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História A Bela e a Fera - Capítulo 29


Escrita por: marinamo

Notas do Autor


AVISO: + 18 ANOS

Capítulo 29 - Sonhos


Fanfic / Fanfiction A Bela e a Fera - Capítulo 29 - Sonhos

Capítulo 5 – Sonhos

                Reagan estava vivendo uma vida perfeita. Ela e seu marido viviam o felizes para sempre, e não havia nada errado, nenhum problema, nenhum contratempo. Só os dois, em um tempo infinito, juntos. Mas ela não conseguia se livrar da sensação de que havia algo errado. Todos os dias eram iguais, e ela amava cada um deles: as manhãs tomando café com Taehyung no jardim, as tardes lendo na biblioteca em sua companhia, as maravilhosas noites de amor sem fim. Mesmo assim, ela tinha uma pulga atrás da orelha. Algo simplesmente não estava certo.

                Em um dia (que ela não sabia qual, pois todos eram iguais e ela perdera a noção do tempo), uma batida insistente na porta da mansão a tirou do transe que agora era corriqueiro. Ela olhou em volta da sala de estar – como fora parar ali? Onde estava Taehyung? Toc, toc, toc, toc. Ela se apressou para abrir a porta.

-              Jungkook? – ela se espantou. O homem, lindo como sempre, com os cabelos escuros na altura dos ombros, tinha uma expressão muito séria e consternada.

-              Reagan, não tenho muito tempo. Escute com atenção. Eu e Taehyung estamos indo te buscar.

-              Quê? Taehyung está bem aqui. Deve estar lá em cima... Escute, você está se sentindo bem?

-              Reagan, você está em um sonho. Está dormindo.

                A moça ficou catatônica.

-              S-sonho? – aquilo era preocupante, pois fazia mesmo sentido.

-              Sim. Aguente firme, está bem? Não faça nada que irrite a bruxa. Ela é perigosa. É uma necromante.

-              Bruxa? Que bruxa? Jungkook... Sua mão está sumindo!

-              Está tudo bem, querida. Tudo vai ficar bem. Estou indo te buscar.

                Os pés dele também começaram a ficar transparentes. Ele estava desaparecendo.

-              Estou indo te buscar. – disse novamente, depois segurou seu rosto com ambas as mãos translúcidas (ela sentiu um leve formigamento ao seu toque) e a beijou, encostando os lábios nos dela por um breve momento, antes de desaparecer completamente.

*

                Depois de nocautear Park Jimin de um jeito que o deixaria desacordado por um tempo, Taehyung ficou esperando Jungkook, que disse aos guardas que o prisioneiro deveria ser levado à penitenciária comum de Paris, que ficava no centro da cidade. Como Jungkook era o chefe do interrogatório do caso de Park Jimin, os guardas não tiveram problema em acreditar naquilo. Mandou colocarem o criminoso em uma carroceria e prepararem os cavalos para levá-la.

-              Vou pedir para dois guardas acompanharem os senhores. – disse um dos guardas que estava no comando.

-              Não, não. Eu e monsieur Lee o levaremos sozinhos. O rei não quer chamar atenção nenhuma para a transferência da vergonha real. – Jungkook sussurrou o final, soando muito convincente. Assim, com seus cavalos prontos, os dois saíram das terras do palácio. Foram realmente para o centro da cidade – mas com outra finalidade.

-              Escute, pra isso funcionar, você precisa me pôr a par do seu plano. – comentou Taehyung, aborrecido, cobrindo-se com o capuz da capa.

-              O meu plano deu bem certo até agora. – Jungkook se gabou, com um meio sorriso. – Relaxe essa carranca, nós chegamos.

                A rua estava completamente deserta, pois era meio da madrugada. Jungkook, também encapuzado, saltou do cavalo e bateu na porta de um estabelecimento um tanto quanto peculiar. Havia dizeres em um cartaz que anunciavam: “Madame Cassandra, a cartomante – tarô que traz seu amor”. Taehyung franziu a testa. Que diabos esse cara estava pensando?

                Uma mulher muito maquiada e muito acima do peso, com roupas roxas extravagantes, abriu uma fresta na porta, e depois de Jungkook trocar algumas palavras com ela, os dois entraram, levando Jimin, que estava amarrado e amordaçado. Sentaram os dois em um sofá na sala da mulher, cheia de enfeites esotéricos e com um cheiro forte de incenso, e deixaram o prisioneiro em uma cadeira, ainda desacordado.

