História A boneca - Capítulo 17


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Categorias A Rainha Vermelha
Personagens Evangeline Samos, Personagens Originais, Príncipe Maven Calore
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Palavras 636
Terminada Não
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Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Decendentes


Aquele homem sorria pra mim como um predador mas não era tão ruim quanto eu pensei. Naquela tarde caçamos até conseguirmos algo grande o bastante para nós alimentar,nossas mãos estavam tingidas de sangue enquanto retiravamos a pele e os órgãos do animal. Ele me desfarçadamente durante todo o trabalho.

_Por que deixar um estranho te seguir,caçar ao seu lado e estripar e comer da sua carne?

_Por que não deixar? 

Max colocou a faca entre as mãos e a rodou de forma perfeita fazendo com que parecesse ameaçador e assumiu um semblante doentio.

_Eu poderia ser um assassino.

_Então você já estaria morto.

Ele soltou uma gargalhada. Era bonito definitivamente,poderia ter feito meu coração balançar em qualquer outro tempo,o senso de humor negro atraente e mesmo assim eu sabia que não era pra mim,sabia que não que ele fizesse se compararia a qualquer um deles. Um vento forte vindo de um local desconhecido passou por nós,corando minhas bochechas pelo frio e fazendo meus cabelos baterem nas bochechas. Max esticou os dedos os ajeitando,contudo deixou uma mancha sob minha pele.

_Maeve tem a mania de mandar mulheres bonitas para mim.

_Maeve a Deusa de três rostos?

Ele fez que "sim" com a cabeça e olhou para cima como se pudesse enxergar o céu tapado pelas copas das árvores.

_Acho que ela gosta de mim.

Com o cair do noite fomos obrigados a procurar por abrigo, Max ficou encarregado de achar alguma caverna funda o bastante para nós escondermos enquanto eu procurava madeira o bastante para nós aquecer durante a noite. Sozinha eu conseguia sentir os olhos do mundo sobre cada movimento meu,alguém impulsionando cada passo e me guardando.

_Não vou participar do seu jogo. Não vou ser uma oferenda pra o seu protegido

O vento forte veio me jogando contra uma lasca de madeira,algo perfurou minhas costas trazendo dor intensa,sangue escapou por entre meus lábios. E então lá estava ela,quase imperceptivel se não fosse a luz,não respirava ou exibia qualquer barulho.

_Sabe oque tem a perder se não seguir ordens

_Sabe que não pode me obrigar a ama-lo 

Ela riu e meu corpo foi empurrado,jorrando mais sangue. Gelo percorreu minhas veias enquanto aqueles olhos mortos encaravam os meus.

_Pode me levar se quiser,pode me fazer oque desejar comigo mas não me obrigar a isso.

_ Sua vida e a dele são inuteis pra mim se não alcançarem o objetivo. Sangue será derramado é sua escolha se será o de vocês ou o deles.

Um barulho surgiu da mata, e dela meu mais novo parceiro surgiu. As facas em mãos prontas para serem lançadas a qualquer movimento bruto. A mulher o encarou os olhos sedentos pelo desafio. Ele não sabia,não tinha como saber oque estava enfrentando,um cego diante da guerra que se alastrava e destruia tudo em seu caminho. E então ele o fez,a faca passou direto por dentro dela acertando outra árvore logo atrás. Ela por sua vez não errou quando seu corpo foi impulsionado para longe e a mesma aca lançada anteriormente lhe atingiu o rosto em um pequeno corte. Max não fez nada,não se mecheu,nenhuma magia o protegeu.

_Pare com isso _Gritei

Novamente ela foi de encontro a mim.

_Que estranho princesa,sua raça não adora escravizar,torturar e matar os humanos. Depois do que foi dito não achei que sentiria pena desse.

HUMANO.  A palavra me atingiu como um soco. a raça renegada,os fracos,ratos,lixo,inuteis. muitos nomes foram dados durante os séculos. Todos sem ultilidade,estragavam rápido,morriam facilmente,não podiam se defender. No entanto a minha frente estava um guerreiro,alguém que provavelmente lutará pra sobreviver. Ele merecia a vida bem mais que qualquer um de nós. Quando a arma novamente foi pega e prestes a ser jogada contra ele novamente uma parede escura se formou entre eles.

_Você fez sua escolha.

Dito isso ela desapareceu me deixando totalmente desnorteada.

 

 

 



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