História A Bela, o Outro Cara e Eu - Capítulo 21


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Categorias O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Dr. Bruce Banner (Hulk), Personagens Originais, Phillip Coulson
Tags Amelia Prescott, Bruce Banner, Bruce Banner X Oc, Hulk, Romance
Visualizações 127
Palavras 3.224
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Slash
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, gente! I'm back in town, rá!

Tudo bem aí com vocês? Espero que sim <3

Eu tô super enrolada com uns desafios de escrita, mas consegui um tempinho para postar mais um capítulo de Brumelia <3

Boa leitura e ouçam Chasing Cars <3 muito amor por essa musiqueta, sabe?

Capítulo 21 - Novas promessas


Eu não sei bem como dizer como me sinto
Aquelas três palavras são ditas demais
Elas não são o suficiente
Se eu deitasse aqui, se eu apenas me deitasse aqui
Você deitaria comigo
E apenas esqueceria do mundo?

 

Chasing cars - Snow Patrol

 

Depois de uma tarde longa e praticamente infrutífera com Tony e o Diretor Coulson, alimentada mais por várias perguntas e hipóteses incertas do que por pistas sólidas sobre o ataque à bomba que abalou a cidade há menos de vinte e quatro horas, senti certo alívio quando Pietro reportou que Amelia estava de volta à Torre. Um peso saiu dos meus ombros, pois eu estava preocupado que, depois da nossa discussão mais cedo, ela fosse se recusar a continuar aqui.

Eu teria que respeitar a decisão, é claro, e garantir a segurança aonde quer que Amelia escolhesse ficar. Mesmo que fosse longe de mim. Mas é reconfortante não ter que me preocupar com isso. É muito bom tê-la por perto. Ainda que ela se distancie de mim de uma forma emocional.

Confesso que o alívio que sinto não é apenas por acreditar que a Torre dos Vingadores é o lugar ideal para assegurar o seu bem-estar a partir de agora, também é por pensar que ela decidiu voltar por um bom motivo.

Talvez tenha refletido sobre tudo com mais calma e chegado à conclusão que não está com tanta raiva de mim. Talvez tenha se convencido de que eu errei, mas tentando acertar. Ou talvez eu esteja sendo esperançoso demais e imaginado uma doçura compreensiva em seus olhos quando Amelia percebeu minha presença na entrada da cozinha.

Em meio ao pesado silêncio que paira entre nós, sou acometido por uma palpitação ao reparar no jeito como ela está vestida. Ou na ausência de trajes adequados, melhor dizendo. Amelia está usando apenas um roupão de banho.

Por mais que não seja o momento ideal de pensar algo do tipo, não consigo evitar, é mais forte do que eu. Por um instante, tudo o que mais quero é descobrir o que exatamente ela está vestindo por baixo da peça. Por segundos imprecisos, desejo ardentemente que não seja coisa alguma. Uma parte insana de mim, só queria ter a sorte de tocá-la, sentir o seu corpo e esquecer do mundo. De tudo, de mim mesmo e, principalmente, do Outro Cara. Porém, por motivos óbvios e impossíveis de ignorar, não posso.

Engulo em seco e me esforço para afastar o impróprio pensamento. Não se trata apenas do Hulk sob minha pele. Eu estava disposto a tentar controlá-lo para ficar com Amelia definitiva e inteiramente. Entretanto, agora que a situação entre nós ficou tão delicada e indefinida, não me acho no direito nem mesmo de imaginar que um contato carnal e mais íntimo entre nós será possível. Some-se a isso Amelia não estar em boas condições físicas e eu não estar em boas condições emocionais, e acho melhor manter os pés no chão.

— Você está bem? — é a única coisa que me vem à cabeça para falar agora. — O braço, digo. Está melhor?

Amelia assente com um meneio de cabeça antes de endireitar o corpo e responder:

— Sim. Valeu por mandar aquele remédio pelo Pietro. É meio forte e vai me derrubar a qualquer momento, mas funciona bem.

Foi apenas um comentário sobre um efeito colateral. Eu devia ficar feliz por não existir sinal de rispidez na voz dela. Mas não consigo evitar a preocupação que surge em mim ao ouvir isso e replico de imediato:

— É melhor conversar com o médico do Tony para trocar a medicação. Eu mesmo posso falar com ele.