-              Madame Cassandra. Precisamos dos seus serviços. Precisamos encontrar... hum... a esposa dele. – Jungkook apontou para Taehyung, que achava que a mulher era uma charlatã e que estavam perdendo tempo ali. – Ela está em um lugar perigoso.

-              Oh, querido, não estamos todos nós? – respondeu a mulher, que acendeu uma cigarrilha e começou a soprar a fumaça para o alto.

-              É que ela está... está...

-              Na cabana de uma necromante. – completou Taehyung, e um calafrio percorreu sua espinha ao dizer as palavras.

                Na mesma hora, Madame Cassandra deu um pulo sobressaltado na poltrona revestida de cetim vermelho, engasgando-se com a fumaça, e Jungkook bufou.

-              É. – disse ele. – Precisamos fazer contato com Reagan, saber se está viva e alertá-la quanto à bruxa. Também precisamos... bem... de acordar esse aí e descobrir como podemos usá-lo para conseguir entrar nas terras da mãe dele... E, principalmente, sair de lá. – a cada frase que ele dizia, os olhos de Madame Cassandra se arregalavam ainda mais.

-              Mãe dele? Não me diga que... Jeon Jungkook, este homem desmaiado na minha cadeira...

-              É Park Jimin.

-              Por quê está dizendo essas coisas a ela? Nem sabemos se ela é confiável! – resmungou Taehyung.

-              Madame Cassandra... Bem... Ela é minha madrinha.

-              Sua madrinha? – agora, era Taehyung quem saltava de susto da cadeira.

-              Foi ela quem me contou sobre a mãe de Jimin, após eu contar o que tinha descoberto no castelo... Depois de muita persuasão. Ela é amiga íntima de minha mãe.

-              Ô se sou. E eu te disse um milhão de vezes que aquela mademoiselle iria te trazer problemas! Eu sabia, eu vi no além. Então esse é o homem com quem ela se casou?

                Taehyung soltou uma risada sem humor, cético.

-              Escute, Madame Cassandra. Precisamos da sua ajuda. Reagan está em perigo. – continuou Jungkook.

-              Querido... – ela balançou a cabeça, com pena, colocando uma das mãos no ombro do afilhado. – Ela provavelmente está com o destino selado pela morte. Não vale a pena se sacrificar... Morrer... Por uma dama que é de outro cavalheiro! – ela completou, em tom de consolo.

-              Madrinha, por favor. Por favor. – Jungkook suplicou, os olhos agora marejados, fitando a mulher intensamente. Após analisar a expressão dele, Madame Cassandra soltou um suspiro.

-              Tudo bem. Mas não posso prometer nada. Você é o marido, certo? – ela perguntou à Taehyung, que assentiu. - Vou preparar o ambiente e enquanto isso preciso que vasculhe, em sua memória, um momento com sua esposa, algum momento com emoções muito fortes. Pra isso dar certo, meu afilhado tentará fazer o contato, enquanto você se concentra em não perder o foco na lembrança. Você será o elo, e ele, o mensageiro.

                Enquanto Madame Cassandra enchia a sala com velas que continham símbolos estranhos, Jungkook olhou significativamente para Taehyung, tentando convencê-lo com o olhar de que ele precisa confiar no processo.

-              Tente esvaziar a mente e se envolver completamente na lembrança quando eu der o sinal. Sinta o toque dela, sinta seu cheiro. Se você se desconcentrar, a conexão se perderá. – continuou a cartomante, acendendo um incenso com um cheiro diferente, um cheiro muito estranho, que lembrava água salgada. Finalmente, ela se posicionou em frente aos dois e começou a entoar um cântico em uma língua desconhecida.

                Madame Cassandra fez Jungkook segurar a mão de Taehyung, enquanto entoava o canto e fazia uma espécie de hipnose com o afilhado, que logo entrou em um transe muito esquisito. Ela fez um sinal para Taehyung, que fechou os olhos e lembrou-se, com facilidade, de uma de suas memórias preferidas.

