lados. Nos olhamos por alguns instantes, até que eu tomei coragem para tomar iniciativa e juntei meus lábios aos seus, num beijo tão carinhoso, e de certo modo recheado por nescessidade, eu realmente queria muito esse contato.

-Parece que eu não era o único com vontade desse beijo- Piko-chan disse com uma voz um tanto quanto... quente, eu diria.

-Ah que fofos, eu quero todos os detalhes de como vocês se apaixonaram, é amor verdadeiro, né?- tia Haku parecia animada. Nós dois rimos.

Minhas últimas lembranças do Japão antes da mudança realmente foram marcadas por coisas incríveis e ótimas sensações.

Dois dias depois já estava no avião, indo para minha nova vida, com boas expectativas e um sentimento de saudade no meu peito.


Notas Finais


IEI, eu tava com expectativas altas de mais pra esse cap, então tô meio decepcionada, mas digam aí o que acharam.

Até o epílogo e beijinhos de bolinho ♡ ♥ ♡


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