— É só um analgésico, Bruce. Acho que eu sobrevivo a um pouco de sonolência. — Dessa vez, sinto a fúria contida em seu tom sarcástico e duro. — Para de me tratar como um cristal, eu não vou quebrar.

Sinto a crítica velada também, não sou idiota. Sem graça, desvio o olhar por um momento e balbucio a única coisa que me cabe dizer:

— Desculpe, não foi minha intenção te fazer se sentir assim.

E quando lamento por isso, não estou me referindo somente ao comentário anterior, mas sobre tudo. Especialmente por ter mentido para protegê-la. Por ter tratado Amelia como um cristal, como ela bem deixou escapar.

De alguma forma, sinto que Amelia entende o meu pedido de desculpa, já que relaxa um pouco e me observa com um olhar indecifrável. Não há mais hostilidade nele. Apesar disso, acho prudente não abusar da sorte e parar essa conversa por aqui.

— Eu não vou te incomodar mais. Parece que você quer ficar sozinha. Com licença.

Dou-lhe as costas e já estou prestes a deixar a cozinha, quando ela se pronuncia de um jeito apressado:

— Pode ficar se quiser. Eu não ligo.

Aquela ponta de esperança que senti, quando cheguei e me deparei com Amelia, ganha um pouco mais de força. Salvo a alfinetada de há pouco, ela não parece tão furiosa quanto horas atrás, quando saiu desnorteada do quarto depois de demonstrar toda a sua insatisfação com minha atitude. O fato de permitir que eu fique por perto é um progresso que não convém ignorar. Por isso, me viro em sua direção, decidido a continuar aqui.

Ela desvia do meu olhar, no entanto. Parece sem jeito com a minha presença, apesar de ter argumentado que não ligava.

Arrisco um sorriso tímido ao observá-la. Depois, examinando a cozinha a nossa volta, admito para romper o pesado silêncio:

— Eu não lembro o que vim fazer aqui.

— Sério? — Amelia me encara com descrença na mesma hora.

Demoro apenas alguns segundos para deduzir o que ela está pensando e faço questão de esclarecer do jeito mais firme que consigo:

— Eu não estava te seguindo pela Torre. Juro.

Ela me analisa por algum tempo. Parece ponderar se estou dizendo a verdade ou não. Fico feliz quando soa convencida da minha sinceridade ao retrucar:

— Claro, mesmo porque você não precisaria de uma artimanha dessas, certo? Aposto que o Pietro já te avisou que eu voltei. Aposto também que te deu o relatório completo do meu passeio pela cidade.

Por outro lado, sou atingido pela segunda alfinetada. Mais direta do que a primeira.

— Ele me avisou quando vocês chegaram, disse que estava tudo bem, foi só isso.

Amelia não parece convencida. Ela estreita o olhar em minha direção ao pressionar:

— Sério, Bruce?

Sou obrigado a reconhecer que não fui totalmente sincero. De fato, não foi apenas isso que Pietro me disse. Apenas resumi para não causar nenhum atrito com essa conversa. Mas como Amelia quer franqueza, decido me arriscar:

— Tudo bem. Ele mencionou que você encontrou um conhecido e se aborreceu, mas eu não pedi detalhes. Eu não quero e não vou me intrometer na sua vida, Amelia, mais do que já me intrometi. Não espero que me explique nada sobre essa pessoa que viu hoje, a menos que você queira conversar sobre ele eventualmente.

De repente, ela parece acuada e indecisa. Não sei se está incomodada por ter a confirmação de que Pietro me contou sobre esse evento específico ou se por lembrar da pessoa com quem esbarrou. Tudo o que sei é que a tal pessoa é um homem e que isso fez uma insegurança amarga despertar dentro de mim, por mais que Pietro tenha afirmado que o encontro foi desagradável e Amelia não parecia feliz.

— Não vale a pena — ela, por fim, se pronuncia, apertando a nuca com certa ansiedade. — Faz parte de um passado complicado que eu prefiro esquecer. Além disso, seria muito estranho falar de Kurt com você.