Era a lua de mel dos dois. Tinham acabado de chegar de carruagem na casa de campo que dava em frente a um lago esverdeado estonteante. Havia flores por todos os lados. Reagan vestia um vestido branco simples de noiva, porém perfeito, que marcava sua cintura perfeitamente e que tinha rendinhas lindas nas extremidades. Depois de entrarem no quarto – toda a bagagem já tinha sido levada pelos criados – ela abriu uma garrafa de vinho e serviu em duas taças.

Estava simplesmente linda. As largas ondas castanhas, cor de avelã, caíam esplendorosamente pelo busto. Ele sentia cada célula de seu corpo irresistivelmente atraída por ela. Engoliu em seco quando um sorriso sapeca brincou nos lábios dela após um gole de vinho.

-              Não vai beber comigo? – ela perguntou, erguendo uma taça na direção dele.

-              Farei tudo o que você quiser. – ele respondeu, pegando a taça e bebericando o vinho. – Já te disse que está maravilhosamente atraente nesse vestido?

                Ela riu e passou a língua pelos lábios.

-              Já, mas gostaria que dissesse de novo, só que no meu ouvido.

                Ele deu um largo sorriso e se aproximou daquele corpo esbelto, encostando os lábios de leve em seu ouvido. Reagan era alta, de modo que se ele virasse um pouquinho o rosto para baixo e para o lado, seus lábios estariam prontos para tocarem os dela.

-              Você está maravilhosamente atraente nesse vestido. – ele sussurrou, segurando-a pela cintura. Mal terminou de dizê-lo e sentiu que ela lhe puxava para um beijo. Um beijo ardente, voluptuoso. Ele aprofundou ainda mais a boca dentro da dela, passeando as mãos por seus quadris.

                Ela virou-se de costas, ainda muito próxima dele.

-              Me ajude com esses botões... – pediu, mordendo o lábio inferior, provocativa.

                O cheiro de frutas vermelhas de seu cabelo o inebriou como uma droga. Afundou o rosto neles enquanto desabotoava o vestido, botão por botão, roçando os dedos na pele quente das costas dela conforme o vestido ia se abrindo e expondo tudo. Quando terminou de desabotoar, ela se virou de frente para ele, o desejo queimando em seu rosto.

-              Ops. – ela disse, deixando o vestido cair no chão. Por baixo, havia uma lingerie muito sensual, a cinta liga branca e delicada prendendo as meias de seda no corselet rendado. Ele perdeu o fôlego e sentiu que já estava rijo contra as calças. Ela percebeu e alargou o sorriso.

                Hipnotizado com aquela visão, ele tocou um dos seios por cima do corselet. Ela colocou uma das mãos em cima da sua, estimulando-o a seguir em frente. Taehyung a tomou em seus braços, sem conseguir ficar longe daquele beijo caloroso. Ela o fez se sentar na beirada da cama luxuosa de dossel, e sentou-se em cima dele enquanto se beijavam, as línguas brincando uma com a outra. Assim que sentiu a rigidez embaixo de si, ela arfou. Ele ficou ainda mais rijo com o som daquilo. Com as mãos nas costas dela, desamarrou o corselet, expondo seus seios deliciosamente pequenos e firmes.

-              Qu-quero... – ela gemeu, sem conseguir se controlar.

-              O que você quer, meu amor? – ele perguntou, tirando o resto da lingerie e expondo aquele corpo todo, aquele corpo atlético, torneado, perfeito. Ele sentiu a mão dela em cima de sua intimidade e gemeu também.

-              Quero você... – ela completou, desabotoando a calça dele. A camisa já tinha ido embora, expondo o corpo bonito e grande.

                Ele a jogou na cama delicadamente, tirou todo o resto de roupa de si mesmo e se deitou por cima dela, que o envolveu com as coxas e cravou as unhas em suas costas, enquanto o beijava com luxúria.

                Aquele cheiro. Aquele corpo. Taehyung estava indo à loucura com aquela mulher. A mulher que amava. Um amor louco, voraz, incandescente. Pensou que estava no paraíso. Reagan se encaixou nele lentamente, de forma absolutamente torturante e gostosa. Ele sentiu aquele interior quente e úmido, pronto pra ele. A cada estocada, ela gemia mais alto. Ele mordiscou seu lábio inferior enquanto se perdia naquele sensação maravilhosa. Quando finalmente chegou ao ápice e ela também, pensou: se eu morrer agora, morrerei sendo o homem mais feliz desse mundo.



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