Kurt. Então esse é o nome do sujeito. Tenho certeza que Pietro teria me dito, porém eu realmente não pedi detalhes sobre o assunto. Não quero ser invasivo com Amelia, então achei melhor só saber o necessário.

— Por mim, tudo bem — limito-me a assentir.

Entretanto, a verdade é que uma curiosidade inconveniente se mistura à insegurança súbita que ressurge. Não consigo deixar de imaginar que tipo de história Amelia e o tal Kurt tiveram, que tipo de relação e por que ela soa tão desconfortável com a simples menção a esse homem. Será que é um ex-namorado? Será que as coisas ficaram mal resolvidas entre os dois? Será que ela ainda... sente algo por ele?

Antes que eu alimente ainda mais o monstro do ciúme com perguntas levianas, expiro com força e retomo nossa conversa de horas atrás:

— Eu sinto muito mesmo pela escolha que fiz, Amelia. Por ter mentido para você. Sei que é difícil de entender, eu nem estou te pedindo que entenda, mas preciso que saiba que eu menti apenas tentando...

— Me proteger? — Sou interrompido de repente pelo tom impaciente em sua voz. — Me preservar? Tô sabendo. Nada de novo sob o Sol.

Apesar de certa hostilidade, ela realmente parece mais aberta ao diálogo agora. De alguma forma, está mais conformada e não soa tão dura.

— É óbvio que eu falhei nesse propósito. Em te proteger — deixo escapar, pensativo, observando a imobilidade do seu braço direito e o curativo em sua têmpora do outro lado. — Outra coisa que lamento muito. Você ter se ferido por minha causa.

— Não começa com a ladainha, Bruce — ela protesta de um jeito incisivo, o tom de voz mais elevado, ligeiramente alterada. — Eu já disse que nada disso foi culpa sua, e sim de um maluco sociopata que cismou com essa história de se vingar. Eu sou apenas uma estatística no meio dessa confusão e não fui a única pessoa ferida ontem. Aliás, mesmo que eu não te conhecesse, poderia muito bem ter me ferido. Lugar errado, hora errada, é uma equação bem simples.

Assimilo seu argumento e, embora fique grato pela compreensão e apoio que ela ainda é capaz de me direcionar, tenho que discordar de um ponto:

— Você não é apenas uma estatística para mim, Amelia. Não tem nada de simples nessa equação. E ele sabe disso. Sabia, inclusive, que você estava comigo ontem. Foi uma das conclusões da S.H.I.E.L.D. com base nas mensagens que recebi. Ele estava nos observando o tempo todo.

Por mais que ela se esforce em disfarçar, é nítido que sua expressão estremece devido ao medo instintivo ao ouvir a última sentença.

Meu inimigo acionou as bombas de forma remota, mas estava por perto sim, observando eu e Amelia naquela cafeteria, zombando toda vez que eu ignorava uma nova notificação de mensagem e, de certo, assistiu ao show caótico que ele mesmo promoveu logo depois. A uma distância segura. É inteligente, sem dúvida. Perigoso e muito covarde. Um maluco sociopata, como ela mesmo disse. É por isso que acabei descartando de vez a possibilidade dele ser o General Ross.

Confesso que eu havia pensado nele, a princípio, já que temos um passado conturbado e ele já me caçou à exaustão há alguns anos. Só que depois de ontem, essa suspeita caiu por terra. Thaddeus Ross tem muitos defeitos, mas não acredito que orquestraria algo que ferisse civis só para me atingir. O problema dele, se ainda existe, é apenas comigo.

Tem que ser outra pessoa. Mas quem?

Amargurado por constatar que estou preso a um engenhoso mistério que se torna cada vez mais incerto e obscuro, decido retomar o assunto anterior:

— Eu entendo que não foi fácil digerir o que contei, descobrir que eu andei mentindo para você desde que coloquei os pés na cidade de novo e que você estava em perigo esse tempo todo.

Amelia parece em conflito consigo mesma e hesita por algum tempo. Depois, solta a respiração sonoramente, abaixa o olhar e diz:

— Eu odiei o que você fez, Bruce. Mas também exagerei. Fiquei cega de raiva. Raiva só porque você estava sendo... você.

Apesar de surpreso e feliz por ela se mostrar, de fato, mais compreensiva, reconheço em resposta:

— Não, você estava certa. Eu devia ter contado tudo antes. Contado que voltei, revelado o motivo, sido franco desde o começo. Agora me parece bobo ter mantido você no escuro assim. Sabe de uma coisa? Não foi só para te poupar, foi porque eu não queria reconhecer que você estava em perigo por minha causa. Eu tive vergonha e medo do que você pensaria de mim se soubesse. Não falar sobre o problema me deu a ilusão de que tudo se resolveria rápido, que não seria necessário te envolver, que talvez nem fosse uma ameaça grave no final, que eu tinha controle...

Amelia comprime os lábios por um instante. Por um momento, não tenho a menor ideia do que ela está pensando. Sua expressão é uma impenetrável incógnita agora. Não tenho certeza se aceitou ou não o meu pedido sincero de desculpa. Não sei dizer se vai explodir a qualquer momento ou me abraçar e dizer que está tudo bem. Não sei se vai relevar o que eu fiz ou escolher se afastar de vez por causa do que fiz.

O ruído suave do seu copo vazio sendo colocado sobre a banqueta é o único som que penetra o silêncio incerto entre nós. Ele ainda se estende por mais alguns instantes até que ela finalmente torna a me olhar e pondera:

— Nós dois pensamos, fizemos e falamos coisas que não devíamos. Mas eu não quero mais brigar com você, Bruce. Não quero mesmo.

O alívio que sinto não pode ser descrito com palavras. Amelia pode não concordar com os meus métodos e, certamente, não irá aceitá-los daqui pra frente, mas pelo menos colocou um ponto final em nossa crise. Ela relevou, me deu uma nova chance, talvez a última e que eu farei de tudo para honrar.

Meu sentimento fica ainda mais forte quando entendo que estou pronto para compartilhar minha vida com ela. O lado bom — que não é muito — e as coisas ruins. Amelia não é um cristal, é uma mulher forte e teimosa que não devo mais subestimar. Está na hora de tratá-la como merece ser.

Lembrando-me da nossa conversa na cafeteria, quando eu disse que não queria mais brigar, arrisco uma referência ao imitar a resposta que ela me deu ontem:

— Então não brigue.

Me rendo ao sorriso tímido que teima em irromper no meu rosto. E não consigo camuflar o quanto estou encantado quando Amelia dá alguns passos em minha direção.

— Só não mente mais pra mim — ela pede, também com um sorriso suave nos lábios. — Mesmo que você ache que precisa, não faça isso de novo.

A lembrança do primeiro beijo me invade. Amelia na sala do seu apartamento me pedindo para não desaparecer novamente, pois não aceitaria um novo exílio, não aceitaria me perder, não aceitaria uma nova fuga. Assim como naquela noite, uso as mesmas palavras para lhe fazer uma nova promessa:

— Nunca mais.

Sua mão esquerda alcança meu rosto. O calor do seu carinho é um conforto sem o qual não conseguiria aguentar a pressão do que está acontecendo ao meu redor. Preciso de Amelia mais do que nunca. Vou protegê-la sempre, acima de tudo, mas preciso do seu apoio e do seu amor para me dar força. Preciso dela por perto, comigo, para continuar lutando contra essa ameaça invisível, para aguentar o fardo de ser um homem amaldiçoado.

— Eu aguento qualquer coisa, você pode confiar em mim qualquer segredo e não precisa ter vergonha de nada — ela afirma, com o olhar cravado no meu, cada palavra me atingindo com um peso absurdo. — Mas a partir de agora, tem que ser diferente. Eu quero que você me conte tudo, Bruce. Exatamente tudo, entendeu?

— Sempre — faço mais uma promessa, e juro que também vou cumpri-la.

Na falta de mais palavras, Amelia termina com a nossa mínima distância e me beija. É um beijo calmo e demorado. Um beijo que me dá a certeza de que voltamos a ficar bem e que tudo será realmente diferente a partir desse momento. Não só porque precisa ser, mas porque nós dois queremos que seja.

Dou um beijo em sua testa, e Amelia ri do gesto que parece ter virado a nossa marca registrada. Abraço seu corpo junto ao meu e acaricio seu cabelo. Ainda não lembro o que vim fazer na cozinha, mas esse é apenas um detalhe que não importa realmente. Seja lá o que eu queria, já consegui tudo que preciso. Ela está bem aqui.

***

Depois de alguns minutos imprecisos ainda na cozinha, acompanho Amelia até a porta do seu quarto. Ela parece mesmo cansada e, no entanto, quando faço menção de me afastar e deixar que descanse, ela segura a minha mão e me conduz para o interior do recinto com uma delicada determinação.

Meio zonzo, observo-a fechar a porta, passar por mim e se deitar na cama depois de ajeitar um jogo de travesseiros junto à cabeceira. Ao ver que estou congelado feito uma estátua e, provavelmente, com uma expressão perdida, dá algumas palmadinhas ao seu lado e me chama:

— Vem cá.

Tomado pela surpresa do convite, demoro mais do que o normal para me esquivar:

— Eu não sei se isso é uma boa ideia agora.

Amelia franze o cenho, confusa, e ri quando entende.

— Sua cabeça está cheia de bobagens, hein, Dr. Banner? Não é nada disso. Eu só quero conversar. Te ouvir, na verdade. Adoraria saber o que a S.H.I.E.L.D. já descobriu.

Meu rosto enrubesce. Atrapalhado, sinto meus braços inquietos e, definitivamente, não sei o que fazer com as mãos. Envergonhado, apresso-me em contornar a embaraçosa situação:

— Eu não estava pensando que...

— Eu sei exatamente o que você estava pensando — Amelia me interrompe certeira. O olhar divertido e sedutor que lança em mim não deixa a menor dúvida que ela sabe mesmo. Indicando a tipoia, emenda: — Eu adoraria, mas acho que não seria muito bonito com o braço desse jeito. Depois que me recuperar, no entanto... Bom, aí você não me escapa, Bruce.

A forma natural como ela se refere ao assunto sexo me faz lembrar de uma época em que isso não era um tabu para mim. Antes do Hulk, é claro. Mas mesmo agora, mesmo sabendo que será complicado controlá-lo, me vejo disposto a não enxergar mais isso como um empecilho. É só uma dificuldade que irei transpor. Porque quero transpor. E não imagino outra pessoa com quem quero fazer isso.

Com essa certeza cada vez mais forte dentro de mim, permito-me flertar de volta:

— Eu não quero escapar de você, Amelia. Na verdade, eu... gostaria de tentar. Quando você estiver bem, é claro.

Um choque passa por seu rosto, mas é um choque bom e cheio de satisfação. Ela engole em seco. Não estava esperando por isso.

— Anotado. — Exalando mais segurança e sedução, Amelia torna a indicar o espaço ao seu lado e me chama de novo: — Agora vem cá. Eu não vou te morder. Ainda não.

Dessa vez, não hesito e me aproximo. Acomodado ao seu lado, sinto uma excitação nervosa e boa ao mesmo tempo. Por mais que não seja cavalheiro pensar em sexo agora, o fato de estarmos numa cama, muito próximos e envoltos por um clima propício é muito sugestivo. Arrisco admitir a mim mesmo que se Amelia estivesse em condições, eu ia querer tentar agora mesmo.

— Então... — Sua voz suave me desperta da ideia luxuriosa. Um brilho quente e indisfarçável em seus olhos me leva a concluir que ela estava pensando o mesmo que eu. — O que a S.H.I.E.L.D. sabe sobre o nosso maluco favorito?

Aperto as mãos em meu colo e expiro contrariado.

— Muito pouco. Eu vou te contar.


Notas Finais


Eu tô tão descabriada da cabeça (?) que não sei o que comentar aqui hahahahahaha

Well, mas vocês viram que Brumelia fizeram as pazes, né? Viram que rolou um climinha instigante, né non? Viram que eu mencionei o Ross, certo? Aos pouquinhos a história está evoluindo e a relação do nosso otp também <3

Sobre a próxima atualização, fiquem de olho no meu jornal (no Spirit), no meu perfil (no Nyah) e no grupo Reduto das Fanfics (Facebook). Qualquer novidade, eu grito nesses canais, blz?

Beijinhos de luz!
#BrumeliaForever!


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